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Governo e Sebrae lançam oficialmente a Expoacre 2024 com meta de superar R$ 325 milhões em negócios

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A Expoacre 2024, a maior feira agropecuária do estado do Acre, foi oficialmente lançada nesta sexta-feira, 23 de agosto, pelo governador Gladson Cameli e pela Diretoria Executiva do Sebrae no Acre. O evento, que acontecerá de 31 de agosto a 8 de setembro em Rio Branco, é um importante motor econômico para a região, com a meta de superar os R$ 325 milhões em negócios registrados na edição de 2023.

A feira reunirá centenas de empreendedores, desde pequenos ambulantes até grandes empresários, oferecendo exposições, cursos, capacitações, e atrações musicais. Com destaque para a inovação e transformação digital, o Sebrae e o governo do estado estão focados em criar um ambiente propício para o crescimento dos pequenos negócios e da economia local.

Além da movimentação econômica, a Expoacre também contará com eventos culturais, como o concurso Rainha do Rodeio e vários shows, destacando-se artistas locais e nacionais. A feira na capital busca repetir o sucesso da Expoacre Juruá, que registrou um recorde de público e um balanço econômico de R$ 36,6 milhões no interior do estado.

Para estimular a economia durante o evento, o governo do estado anunciou o pagamento de salários para servidores ativos, inativos e pensionistas, injetando mais de R$ 441 milhões na economia local.

A expectativa é que a Expoacre 2024 seja um marco ainda maior para o desenvolvimento econômico e cultural do Acre, consolidando a feira como um dos principais eventos do estado.

Foto: Diego Gurgel/Secom

Amazônia

Cientistas do Brasil e Reino Unido se reúnem em Belém para debater restauração na Amazônia

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Pesquisadores do Brasil e do Reino Unido se reuniram em Belém entre 17 e 19 de março de 2026 para discutir caminhos de conservação e restauração florestal na Amazônia, em um workshop que buscou transformar resultados científicos em soluções práticas, com foco em resiliência climática, justiça social e governança. O encontro ocorreu na Ilha do Mosqueiro, no Hotel Fazenda Paraíso, e reuniu cerca de 60 participantes.

O workshop “Florestas Amazônicas no Século XXI: da compreensão das pressões socioambientais à formulação de soluções” marcou mais uma etapa de projetos colaborativos entre os dois países e teve participação de pesquisadores ligados ao Capoeira – Centro Avançado em Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental, coordenado pela Embrapa e financiado pelo CNPq. A programação combinou debates técnicos e atividades de campo, com visitas a uma floresta madura no Parque Guma, a áreas de floresta secundária e a um sistema agroflorestal no Assentamento Abril Vermelho.

Professor de Ciências da Conservação na Universidade de Lancaster e integrante britânico do comitê gestor do Capoeira, Jos Barlow afirmou que a reunião buscou aproximar informações produzidas por diferentes métodos, do monitoramento por satélite ao trabalho de campo. “Integrando pontos de vista e conhecimentos de vários lugares, conseguimos validar métodos e melhorar os modelos globais para entender melhor o que está acontecendo no chão”, disse. Ele também defendeu que o encontro sirva para aproximar pesquisadores experientes e cientistas em início de carreira, com espaço de mentoria e troca sobre a realidade local e perspectivas globais.

A agenda incluiu discussões sobre limites ecológicos e prioridades para recuperação de áreas degradadas. Stephen Sitch, professor de Geografia Física na Universidade de Exeter e coordenador do projeto SOS, fruto de acordo de cooperação internacional entre o Reino Unido e a Embrapa, afirmou que a meta é identificar um “espaço operacional seguro” para o ecossistema amazônico e mapear onde a restauração pode gerar mais benefícios, diante das áreas mais vulneráveis.

Coordenadora do Centro Capoeira e pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Joice Ferreira defendeu que a agenda de conservação e restauração precisa avançar com participação social e uso direto dos resultados científicos por gestores e formuladores de políticas públicas. “O objetivo chave é contribuir para uma restauração inclusiva, que atenda às prioridades das comunidades locais”, afirmou. Na mesma linha, a pesquisadora e bolsista da Embrapa Yuki Murakami, que estuda governança e legislação de restauração, apontou a inclusão de populações tradicionais na tomada de decisão como um dos principais entraves para ampliar a escala de iniciativas de recuperação florestal. “A legislação precisa ser mais participativa e inclusiva em relação a esses grupos para que a restauração ganhe escala”, disse.

O encontro foi financiado por agências e programas de fomento como CSSP LURE, DEFRA-GCBC, NERC-UKRI e iniciativas de pesquisa do Capoeira e do CNPq, além de reunir especialistas de instituições como IPAM e INPE em temas que vão de monitoramento a laser e riscos climáticos à governança e aos impactos sociais. A expectativa dos organizadores é que a aproximação entre dados, modelos e experiências de campo ajude a orientar decisões públicas e estratégias de restauração com maior alcance, com efeitos diretos sobre políticas ambientais, planejamento territorial e projetos que dependem da participação de comunidades que vivem e produzem na floresta.

