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Conheça quem é Márcio Alecio, que vai comandar o Incra no Acre

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Márcio Rodrigo Alecio é o novo superintendente regional do Incra no Acre. Com ampla experiência na área agronômica e formação acadêmica sólida, o engenheiro agrônomo é mestre em Ciências Agrárias, com ênfase em Agricultura no Trópico Úmido, e doutor em Biotecnologia e Produção Vegetal.

Filho de assentados da reforma agrária, Alecio ingressou no Incra em 2008 e já exerceu o cargo de Superintendente Regional no Acre, de 2015 a 2016. Na regional acreana, ele coordenou diversos programas, como Ates, Pronaf, Terra Sol, Infraestrutura e Pronera, além das atividades de supervisão ocupacional, regularização fundiária e titulação.

Alecio também participou de grupos de trabalho e contribuiu com o Incra Sede na elaboração de atos normativos relacionados à Ates, crédito instalação, à destinação de áreas remanescentes em projetos de assentamento, à consolidação de assentamentos, à titulação, e à agroindustrialização e à comercialização de produtos da reforma agrária (Terra Sol).

Com experiência profissional anterior no Governo do Estado do Acre, nas Secretarias de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar e de Agropecuária, Alecio também atuou como engenheiro agrônomo e perito federal agrário na Superintendência Regional do Incra no Acre.

Formado em agronomia pela Universidade Federal do Acre, Alecio possui mestrado em Agricultura no Trópico Úmido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/Amazonas) e doutorado em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufan).

Ele também teve envolvimento em projetos de construção de casas de farinha, centro comercial de Capixaba, agroindústria Bonal e abatedouro de frango.

Com uma trajetória marcada pela experiência em projetos e programas voltados para a agricultura familiar, Márcio Rodrigo Alecio chega à superintendência do Incra no Acre com a missão de fortalecer e consolidar as políticas públicas para a reforma agrária e o desenvolvimento rural sustentável na região.

Amazônia

Cientistas do Brasil e Reino Unido se reúnem em Belém para debater restauração na Amazônia

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Pesquisadores do Brasil e do Reino Unido se reuniram em Belém entre 17 e 19 de março de 2026 para discutir caminhos de conservação e restauração florestal na Amazônia, em um workshop que buscou transformar resultados científicos em soluções práticas, com foco em resiliência climática, justiça social e governança. O encontro ocorreu na Ilha do Mosqueiro, no Hotel Fazenda Paraíso, e reuniu cerca de 60 participantes.

O workshop “Florestas Amazônicas no Século XXI: da compreensão das pressões socioambientais à formulação de soluções” marcou mais uma etapa de projetos colaborativos entre os dois países e teve participação de pesquisadores ligados ao Capoeira – Centro Avançado em Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental, coordenado pela Embrapa e financiado pelo CNPq. A programação combinou debates técnicos e atividades de campo, com visitas a uma floresta madura no Parque Guma, a áreas de floresta secundária e a um sistema agroflorestal no Assentamento Abril Vermelho.

Professor de Ciências da Conservação na Universidade de Lancaster e integrante britânico do comitê gestor do Capoeira, Jos Barlow afirmou que a reunião buscou aproximar informações produzidas por diferentes métodos, do monitoramento por satélite ao trabalho de campo. “Integrando pontos de vista e conhecimentos de vários lugares, conseguimos validar métodos e melhorar os modelos globais para entender melhor o que está acontecendo no chão”, disse. Ele também defendeu que o encontro sirva para aproximar pesquisadores experientes e cientistas em início de carreira, com espaço de mentoria e troca sobre a realidade local e perspectivas globais.

A agenda incluiu discussões sobre limites ecológicos e prioridades para recuperação de áreas degradadas. Stephen Sitch, professor de Geografia Física na Universidade de Exeter e coordenador do projeto SOS, fruto de acordo de cooperação internacional entre o Reino Unido e a Embrapa, afirmou que a meta é identificar um “espaço operacional seguro” para o ecossistema amazônico e mapear onde a restauração pode gerar mais benefícios, diante das áreas mais vulneráveis.

Coordenadora do Centro Capoeira e pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Joice Ferreira defendeu que a agenda de conservação e restauração precisa avançar com participação social e uso direto dos resultados científicos por gestores e formuladores de políticas públicas. “O objetivo chave é contribuir para uma restauração inclusiva, que atenda às prioridades das comunidades locais”, afirmou. Na mesma linha, a pesquisadora e bolsista da Embrapa Yuki Murakami, que estuda governança e legislação de restauração, apontou a inclusão de populações tradicionais na tomada de decisão como um dos principais entraves para ampliar a escala de iniciativas de recuperação florestal. “A legislação precisa ser mais participativa e inclusiva em relação a esses grupos para que a restauração ganhe escala”, disse.

