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Política

Mais Médicos reforça atenção primária no Acre com 46 novos profissionais

Estado alcança 230 médicos em atividade; programa expande atuação em áreas vulneráveis e comunidades indígenas

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O estado do Acre recebeu 46 novos profissionais do programa Mais Médicos em 2024, elevando para 230 o número total de médicos em atividade. A iniciativa faz parte da ampliação do programa, que neste ano contou com 6.729 novos profissionais distribuídos em mais de 2 mil municípios de todo o país. Atualmente, 26.756 médicos atuam em 4.412 cidades e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

O programa Mais Médicos, retomado em 2023, prioriza o envio de profissionais para regiões distantes dos grandes centros urbanos e áreas de maior vulnerabilidade social. Cerca de 60% dos médicos estão alocados nesses territórios, fortalecendo a atenção primária à saúde e a Estratégia Saúde da Família.

Durante o Encontro Nacional das Referências do Programa Mais Médicos, realizado em 6 de dezembro, o Ministério da Saúde destacou avanços alcançados e discutiu a gestão regionalizada do programa. Segundo o diretor do Departamento de Apoio à Gestão da Atenção Primária, Wellington Mendes Carvalho, a integração entre a gestão federal e as referências regionais permite identificar desafios e alinhar ações e diretrizes para o futuro.

Em 2024, o programa também implementou inovações como cotas para pessoas com deficiência, negros, quilombolas e indígenas no edital de chamamento, além de um curso de preceptoria de medicina de família e comunidade. A bolsa de R$ 4.000 foi concedida a 2.700 residentes, contribuindo para a formação e ampliação de novos programas de residência na área.

Outro avanço foi a efetivação de 3,6 mil médicos bolsistas pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS). Esses profissionais permanecem nos municípios onde já atuam, garantindo continuidade no atendimento à população e fortalecimento do vínculo com as comunidades.

Fonte: Ministério da Saúde

Política

Aleac concentra debates na Saúde e reorganiza comissões após troca de partidos

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A sessão desta terça-feira (7) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) foi marcada por cobranças sobre a condução da Saúde durante a transição no governo estadual e pela sinalização de mudanças internas na Casa após a janela partidária. No plenário, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) afirmou que a falta de definições no primeiro escalão pode abrir um vazio administrativo em áreas sensíveis e cobrou nomeações para garantir continuidade de decisões urgentes. O líder do governo, Manoel Moraes (PP), reagiu dizendo que a base mantém unidade em torno da governadora Mailza Assis e defendeu que a Saúde tenha comando técnico, sem virar disputa política.

Com a reconfiguração das bancadas depois das novas filiações, o presidente em exercício Pedro Longo informou que a Aleac deve reformular a composição e as presidências das comissões na próxima semana para adequar a distribuição de espaços à proporcionalidade dos partidos, com expectativa de ajustes em colegiados estratégicos como o de Orçamento e Finanças. A mudança de mapa político também foi tema de pronunciamentos. A deputada Michelle Melo anunciou saída do PDT e adesão à federação União Progressista, enquanto o deputado Afonso Fernandes comunicou filiação ao União Brasil e disse que a sigla passa a reunir oito parlamentares.

Além do eixo político, a sessão abriu espaço para pautas locais e cobranças de serviços. A deputada Maria Antônia prestou homenagem aos jornalistas pelo Dia do Jornalista e voltou a pedir avanços na saúde pública, ao mesmo tempo em que apresentou indicação voltada à infraestrutura viária em Porto Acre. O deputado Emerson Jarude (Novo) afirmou que o partido saiu fortalecido da janela, reforçou atuação independente e cobrou entregas em áreas como saúde, educação e infraestrutura. No mesmo pacote de alertas regionais, Afonso Fernandes chamou atenção para o risco de desabamento da ponte binacional na região de Plácido de Castro, citando impacto diário para estudantes e moradores que dependem da travessia.

Com a transição no Executivo ainda em andamento e a redistribuição de forças dentro do Legislativo, a próxima semana tende a concentrar os desdobramentos práticos do que foi discutido nesta terça: a definição do comando na Saúde e a reorganização das comissões, que influenciam diretamente a tramitação de projetos e a fiscalização do governo.

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Política

Isaac Piyãko deixa Dsei e encerra ciclo marcado por articulação e presença nos territórios

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Ao se despedir da coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Juruá, na última semana, Isaac Piyãko fez um balanço do período em que esteve à frente da saúde indígena na regional e resumiu o momento como uma etapa de gratidão, reflexão e compromisso com a continuidade do trabalho. Na fala de despedida, ele agradece aos profissionais do distrito, às lideranças, aos povos indígenas e às instituições parceiras que estiveram ao lado da gestão. “Esse é o momento de gratidão, é o momento de muita reflexão sobre a minha passagem aqui pelo Dsei Alto Rio Juruá”, afirma Isaac.

A saída de Isaac encerra um ciclo iniciado oficialmente em maio de 2023, quando ele assumiu a coordenação distrital. Liderança do povo Ashaninka, Isaac chegou ao cargo trazendo uma trajetória já consolidada no movimento indígena, na educação e na vida pública. Em seu currículo, ele traz a formação como licenciado em Educação Escolar Indígena pela Universidade Federal do Acre (Ufac), professor indígena, ex-presidente do Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisi) no Vale do Juruá e ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo. 

O desafio que ele encontrou no Dsei era de grande escala. O Plano Distrital de Saúde Indígena 2024-2027 mostra que o Dsei Alto Rio Juruá atende mais de 20 mil indígenas, distribuídos em 163 aldeias, 30 territórios indígenas e oito municípios do Acre, numa área extensa e marcada por dificuldades logísticas, sobretudo no deslocamento fluvial. São sete polos-base, quatro UBSIs e uma estrutura que depende de articulação permanente para fazer o atendimento chegar às comunidades. 

