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Política

Indígenas criticam senadores do Acre por votarem a favor do Marco Temporal

Um dos principais argumentos as críticas foi a falta de compreensão por parte dos senadores sobre as questões indígenas

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O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (27) o projeto que regulamenta os direitos originários dos povos indígenas sobre suas terras, conhecido como Marco Temporal. A votação gerou intensos debates e dividiu opiniões tanto dentro quanto fora da Casa Legislativa.

Representantes dos povos indígenas afirmam que o Marco Temporal ameaça a sobrevivência de muitas comunidades e de florestas, além de trazer potenciais conflitos em áreas já pacificadas, devido à revisão de reservas já demarcadas. A tese estabelece que os povos indígenas têm direito de ocupar apenas as terras que ocupavam ou já disputavam em 5 de outubro de 1988.

No Supremo Tribunal Federal (STF), a tese do Marco Temporal foi considerada inconstitucional e negada. O ministro Edson Fachin, relator do caso, foi um dos magistrados que se posicionou contra essa tese. Fachin argumentou que a proteção constitucional aos direitos originários dos povos indígenas sobre as terras que tradicionalmente ocupam independe da existência de um marco temporal.

Para Fachin, a Constituição reconhece que esses direitos indígenas são originários, ou seja, anteriores à própria formação do Estado brasileiro. Ele enfatizou que o processo de demarcação de terras pelo Estado não cria essas terras, mas sim as reconhece, uma vez que a demarcação é apenas um ato declaratório.

No entanto, no Senado Federal, este ataque aos povos encontrou apoio, resultando na aprovação do projeto que regulamenta os direitos originários indígenas sobre suas terras. A votação registrou 43 votos a favor e 21 contrários.

Os senadores do Acre votaram da seguinte forma em relação ao projeto:

Alan Rick: Votou a favor (Sim).
Marcio Bittar: Votou a favor (Sim).
Sérgio Petecão: Esteve presente, mas de acordo com o artigo 40 – em Missão.

Nas redes sociais, muitos internautas reagiram de forma imediata às justificativas e posicionamentos, destacando a insatisfação de alguns representantes indígenas e membros da comunidade. Um dos principais argumentos as críticas foi a falta de compreensão por parte dos senadores sobre as questões indígenas e a percepção de que seus votos a favor do Marco Temporal prejudicam os direitos dos povos indígenas.

Tashka Peshaho Yawanawa, liderança indígena, afirmou que o senador Alan Rick não compreende as questões indígenas e considerou seu voto a favor do Marco Temporal como abominável. Ela criticou a justificativa que teria sido dada pelo senador, na qual ele teria afirmado que os índios do Acre não precisam de terras demarcadas. “Senador Alan Rick, você não entende nem de açaí, quanto mais da questão indígena. Tentar justificar seu voto abominável a favor do Marco Temporal e depois justificar dizendo que os índios do Acre não precisam de terra, é no mínimo mal caretismo de sua parte”, afirmou.

Julia Yawanawa, outra liderança do povo Yawanawa, comentou e solicitou que os senadores conversem com os povos indígenas antes de emitirem opiniões ou votarem em questões que os afetam diretamente. Ela enfatizou que a maior luta atualmente é contra o Marco Temporal.

Xinu Yawanawa acusou os senadores de não terem conhecimento sobre a realidade indígena e os acusou de genocídio, destacando que a luta dos povos indígenas é pela recuperação de suas terras, que eles alegam terem sido roubadas.

Política

Nancy diz que Mendonça não mandou suspender julgamento de Gladson no STJ

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A ministra Nancy Andrighi, relatora da Ação Penal nº 1076 no Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou durante sessão da Corte Especial nesta quarta-feira, 15, que a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), não determinou a suspensão do julgamento de mérito do governador Gladson Cameli.

A manifestação ocorreu ao analisar uma questão de ordem apresentada pela defesa de Cameli, que pediu a suspensão do julgamento e o desentranhamento de provas produzidas nos autos em 25 de maio de 2020 e 12 de janeiro de 2021, além de todas as provas que seriam derivadas desses elementos.

Segundo Nancy, a petição da defesa chegou na noite anterior à sessão e se baseou em decisão proferida por André Mendonça em 14 de abril, no âmbito de uma reclamação no STF. A defesa sustentou que o ministro teria determinado a retirada de provas reconhecidas como nulas pelo Supremo.

Ao apresentar a questão à Corte Especial, Nancy destacou que Mendonça não acolheu o pedido para paralisar o julgamento no STJ.

“O eminente relator da referida reclamação desacolheu o pedido da defesa para sobrestar o julgamento de mérito dessa ação penal”, afirmou a ministra.

Nancy explicou que a questão relativa ao desentranhamento das provas já seria tratada em aditamento ao seu voto, com o objetivo de cumprir decisão da Segunda Turma do STF. A relatora disse que os elementos alcançados pela decisão são relatórios de inteligência financeira, os chamados RIFs.

A ministra determinou o desentranhamento imediato desses relatórios, mas afirmou que eles não foram utilizados nem na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal nem no voto de mérito já proferido por ela.

