‘Fórum das Amazônias: Linguagens e Identidades’ promove confluência de vozes e saberes no Acre
Com uma programação rica e diversificada, o Fórum das Amazônias acontece no Centro de Convivência da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, das 14h às 19h30, e está sendo organizado para reunir o ecossistema cultural amazônico, incluindo artistas, pesquisadores, escritores, comunicadores, lideranças indígenas, mestres da cultura, produtores culturais, gestores e demais agentes que constroem e fortalecem a diversidade cultural da Amazônia.
A capital acreana sedia no próximo dia 11 de dezembro o Fórum Das Amazônias: Linguagens e Identidades – Cultura em Movimento Criativo. O evento, realizado pelo Comitê de Cultura do Acre, marca o encerramento das ações promovidas pelo comitê em 2025, que se consolida como um espaço fundamental para a reflexão estratégica da vida cultural no estado.
“Linguagens e Identidades” é o terceiro fórum de cultura promovido pelo Comitê, que em novembro de 2024 realizou no território indígena Puyanawa (Mâncio Lima) o Fórum Cultura do Vale e, em março deste ano, consolidou o Fórum Cultura do Vale Acre Purus.
Com uma programação rica e diversificada, o Fórum das Amazônias acontece no Centro de Convivência da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, das 14h às 19h30, e está sendo organizado para reunir o ecossistema cultural amazônico, incluindo artistas, pesquisadores, escritores, comunicadores, lideranças indígenas, mestres da cultura, produtores culturais, gestores e demais agentes que constroem e fortalecem a diversidade cultural da Amazônia.
O encontro visa refletir sobre os caminhos percorridos, celebrar conquistas, ampliar diálogos e, crucialmente, projetar novas possibilidades para 2026. A essência do evento é destacar a riqueza das linguagens e identidades que formam as Amazônias, movimentando a cultura de forma criativa, plural e viva.
Claudia Toledo, coordenação do Comitê de Cultura do Acre, reforça que a presença dos diversos agentes é essencial para fortalecer a rede cultural e enriquecer as discussões sobre cultura, território e identidade.
“Fico muito feliz de poder encontrar com as pessoas, sentarmo-nos numa grande roda de conversa, na qual, com certeza, vão sair muitos desabafos, muitas trocas de energia e de carinho, de afeto e de experiências, vivências, saberes e fazeres. O fórum vem para isso, para nos fortalecer, agregando nove municípios das regionais do Alto Acre, Baixo Acre e Purus. A proposta é discutir esse empreendedorismo cultural dos territórios, das pessoas que trabalham com arte e cultura. Como sobreviver nesse meio? Como ressurgir? Como ressignificar as coisas e continuar mantendo cultura e arte vivas em todos os territórios?”, salienta Claudia.
Programação
A programação do Fórum das Amazônias será estruturada em dois momentos centrais de debate, além de apresentações artísticas:
1. Painel de Abertura: Linguagens e Identidades: Cultura em Movimento Criativo
O tema central aponta para a força dinâmica da Amazônia como território vivo de múltiplas expressões, saberes e modos de existir. O conceito de “Linguagens” abrange não apenas os idiomas, mas as formas de narrar, cantar, escrever, representar, cultivar e vivenciar o mundo — incluindo linguagens corporais, espirituais, artísticas, científicas, tradicionais, urbanas e ancestrais.
“Identidades” aborda as trajetórias individuais e coletivas que emergem desse mosaico diverso, como identidades indígenas, ribeirinhas, negras, periféricas, acadêmicas, artísticas e comunitárias, todas em constante transformação. Já “Cultura em Movimento Criativo” revela a capacidade desse território de reinventar-se, produzir novos sentidos e fortalecer memórias.
O painel contará com a participação de convidados de notório saber e experiência na região:
Karla Martins: Contadora de histórias.
Raquel Ishii: Doutora em Letras: Linguagem e Identidade pela UFAC (2023) e Professora Adjunta no Curso de Letras/Inglês da UFAC.
Toinho Alves: Jornalista e escritor.
Francisco Puyanawá: Mestre da medicina da floresta.
Claudia Toledo – coordenadora geral e pedagógica do Comitê de Cultura do Acre
2. Roda de Conversa: Autogestão em Linguagens e Identidades
O segundo momento promoverá um diálogo vivo e horizontal sobre como as práticas de autogestão fortalecem identidades, dinamizam as linguagens artísticas e ampliam a autonomia e a sustentabilidade das iniciativas criativas na Amazônia, envolvendo artistas, coletivos, mestres tradicionais e organizações culturais.
Participam do bate-papo: a presidente da Federação de Teatro do Acre (Fetac), Brenn Souza, a produtora e cineasta Isa Amsterdam, a presidente da Organização das Mulheres Indígenas do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia (Sitoakore), Xiú Shanenawá, a socióloga Jayce Brasil, artista de Hip Hop Mag Da Lina e o Movimento de Artistas Huni Kuin (Mahku).
