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Gestores de Santa Rosa, Manoel Urbano e Sena Madureira são capacitados por técnicos do Tribunal de Contas

TCE Itinerante

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Por: Andréia Oliveira

Iniciativa do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) por meio da Escola de Contas, promove esta semana mais uma edição do Programa Aprimora Gestão, levando palestras e oficinas de capacitação a gestores públicos dos municípios de Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus.

Com o objetivo de fortalecer a governança e a transparência na administração pública, a atividade teve início na terça-feira, 18, com o Seminário Início de Mandato Municipal e o Controle Externo, composto por palestras e oficinas, realizadas no Instituto Federal do Acre (IFAC), campus Sena Madureira.

A programação seguiu nesta quarta-feira, 19, com cinco oficinas temáticas que abordaram temas essenciais para a gestão pública. São eles: Despesa de Pessoal e a Gestão Municipal; o Novo Sistema LICON 2.0; Prestação de Contas: Principais Irregularidades; Instrumentos de Planejamento e Gestão Pública; Controle de Patrimônio, ministradas por auditores e técnicos do Tribunal de Contas do Acre.

“Foram dois dias de muito trabalho e aprendizado. Saímos daqui felizes e só temos a agradecer por esses dias de informação e capacitação, para que possamos ter uma boa gestão. Foram orientações sobre os sistemas, resoluções e as mudanças que estão ocorrendo dentro do Tribunal e que a equipe do prefeito, da prefeita e das câmaras municipais precisam conhecer, por isso o TCE está na estrada justamente para cumprir com a sua missão pedagógica”, destacou a diretora da EsCon, conselheira Naluh Gouveia.

Superação

O servidor público da Prefeitura de Santa Rosa do Purus, Sérgio Guedes, relatou a dificuldade para chegar até Sena Madureira para participar dos treinamentos e agradeceu pela iniciativa.

“Nós que moramos em um município isolado, é sempre mais difícil. Tivemos que vir de barco, geralmente gastamos oito horas de viagem. Dessa vez demoramos mais porque o barco quebrou. Além disso, a cheia do rio deixa a viagem mais perigosa, mas fizemos questão de vir participar e receber toda essa capacitação do Tribunal. Aproveito para agradecer aos servidores do TCE que estão sempre prontos a nos ajudar”, disse.

Em nome dos 15 servidores da Prefeitura de Manoel Urbano, Jonatan Pinheiro, funcionário da Secretaria de Obras, destacou a relevância dos conteúdos e a didática aplicada nas oficinas.

“Os temas abordados nas oficinas são essenciais para os novos gestores. Eu classifico como sendo um momento muito rico, de muito aprendizado, por isso, parabenizo o Tribunal de Contas por vir aqui no município nos ensinar ao invés de apenas punir. Quem ganha com isso é a gestão e a população”, disse.

Para a secretária da Mulher de Sena Madureira, Sionilda Gadelha, a iniciativa do TCE é inovadora e pedagógica. “Para nós que estamos mais distantes da capital, ter técnicos qualificados aqui compartilhando conhecimento, ensinamento de normas e procedimentos legais para a boa aplicação dos recursos públicos e de gestão e governança, é algo inovador e digno de elogios, nós agradecemos e parabenizamos. Sem dúvidas, tudo o que foi repassado aqui será de grande importância para o nosso trabalho na gestão municipal”, finalizou.

Programação

O Itinerante, edição 2025, já passou pelas regionais do Alto Acre, Baixo Acre, e Purus. A caravana do TCE segue ao longo desta semana para a regional Tarauacá/Envira e Juruá, onde deve concluir esta etapa de capacitação.

Veja os próximos encontros:

•⁠ ⁠21 de março, no auditório do Instituto Federal do Acre (IFAC), campus de Tarauacá, às 8 horas;

•⁠ ⁠22 de março, na Escola Nanzio Magalhães, em Feijó, às 8 horas;

•⁠ ⁠24 de março, no Teatro dos Náuas, em Cruzeiro do Sul, às 8 horas;

•⁠ ⁠25 de março, na Escola Dom Henrique Ruth, em Cruzeiro do Sul, às 8 horas.

