Connect with us

Política

Mailza e Nicolau sinalizam unidade para 2026 com apoio de Gladson Cameli

Published

on

A vice-governadora do Acre, Mailza Assis, e o presidente da Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior, demonstraram publicamente alinhamento político dentro da federação União Progressistas, formada pelos partidos Progressistas e União Brasil, com foco nas eleições de 2026.

Durante o lançamento oficial da federação em Brasília, o governador Gladson Cameli reafirmou Mailza como pré-candidata ao governo do Acre. Ele destacou que a federação será conduzida sob sua liderança no estado, com Mailza à frente da disputa pelo Executivo estadual. Cameli também ressaltou que a aliança entre PP e União Brasil vai além de um bloco parlamentar e representa um esforço conjunto para dar continuidade a projetos em curso no estado.

Em entrevistas recentes, Mailza afirmou que não vê Nicolau como adversário interno na disputa eleitoral. Segundo ela, há confiança no plano político firmado em 2024, no qual foi definida como sucessora de Gladson. Mailza declarou que segue atuando como vice-governadora e que as articulações eleitorais devem se intensificar apenas em 2026.

Questionada sobre um possível apoio de Nicolau, a vice-governadora afirmou que acredita contar com o voto do presidente da Aleac. Por sua vez, Nicolau também minimizou qualquer clima de disputa e afirmou que não vê problema em apoiar Mailza, ressaltando que a decisão final cabe ao governador.

A postura conciliatória entre os dois nomes do Progressistas indica uma tentativa de manter a coesão interna do grupo político liderado por Gladson Cameli. A federação União Progressistas já conta com a maior bancada do Congresso Nacional e busca ampliar sua base no Acre para o próximo pleito.

Política

Troca-troca no Acre concentra filiações e muda cálculos de chapas para 2026

Published

on

Infográfico É Pop

Política acreana • abril de 2026

O troca-troca que mexeu nas chapas de 2026

O movimento central da semana foi a guinada do Podemos para o campo de PT, PCdoB e PV. A partir daí, outros partidos passaram a disputar nomes e recalcular nominatas no Acre.

7 siglas afetadas 9 nomes citados 1 gatilho principal
Plenário vazio da Assembleia Legislativa do Acre.

Ponto de ruptura

O Podemos muda de lado e empurra quadros locais para novas filiações.

Na matéria, essa mudança de eixo explica o efeito dominó melhor do que qualquer filiação isolada.

Regra rápida

A janela protege deputados, não vereadores.

  • Em 2026, a janela vale para deputados federais, estaduais e distritais.
  • Vereadores como João Paulo Silva e Eber Machado ficam fora dessa proteção.
  • Nomes sem mandato atual, como Vanda Milani, Pedro Pascoal e Sula Ximenes, entram por filiação comum.

Leitura do tabuleiro

PP e Republicanos crescem; PL termina mais pressionado.

O PP concentra reforços para a Aleac e atrai João Paulo Silva. O Republicanos amplia a competitividade com Vanda Milani e Eber Machado. O PL perde Leila Galvão e Pedro Pascoal, embora tente recompor espaço com Sula Ximenes. O MDB aparece com Luiz Gonzaga, e o PSDB entra no radar ao receber Pedro Pascoal.

Gatilho

Podemos

A articulação atribuída a Jorge Viana recoloca a sigla no campo da esquerda no Acre e projeta Murilo Leite para o comando estadual.

Quem mais ganhou

PP

  • Recebe Clodoaldo Rodrigues e André da Drogaria Vale.
  • Também atrai João Paulo Silva após a mudança no Podemos.

Quem ampliou vitrine

Republicanos

  • Filia Vanda Milani como nome para a disputa federal.
  • Recebe Eber Machado no fim de março.

Quem saiu pressionado

PL

  • Perde Leila Galvão para o União Brasil.
  • Perde Pedro Pascoal para o PSDB.
  • Ganha Sula Ximenes como aposta para a Aleac.

Baseado na reportagem do É Pop publicada em 5 de abril de 2026. Versão enxuta para bloco HTML dentro da matéria.

A semana de fechamento da janela partidária no Acre terminou com uma sequência de trocas de legenda que reposicionou nomes e acelerou a montagem das chapas proporcionais para as eleições de 2026. Aberto em 5 de março, o mecanismo permite que deputados federais, estaduais e distritais (no caso do Distrito Federal) mudem de legenda sem o risco de perda do mandato. O instrumento somente beneficia neste ano deputados federais, estaduais e distritais. Os vereadores eleitos em 2024 não podem utilizar a janela de 2026, uma vez que não estão em fim de mandato.