Fonte: Embrapa

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Ato no Rio reúne entidades e amplia mobilização em defesa dos dados oficiais e da soberania nacional

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Um ato público realizado na terça-feira, 17 de março de 2026, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, reuniu lideranças técnicas, entidades científicas e acadêmicas, gestores públicos e privados, pesquisadores e estudantes, e marcou o início de uma mobilização nacional em defesa dos dados oficiais e da soberania nacional. O encontro teve a participação do presidente do IBGE, Marcio Pochmann, e de diretores e servidores do instituto, em meio a um cenário de ataques e desinformação que buscam descredenciar pesquisas, metodologias e indicadores produzidos por órgãos públicos.

Durante o evento, Pochmann relacionou a iniciativa a uma movimentação mais ampla, com repercussão internacional, e defendeu união em torno das instituições de produção de conhecimento. “É uma onda que vem ganhando dimensão no mundo e é muito importante que, aqui no Brasil, possamos estar unidos e convergentes na defesa das instituições que produzem conhecimento”, afirmou.

A abertura do encontro foi feita pelo jornalista e conselheiro da ABI Xico Teixeira, que associou a integridade da informação pública ao papel do jornalismo e ao exercício da cidadania. “Dados confiáveis vão além de simples estatísticas: são instrumentos de cidadania”, disse.

O debate também reuniu representantes de entidades sindicais, universidades e organizações da sociedade civil. O presidente da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET), Adalberto Cardoso, afirmou que a produção científica e estatística enfrenta ataques por contrariar interesses políticos e econômicos, ao expor problemas como pobreza e desigualdade. Já o presidente do Clube de Engenharia do Brasil, Francis Bogossian, defendeu uma articulação ampla e propôs uma reunião ampliada ainda neste semestre para manter a mobilização e organizar ações contra campanhas de desinformação.

Entre as falas, o professor Adair Rocha, da UERJ, associou soberania e democracia e destacou o simbolismo de a mobilização começar na ABI. O empresário Paulo Protásio, presidente da Câmara Brasileira de Comércio, Indústria e Serviços (CISBRA), abordou a relevância estratégica do Brasil no debate internacional e citou o papel do IBGE na consolidação de uma visão do país em um “mapa múltiplo”.

A mobilização prevê novos atos em outras capitais. Na quinta-feira, 19 de março, está programado um encontro em São Luís, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioespacial e Regional da UEMA, e há articulações iniciais para eventos em cidades como São Paulo, Brasília, Fortaleza, Recife e outras. O movimento também planeja criar canais próprios para registrar debates, divulgar agenda e organizar propostas voltadas ao enfrentamento de fake news e à proteção de usuários e produtores de dados, ampliando a pressão por ambientes informacionais mais confiáveis para decisões públicas e privadas.

Fonte: IBGE

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Acre cria Mês do Servidor Doador e lança gincana entre secretarias para reforçar estoques do Hemoacre

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O governo do Acre instituiu o Mês do Servidor Doador e criou uma gincana intersecretarial para mobilizar servidores civis e militares na doação voluntária de sangue e no cadastro de doadores de medula óssea, em uma tentativa de reforçar os estoques do Hemoacre em períodos de maior demanda. A medida foi formalizada pelo Decreto nº 11.854, publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira, 20 de março de 2026.

Pelo texto, a realização do Mês do Servidor Doador será definida todos os anos pelo próprio Hemoacre, de acordo com a necessidade de recomposição das bolsas disponíveis, e comunicada previamente aos órgãos estaduais para permitir a organização interna das ações. A gincana ficará sob coordenação conjunta da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e da Secretaria de Estado de Administração (Sead), com apoio das demais secretarias e entidades do Executivo.

As atividades previstas incluem campanhas educativas, mobilização nos locais de trabalho e ações voltadas a estimular doações regulares e ampliar o número de cadastrados para doação de medula óssea, com foco no impacto direto do abastecimento do hemocentro sobre atendimentos hospitalares e procedimentos na rede de saúde. O decreto também estabelece que a participação na gincana terá caráter simbólico, sem gratificações, benefícios materiais ou qualquer tipo de recompensa financeira.

Outra previsão é a dispensa do trabalho no dia em que o servidor realizar a doação de sangue, além da possibilidade de flexibilização da jornada para facilitar o comparecimento aos pontos de coleta, desde que não haja prejuízo à continuidade dos serviços públicos. A expectativa do governo é que a adesão dos órgãos aumente o volume de doações em momentos críticos e reduza o risco de falta de sangue, que pode afetar rotinas hospitalares e atendimentos de urgência no estado.

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