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Política

Mailza e Nicolau sinalizam unidade para 2026 com apoio de Gladson Cameli

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A vice-governadora do Acre, Mailza Assis, e o presidente da Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior, demonstraram publicamente alinhamento político dentro da federação União Progressistas, formada pelos partidos Progressistas e União Brasil, com foco nas eleições de 2026.

Durante o lançamento oficial da federação em Brasília, o governador Gladson Cameli reafirmou Mailza como pré-candidata ao governo do Acre. Ele destacou que a federação será conduzida sob sua liderança no estado, com Mailza à frente da disputa pelo Executivo estadual. Cameli também ressaltou que a aliança entre PP e União Brasil vai além de um bloco parlamentar e representa um esforço conjunto para dar continuidade a projetos em curso no estado.

Em entrevistas recentes, Mailza afirmou que não vê Nicolau como adversário interno na disputa eleitoral. Segundo ela, há confiança no plano político firmado em 2024, no qual foi definida como sucessora de Gladson. Mailza declarou que segue atuando como vice-governadora e que as articulações eleitorais devem se intensificar apenas em 2026.

Questionada sobre um possível apoio de Nicolau, a vice-governadora afirmou que acredita contar com o voto do presidente da Aleac. Por sua vez, Nicolau também minimizou qualquer clima de disputa e afirmou que não vê problema em apoiar Mailza, ressaltando que a decisão final cabe ao governador.

A postura conciliatória entre os dois nomes do Progressistas indica uma tentativa de manter a coesão interna do grupo político liderado por Gladson Cameli. A federação União Progressistas já conta com a maior bancada do Congresso Nacional e busca ampliar sua base no Acre para o próximo pleito.

Política

Entidades repudiam prisão de jornalista perseguido por Carla Zambelli

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Entidades ligadas ao jornalismo repudiaram neste domingo, 7 de junho, a decisão do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, que determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo por falta de pagamento de R$ 2.216,30 relativos a uma condenação por difamação em ação movida pela ex-deputada Carla Zambelli. O caso reacendeu a discussão sobre liberdade de expressão e sobre o episódio de 29 de outubro de 2022, quando Araújo foi perseguido com arma em punho pela então parlamentar nas ruas da capital paulista.

A manifestação foi assinada pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e pela Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial da Federação Nacional dos Jornalistas. Em nota, as entidades classificaram a medida como injusta e criticaram o fato de a punição atingir o profissional que havia sido alvo da perseguição armada que teve repercussão nacional.

A ordem de prisão foi expedida pelo juiz José Fernando Steinberg. Na decisão, o magistrado converteu a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade ao afirmar que o jornalista, apesar de intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta no processo. Desempregado, Araújo disse não ter condições de arcar com o valor e chamou a condenação de injusta.

Em publicações nas redes sociais, Araújo afirmou estar triste com a repercussão do caso, mas acolhido pela mobilização em torno de seu nome. Ele relatou dificuldades financeiras, falta de oportunidades de trabalho e problemas psicológicos desde a condenação. Também comparou sua situação à de Zambelli, que teve o pedido de extradição negado pela Justiça italiana em 22 de maio de 2026 e passou a responder em liberdade no país europeu.

O episódio que deu origem ao caso ocorreu na véspera do segundo turno da eleição presidencial de 2022. Após um bate-boca, Zambelli sacou um revólver e perseguiu Araújo pelas ruas e dentro de uma lanchonete em São Paulo. Em agosto de 2025, o Supremo Tribunal Federal condenou a ex-deputada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.

Fonte: Agência Brasil

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Política

Ex-prefeito Tião Bocalom discute modelo econômico do Acre, segurança e desafios de gestão no Bar do Vaz

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Em entrevista concedida ao jornalista Roberto Vaz no podcast Bar do Vaz, nesta semana, o ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, apresentou um balanço detalhado de sua trajetória administrativa e detalhou sua visão sobre as prioridades estruturais para o desenvolvimento do Acre. Durante a conversa, o gestor enfatizou a necessidade de uma transição econômica no estado, defendendo o fortalecimento do setor produtivo em detrimento de modelos baseados exclusivamente no assistencialismo ou na preservação sem exploração econômica sustentável.

