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Política

Debate sobre a educação marca sessão na Assembleia Legislativa do Acre

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Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 1º de abril, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), parlamentares dedicaram boa parte de seus discursos ao debate sobre a educação pública no estado. As falas abordaram desde críticas à gestão atual até elogios a iniciativas adotadas nas escolas e concursos públicos em andamento.

O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) criticou o governador Gladson Cameli (PP) por uma medida tomada há três anos que, segundo ele, reduziu os valores das tabelas salariais dos trabalhadores da educação, afetando principalmente os aposentados. Magalhães relembrou que a base do governo aprovou a proposta sob pressão e que, apesar das promessas feitas durante a campanha de reeleição, nenhuma ação foi tomada para reverter a situação. Ele apontou perdas salariais anuais que teriam variado entre R$ 23 mil e R$ 25 mil e cobrou a mobilização de sindicatos e servidores. O parlamentar também afirmou que os dados apresentados à época não justificavam a medida e que a arrecadação do FUNDEB no ano seguinte demonstrou isso.

Em contraponto, o deputado Afonso Fernandes (PL) defendeu a atuação do governador, destacando os concursos públicos realizados e os esforços para ampliar a empregabilidade, inclusive na educação. Fernandes citou o concurso da Secretaria de Educação, com mais de 52 mil inscritos e previsão de contratação de 2.500 professores e 500 profissionais da área administrativa. O parlamentar reconheceu que há problemas, mas afirmou que o governo tem buscado soluções e classificou como injustas as críticas que consideram o governador ingrato com os servidores públicos. Fernandes também questionou por que problemas antigos na valorização dos profissionais da educação não foram resolvidos em governos anteriores.

Já o deputado Arlenilson Cunha destacou visitas a escolas públicas e relatou experiências observadas em unidades como a Escola Sebastião Pedrosa, no bairro Comara, que atende estudantes de áreas com altos índices de violência. Ele citou o aumento no número de alunos atendidos e ressaltou a importância do trabalho de professores, gestores e servidores. Cunha defendeu a valorização desses profissionais como caminho para transformação social e ampliação de oportunidades para a juventude.

O debate na Aleac evidenciou visões distintas entre os parlamentares quanto à condução da política educacional no Acre, refletindo tensões entre a base governista e a oposição em torno da valorização dos trabalhadores da educação e da gestão dos recursos públicos.

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Política

Aleac abre ano legislativo de 2026 com leitura da mensagem do governador Gladson Cameli

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A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) realizou na manhã desta terça-feira (3), em Rio Branco, a sessão solene que marcou a abertura oficial dos trabalhos legislativos de 2026, com a leitura da mensagem governamental apresentada pelo governador Gladson Cameli, que expôs diretrizes, prioridades e metas do Executivo para o ano.

A cerimônia reuniu deputados estaduais, integrantes do Poder Executivo, representantes do Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, instituições de controle e membros da sociedade civil. Estiveram presentes o governador Gladson Cameli, a vice-governadora Mailza Assis e o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior, além de autoridades dos demais Poderes.

Ao abrir a sessão, Nicolau Júnior destacou o papel institucional da leitura da mensagem governamental e afirmou que o Parlamento manterá o compromisso com o diálogo e o funcionamento regular das atividades legislativas. Ele ressaltou que 2026 é ano eleitoral, mas afirmou que o calendário político não comprometerá o cumprimento das obrigações parlamentares, mesmo com a presença dos deputados em suas bases.

Durante a leitura da mensagem, Gladson Cameli apresentou um balanço das ações executadas pelo governo estadual e os eixos prioritários para 2026, com foco em saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e desenvolvimento econômico . O governador afirmou que a presença na Aleac representa reconhecimento ao papel do Legislativo e compromisso com a harmonia entre os Poderes, defendendo o diálogo institucional independentemente de posições políticas.

Ao abordar a gestão administrativa, Cameli declarou que a folha salarial do Estado não registrou atrasos e que, em alguns períodos, houve antecipação de pagamentos. Segundo ele, concursos públicos realizados ao longo da gestão beneficiaram mais de oito mil profissionais. O governador também citou a realização de mutirões de saúde que ultrapassaram 65 mil atendimentos, a ampliação da telemedicina, o fortalecimento do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e a recuperação de mais de 11 mil quilômetros de ramais e rodovias no Acre.

Na área da educação, o chefe do Executivo mencionou programas de alimentação escolar, distribuição de fardamento e tablets a estudantes da rede estadual, além da contratação de mais de dois mil professores e pagamento de bônus aos profissionais da área. Ele anunciou a previsão de intercâmbio internacional para alunos da rede pública, a formação de mais de 15 mil estudantes na educação profissionalizante e a criação de uma faculdade estadual.

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Ao encerrar a mensagem, o governador afirmou que parte das ações segue em execução e atribuiu os resultados à confiança da população. A sessão solene marcou o início formal das atividades parlamentares de 2026, reafirmando o papel da Aleac como espaço de debate e deliberação sobre políticas públicas no Estado.

Fotos: Sérgio Vale

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Política

Bocalom questiona aumento das emendas e aciona Justiça contra mudança na Lei Orgânica de Rio Branco

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), ingressou no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para suspender a Emenda à Lei Orgânica nº 39/2025, aprovada pela Câmara Municipal em julho de 2025, que elevou de 1,15% para 2% da Receita Corrente Líquida (RCL) o percentual destinado às emendas parlamentares individuais, sob o argumento de que a medida foi aprovada sem estudo de impacto orçamentário e pode gerar desequilíbrio nas contas do município.

