Produzindo a famosa Farinha de Cruzeiro do Sul desde 2005, a Cooperfarinha está presente na Expoacre 2023. Com estande no Espaço da Indústria, a cooperativa está apresentando aos visitantes da feira produtos como farinha de tapioca, de mandioca, beiju, biscoito de goma e entre outros.
A Cooperfarinha está localizada no Vale do Juruá, e concentra sua produção nos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. A cooperativa tem 40 famílias cadastradas diretamente para a entrega da produção. Atualmente as casas de farinha são semi-automatizadas e automatizadas.
Selo de identificação geográfica (IG)
A Cooperfarinha é a primeira cooperativa a se adaptar aos critérios e regulamentos para produzir farinha com o Selo de Identificação Geográfica (IG), a produção obedece a um caderno de especificações técnicas, exigências para obter o selo. Todas as unidades de beneficiamento são equipadas seguindo exigências e regramentos da Vigilância Sanitária no que se refere as boas práticas de fabricação.
Destaque em evento internacional
A farinha de Cruzeiro do Sul, produzida pela Cooperfarinha, vinculada a Central do Juruá, foi destaque no V Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas – Origens Brasileiras, realizado em dezembro de 2022, em Curitiba (PR). O evento busca destacar o potencial de produtos nacionais únicos.
Mais informações
A central da Cooperfarinha fica localizada na Rua Floriano Peixoto, Mercado do Agricultor, no Centro de Cruzeiro do Sul. Mais informações e compras podem ser feitas através do link abaixo.
As chuvas intensas que atingem Mâncio Lima nesta sexta-feira (24) causaram alagamentos, abriram crateras em ruas da zona urbana e deixaram ramais com trechos intrafegáveis, ampliando prejuízos para moradores e produtores rurais no Vale do Juruá. Em 24 horas, o município acumulou 80 milímetros, e a prefeitura montou uma força-tarefa para ações emergenciais, com prioridade para restabelecer condições mínimas de tráfego e reduzir riscos nas comunidades mais afetadas.
Na área urbana, a força das enxurradas comprometeu a estrutura viária e destruiu bueiros e bocas de lobo. A instabilidade do tempo dificultou a resposta, porque pontos recuperados pela manhã voltaram a ceder à tarde após novas pancadas, exigindo retrabalho contínuo das equipes.
Na zona rural, os impactos se concentraram em ramais que ligam comunidades a escolas, unidades de saúde e áreas de produção. No Ramal do Banho, a ponte do Igarapé Preto, que passava por manutenção preventiva, teve os serviços interrompidos por uma enxurrada e o acesso ficou isolado temporariamente, com registros de casas alagadas e perdas em plantações. No Ramal do Barão, principal acesso à Terra Indígena Puyanawa, a elevação do Igarapé Berkua inundou trechos e interrompeu o transporte escolar, levando à paralisação temporária das aulas. No Ramal dos Caetanos, o transbordamento do Igarapé Branco invadiu propriedades e atingiu áreas produtivas.
A piscicultura, uma das principais atividades econômicas do município, também foi afetada. Produtores relataram transbordamento de açudes e rompimento de pequenas barragens, com perdas para famílias que dependem da atividade para renda e subsistência. O secretário municipal de Articulação Institucional, José Luiz Bentes, acompanhou vistorias com a Defesa Civil e afirmou: “Estamos nos ramais, ouvindo as comunidades e buscando soluções imediatas para minimizar os impactos.”
A pressão das chuvas em Mâncio Lima ocorre em um contexto mais amplo de monitoramento e resposta no Acre. No início de abril, o governo estadual decretou situação de emergência em seis municípios do interior — Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro — por causa da cheia dos rios, com impactos em áreas urbanas, rurais e ribeirinhas. Nesta sexta, o Instituto Nacional de Meteorologia manteve alerta laranja de perigo para chuvas intensas no estado, com previsão de 50 a 100 milímetros por dia e ventos de 60 a 100 km/h até a manhã de sábado (25), cenário que amplia o risco de alagamentos e novos danos em regiões já fragilizadas.
