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Cultura

Editoras independentes ampliam circulação de ideias e reconfiguram mercado editorial no Brasil

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Editoras independentes e livrarias de rua vêm adotando estratégias próprias para manter a atividade editorial e ampliar o acesso à leitura no Brasil, em um cenário marcado por mudanças no consumo cultural, crises recentes do setor e concentração do mercado. A atuação desses empreendimentos ganhou força ao longo da última década e passou a ter impacto direto na diversidade de autores publicados, na circulação de ideias e na geração de empregos, segundo dados e relatos reunidos em reportagem da Agência Brasil publicada em janeiro de 2026.

O setor editorial e livreiro brasileiro gera ao menos 70 mil empregos diretos, conforme levantamento da Câmara Brasileira do Livro, e registrou crescimento no número de empresas após o período mais crítico da pandemia. Entre 2023 e 2025, houve expansão de 13% no total de empreendimentos, com aumento tanto de editoras quanto do comércio varejista de livros, movimento que incluiu negócios de pequeno e médio porte. Esse crescimento ocorreu após crises que afetaram grandes redes, como a recuperação judicial das livrarias Cultura e Saraiva, em 2018, que provocou prejuízos a editoras de diferentes tamanhos.

Com menor capacidade de investimento em comparação aos grandes conglomerados, editoras independentes passaram a ocupar espaços pouco explorados no mercado, ampliando o catálogo de autores disponíveis no país e trazendo traduções de obras contemporâneas que não encontravam espaço nas grandes casas editoriais. Segundo editores ouvidos, esse processo contribuiu para a circulação de debates internacionais sobre temas como crise climática, conflitos geopolíticos, tecnologia e transformações políticas, conectando essas discussões ao contexto brasileiro.

Para enfrentar os desafios financeiros do setor, essas editoras desenvolveram modelos alternativos de relacionamento com o público, como clubes do livro, financiamentos coletivos e venda direta pela internet. Um dos principais entraves relatados é o ciclo de vendas: após o investimento inicial em direitos autorais, tradução, revisão, projeto gráfico e impressão, os livros costumam ser distribuídos às livrarias em regime de consignação, com retorno financeiro que pode levar meses ou anos. Esse modelo afeta de forma mais intensa as editoras independentes, cujo catálogo é composto majoritariamente por obras de fundo, que mantêm vendas constantes ao longo do tempo, mas não concentram grandes volumes logo após o lançamento.

A criação de clubes de assinatura tem sido uma das alternativas para reduzir essa instabilidade. Com assinantes fixos, as editoras conseguem planejar melhor o fluxo de caixa e manter linhas editoriais voltadas à curadoria e à diversidade temática. Paralelamente, o uso de impressão sob demanda passou a reduzir custos com estoque e grandes tiragens iniciais, permitindo que os livros sejam produzidos conforme a procura.

Além das editoras, as livrarias de rua voltaram a ganhar relevância como espaços de circulação cultural. Em diferentes cidades, esses estabelecimentos passaram a funcionar como pontos de encontro para lançamentos, debates e atividades abertas ao público. Levantamento da Câmara Brasileira do Livro aponta que municípios com livrarias apresentam Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades cerca de 3% superior à média nacional, indicando relação entre acesso ao livro e indicadores sociais. Editores e livreiros defendem que políticas públicas, como incentivos fiscais, editais específicos, apoio a eventos culturais e programas de aquisição de livros para bibliotecas e escolas, podem fortalecer esse ecossistema.

Os profissionais ouvidos também destacam que o impacto do setor vai além da produção editorial. Editoras independentes mobilizam uma cadeia de trabalhadores formada por tradutores, revisores, designers, ilustradores, fotógrafos e técnicos gráficos, além de prestadores de serviços externos. Para eles, investimentos públicos relativamente baixos na compra de livros e no incentivo à leitura podem gerar efeitos amplos na cultura, na educação e na economia local, ao mesmo tempo em que ampliam o acesso da população a diferentes visões de mundo e produções intelectuais.

Fonte: Agência Brasil – Foto: Victor Caiano

Cultura

Pesquisa aponta que 42% dos brasileiros querem mais acesso gratuito à cultura

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Ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas é a principal reivindicação dos brasileiros para os próximos governantes. A demanda foi apontada por 42% dos entrevistados na 7ª edição da pesquisa Hábitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). O levantamento mostra que o preço dos ingressos, as despesas com transporte e a falta de espaços culturais ainda dificultam o acesso da população a shows, cinemas, teatros e exposições.

A pesquisa, realizada pelo Observatório da Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha, revela diferenças no acesso à cultura entre as classes sociais. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E tiveram a mesma oportunidade.

O custo é a principal barreira para a participação em atividades culturais presenciais, citado por 35% dos entrevistados. Entre aqueles que declararam despesas com cultura, 46% gastam até R$ 100 por mês. A falta de equipamentos culturais também limita o acesso: 33% afirmaram não contar com esses espaços na região onde moram.