O episódio que mais reordenou o ambiente partidário da semana foi a ofensiva de Jorge Viana sobre o Podemos. A articulação incluiu negociação direta com a presidente nacional da sigla, Renata Abreu, para levar o partido ao campo formado por PT, PCdoB e PV no Acre, retirando a legenda do arco governista e mudando o controle político local. A mesma movimentação apontou para a troca de comando estadual, com previsão de que Murilo Leite assumisse a direção partidária. A mudança de rota abriu uma corrida imediata por abrigo em outras siglas e empurrou quadros locais para novas filiações nos últimos dias do prazo.

O resultado apareceu em migrações em cadeia. Na Câmara de Rio Branco, o vereador João Paulo Silva deixou o Podemos e se filiou ao Progressistas, em um movimento tratado como resposta direta ao novo alinhamento do partido no estado, apesar de a janela de 2026 não se aplicar a vereadores. Na Assembleia Legislativa, a movimentação ganhou ainda mais tração com a filiação do deputado estadual Luiz Gonzaga ao MDB no fim de semana, após uma passagem rápida por outras siglas no intervalo, em meio ao redesenho do comando do Podemos e à disputa por espaço em chapas consideradas viáveis para 2026.

Na reta final do prazo, outras siglas também reforçaram suas fileiras. O Progressistas registrou em 3 de abril as filiações dos deputados estaduais Clodoaldo Rodrigues e André da Drogaria Vale, já com discurso voltado à reeleição em 2026 e com foco em aumentar o peso da bancada e o potencial de nominata. O Republicanos anunciou em 1º de abril a filiação da ex-deputada federal Vanda Milani, apresentada como pré-candidata a uma vaga na Câmara em 2026, em um movimento para ampliar competitividade na disputa proporcional. No fim de março, o partido também recebeu o vereador Eber Machado, que deixou o MDB e formalizou filiação ao Republicanos, caso que, por envolver vereador, ficou fora das proteções da janela e passou a ser acompanhado sob o debate de fidelidade partidária.

No PL, a semana terminou com baixa que mexeu no desenho da nominata federal: Leila Galvão deixou o partido e migrou para o União Brasil, movimento apontado no noticiário como fator de enfraquecimento da chapa liberal no estado e que, em efeito imediato, virou referência de bastidor para novas trocas na reta final do prazo. No fechamento do período, o ex-secretário de Saúde de Gladson, Pedro Pascoal, também deixou o PL e se filiou ao PSDB, em uma das últimas mudanças registradas no sábado, 4 de abril. Já Sula Ximenes, após sair do Deracre, confirmou filiação ao Partido Liberal e vinculou o movimento à preparação de uma pré-candidatura à Assembleia.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53
Continue Reading

Política

Bocalom passa o comando a Alysson e abre nova fase política em Rio Branco

Transmissão na prefeitura combinou gesto de continuidade administrativa com abertura do movimento de 2026 no Acre

Published

on

A transmissão do cargo de Tião Bocalom a Alysson Bestene, neste sábado, 4, em Rio Branco, marcou mais que uma troca formal no comando da prefeitura. O ato reuniu elementos de despedida, continuidade e reposicionamento político: houve entrega simbólica da chave do gabinete, cumprimento de auxiliares no corredor de acesso ao gabinete e, na sequência, a primeira manifestação pública do novo prefeito em defesa da manutenção da linha administrativa da gestão que se encerra.

Na prática, Alysson assume com a tarefa de preservar a estabilidade da máquina municipal enquanto Bocalom deixa o Executivo para abrir sua agenda de pré-campanha ao governo do Acre. Alysson afirmou que pretende manter secretários neste início de gestão, dar sequência às obras em andamento e acompanhar politicamente o projeto de Bocalom, inclusive com previsão de afastamento do Progressistas. Bocalom informou que fará uma pausa, antes de começar o roteiro pelo interior do estado, com agenda inicial prevista entre Sena Madureira e Jordão.

O ambiente da cerimônia também ajudou a compor a mensagem política da transição. As falas de religiosos e os momentos de emoção funcionaram como parte de um rito de passagem construído para validar publicamente o sucessor e amarrar a ideia de continuidade entre quem sai e quem entra. Nesse desenho, Alysson não aparece como nome de ruptura, mas como operador da travessia administrativa enquanto Bocalom tenta converter capital municipal em presença estadual.

