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Política

Lula Presidente e o futuro do Acre

Jorge Viana diz que vai trabalhar pelo Acre

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Durante entrevista, Jorge Viana diz que vai trabalhar pelo Acre, mas não cria expectativa para ganhar um Ministério no novo governo de Lula

Na manhã da última segunda-feira (31), o ex-senador e ex-governador Jorge Viana (PT), concedeu entrevista ao site Acre da Hora e contou um pouco da sua felicidade pela eleição do presidente Lula (PT). “Nosso presidente vai ter uma missão muito grande, que é pacificar o nosso país”.

Durante a entrevista, Viana disse que a bandeira do Brasil não pode ser sequestrada por partido político, como foi feito nesta última campanha eleitoral. “No domingo (30), dia do voto, estava em jogo a democracia. Lamentavelmente o Brasil estava discutindo se seguiríamos com a democracia ou não. Passei os últimos quatro anos pensando, o que está acontecendo com nosso país? A bandeira do nosso Brasil foi sequestrada, para ser usada como símbolo de um governo, quando ela é símbolo do nosso País”.

Ao ser perguntado sobre a campanha de 2022, enfatizou que esta foi a eleição mais importante de sua vida. “Essa, sim, foi a eleição mais importante da minha vida. Me lembro que em 1984 lutei pelo direito de votar. Quando eu fui votar domingo, fiquei lembrando de tudo que passei e vi que esse era um voto histórico”.

Viana salientou que para melhorar o Brasil, será necessário dar um passo para trás, para caminhar para o futuro, para que o brasileiro volte a sorrir novamente. “O ideal para o Brasil hoje, seria que todos nós déssemos um passo para trás, assumindo que passou do ponto. Com esse passo para trás, nós vamos conseguir caminhar para frente. O que queremos é que o brasileiro volte a ser alegre novamente, volte a sorrir novamente, se abrace. Vamos trabalhar para melhorar a vida do nosso brasileiro”, enfatizou.

Ao ser perguntado por que Lula não obteve uma grande quantia de votos no Acre, Jorge disse que não entende o acreano, pois, segundo o ex-senador, Lula foi o presidente que mais trabalhou pelo Acre.

“Eu não consigo entender o povo acreano, que conheceu o trabalho do Lula, e viu o extraordinário trabalho realizado aqui, não ter dado uma votação expressiva para ele no estado. O atual governo não fez nada aqui, não deu uma casa de farinha sequer. Reconheço que nosso partido teve muitos erros no Acre, mas os acertos foram muito maiores. Fizemos inúmeras pontes e o atual governo não consegue tapar um buraco da BR-364”, disse Viana.

O ex-senador disse que muitos políticos do Acre são hipócritas, pois aplaudiam Lula e Dilma e agora falam mal. “Não entendo como que o senador eleito, Alan Rick, dentre outros políticos eleitos que se criaram politicamente dentro dos governos do PT, elogiavam Lula e Dilma e da noite para o dia virar as costas, o nome disso é hipocrisia. Isso é questão de tempo para a ficha cair e o povo abrir os olhos”.

Ao falar de Gladson Cameli, disse para o atual governador ter cuidado pois sua situação não está fácil e pode ser preso, numa das operações realizadas contra seu governo. “O Gladson deve tomar muito cuidado com o trabalho dele. Não conseguiu montar equipe no primeiro mandato, não tem dado sinais que vai conseguir montar nesse segundo mandato, não tem projeto, não tem plano. Todo mundo se afastou dele, até o Bolsonaro, essas operações que vem acontecendo dentro do governo dele, isso pode causar prisão ao chefe do executivo estadual”.

Jorge disse que pretende ajudar o estado do Acre, mesmo com mandato ou não, agora com eleição de Lula será mais tranquilo para trabalhar e melhorar a vida do povo acreano.

“Com mandato ou sem mandato, agora tenho obrigação de tentar ajudar meu estado, principalmente na melhoria dessa estrada, até mesmo para o povo do Juruá, não pode ficar isolado. “Eu nunca trabalhei na hipótese de que se o Lula ganhar vou lá pedir alguma coisa dele. Nunca trabalhei pensando nisso. O que eu quero é ajudar, e podemos ajudar estando dentro do governo ou não, usando da minha experiência e meu conhecimento com o presidente eleito e as pessoas ligadas a ele, vamos trabalhar pelo nosso Acre”, falou Viana.

