Seguindo a agenda nacional, funcionários, diretores e representantes do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac/AC aderiram nesta terça-feira, 16, ao Dia S, com o objetivo de apoiar as instituições contra o desvio de 5% nos recursos para a Embratur. O manifesto ocorreu em frente à sede da entidade, em Rio Branco e, na ocasião, foi também realizada coleta de assinaturas para o abaixo-assinado em recusa à medida.
O corte foi aprovado na Câmara dos Deputados, por meio dos artigos 11 e 12, inclusos no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 09/2023, e deve ir à votação no Senado Federal, nesta quarta-feira, 17.
Segundo o assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó, é de suma importância que a sociedade saiba dos malefícios caso o PLV seja aprovado. “Estamos aqui tentando sensibilizar a sociedade, mostrar às pessoas o quão prejudicial pode ser caso seja aprovado. É importante que isso seja discutido com a sociedade”, disse.
Cortes podem encerrar atividades em mais de 100 municípios
Se os dispositivos entrarem em vigor, existe o risco real de encerramento das atividades do Sesc e do Senac em mais de 100 cidades brasileiras e mais de R$ 260 milhões deixarão de ser investidos em atendimentos gratuitos (incluindo exames clínicos e odontológicos, por exemplo).
Além do fechamento de unidades, também podem ocorrer demissões de mais de 3,6 mil trabalhadores, redução de 2,6 milhões de quilos de alimentos distribuídos pelo Programa Mesa Brasil, fechamento de 7,7 mil matrículas em educação básica e 31 mil em ensino profissionalizante, entre outros prejuízos que serão sofridos diretamente pela população atendida.
Prejuízo ao turismo
A CNC não apenas defende a promoção do turismo brasileiro, bem como trabalha há mais de 75 anos pelo desenvolvimento do setor. Somente na área do turismo, além do fechamento de 23 laboratórios de formação e qualificação de mão de obra para o setor, o programa de Turismo Social, pelo qual o Sesc oferece passeios e viagens a preços acessíveis, seria afetado. O projeto, que é referência na América Latina, estimula o desenvolvimento do setor em diversas localidades do interior do País, muitas delas dependentes do programa para grande parte do movimento turístico.
“É um contrassenso que sejam retirados valores da assistência social para a população enquanto o Brasil renuncia a R$ 2,5 bilhões por ano com a retomada de exigência de visto para turistas dos Estados Unidos, do Canadá, do Japão e da Austrália”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Conforme estudo da Confederação, a suspensão da necessidade de visto para turismo no Brasil havia ampliado em 21,5% a quantidade de estrangeiros desses países em 2019, no comparativo com o ano anterior.
Alteração da lei é inconstitucional
Por lei, todos os recursos de Sesc e Senac devem financiar programas de bem-estar social aos comerciários e suas famílias, além de criar e administrar escolas de aprendizagem comercial e cursos práticos, de formação continuada ou de especialização para os empregados do comércio. Se entrar em vigor, a nova legislação é inconstitucional e fere inúmeras decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinam que essas verbas não são públicas, já que as contribuições dos grandes empresários do setor terciário devem ser destinadas exclusivamente para essas finalidades. Mesmo sem contribuir, as micro e pequenas empresas também são beneficiadas pela qualificação de funcionários e melhoria das condições de vida da população em geral.
Apoio de centrais sindicais
Centrais sindicais e confederações nacionais de trabalhadores divulgaram, na última quarta-feira, 10, uma carta aberta contra o desvio de recursos do Sesc e do Senac para a Embratur e pedem ao Senado Federal que rejeite os artigos 11 e 12 do PLV 9/2023, inseridos pela Câmara dos Deputados na MPV 1147/2022. Caso aprovado, haverá a retirada de 5% das contribuições dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo do Sesc e do Senac.
O presidente da CUT Acre, Edmar Batistela, reforçou o apoio da entidade e relembrou que, desde que soube sobre aquilo que classificou como “barbaridade contra o Sesc e Senac”, em referência à retirada dos recursos, prontamente foi deliberada uma reunião nacional.
“Entendemos, tanto a CUT quanto as demais centrais, que este é o momento de investimento na classe trabalhadora do Brasil. Aqui no Acre, o Sesc e Senac são totalmente voltados à profissionalização, ao lado social. Nós vamos lutar para que isto não aconteça”, afirmou Batistela.
O prefeito Alysson Bestene acompanhou neste sábado, 20, o avanço das obras habitacionais e de infraestrutura em Rio Branco e anunciou que a capital deve receber mais 250 unidades pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A agenda incluiu vistoria aos conjuntos Rosa Linda e 1001 Dignidades, além de obras de pavimentação no Residencial Araçá.