Bocalom criticou os resultados históricos do conceito de “florestania” aplicado em gestões anteriores, argumentando que a política não gerou a emancipação financeira da população. “A minha tristeza é de ver o Acre com muito mais Bolsa Família do que carteira assinada. Rondônia tomou o rumo do produzir para empregar… Então, lá atrás faziam muita gozação de ‘ah, o Bocalom só fala em agricultura, o Bocalom só fala em terra’, e eu provei ao longo do meu tempo de trabalho”, declarou. O ex-prefeito reforçou que sua filosofia central baseia-se no projeto “Produzir para Empregar”, cujo objetivo é fixar o homem no campo com dignidade e gerar circulação de riqueza local: “O que melhora a vida das pessoas é dinheiro no bolso… Eu quero é deixar o povo trabalhar, criar condições para o povo poder ganhar dinheiro”.

No âmbito da gestão urbana e da infraestrutura, o entrevistado abordou a complexidade de administrar Rio Branco, uma cidade cujo crescimento periférico ocorreu, em grande parte, por meio de ocupações espontâneas. Ao rebater críticas sobre as condições das vias públicas na reta final de seu mandato, Bocalom apontou falhas estruturais em projetos de pavimentação executados pelo governo estadual no passado e ressaltou os investimentos feitos em maquinário próprio pela prefeitura. “Não é fácil cuidar de uma cidade que foi feita de invasão… Depois que eles invadem, o pessoal quer asfalto, quer energia, quer água, quer esgoto, e tudo de forma errada porque não foi planejado nada”, explicou. Ele defendeu que problemas complexos como a manutenção de ramais rurais exigem uma atuação conjunta e coparticipativa entre o governo estadual e as prefeituras locais.

A segurança pública e a modernização tecnológica também foram destaques na fala de Bocalom, que citou o convênio firmado entre a Prefeitura de Rio Branco e a Polícia Federal como um marco de eficiência na utilização de monitoramento por câmeras com identificação facial. No campo da assistência social, o gestor detalhou o funcionamento da distribuição de insumos e alimentos na capital, rechaçando práticas de clientelismo político em períodos eleitorais. “Eu não sou aquele político que compra voto… Eu sou daquele que quero ganhar a eleição com compromisso de cumprir depois da eleição, e é por isso que o povo acredita muito no Bocalom”, afirmou.

Ao final, Bocalom justificou sua postura diante da vida pública e a decisão de se manter ativo nos debates políticos do estado após encerrar seu ciclo no Executivo municipal, definindo sua atuação como um compromisso vocacionado. “Eu não faço política para ganhar dinheiro, eu não faço política por causa de poder… Eu estou aqui como sacerdócio. Eu tenho a política para mim como sacerdócio, não é forma de ganhar dinheiro nem nada, mas a forma de ajudar pessoas”, concluiu.

Foto: Sérgio Vale

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Política

Lula defende Pix e reage a ameaça de tarifa dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, 2 de junho, o Pix como um sistema público, gratuito e mais vantajoso que plataformas privadas de pagamento dos Estados Unidos. Em evento em Catalão, em Goiás, Lula disse que o modelo brasileiro “assusta eles” e reagiu ao relatório do governo norte-americano que atacou o Pix e sugeriu sobretaxa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

No discurso, Lula afirmou que o Brasil não aceita ser tratado como “uma republiqueta de banana” e associou a ofensiva ao interesse de proteger empresas de cartão de crédito que atuam no país. O relatório foi publicado na segunda-feira, 1º de junho, e abriu prazo até 15 de julho para manifestação do governo brasileiro e de empresas afetadas antes de eventual adoção de medidas pelos Estados Unidos.

Lula também classificou a iniciativa como fora de hora, ao lembrar que havia uma negociação em curso entre os dois países. Segundo o presidente, ele e Donald Trump haviam acertado em maio um prazo de 30 dias para tratar da questão comercial. Lula disse ainda que entregou documentos apontando superávit norte-americano de US$ 415 bilhões na relação com o Brasil nos últimos 15 anos e cobrou um telefonema do presidente dos EUA para explicar o avanço da recomendação tarifária.

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