Ao falar sobre ter pretensão para ser um possível Ministro no governo do PT, Jorge respondeu que não cria nenhum tipo de expectativa em cima disso. “Dentro de mim não há nenhuma expectativa relacionada a ganhar um Ministério. Temos que entender que quem ganhou foi o presidente Lula. Ele trabalhando pelo Brasil, isso já me deixa feliz. Eu tô na paz, ainda é muito cedo para falar alguma coisa”, finalizou.

Confira a conversa completa no link >>>> https://acredahora.com.br/?p=304

Política

Reeleita governadora, Mailza lidera Acre na COP31 e leva redução de 70% no desmatamento à agenda internacional

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Recém-reeleita para governar o Acre até 2030, Mailza Assis (PP) embarca para uma agenda internacional na 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), em Antalya, na Turquia. A governadora liderará a delegação acreana entre os dias 9 e 13 de novembro, apresentando resultados ambientais, entre eles a redução de 70% no desmatamento, e buscando investimentos para projetos de desenvolvimento sustentável.

A participação ocorre duas semanas depois de Mailza conquistar um mandato próprio à frente do governo estadual. Eleita no segundo turno, em 25 de outubro, com 272.635 votos, equivalentes a 66,21% dos votos válidos, a governadora passa a representar o Acre no principal encontro internacional sobre mudanças climáticas com a perspectiva de continuidade da gestão pelos próximos quatro anos.

Um dos principais resultados apresentados será a queda do desmatamento registrada entre os períodos de 2021/2022 e 2025/2026. Os dados mostram uma redução de 840 para 252 quilômetros quadrados de floresta derrubada, resultado associado às medidas de monitoramento, fiscalização e prevenção previstas no Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ).

“Estamos felizes de levar à COP31 resultados tão positivos. Com planejamento e ações integradas atingimos as metas do Plano de Combate ao Desmatamento e Queimadas de forma antecipada e vamos compartilhar com todos como atingimos esse objetivo”, afirmou Mailza.

Além de apresentar os indicadores ambientais, a governadora terá uma agenda voltada à aproximação com investidores e organismos internacionais. O objetivo é ampliar o financiamento de atividades econômicas sustentáveis, fortalecer a bioeconomia e criar alternativas de geração de renda associadas à conservação da floresta.

Mailza participará do painel “Pro Acre Avançar: projetos e investimentos para uma Amazônia sustentável”, que reunirá representantes do governo estadual para apresentar iniciativas e oportunidades de investimento. A programação integra as atividades do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, realizadas no Hub Amazônia, na Zona Azul da conferência.

A delegação acreana também levará ao debate a participação dos povos indígenas nas políticas climáticas, a proteção dos territórios tradicionais e as possibilidades de financiamento para atividades produtivas que mantenham a floresta preservada.

A viagem acontece em um momento de reorganização das prioridades do governo para o mandato de 2027 a 2030. Com a reeleição, Mailza terá a oportunidade de dar continuidade aos projetos apresentados na conferência e buscar parcerias internacionais que possam resultar em investimentos no estado.

A COP31 seguirá até 20 de novembro, reunindo representantes de diferentes países para discutir compromissos de redução das emissões de gases de efeito estufa, financiamento climático e medidas de enfrentamento às mudanças climáticas.

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Política

Lula sanciona lei que torna exame obrigatório para novos médicos e amplia fiscalização das faculdades de medicina

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (6), a lei que torna obrigatória a aprovação no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) para o exercício da medicina no Brasil. A medida estabelece avaliações durante a graduação, cria critérios nacionais de qualificação profissional e amplia a fiscalização sobre a qualidade dos cursos oferecidos pelas instituições de ensino.

Pela nova legislação, os estudantes serão avaliados em três etapas, ao final do segundo, quarto e sexto anos da graduação. A pontuação será acumulada, com maior peso para o exame realizado no último ano. Para obter o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), o futuro profissional deverá comprovar o desempenho mínimo exigido.

A obrigatoriedade vale para estudantes que ingressaram nos cursos de medicina a partir de 19 de junho de 2026. Quem já estava matriculado antes dessa data continuará submetido às regras anteriores, assim como os médicos que já possuem diploma reconhecido no país.