O encontro foi financiado por agências e programas de fomento como CSSP LURE, DEFRA-GCBC, NERC-UKRI e iniciativas de pesquisa do Capoeira e do CNPq, além de reunir especialistas de instituições como IPAM e INPE em temas que vão de monitoramento a laser e riscos climáticos à governança e aos impactos sociais. A expectativa dos organizadores é que a aproximação entre dados, modelos e experiências de campo ajude a orientar decisões públicas e estratégias de restauração com maior alcance, com efeitos diretos sobre políticas ambientais, planejamento territorial e projetos que dependem da participação de comunidades que vivem e produzem na floresta.

Fonte: Embrapa

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Ato no Rio reúne entidades e amplia mobilização em defesa dos dados oficiais e da soberania nacional

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Um ato público realizado na terça-feira, 17 de março de 2026, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, reuniu lideranças técnicas, entidades científicas e acadêmicas, gestores públicos e privados, pesquisadores e estudantes, e marcou o início de uma mobilização nacional em defesa dos dados oficiais e da soberania nacional. O encontro teve a participação do presidente do IBGE, Marcio Pochmann, e de diretores e servidores do instituto, em meio a um cenário de ataques e desinformação que buscam descredenciar pesquisas, metodologias e indicadores produzidos por órgãos públicos.

Durante o evento, Pochmann relacionou a iniciativa a uma movimentação mais ampla, com repercussão internacional, e defendeu união em torno das instituições de produção de conhecimento. “É uma onda que vem ganhando dimensão no mundo e é muito importante que, aqui no Brasil, possamos estar unidos e convergentes na defesa das instituições que produzem conhecimento”, afirmou.

A abertura do encontro foi feita pelo jornalista e conselheiro da ABI Xico Teixeira, que associou a integridade da informação pública ao papel do jornalismo e ao exercício da cidadania. “Dados confiáveis vão além de simples estatísticas: são instrumentos de cidadania”, disse.

O debate também reuniu representantes de entidades sindicais, universidades e organizações da sociedade civil. O presidente da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET), Adalberto Cardoso, afirmou que a produção científica e estatística enfrenta ataques por contrariar interesses políticos e econômicos, ao expor problemas como pobreza e desigualdade. Já o presidente do Clube de Engenharia do Brasil, Francis Bogossian, defendeu uma articulação ampla e propôs uma reunião ampliada ainda neste semestre para manter a mobilização e organizar ações contra campanhas de desinformação.

Entre as falas, o professor Adair Rocha, da UERJ, associou soberania e democracia e destacou o simbolismo de a mobilização começar na ABI. O empresário Paulo Protásio, presidente da Câmara Brasileira de Comércio, Indústria e Serviços (CISBRA), abordou a relevância estratégica do Brasil no debate internacional e citou o papel do IBGE na consolidação de uma visão do país em um “mapa múltiplo”.

A mobilização prevê novos atos em outras capitais. Na quinta-feira, 19 de março, está programado um encontro em São Luís, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioespacial e Regional da UEMA, e há articulações iniciais para eventos em cidades como São Paulo, Brasília, Fortaleza, Recife e outras. O movimento também planeja criar canais próprios para registrar debates, divulgar agenda e organizar propostas voltadas ao enfrentamento de fake news e à proteção de usuários e produtores de dados, ampliando a pressão por ambientes informacionais mais confiáveis para decisões públicas e privadas.

Fonte: IBGE

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Acre cria Mês do Servidor Doador e lança gincana entre secretarias para reforçar estoques do Hemoacre

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O governo do Acre instituiu o Mês do Servidor Doador e criou uma gincana intersecretarial para mobilizar servidores civis e militares na doação voluntária de sangue e no cadastro de doadores de medula óssea, em uma tentativa de reforçar os estoques do Hemoacre em períodos de maior demanda. A medida foi formalizada pelo Decreto nº 11.854, publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira, 20 de março de 2026.

Pelo texto, a realização do Mês do Servidor Doador será definida todos os anos pelo próprio Hemoacre, de acordo com a necessidade de recomposição das bolsas disponíveis, e comunicada previamente aos órgãos estaduais para permitir a organização interna das ações. A gincana ficará sob coordenação conjunta da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e da Secretaria de Estado de Administração (Sead), com apoio das demais secretarias e entidades do Executivo.

As atividades previstas incluem campanhas educativas, mobilização nos locais de trabalho e ações voltadas a estimular doações regulares e ampliar o número de cadastrados para doação de medula óssea, com foco no impacto direto do abastecimento do hemocentro sobre atendimentos hospitalares e procedimentos na rede de saúde. O decreto também estabelece que a participação na gincana terá caráter simbólico, sem gratificações, benefícios materiais ou qualquer tipo de recompensa financeira.

Outra previsão é a dispensa do trabalho no dia em que o servidor realizar a doação de sangue, além da possibilidade de flexibilização da jornada para facilitar o comparecimento aos pontos de coleta, desde que não haja prejuízo à continuidade dos serviços públicos. A expectativa do governo é que a adesão dos órgãos aumente o volume de doações em momentos críticos e reduza o risco de falta de sangue, que pode afetar rotinas hospitalares e atendimentos de urgência no estado.

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