Durante a visita, Alysson afirmou que cerca de 110 moradias já estão praticamente prontas e entram agora na fase de infraestrutura, com serviços de distribuição de água, pavimentação e calçamento. A etapa é necessária para que as unidades sejam entregues às famílias beneficiadas pelo programa habitacional.
“Já temos praticamente 110 unidades prontas, agora partindo para a parte da infraestrutura, tanto na questão da distribuição de água, de pavimentação e calçamento. Já, já a gente vai estar podendo entregar essas unidades habitacionais para a população de Rio Branco”, disse o prefeito.
Foto: Sérgio Vale
Alysson também esteve na Rua São José, no Residencial Araçá, onde a Prefeitura executa drenagem, terraplanagem e pavimentação asfáltica. A intervenção faz parte do pacote de obras voltado à melhoria da mobilidade urbana e do acesso aos bairros da capital.
O prefeito afirmou que a gestão municipal trabalha para ampliar o número de moradias e acelerar obras estruturantes em Rio Branco. “Pela primeira vez na história da Prefeitura de Rio Branco, a gente tem um volume de obras habitacionais para entregar para a população”, declarou Alysson.
As obras habitacionais e de infraestrutura integram a estratégia da Prefeitura para reduzir o déficit de moradias, melhorar o acesso aos bairros e garantir mais condições de urbanização em áreas residenciais da capital.
A 4ª edição do Desafio Liga Jovem mobilizou mais de 86 mil estudantes em todo o Brasil em 2026, em uma competição nacional de empreendedorismo promovida pelo Sebrae para estimular alunos a criar soluções para problemas reais de escolas e comunidades. O número representa alta de 38,3% nas inscrições em relação a 2025.
O avanço também aparece na formação das equipes. A competição passou de cerca de 10 mil grupos participantes no ano passado para mais de 15,5 mil neste ano, crescimento de 56,6%. A iniciativa é voltada a estudantes do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Educação Profissional e Tecnológica.
Os participantes desenvolvem projetos com foco em inovação, impacto social e tecnologia. As propostas podem incluir aplicativos, jogos, plataformas digitais, produtos físicos e metodologias sustentáveis, com uso de soluções digitais ou analógicas. A etapa de junho e julho concentra o desenvolvimento dos projetos, com trilha formativa on-line, entrega por escrito e apresentação em vídeo-pitch.
O gestor do Desafio Liga Jovem, Paulo Ventura, afirmou que a competição saiu de pouco mais de 5,5 mil estudantes inscritos na primeira edição para mais de 86 mil na atual. “Mais do que números, esses resultados refletem o potencial transformador da educação de impacto, com o uso de conceitos de empreendedorismo e da tecnologia na preparação do futuro profissional desses jovens”, disse.
As etapas estaduais serão realizadas em setembro e outubro, com apresentações on-line ao vivo para bancas de jurados. As equipes vencedoras avançam para a missão nacional, em Brasília, prevista para dezembro, quando os finalistas participarão de uma imersão em tecnologia, inovação e empreendedorismo.
Os vencedores da grande final ganharão uma viagem de até dez dias para a Itália. Ao longo da competição, os estudantes e professores orientadores também concorrem a mais de R$ 600 mil em prêmios, incluindo vales-compra, notebooks, celulares e viagens nacionais.
Desde a criação, o Desafio Liga Jovem já alcançou mais de 100 mil estudantes, com mais de mil oficinas e palestras, além de mais de 8.800 projetos de inovação social desenvolvidos por jovens e educadores.
O 18º Circuito Junino de Rio Branco entra na reta final neste sábado, 20 de junho, com três apresentações no Quadrilhódromo, a partir das 19h30. A penúltima noite da segunda etapa reúne as quadrilhas Bagaceiros do São João, C.L na Roça e Escova Elétrica, em uma rodada que pode pesar na classificação do campeonato deste ano.
A programação leva à arena três grupos tradicionais do movimento junino acreano, em uma disputa marcada por coreografias, figurinos e encenações que mobilizam torcidas, familiares e admiradores da cultura popular. A rodada deste sábado ocorre dentro da segunda etapa da competição, que movimenta o calendário cultural da capital.
Além da disputa entre as quadrilhas, o circuito também aquece a economia criativa e reforça uma tradição que atravessa gerações em Rio Branco. O evento reúne público no Quadrilhódromo e mantém a festa junina como um dos principais encontros culturais do período na cidade.
A segunda etapa começou na sexta-feira e segue até domingo, quando outras quadrilhas encerram a rodada decisiva da temporada.