Os estudantes que não alcançarem a pontuação mínima poderão realizar novas avaliações, mas ficarão impedidos de exercer a medicina até conseguirem aprovação. A legislação permite que esses profissionais atuem em atividades técnico-científicas, sem atendimento direto a pacientes.

Durante a cerimônia de sanção, em Brasília, Lula afirmou que a iniciativa busca assegurar melhores condições de atendimento à população e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Quanto mais qualificado for o nosso médico, mais garantia a gente tem de que nós vamos viver mais”, declarou o presidente.

Além da avaliação dos estudantes, a lei estabelece mecanismos de acompanhamento das faculdades. Instituições com resultados insatisfatórios poderão passar por processos de supervisão do Ministério da Educação (MEC), incluindo medidas como redução de vagas e suspensão temporária de novos processos seletivos.

A preocupação com a formação médica ganhou força após os resultados da primeira edição do Enamed, realizada em 2025. Dos 351 cursos avaliados, 107 receberam conceitos insatisfatórios. Aproximadamente 13 mil participantes que concluíam a graduação não atingiram o nível mínimo de proficiência.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a mudança permitirá acompanhar a evolução dos estudantes e estabelecer um padrão nacional de conhecimentos necessários ao exercício da profissão. Já o Ministério da Educação será responsável pela aplicação das provas, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com participação do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A nota do Enamed também poderá ser utilizada na seleção para programas de residência médica. A nova legislação integra a avaliação da graduação aos mecanismos de formação de especialistas e de fiscalização das instituições.

A lei foi sancionada com veto parcial. Lula retirou do texto a previsão de contrapartidas obrigatórias, limitadas a 2% do faturamento líquido, para faculdades que utilizam a estrutura do SUS em atividades práticas e estágios. O governo argumentou que o limite uniforme não considerava as diferenças entre os serviços utilizados e as necessidades de cada região.

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Política

Lula quer transformar Brasil em país desenvolvido em quatro anos e garante que pobres não pagarão pelo ajuste fiscal

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que pretende transformar o Brasil em um país desenvolvido nos próximos quatro anos. Durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília, Lula defendeu a ampliação dos investimentos produtivos, o aproveitamento dos recursos naturais e a manutenção de políticas sociais como caminhos para acelerar o crescimento econômico.

O presidente demonstrou otimismo com as perspectivas brasileiras, principalmente nas áreas de energia renovável, minerais críticos e terras raras. Para ele, o país reúne condições para atrair investimentos internacionais, ampliar sua capacidade industrial e gerar empregos.

“Eu quero, em apenas quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento e colocá-lo no estágio de país desenvolvido”, declarou.

Uma das prioridades apresentadas pelo presidente é aproveitar a transição energética para fortalecer a economia nacional. Lula defendeu que o Brasil utilize suas vantagens na produção de energia limpa e na exploração de recursos minerais estratégicos para atrair empresas e desenvolver novas tecnologias.

Ao tratar da instalação de data centers no país, o presidente afirmou que os empreendimentos deverão produzir a própria energia, evitando que o consumo dessas estruturas comprometa o abastecimento da população.

Lula também abordou a situação das contas públicas e garantiu que a busca pelo equilíbrio fiscal não será feita com cortes que prejudiquem a população de baixa renda. Segundo ele, o governo pretende conciliar responsabilidade fiscal, investimentos em infraestrutura e proteção social.

O presidente afirmou que recebeu o governo com déficit fiscal de 2,8% e sustentou que sua administração conseguiu melhorar o resultado das contas públicas. Ele defendeu a contratação de financiamentos para obras estruturantes, desde que exista capacidade de pagamento e que os recursos sejam utilizados na construção de patrimônio público, como ferrovias, estradas, pontes e aeroportos.

No campo político, Lula atribuiu os resultados de sua gestão à capacidade de negociação com o Congresso Nacional, mesmo sem contar com maioria parlamentar. Ele afirmou que o diálogo permitiu avançar em medidas econômicas e estruturais.

O presidente também voltou a defender os compromissos internacionais de combate às mudanças climáticas, incluindo a redução da dependência de combustíveis fósseis e o enfrentamento do desmatamento.

Para Lula, o desenvolvimento brasileiro dependerá da combinação entre crescimento econômico, transformação da matriz energética, investimentos produtivos e redução das desigualdades sociais.

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