Mais do que um rito administrativo, a transmissão na prefeitura abriu uma nova etapa do movimento político liderado por Bocalom

Líderes religiosos conduziram oração durante a transmissão de cargo no Executivo municipal

Ao fundo, a transmissão em Rio Branco também contrastou com o movimento visto dias antes no Palácio Rio Branco. No governo, embora o discurso oficial tenha sido de continuidade, os bastidores já vinham sendo marcados por cobranças para que Mailza Assis demonstrasse comando próprio, e a troca de nomes no primeiro escalão, no mesmo dia da posse, reforçou a leitura de um rearranjo ainda em curso. Na prefeitura, ao contrário, a passagem de Tião Bocalom para Alysson Bestene foi tranquila e uma imagem fechada de alinhamento entre quem sai e quem entra, sem sinal imediato de ruptura administrativa.

Se, no plano institucional, as duas cenas falaram em continuidade, no plano político os ambientes foram distintos. Em Rio Branco, o gesto público foi de unidade e de transição combinada. No Estado, a liturgia da posse conviveu com sinais de acomodação ainda em aberto, mais associados à necessidade de afirmação da nova governadora do que à ideia de uma sucessão plenamente pacificada. No comparativo, a prefeitura conseguiu projetar uma travessia mais coesa, enquanto o governo deixou mais espaço para leituras de bastidor.

Gladson Camelí transmite governo do Acre para Mailza Assis -Foto: Diego Gurgel/Secom – Alysson e Bocalom transição ocorre de forma amigável e reforçam a parceria -Foto: Sérgio Vale

Na política, a continuidade não se sustenta apenas no discurso; ela também precisa aparecer no ambiente. E, nesse aspecto, a transição na prefeitura pareceu mais resolvida do que a passagem de bastão no governo.

Continue Reading

Política

Cheia do Juruá pressiona Zequinha e expõe limite do paliativo em Cruzeiro do Sul

Com mais de 28 mil pessoas afetadas e sete abrigos abertos, prefeitura amplia assistência, mas nova subida do rio recoloca a cobrança por prevenção e planejamento no segundo mandato

Published

on

O Rio Juruá chegou a 14,15 metros neste sábado (4) e já afeta mais de 28 mil pessoas, de 7.087 famílias, em 33 bairros, comunidades e vilas de Cruzeiro do Sul. Segundo a prefeitura e a cobertura da imprensa local, 233 pessoas de 50 famílias foram encaminhadas para sete abrigos instalados em escolas das redes municipal e estadual.

Nos abrigos, as famílias recebem atendimento social e de saúde, kits de limpeza e higiene e três refeições por dia. A estrutura atende à urgência da cheia, mas também confirma que a cidade segue dependendo de remoção, acolhimento e abastecimento emergencial de água para enfrentar um problema conhecido. A prefeitura já havia decretado Situação de Emergência nível II em 26 de janeiro, medida depois reconhecida pelo governo federal.

O decreto é instrumento legal de resposta e acesso a apoio institucional, mas não resolve o centro da crise: Cruzeiro do Sul continua chegando a mais uma enchente com o poder público operando no campo do paliativo. A cheia volta a ser enfrentada com abrigos, assistência temporária e corrida contra a água, enquanto a prevenção permanece sem a mesma nitidez administrativa e política.

Reeleito em 2024 por margem de 197 votos, com 50,20% contra 49,80% de Jéssica Sales, Zequinha Lima entrou no segundo mandato sob um quadro político apertado e com a responsabilidade de apresentar direção mais clara para a cidade. A nova cheia recoloca essa cobrança: há presença institucional na resposta, mas ainda não há sinal equivalente de que a gestão tenha deslocado o município da dependência de medidas emergenciais para uma política permanente de mitigação.

Sob pressão política, maior escrutínio público e uma cidade que volta a medir a gestão pelo comportamento do rio, a enchente de 2026 ultrapassa o campo da tragédia climática e entra no terreno da responsabilidade administrativa. O município assiste os desabrigados, mas a pergunta que permanece é outra: por que Cruzeiro do Sul segue mobilizando decretos e abrigos a cada cheia sem apresentar, com a mesma clareza, uma resposta duradoura para um problema que deixou de ser eventual?

Foto: Agência de Notícias do Acre

Continue Reading

Tendência