Connect with us

Direto ao ponto

Marcha para Jesus: Fé ou Política?

Published

on

Tensões surgiram na Marcha para Jesus deste ano com a presença da vice-governadora Mailza Assis, gerando debates nos bastidores. Enquanto líderes religiosos reiteravam que o propósito do evento era exclusivamente celebrar a fé em Jesus Cristo, a demonstração de apoio político, evidenciada pelo boné que ela usou com o nome do ex-presidente não reeleito em 2022, desviou o foco para questões partidárias e ideológicas.

“A presença da vice-governadora Mailza Assis na Marcha para Jesus não foi apenas uma participação comum, mas sim uma demonstração de apoio político.” Para alguns líderes, essa atitude desviou o foco do evento religioso para questões políticas, indo contra a decisão dos organizadores de que a marcha seria exclusivamente para Jesus e não um desfile de políticos ou posições políticas ideológicas.

Lideranças comentavam nos bastidores que a atitude da vice-governadora sugere que “ou ela não foi devidamente informada sobre a natureza do evento, o que seria impossível pela sua formação e conduta.”

“É essencial que nossos líderes políticos reconheçam os limites entre expressar suas crenças pessoais e respeitar o propósito de eventos religiosos.” Alguns citaram que outros políticos estiveram presentes, mas se colocaram em anonimato.

Questionada por jornalista, Mailza Assis afirmou que escolheu o boné aleatoriamente: “Eu sempre gosto de sair na Marcha Para Jesus com boné, peguei o primeiro que vi pela frente. Foi aleatório”, garantiu.

Foto: Sérgio vale / Vale Comunicação

Direto ao ponto

Anotação de Flávio Bolsonaro contraria PL local e inclui Bocalom

Published

on

Direto ao Ponto: O Paradoxo Bocalom
É Pop | Direto ao Ponto
Política

Em menos de 24 horas, o prefeito de Rio Branco recebe uma carta de “despejo” do PL estadual, enquanto anotações vazadas de Flávio Bolsonaro o colocam como o nome do partido para o governo do Acre. No meio do fogo cruzado, a sombra de uma pesquisa que ditará os rumos da legenda.

Na política, 24 horas podem abrigar uma eternidade de contradições. O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, vive hoje o ápice de um paradoxo partidário: no Acre, o Partido Liberal mostra-lhe amigavelmente a porta da rua; em Brasília, o comando nacional reserva-lhe o protagonismo.

A articulação local agiu rápido. Uma carta assinada por Edson Siqueira, presidente da executiva regional do PL, oficializou o que os bastidores já sussurravam. O texto, escrito com polidez, afirma ter orgulho de contar com o prefeito reeleito nas suas fileiras, mas decreta que a prioridade do partido é a manutenção da aliança local, a pré-candidatura nacional de Flávio Bolsonaro e, de forma vital, a reeleição do senador Márcio Bittar.

O recado final não deixa margem para interpretações: se Bocalom quiser procurar outra legenda para disputar o Governo do Estado, o PL “compreende”. Na prática, é um convite educado para que ele arrume as malas e desocupe o espaço.

O Curto-Circuito no PL

A Tese Local (Acre)

A carta da executiva regional afirma que a prioridade é a reeleição de Márcio Bittar e diz “compreender” caso Bocalom procure outro partido para disputar o governo.

A Tese Nacional (Brasília)

Anotações vazadas do próprio punho de Flávio Bolsonaro listam Tião Bocalom e o PL na primeira linha da disputa para o Governo do Acre em 2026.

Contudo, enquanto o PL acreano tentava fechar as portas à candidatura majoritária do prefeito, o cenário foi reaberto por um descuido fotográfico na capital federal. Documentos com anotações de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que agora conduz o projeto presidencial da sigla, vieram a público revelando o xadrez do partido para os estados.

Lá estava o contraponto perfeito à carta de Edson Siqueira. Na secção dedicada ao Acre, sob o subtítulo “Governo”, o primeiro nome escrito de forma clara no papel é: “Tião Bocalom (PL)”, dividindo as atenções com Alan Rick (UB). Após visitar o pai na prisão, o próprio Flávio confirmou que as anotações são da sua autoria, elaboradas durante reuniões da cúpula partidária, embora tenha ponderado que refletem também “sugestões de pessoas”.