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Economia e Empreender

Carnaval de Rio Branco movimenta comércio e renda de empreendedores

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O Carnaval Rio Branco Folia, Tradição e Alegria, promovido pela Prefeitura de Rio Branco em parceria com a ACISA, foi organizado para ampliar oportunidades de trabalho e renda durante cinco noites de programação no centro da cidade. Publicada nesta quarta-feira (19), a avaliação divulgada pelo município aponta que a festa abriu espaço para empreendedores familiares produzirem e venderem alimentos e itens artesanais ao público que circulou pela Praça da Revolução, com impacto direto no caixa de quem depende de eventos de grande fluxo para complementar o orçamento.

Entre os ambulantes que atuaram na praça, João Paulo Soares Brasil afirmou que as vendas ficaram acima do que esperava ao comercializar churrasquinho. “Vendi muito, superou as minhas expectativas. Cheguei a vender mais de 100 espetinhos por noite. Se tivesse mais, vendia mais”, disse. Na mesma linha, Luzanira Ferreira de Souza relatou que trabalhou com caldos de mocotó e tucupi e que a renda ajudou nas despesas da casa. “Eu vendi bem. A chuva atrapalhou um pouco, mas consegui vender o bastante para ter um lucrozinho”, afirmou.

Eliane Souza da Silva, que atuou com a venda de drinks, disse que o período abriu uma janela de renda para toda a família e já levou o grupo a pensar em novas oportunidades. “Foi maravilhoso. Já estou pensando em outro evento para podermos trabalhar e ganhar um dinheiro a mais. Nesses cinco dias minha família toda trabalhou aqui e ganhou o seu dinheiro”, declarou.

Para a Patrícia Dossa, a lógica da parceria é criar um ciclo de oportunidade para pequenos negócios, em especial para mulheres que sustentam a casa e contam com datas do calendário cultural para reforçar a renda. “Além de promover entretenimento e folia para a população, o Carnaval movimenta a economia. Muitos empreendedores aguardam o ano inteiro por essas festas para fazer um dinheiro extra. Muitas mulheres empreendedoras são chefes de família e esperam essas oportunidades para fortalecer a renda. Cinco noites de Carnaval realmente movimentam bastante a economia”, afirmou.

A divulgação municipal informa que mais de 45 mil pessoas passaram pela praça durante o período, número usado pela gestão como indicador de alcance e de circulação de consumo no entorno do evento. No mesmo texto, o Tião Bocalom relacionou a realização de eventos a uma política de incentivo à produção, emprego e renda, e citou a contratação indireta de serviços que costumam acompanhar a programação. “Desde o primeiro dia da nossa administração, deixamos claro que o caminho é produzir para empregar e gerar renda. Cada evento que realizamos movimenta a economia, gera trabalho para ambulantes, artistas, técnicos e comerciantes. Quando a Prefeitura trabalha em parceria com a iniciativa privada, quem ganha é a população”, declarou.

O vice-prefeito Alysson Bestene afirmou que acompanhou os dias de programação e apontou a praça de alimentação como um dos pontos de maior movimento, conectando o evento à geração de renda para quem trabalhou no local. “Esse Carnaval foi muito importante para os nossos empreendedores. Muita gente teve a oportunidade de trabalhar e aumentar sua renda. (…) Quando a Prefeitura promove um evento organizado e seguro, ela também está promovendo desenvolvimento econômico”, disse.

Já o secretário municipal Ezequiel Bino afirmou que o Carnaval foi planejado como agenda cultural e como ação de estímulo à economia, destacando o efeito de cada ponto de venda montado e de cada serviço prestado na renda das famílias. “Cada barraca montada, cada produto vendido e cada serviço prestado representam renda direta para as famílias e movimentação para o comércio local. Quando o poder público planeja bem, o resultado aparece na geração de oportunidades e no fortalecimento da economia da nossa cidade”, afirmou.

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Notícias

Acre articula aliança bioceânica com Peru para integração logística ao Pacífico

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O governo do Acre iniciou uma articulação diplomática e comercial para propor a criação de uma Aliança de Integração Bioceânica entre Brasil e Peru, com a meta de consolidar a Rota Bioceânica da Amazônia Ocidental e ampliar a conexão de estados brasileiros com portos do Pacífico por meio da rodovia interoceânica. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), será apresentada como eixo central de um encontro estratégico marcado para quinta-feira (19) e sexta-feira (20), na Câmara de Comércio e Indústria de Arequipa (CCIA), reunindo representantes de governos, setor empresarial, turismo e parlamentos dos dois países, além da participação da Assembleia Legislativa do Acre, por meio do deputado estadual Luiz Gonzaga.