Realização
O evento contará ainda com diversas apresentações artísticas que incluem poesia, slam e música, destacando a participação de artistas indígenas. O projeto é uma realização do Comitê de Cultura do Acre, com financiamento do Governo Federal, por meio do Programa Nacional dos Comitês de Cultua (PNCC), e conta com o apoio da Universidade Federal do Acre (Ufac) e da Semana Varadouro, promovida pela Eita Pau Produções.
A Prefeitura de Tarauacá abriu nesta segunda-feira, 1º de junho, os editais do ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc para financiar projetos culturais no município. Ao todo, são 40 oportunidades distribuídas entre as áreas de arte e patrimônio, iniciativas voltadas aos povos originários e apoio a artistas iniciantes, com investimento somado de R$ 329,56 mil.
O maior volume de recursos ficou concentrado no edital de arte e patrimônio, que vai selecionar 20 projetos com repasse de R$ 10.228 para cada proposta, totalizando R$ 204.560. O edital para artistas iniciantes prevê 10 projetos de R$ 6 mil cada, com R$ 60 mil reservados. Já a chamada voltada aos povos originários vai premiar 10 propostas com R$ 6,5 mil por iniciativa, num total de R$ 65 mil.
As inscrições seguem abertas até 12 de junho. Nos editais de arte e patrimônio e de iniciantes, o prazo termina às 13h. No edital dos povos originários, o encerramento está marcado para 23h59 do mesmo dia. A seleção faz parte da política federal de fomento à cultura instituída pela Lei Aldir Blanc e executada no município pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Inovação.
Além do recorte por área, os editais também trazem ações afirmativas. Nas chamadas de arte e patrimônio e de iniciantes, há reserva de 25% das vagas para pessoas negras e 5% para pessoas com deficiência. No edital dos povos originários, 60% das vagas foram destinadas à participação feminina.
A prefeitura afirmou que a abertura das seleções representa “um importante avanço para o setor cultural” e defendeu que os editais ampliam as condições para que artistas, grupos e coletivos desenvolvam projetos, movimentem renda e fortaleçam a produção cultural de Tarauacá.
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, lançou nesta segunda-feira, 1º de junho, o 18º Circuito Junino da capital com investimento de R$ 600 mil para estrutura, organização e realização da programação de 2026. A abertura marca o início do calendário oficial das festas juninas no município, com expectativa de movimentar grupos culturais, artistas, ambulantes e o comércio local ao longo de junho.
O circuito terá duas etapas principais. A primeira será realizada entre os dias 12 e 14 de junho, na Praça da Revolução. A fase final está marcada para os dias 19, 20 e 21 de junho, no Quadrilhódromo, espaço tradicional das apresentações juninas em Rio Branco.
Durante o lançamento, a prefeitura reforçou que o evento faz parte da política de incentivo à cultura popular e ao fortalecimento das quadrilhas juninas da capital. A proposta é garantir estrutura para os grupos, ampliar a participação do público e manter uma das manifestações culturais mais tradicionais do calendário acreano.
Além das apresentações, o circuito também deve concentrar disputa entre quadrilhas, programação artística e ações voltadas ao público que acompanha os festejos. A expectativa da organização é de que a edição deste ano repita a mobilização registrada em anos anteriores e fortaleça a cadeia econômica ligada aos arraiais.
Com o aporte confirmado, a gestão municipal aposta no circuito como vitrine da cultura popular de Rio Branco e como um dos principais eventos do mês de junho na cidade.
A Empresa Brasil de Comunicação e o Ministério da Cultura assinaram neste sábado, 30 de maio, um acordo de cooperação para integrar o acervo da TV Brasil à plataforma pública de streaming Tela Brasil. A previsão é que, numa primeira etapa, mais de 150 obras entrem no catálogo e que, ao longo dos próximos meses, cerca de 3 mil horas de conteúdo da EBC sejam incorporadas ao serviço gratuito, acessado pelo portal Gov.br.
O acordo foi formalizado durante o lançamento da plataforma, no Rio de Janeiro, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, da presidente da EBC, Antonia Pellegrino, e de integrantes da cúpula do ministério. No evento, Lula disse que a iniciativa pode ampliar o acesso ao audiovisual brasileiro e fortalecer a identidade cultural do país.
Segundo a EBC, o pacote inclui programas já consolidados da TV pública, como Sem Censura, Samba na Gamboa, Xodó de Cozinha, Caminhos da Reportagem e Observatório da Imprensa. O entendimento também prevê a digitalização e a liberação gratuita de títulos da emissora e estabelece que produções futuras licenciadas pela TV Brasil passem a entrar automaticamente na janela do Tela Brasil.
A chegada do acervo da EBC amplia a oferta do Tela Brasil, lançado no mesmo dia com 555 obras audiovisuais nacionais, entre curtas, longas, médias e séries. A plataforma foi apresentada pelo governo como uma política pública para ampliar a circulação do cinema e da produção brasileira, com catálogo gratuito, integração ao Gov.br e recursos de acessibilidade.