O contraste entre o ultimato local e o aval nacional escancara a queda de braço. A peça que liga estas duas frentes é justamente a declaração do senador Márcio Bittar, registada apenas um dia antes. Pressionado por conversas com Flávio Bolsonaro, Bittar havia quebrado o seu silêncio para anunciar que encomendaria pesquisas quantitativas e qualitativas, com entrega prevista para antes de 10 de março, e que só depois anunciaria os palanques que o PL iria integrar.

Se a decisão sobre os palanques estava condicionada aos números de março, por que motivo a executiva estadual se antecipou com uma carta de liberação hoje?

A cronologia dos fatos sugere que a carta soa a uma manobra preventiva. O grupo que comanda o PL no Acre tenta isolar Bocalom antes que os números dessas pesquisas — ou ordens diretas de Flávio Bolsonaro — tornem a sua candidatura um fato consumado e irreversível.

Após a notificação, Bocalom declarou ter recebido a posição do diretório estadual com tristeza, mas reiterou o seu “sonho legítimo” de governar o Acre, mantendo o diálogo aberto com outras legendas. O texto da sua declaração demonstra a paciência de quem aguarda que a poeira assente, sem declarar um rompimento imediato.

O dilema do prefeito é agora um teste de força nos bastidores: aceita o “compreendemos” da direção estadual e procura um novo teto partidário, ou usa a tinta da caneta de Flávio Bolsonaro para enfrentar o diretório local e exigir o comando do seu destino político no Acre? A resposta, muito provavelmente, chegará nos próximos dias, quando as pesquisas desembarcarem na mesa do partido.

Continue Reading

Direto ao ponto

Bittar parece ter amolecido o coração sobre Bocalom; agora tem pesquisa chegando

Published

on

Direto ao Ponto: O Xadrez do PL no Acre

É Pop | Direto ao Ponto
Política

O recuo estratégico do senador Márcio Bittar, após conversa com Flávio Bolsonaro em Brasília, distensiona as diretrizes do PL no Acre e fortalece a tese de Tião Bocalom para disputar o Governo do Estado em 2026.

Na política, o espaço entre uma certeza absoluta e um recuo estratégico costuma ser preenchido por pesquisas e telefonemas de Brasília. A novela do Partido Liberal (PL) no Acre para as eleições de 2026 acaba de ganhar um novo capítulo que ilustra perfeitamente essa máxima. O que parecia um projeto fechado pelo senador Márcio Bittar em torno do Senado começa a ruir, dando lugar à tese de Tião Bocalom para o Governo do Estado.

Até o apagar das luzes do ano passado, a diretriz de Márcio Bittar para o PL acreano era implacável: o foco exclusivo de 2026 seria o Senado Federal. Para Bittar, ter um candidato próprio ao Governo do Estado era um entrave, pois sua estratégia era usar o tempo de TV e o peso do PL como moeda de troca para garantir sua própria vaga em uma chapa majoritária de alianças (como a de Alan Rick ou Gladson Cameli).

Essa postura era ancorada na então estratégia nacional do partido: eleger uma bancada massiva de direita no Congresso para emparedar o Supremo Tribunal Federal (STF). Bittar verbalizou isso detalhadamente em entrevistas recentes à Revista Oeste, argumentando que uma super bancada forçaria os ministros do STF a aprovarem as pautas conservadoras e a anistia: “Não vai dar para ficar no 10 a 0. Este é o jogo da política: tem que chegar ao meio-termo”. Dentro dessa lógica nacional de focar no STF, a candidatura de Bocalom ao Palácio Rio Branco estava sumariamente rifada.

Ocorre que o tabuleiro nacional girou. Com Jair Bolsonaro inelegível, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assumiu a frente das articulações como o pré-candidato do partido à Presidência da República em 2026. Com isso, a visão da cúpula do PL mudou drasticamente: o pragmatismo mostrou que não se elege um presidente apenas com senadores. É preciso ter governadores para dar “tração” e capilaridade à campanha nos estados.

Conforme noticiado na mídia nacional, Flávio iniciou uma série de conversas para cobrar do partido a construção de bases e candidaturas fortes aos governos estaduais. O objetivo é amarrar palanques próprios que sustentem seu nome na corrida presidencial contra o governo Lula.