A Defesa Civil de Mâncio Lima informou que há indicativo de chuvas até segunda-feira (27), com umidade elevada e possibilidade de precipitação contínua. O órgão reforçou a orientação para que moradores redobrem cuidados em áreas próximas a açudes, rios e igarapés e evitem travessias em trechos inundados enquanto persistirem as pancadas, porque a rápida elevação de cursos d’água e a erosão em ramais podem ampliar o isolamento de comunidades e as perdas na produção local.
O governo do Acre enviou nesta sexta-feira (24) 200 cestas básicas para Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, para atender famílias afetadas pela enchente do Rio Juruá no início de abril. A remessa foi encaminhada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) após solicitação da Secretaria Municipal de Assistência Social do município.
A distribuição integra as ações definidas pela governadora Mailza Assis para atender a população em situação de vulnerabilidade. “O governo do Estado se preparou, fez o planejamento estratégico, instruiu os municípios e está ajudando a prefeitura nesse período, ajudando a suprir as necessidades básicas”, afirmou.
Segundo o governo, mais de 50 famílias foram atingidas em Cruzeiro do Sul, totalizando 270 pessoas que ficaram acolhidas em abrigos provisórios instalados em escolas, incluindo unidades exclusivas para famílias indígenas. As cestas foram destinadas para atender especialmente quem já começou a retornar para casa após o recuo das águas.
A medida ocorre no contexto do decreto de Situação de Emergência em seis municípios acreanos, publicado após o agravamento das inundações associadas ao alto volume de chuvas. O Decreto nº 11.865, de 5 de abril de 2026, declarou situação de emergência de nível II em Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro, em áreas atingidas por inundações em bacias como as dos rios Envira, Abunã, Purus e Tarauacá.
Com o decreto em vigor, a gestão estadual afirma ter acelerado a mobilização de recursos e a execução de medidas de assistência, enquanto prefeituras seguem com o levantamento de demandas e a organização do atendimento às famílias impactadas.
O Terra Laboratório de Solos atua no Acre com um portfólio de análises voltado ao manejo da fertilidade e das características físicas do solo, reunindo exames laboratoriais e a emissão de laudos técnicos para orientar calagem, adubação e planejamento produtivo em propriedades rurais. A atuação combina a rotina de laboratório com serviços de campo, como visita técnica e coleta de amostras compostas, etapa que interfere diretamente na qualidade do diagnóstico e, por consequência, na recomendação agronômica.
Na frente de fertilidade, o laboratório realiza análises de rotina que medem, entre outros parâmetros, cálcio (Ca), magnésio (Mg), alumínio (Al), acidez potencial (H+Al), matéria orgânica (MO), potássio (K), fósforo (P) e pH, conjunto usado para estimar a disponibilidade de nutrientes, o nível de acidez e a necessidade de correção do solo. Há pacotes que incluem micronutrientes como cobre (Cu), ferro (Fe), zinco (Zn) e manganês (Mn), além da avaliação de Prem, o fósforo remanescente, empregada para ajustar recomendações conforme a capacidade de retenção de fósforo em diferentes tipos de solo. No eixo físico, o serviço de granulometria detalha a proporção de areia, silte e argila, informação usada para interpretar o comportamento do solo em relação à água, à compactação e à dinâmica de nutrientes.
Os resultados das análises são transformados em laudos técnicos com recomendações de calagem e adubação, com Anotação de Responsabilidade Técnica, e em relatórios de adubação por cultura, alinhando a interpretação dos dados às demandas de cada sistema produtivo. O laboratório também oferece laudos de avaliação da fertilidade de propriedades com geração de mapas personalizados e georreferenciamento das unidades amostrais, o que permite organizar zonas de manejo e acompanhar a evolução de áreas ao longo do tempo, com base em pontos fixos de coleta.
Com a estrutura de análises químicas e físicas e a entrega de recomendações técnicas, o trabalho do Terra Laboratório de Solos tende a reduzir erros de aplicação de corretivos e fertilizantes, melhorar o aproveitamento de insumos e apoiar decisões que impactam produtividade, custos e conservação do solo nas propriedades atendidas.