Foi nesse cenário que a gestão de Isaac buscou organizar a rede, fortalecer contratos, ampliar diálogo com as lideranças e melhorar as condições de funcionamento da política de saúde no território. Em sua fala, ele resume essa linha de atuação ao dizer que procurou contribuir “com a política de saúde dos povos indígenas” e que trabalhou para “fazer com que a política de saúde, o sistema de saúde da regional tenha mais condição de chegar melhor nos territórios”. Em outro momento, acrescenta: “O que eu pude fazer, foi procurando acertar o melhor para a nossa população”.

Durante esse período, o distrito esteve presente em ações que reforçaram a assistência e a articulação com outros entes públicos. Entre elas, a participação em ações itinerantes de saúde em municípios do Juruá, o apoio à redução de filas para atendimento especializado e a condução do planejamento distrital, aprovado com participação de conselheiros, lideranças e entidades indígenas. O plano do Dsei também aponta indicadores como cobertura de pré-natal acima da meta pactuada para 2023 e projetos em todos os polos-base voltados à valorização das práticas tradicionais de cuidado em saúde. Esses dados ajudam a mostrar que, mesmo diante de um território de acesso difícil e demandas acumuladas, a gestão conseguiu manter frentes de organização e expansão da assistência. 

Na despedida, Isaac não esconde que o cenário segue exigindo muito esforço. “A gente sabe que existem muitas dificuldades, são muitas as necessidades”, afirmou. Ao mesmo tempo, definiu o período como uma experiência que valeu a pena: “Tudo isso foi uma luta que valeu a pena”. Na avaliação dele, o trabalho precisa continuar com atenção às crianças, aos idosos, aos territórios e às ações de saneamento e saúde ambiental, áreas que seguem centrais para a saúde indígena no Alto Rio Juruá.

As manifestações publicadas por colaboradores do Dsei ao longo da semana reforçam a imagem de uma gestão reconhecida internamente. Nas mensagens compartilhadas nas redes sociais, Isaac é descrito como uma liderança de “serenidade, firmeza, paciência, coragem e escuta ativa”, alguém que “fortaleceu o DSEI/ARJ” e deixou “um legado histórico de contribuição para a saúde indígena do Alto Rio Juruá”. Em outras homenagens, aparece como “mentor e líder exemplar”, além de receber agradecimentos pela “confiança e parceria”, pela “sabedoria e dedicação à saúde indígena” e pelo trabalho “marcado por compromisso, dedicação e respeito às comunidades”. O conjunto dessas mensagens ajuda a compor um retrato de reconhecimento construído dentro da própria equipe, fortalecendo o respeito e a união de uma liderança indígena com as mais diferentes populações.

Agora, Isaac passa a abrir uma nova frente de atuação na política partidária. O nome dele é citado pela direção do PT do Acre como um dos pré-candidatos do campo progressista para a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre em 2026. Em fevereiro e março deste ano, o presidente estadual do partido, André Kamai, apresentou Isaac entre os nomes trabalhados para a chapa de deputado estadual.

Isaac deixa a coordenação levando consigo uma experiência direta com a realidade da saúde indígena, com os limites estruturais da assistência na floresta e com a necessidade de articulação entre União, municípios, lideranças e profissionais de base. Ao encerrar a fala, ele próprio sinaliza que não está deixando a pauta para trás: “Meu muito obrigado, aqui me despeço e vou continuar na política de saúde, assim como em outras políticas públicas aqui na nossa região”.

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Política

Governadora Mailza Assis reúne deputados no Palácio Rio Branco para alinhar agenda com a Aleac

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A governadora do Acre, Mailza Assis, recebeu nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, no Palácio Rio Branco, um grupo de deputados estaduais para alinhar a atuação entre o Executivo e a Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), em uma reunião voltada a reforçar o diálogo e a condução conjunta de políticas públicas.

No encontro, foram tratadas estratégias para a articulação entre os poderes, com foco na continuidade de projetos, na aprovação de pautas consideradas prioritárias e em ações voltadas às demandas da população acreana. Mailza afirmou que o objetivo é manter integração institucional para destravar iniciativas do governo. “Convidei vocês para virem aqui, pois acho que esse momento de diálogo com a Assembleia Legislativa é fundamental para que possamos construir soluções conjuntas. Nosso compromisso é trabalhar de forma integrada, com respeito entre os poderes, para garantir que os projetos avancem e que a população acreana seja a principal beneficiada. Governo e Aleac precisam caminhar juntos, com responsabilidade e compromisso com o nosso estado”, disse.

O presidente da Aleac, Nicolau Júnior, declarou apoio à governadora e disse que a Assembleia pretende manter a cooperação com a nova gestão. “Temos uma casa em que conseguimos conquistar muita coisa boa e estamos aqui nessa continuidade. Contamos com essa sua força de mulher e queremos trabalhar para melhorar ainda mais. Vamos contribuir em todas as áreas do nosso estado e garantimos nossa lealdade enquanto Aleac. A senhora é a governadora e vamos apoiá-la”, afirmou.

Participaram da reunião dez deputados estaduais: Nicolau Júnior, Manoel Moraes (líder do governo na Aleac), Adaílton Cruz, Chico Viga, Fagner Calegário, Michele Melo, Afonso Fernandes, André Vale, Wendy Lima e Gilberto Lira.

A articulação entre Executivo e Legislativo é um passo central para acelerar a tramitação de projetos e dar previsibilidade à agenda do governo na Aleac, com impacto direto sobre a execução de programas e a liberação de medidas que dependem de votação no Parlamento.

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