📌 O Xadrez do PL no Acre: Linha do Tempo da Mudança

Fase 1: A Obsessão pelo Senado

O senador Márcio Bittar sustentava a tese intransigente de que o PL não teria candidato ao Governo do Acre. A prioridade máxima era usar o peso da legenda para fazer alianças locais e focar nacionalmente na eleição de uma super bancada de senadores para fazer contrapeso ao STF.

Fase 2: A Exigência de Flávio Bolsonaro

O cenário vira em Brasília. Com Flávio Bolsonaro assumindo a linha de frente para a disputa presidencial, o PL nacional entende a urgência pragmática: uma campanha viável ao Planalto exige palanques estaduais próprios, com candidatos a governador puxando a chapa nos estados.

Fase 3: A Resiliência de Bocalom

Referendado por uma vitória esmagadora na capital, o prefeito Tião Bocalom joga com o tempo. Amparado por seu alinhamento irrestrito à família Bolsonaro, ele sustenta a tese de que o PL precisa do seu nome, colocando-se como a resposta exata à demanda nacional de Flávio por um palanque no Executivo acreano.

Fase 4: O Recuo e a Pesquisa

A pressão nacional surte efeito e a parede cede. Conforme revelado pela Coluna do Crica nesta terça-feira, Bittar quebrou seu mutismo após conversar com Flávio Bolsonaro. O veto definitivo ao governo virou condicional: o senador anunciou a realização de pesquisas para decidir a chapa governamental.

Foi exatamente nessa fresta estratégica que Tião Bocalom encontrou o oxigênio para sustentar sua pré-candidatura dentro do seu atual partido. O prefeito de Rio Branco, fortalecido por uma reeleição esmagadora, manteve-se firme na tese de que o PL precisa do seu nome.

Em vez de confrontar Bittar abertamente, Bocalom sempre usou a lealdade irrestrita à família Bolsonaro como escudo e justificativa para suas movimentações majoritárias. Como resumiu ao justificar sua entrada no partido: “não me restou outra opção se não deixar o Progressistas e ir para o PL, que é o partido do presidente Bolsonaro”. Para Bocalom, o palanque estadual puro-sangue que Flávio Bolsonaro exige no Acre é, naturalmente, o seu. “Eu sempre fui de direita. Sou da antiga Arena lá no Paraná […] então eu sempre fui direita”, declara.

A queda de braço silenciosa finalmente veio a público de forma clara nesta terça-feira, 24 de fevereiro. A tradicional Coluna do Crica, no portal ac24horas, revelou o estopim da distensão de Márcio Bittar. Segundo a publicação, “pela primeira vez, Bittar quebrou o seu mutismo”. O motivo foi justamente o enquadramento nacional: o senador confirmou ao blog ter tido “uma conversa com um animado senador Flávio Bolsonaro (PL) – candidato a presidente”.

Após o recado de Flávio, o discurso de “foco zero no governo” de Bittar parece ter amolecido. Ele anunciou a encomenda de pesquisas quantitativas e qualitativas sobre os cenários para o governo e o Senado, realizadas por institutos de fora do Acre, que “estarão prontas antes do dia 10 de março”. O veto absoluto de antes virou, agora, uma condicionalidade: “Somente depois disso é que vai anunciar em que chapa para o governo comporá”.

Como brinca a própria coluna do ac24horas, o destino político de Bittar e a chapa que ele integrará continuam um mistério “ao estilo de quem matou Odete Roitman”.

No entanto, a leitura política é evidente: a tese de Bocalom vai vencendo. Ao condicionar a decisão aos números de março, Bittar cedeu. As cartas estão na mesa, e aos eleitores, como diz o texto, só resta uma opção: “Façam as suas apostas.” Mas a roleta já parece apontar para o Palácio Rio Branco.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53
Continue Reading

Direto ao ponto

O Banzeiro Político e as Rasteiras no Varadouro das Eleições

Published

on

O Banzeiro Político e as Rasteiras no Varadouro das Eleições

O calendário eleitoral no Acre é feito de areia escorrendo fina na ampulheta, implacável e silencioso. À medida que os dias encurtam para o prazo fatal das convenções, o ar-condicionado dos gabinetes já não dá conta de esfriar o banzeiro das articulações na capital. Estamos cada vez mais nos aproximando daquela fase aguda: o fechamento dos acordos, os sorrisos largos para a foto oficial, os apertos de mão efusivos e, claro, as rasteiras polidas em supostos companheiros de trincheira. É a política fervendo em sua essência.