“Os mencionados relatórios de inteligência não foram utilizados na denúncia oferecida pelo MP e tampouco no voto de mérito por mim proferido, fato que revela que a suposta concessão da ordem não impacta em nada o julgamento dessa ação penal”, disse Nancy.

Com esse entendimento, a relatora votou para resolver a questão de ordem sem suspender o julgamento. Ela submeteu a decisão ao referendo dos demais ministros da Corte Especial, defendendo a continuidade da análise do mérito da ação penal.

A Ação Penal nº 1076 apura acusações contra Gladson Cameli e tramita na Corte Especial do STJ, órgão responsável por julgar autoridades com foro no tribunal. Em dezembro de 2025, Nancy Andrighi já havia votado pela condenação do governador, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro João Otávio de Noronha, revisor do caso.

Na prática, a defesa tentou usar a decisão de André Mendonça para retirar provas e suspender o julgamento. Nancy acolheu apenas o desentranhamento dos relatórios específicos, mas sustentou que esses documentos não interferem no mérito da ação penal e que o STF não determinou a paralisação do julgamento.

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Política

Alysson Bestene vistoria Baixada da Sobral após enxurrada e anuncia reforço de ações em Rio Branco

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O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, esteve nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, na Baixada da Sobral e no bairro Plácido de Castro para acompanhar os danos provocados pela chuva forte da noite anterior e alinhar novas frentes de atendimento às famílias afetadas. O temporal, que concentrou mais de 50 milímetros em cerca de três horas, causou alagamentos, enxurradas e prejuízos em pelo menos 12 bairros da capital.

A agenda de Bestene ocorreu nas áreas apontadas como as mais atingidas, onde ruas ficaram cobertas por lama e resíduos arrastados pela água. Durante a vistoria, a prefeitura informou que mobilizou equipes para limpeza urbana, retirada de entulho, desobstrução de bueiros e manutenção de canais e da rede de drenagem. No Plácido de Castro, a gestão divulgou que mais de cinco toneladas de resíduos foram recolhidas após a enxurrada, em uma operação concentrada para liberar vias e reduzir o risco de novos pontos de alagamento.

Além das ações operacionais, a prefeitura afirmou que reforçou o atendimento social com distribuição de alimentos, kits de limpeza e cadastramento das famílias atingidas para mapear necessidades imediatas e dimensionar a resposta emergencial. Segundo a gestão, o trabalho também inclui apoio a moradores que tiveram perdas dentro de casa, com levantamento dos prejuízos e encaminhamentos para assistência.

Ao falar sobre as medidas em preparação, Bestene citou a retomada do programa Recomeço, voltado à reposição de itens essenciais como geladeira e fogão para famílias em situação de vulnerabilidade afetadas por eventos climáticos. O prefeito também mencionou a solicitação de um levantamento para viabilizar um apoio financeiro emergencial, citado como “Auxílio do Bem”, como forma de dar resposta rápida a quem teve danos materiais.

A prefeitura afirmou ainda que a estratégia inclui medidas estruturais para reduzir impactos de chuvas intensas em áreas historicamente vulneráveis, com estudos para obras de drenagem e intervenções em córregos e canais. A expectativa é que os levantamentos técnicos e sociais feitos após a enxurrada orientem o dimensionamento dessas ações e a articulação com outros níveis de governo para executar obras permanentes e ampliar a capacidade de escoamento.

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Política

PL e MDB anunciam articulação por aliança política no Acre

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Dirigentes do PL e do MDB no Acre informaram nesta terça-feira (14), em nota assinada em Rio Branco, que iniciaram conversas para formar uma aliança política entre os dois partidos no Estado. O texto diz que a articulação terá caráter programático e buscará ampliar o debate sobre desenvolvimento econômico e social, com convite a outras forças políticas do mesmo campo. A nota também afirma que, do ponto de vista eleitoral, a aliança pode ajudar na construção de chapas majoritária e proporcionais e que o encaminhamento ainda será submetido às instâncias internas das duas siglas.

NOTA PÚBLICA

Dirigentes do PL e do MDB do Acre reuniram-se e trouxeram à luz a idéia de firmar uma aliança política.

De natureza programática, a aliança – informal pela legislação vigente – terá a subida responsabilidade de patrocinar um debate meticuloso com a sociedade civil e a sociedade política sobre os rumos que levem às trilhas do desenvolvimento econômico e social do Acre.

Torna-se imprescindível, também, convidar outras forças políticas, da aliança geral em que os dois partidos estão inseridos, para comporem a luta pela conquista de tão nobre objetivo.

Do ponto de vista eleitoral, é de se esperar que esta aliança nascente seja capaz de auxiliar na promoção das chapas majoritária e proporcionais da aliança maior.

As duas agremiações submeterão ao escrutínio de suas próprias e adequadas instâncias partidárias esta posição, no sentido de emprestar mais ampla legitimidade ao evento.

Rio Branco, Acre, 14 de abril de 2026

Vagner Sales, Presidente do MDB

Márcio Bittar, Presidente do PL

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