De acordo com a proposta divulgada pelo governo acreano, a Aliança deve funcionar como um fórum permanente de cooperação entre estados do Brasil e departamentos do Peru, com foco em acelerar decisões ligadas à integração logística, econômica e política e em transformar a rodovia interoceânica em um corredor de desenvolvimento com rotinas operacionais e acordos entre atores públicos e privados. No texto, o governo afirma que a intenção é enfrentar entraves burocráticos relacionados ao fluxo de cargas e ampliar a competitividade regional a partir de regras e procedimentos compartilhados entre os dois lados da fronteira.

Na apresentação do projeto, a Seict sustenta que a integração deve ser tratada como agenda estruturante e não apenas como obra de engenharia, apontando três frentes como centrais: redução de custos logísticos, atração de investimento privado e facilitação do acesso a mercados externos para produtos do chamado Quadrante Rondon, formado por Acre, Rondônia e Mato Grosso. O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assurbanipal Mesquita, atribui ao Acre o papel de articulador e defende a criação de um modelo de governança capaz de conectar produção, transporte e exportação. “Estamos construindo um ambiente institucional ágil e orientado a resultados. A proposta da Aliança é unir forças entre os governos subnacionais e o setor produtivo para que a rota deixe de ser apenas um caminho e passe a ser um corredor de prosperidade. O Acre, sob a liderança do governador Gladson Camelí, assume o protagonismo para conectar o Brasil ao Pacífico de forma definitiva, gerando emprego e renda para a nossa população”, afirmou.

A reunião em Arequipa prevê a participação de uma comitiva peruana composta por representantes de Madre de Dios, Puno, Cusco, Arequipa e Moquegua, enquanto, do lado brasileiro, o documento cita Rondônia e Mato Grosso como parceiros do Acre no fluxo de exportação e no eixo de influência proposto para a Aliança. A agenda de ações descrita inclui interlocução com operadores ligados à logística internacional e à infraestrutura no Peru, entre eles os portos de Matarani e Ilo, a Cosco Shipping — citada como responsável pelo Porto de Chancay —, a ZED Ilo (Zona Especial de Desenvolvimento), a concessionária IIRSA Sur, a Promperu e a própria Câmara de Comércio de Arequipa.

O governo do Acre também relaciona a Aliança a efeitos esperados na economia regional, citando fortalecimento de cadeias produtivas locais, estímulo à industrialização, dinamização do turismo transfronteiriço e redução de desigualdades entre regiões conectadas pela rota. No desenho apresentado, o fórum atuaria na harmonização de procedimentos aduaneiros e na defesa de interesses comuns junto aos governos nacionais e a organismos internacionais, com o Acre buscando se posicionar como elo logístico e institucional na ligação entre a Amazônia Ocidental e rotas de exportação que chegam ao Pacífico.

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Economia e Empreender

Bioinsumos elevam em 8% a produtividade da soja no Paraná, aponta levantamento da Embrapa

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O uso de bioinsumos por meio da coinoculação de sementes de soja elevou a produtividade média em lavouras comerciais do Paraná, segundo resultados divulgados pela Embrapa Soja e pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) com base em Unidades de Referência Tecnológica (URTs) instaladas na safra 2024/2025 em 17 municípios do estado. O levantamento compara áreas coinoculadas com áreas não inoculadas e aponta diferença de rendimento em grãos, em um cenário no qual a fixação biológica de nitrogênio é adotada para reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados na cultura.

A Embrapa e o IDR-Paraná informam que atuam desde a safra 2015/2016 no acompanhamento e validação de boas práticas de fixação biológica de nitrogênio (FBN) junto a produtores paranaenses, com registros de aumento médio de 8,33% na produtividade a partir da coinoculação de sementes ao longo de dez anos. A coinoculação é descrita no documento como a aplicação conjunta de dois ou mais microrganismos benéficos para potencializar a ação da FBN, combinando bactérias do gênero Bradyrhizobium com estirpes de Azospirillum brasilense.