Convém, portanto, dar uma parada na confusão, dar um passo para trás e observar como as peças estão dispostas hoje neste xadrez amazônico de governo e Senado.

O Palácio e as Rasteiras de Casa

De um lado da praça, a corrida pelo Palácio Rio Branco. A cadeira principal logo trocará de mãos. Gladson Cameli arruma as gavetas para descer a rampa em abril, transferindo a caneta para a vice, Mailza Assis. Ela herda o peso e a capilaridade da máquina estatal, o que não é pouca coisa, mas sabe que o varadouro até a eleição não está limpo.

“Sem teto na sigla que o elegeu, Bocalom junta seu capital político debaixo do braço e bate à porta do PSDB e do Avante, avisando aos ventos que de recuar, não tem nem perigo.”

Pelo retrovisor, a chapa governista vê Alan Rick acelerando, pavimentando pontes sólidas no interior. E no meio dessa poeira toda, surge a figura de Tião Bocalom. Recém-saído de uma vitória maiúscula na capital, o prefeito virou um peregrino partidário. A rasteira, nesse caso, veio de dentro de casa: Bocalom viu o tapete do PL ser puxado por Márcio Bittar. O senador abandonou o barco do prefeito, preferindo desatar os nós para caminhar de mãos dadas com Gladson ou com o próprio Alan Rick.

Enquanto a centro-direita se engalfinha por protagonismo e legendas, a esquerda tateia o terreno, tentando colar os cacos com nomes como o de Thor Dantas, em busca de oferecer uma alternativa que sobreviva ao clima desfavorável.

O Senado, o STJ e o Angu de Caroço

Se a briga pelo governo é uma maratona exaustiva, a disputa pelas duas vagas ao Senado é uma verdadeira rinha em espaço confinado. A primeira cadeira já tem dono com o nome quase bordado no encosto: Gladson Cameli. O governador sai da chefia do Executivo direto para o pódio do favoritismo.

“O céu estaria de brigadeiro, não fosse uma nuvem densa que insiste em fazer sombra sobre o Palácio: a indefinição do julgamento no STJ.”

Nos corredores do poder, sabe-se que essa pendência jurídica é a única variável que realmente perturba o governador. A depender do vento em Brasília, um solavanco de proporções incalculáveis pode atingir toda a chapa.

Sobrevivendo a esse fantasma, o problema crônico mora na cadeira ao lado. O congestionamento para a segunda vaga na chapa de Mailza é tamanho que na porta não passa nem agulha. Márcio Bittar exige o espaço por gravidade política. Sérgio Petecão sorri de soslaio, balançando o gordo tempo de TV do PSD. Eduardo Velloso bate na mesa com a chancela do União Brasil.

E, para engrossar de vez o caldo, a ex-deputada Jéssica Sales (MDB) arregaçou as mangas e fincou posição exigindo a segunda vaga majoritária, transformando a aliança num verdadeiro barril de pólvora.

Enquanto a base do Palácio bate cabeça, a concorrência não perde tempo. Mara Rocha (Novo) deixou o compasso de espera e já está sacramentada na chapa de Alan Rick, formando uma trincheira consolidada e pronta para o embate nas urnas. Correndo em raia própria, Jorge Viana (PT) permanece como a sombra do xadrez, ditando a sobrevivência da esquerda.

No fim das contas, a matemática eleitoral é cruel: sobram caciques e faltam cadeiras. Até o dia 4 de abril, muitos que hoje dividem a mesma garrafa de café podem amanhecer apontando o dedo de trincheiras opostas. O angu está no fogo, o caroço não dissolve e, inevitavelmente, a fervura vai respingar em alguém.

Raio-X do Eleitorado

A matemática das urnas que definirá o destino do Governo e do Senado baseia-se num eleitorado altamente concentrado na capital e com leve maioria feminina.

Total de Eleitores Aptos 612.448 Aproximadamente 39% concentrados apenas em Rio Branco.
Perfil por Gênero
52%
48%
Mulheres Homens
Faixa Etária Predominante
25 a 34 anos

Representam quase 24% do eleitorado. Uma massa votante jovem que cobra emprego e segurança.

Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE) / TRE-AC (Dados base 2024)

Continue Reading

Tendência