Além da gratuidade, 32% dos participantes defendem a construção de novos museus, teatros, cinemas e outros equipamentos públicos. Outros 28% pedem reformas e modernização dos espaços existentes, enquanto 26% consideram prioritário ampliar o financiamento à produção cultural independente.

O levantamento também mostra que 22% dos brasileiros querem mais apoio às iniciativas culturais desenvolvidas em favelas, periferias e comunidades tradicionais. A valorização e a formação de artistas e profissionais da cultura foram mencionadas por 21%.

A segurança pública aparece como outro obstáculo. Para 30% dos entrevistados, a violência desestimula a participação em eventos culturais. O medo de assaltos e furtos nas proximidades dos locais das apresentações foi citado por 47%, enquanto 43% mencionaram a falta de policiamento.

Entre as mulheres, 38% manifestaram preocupação com situações de violência ou assédio nos espaços culturais. O percentual representa mais que o dobro dos 14% registrados entre os homens.

Apesar de o acesso à cultura ser um direito assegurado pela Constituição Federal, 32% dos participantes disseram desconhecer essa garantia. Outros 27% afirmaram não saber o que significa ter direito à cultura.

A coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso, explica que as desigualdades de acesso não significam falta de interesse das populações de menor renda. Segundo ela, questões econômicas, sociais e educacionais interferem diretamente nas oportunidades de participação.

A pesquisa ouviu 2.448 pessoas, com idades entre 16 e 65 anos, em 137 municípios brasileiros. As entrevistas foram realizadas presencialmente entre os dias 7 e 20 de julho de 2026.

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Cultura

Samba do Liguth recebe Zé Roberto, do Quintal do Pagodinho, em show especial em Rio Branco

Evento acontece no dia 17 de outubro, no Bar da Piscina da AABB, com repertório que reúne sucessos do samba brasileiro

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O projeto Samba do Liguth realiza, no próximo sábado, 17 de outubro, uma edição especial em Rio Branco, com a participação do cantor e compositor Zé Roberto, integrante do Quintal do Pagodinho, do Rio de Janeiro. O encontro será realizado no Bar da Piscina da AABB e reunirá músicos e público em uma roda de samba dedicada aos clássicos do gênero.

A apresentação terá um repertório que percorre diferentes gerações e estilos do samba, com músicas que fazem parte da história da música popular brasileira. A proposta é manter o formato tradicional das rodas de samba, marcado pela proximidade entre músicos e público.

A principal atração convidada será Zé Roberto, compositor com trajetória no samba carioca e autor de canções gravadas por nomes como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beth Carvalho. Sua participação integra a programação preparada por Anderson Liguth, responsável pelo projeto.

O show também marca o retorno do Samba do Liguth após dez meses sem realizar uma edição especial. Para Anderson, o reencontro com o público será uma oportunidade de celebrar a música e reunir os frequentadores do projeto.

“Minha expectativa é das melhores possíveis. Após dez meses, estamos apresentando essa edição especial para matarmos a saudade, celebrando com muito samba e alegria. O público pode ter a certeza de que será um momento muito especial”, afirmou Liguth.

A programação será realizada no Bar da Piscina da AABB, localizado na Estrada Dias Martins, nº 174, bairro Estação Experimental, em Rio Branco.

Os ingressos do primeiro lote estão anunciados por R$ 40, com opção de ingresso duplo por R$ 60. O lote promocional anterior está esgotado.

Informações e vendas podem ser obtidas pelos telefones (68) 99985-9838 e (68) 99944-6092.

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Cultura

Rio Branco terá oficina gratuita de carimbos artesanais com inscrições abertas

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Crianças e adultos poderão participar de uma oficina gratuita de confecção de carimbos artesanais no próximo dia 24 de outubro, em Rio Branco. A atividade será realizada pela Casinha Ocupação Cultural, das 9h às 12h, com 20 vagas disponíveis. As inscrições continuam abertas.

Ministrada pela artista Rosilene Nobre, a oficina “Marcas da Natureza: Confecção de Carimbos Artesanais” ensinará técnicas de impressão e criação de carimbos a partir de materiais acessíveis, como folhas, barbante, massinha e EVA.

Durante o encontro, os participantes poderão experimentar diferentes formas de produzir estampas, utilizando elementos naturais, rolinhos de barbante e materiais com texturas variadas. A proposta é apresentar técnicas que possam ser reproduzidas em casa.

Os interessados devem realizar a inscrição pelo telefone (68) 99209-9383. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas.

A atividade integra a programação de outubro da Casinha Ocupação Cultural, espaço que atua há mais de 11 anos em Rio Branco com iniciativas de formação artística e cultural.

Além da oficina de carimbos, a programação do mês inclui atividades de crochê, tecelagem com miçangas e costura em papel, também oferecidas gratuitamente à comunidade.

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