Na safra 2024/2025, as duas instituições instalaram 22 URTs em lavouras comerciais e levantaram que a produtividade média de grãos nas áreas coinoculadas foi de 3.916 kg por hectare, frente a 3.615 kg por hectare nas áreas não inoculadas. O texto também registra que, nas URTs com coinoculação, a produtividade média ficou acima da média estadual (3.663 kg/ha) e da média nacional (3.561 kg/ha), números atribuídos à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o coordenador técnico do projeto Grãos do IDR-Paraná, Edivan José Possamai, a diversidade de locais onde as URTs foram conduzidas é parte do método de validação, porque envolve condições distintas de solo, clima, sistemas de cultivo, sucessão de culturas e épocas de semeadura. “Essas URTs, pela sua diversidade geográfica, são importantes referenciais para a tecnologia de inoculação e coinoculação. Elas oferecem um panorama do que ocorreu na safra”, afirma Possamai, ao relacionar a rede de unidades com a leitura dos resultados em diferentes realidades produtivas do estado.

A avaliação de campo é apresentada como continuidade de uma estratégia iniciada com a inclusão da inoculação com Bradyrhizobium no protocolo de validação de tecnologias, na safra 2015/2016, e ampliada a partir de 2017/2018 com a coinoculação, após evidências de que o Azospirillum, descrito como bactéria promotora de crescimento de plantas, pode atuar como aliado do Bradyrhizobium no aumento da produtividade de grãos. Na publicação citada pela notícia, pesquisadores da Embrapa registram que a inoculação anual, mesmo em áreas tradicionais de soja que já receberam inoculantes em anos anteriores, mantém ganhos de produtividade sem a aplicação de fertilizante nitrogenado.

A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, relaciona o desempenho ao efeito na nodulação das plantas. “As plantas de soja coinoculadas com Bradyrhizobium e Azospirillum apresentam nodulação mais abundante e precoce”, diz, ao afirmar que esse comportamento amplia os ganhos em comparação com a inoculação anual apenas com Bradyrhizobium. Para a Embrapa, a lógica produtiva passa pelo fato de a soja demandar cerca de 80 kg de nitrogênio por tonelada de grãos, e a FBN permitir que esse nitrogênio seja suprido pela simbiose entre bactérias e raízes da planta, com formação de nódulos radiculares onde ocorre a conversão do nitrogênio atmosférico em formas assimiláveis pela cultura.

No recorte de adoção, o documento informa que, na média estadual, 64% dos produtores paranaenses consultados afirmaram ter usado inoculante na safra 2024/2025. Para coinoculação com Bradyrhizobium e Azospirillum, a média registrada é de 28% no Paraná, em dado atribuído a levantamento de mercado da ANPII Bio com a consultoria Kynetec. Em escala nacional, a Embrapa aponta que a inoculação anual é adotada em 85% dos 47 milhões de hectares cultivados com soja no Brasil e que a coinoculação alcança cerca de 35% das áreas, com base em números de 2024 citados pela ANPII Bio/Kynetec.

Além do rendimento, o texto vincula a prática à redução de custos e a efeitos associados ao menor uso de adubação nitrogenada. “Os resultados obtidos ano após ano confirmaram que o uso adequado da inoculação/coinoculação aumentou a produtividade da soja e isentou os agricultores de custos com a adubação nitrogenada na cultura”, afirmam o pesquisador André Mateus Prando, da Embrapa Soja, e Possamai. No mesmo trecho, as instituições relacionam a medida a “benefícios ambientais para toda a sociedade”, ao destacar que, em 2024, a inoculação e a coinoculação teriam gerado economia estimada em US$ 25 bilhões e contribuído para mitigar mais de 260 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, números atribuídos à Embrapa no material divulgado.

A notícia conclui que a inoculação é indicada como essencial em áreas de primeiro ano de cultivo de soja ou onde a cultura ficou longos períodos sem ser plantada, por causa da baixa presença das bactérias fixadoras no solo, e que, mesmo em áreas frequentemente cultivadas, a aplicação a cada safra pode trazer ganhos em nodulação e rendimento quando realizada na instalação da cultura, via sementes ou sulco de semeadura. Com o avanço do uso de bioinsumos e a expansão da coinoculação em parte das áreas cultivadas, a Embrapa e o IDR-Paraná sinalizam que a validação em lavouras comerciais segue como instrumento para orientar decisões técnicas e ampliar a adoção de protocolos de manejo baseados em microrganismos na produção de soja no estado.

Fonte: Embrapa

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