A alteração foi aprovada após o aumento do número de vereadores de 17 para 21, o que ampliou o volume de recursos vinculados às emendas, podendo alcançar cerca de R$ 1,5 milhão por parlamentar . Na ação protocolada no TJAC, a Procuradoria-Geral do Município sustenta que a proposta apresenta vícios de inconstitucionalidade formal por não ter sido acompanhada do Estudo de Impacto Orçamentário e Financeiro exigido pela Constituição Federal e pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com parecer técnico das secretarias municipais de Finanças e de Planejamento, citado na ação, não houve estimativa prévia do impacto financeiro durante a tramitação legislativa. O levantamento da equipe técnica aponta que a elevação do percentual representará, apenas em 2026, um acréscimo de R$ 13.587.701,64 na despesa obrigatória com emendas, fazendo o montante saltar de R$ 18.383.361,05 para R$ 31.971.062,69 . A Prefeitura argumenta ainda que o orçamento municipal passou de uma previsão de R$ 2,48 bilhões para R$ 2,42 bilhões, cenário que, segundo o Executivo, exigiu cortes na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, com impacto estimado em R$ 12.369.365,00.

No pedido liminar, o Município requer a suspensão imediata da eficácia da emenda, sob alegação de risco à ordem orçamentária e administrativa . A ação também menciona precedentes do Supremo Tribunal Federal sobre a aplicação do percentual de 2% para emendas parlamentares em estados e ressalta que a reprodução automática do modelo federal pode não ser compatível com a realidade fiscal dos municípios.

A iniciativa gerou reação na Câmara. O vice-presidente da Casa, vereador Leoncio Castro (PSDB), afirmou que os parlamentares foram surpreendidos com a medida e que não houve diálogo prévio com o Executivo . Já o líder do prefeito na Câmara, vereador Márcio Mustafá (PSDB), informou que a base governista pretende se reunir com a articulação da Prefeitura para discutir os efeitos da ADI e buscar esclarecimentos . Segundo ele, as emendas já foram integralmente indicadas para execução no orçamento, o que aumenta a preocupação sobre eventuais mudanças.

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Em meio ao debate, Bocalom afirmou que mantém postura de respeito institucional na relação com o Legislativo. “Eu sempre procurei respeitar os limites, porque a gente sabe a função do vereador e eu sei da minha função como executivo”, declarou durante agenda na Câmara. O prefeito acrescentou que, em sua avaliação, o Legislativo tem sido valorizado na atual gestão.

O questionamento judicial abre uma nova etapa na relação entre Executivo e Legislativo em Rio Branco e pode redefinir o volume de recursos destinados às emendas individuais no orçamento de 2026, com reflexos diretos na execução de obras, serviços e políticas públicas financiadas por indicação parlamentar.

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Política

Câmara de Rio Branco abre ano legislativo de 2026 com foco no Plano Diretor, transporte público e nova sede

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A Câmara Municipal de Rio Branco abriu oficialmente, na manhã de 2 de fevereiro de 2026, o ano legislativo com um café da manhã realizado no Hotel Nobile Suítes, na Avenida Ceará, reunindo vereadores, integrantes do Executivo, assessores e representantes da imprensa. O encontro marcou o início dos trabalhos parlamentares com a indicação de pautas prioritárias como o Plano Diretor, o transporte público e a conclusão da nova sede do Legislativo.

Durante o evento, o presidente da Câmara, vereador Joabe Lira, afirmou que a Casa inicia o ano com expectativa de manter o ritmo de produção registrado em 2025, apontado por ele como o período de maior produtividade do Legislativo municipal . Segundo o parlamentar, o novo ciclo será marcado pela análise de projetos considerados estruturantes para a capital. “Temos projetos importantes que serão analisados e votados, como o Plano Diretor e a questão do transporte público, que temos compromisso em ajudar a resolver”, declarou.

Em outra fala, Joabe reforçou que 2026 será um ano de trabalho intenso. “Temos pautas importantes que serão votadas agora no ano de 2026. O Plano Diretor é uma delas. Temos também a questão do transporte público. Nós vamos também dar uma resposta que a população espera. Então, vai ser um ano, com certeza, de muito trabalho, de muito empenho”, afirmou .

Além das pautas urbanísticas e de mobilidade, o presidente comentou sobre a situação orçamentária do Legislativo. O orçamento da Câmara foi ampliado para R$ 67 milhões após alteração na Lei Orçamentária, podendo alcançar entre R$ 69 milhões e R$ 70 milhões, a depender do fechamento da arrecadação do exercício anterior . O parlamentar também informou que não pretende disputar nova eleição para a Mesa Diretora e que deseja concluir o mandato com a entrega da nova sede da Casa, cuja infraestrutura está finalizada e aguarda aquisição de mobiliário e equipamentos de informática, com previsão de inauguração entre 60 e 90 dias.

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, participou do encontro e destacou a relação institucional entre Executivo e Legislativo. Ele afirmou que a gestão tem mantido os repasses ao Parlamento dentro do limite máximo permitido e que a valorização da Câmara pode ser observada nas emendas e na conquista da sede própria . “Sempre procurei respeitar os limites e as funções de cada poder. O vereador tem um papel fundamental, assim como o Executivo”, declarou.

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O líder do prefeito na Câmara, vereador Márcio Mustafá, apontou a expectativa de avanços em 2026, citando a ampliação de creches com berçário entre as ações previstas . Já o vice-prefeito Alysson Bestene ressaltou a manutenção do diálogo entre os poderes e destacou investimentos na área da Educação, afirmando que o município pretende dar continuidade às políticas em andamento.

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