A queda da Ponte Frei Paolino Baldassari, em 5 de junho de 2026, em Sena Madureira, trouxe para o centro da investigação uma pergunta que agora pesa sobre o poder público, a construtora e os órgãos de fiscalização: por que uma obra contratada para ligar o Centro ao Segundo Distrito não resistiu justamente em uma região onde o Serviço Geológico do Brasil já havia mapeado risco muito alto de erosão fluvial e “terras caídas” nas margens do Rio Iaco?
O alerta não nasceu depois do desabamento. Em outubro de 2015, o Serviço Geológico do Brasil, antiga CPRM, fez em Sena Madureira uma ação emergencial para delimitar áreas de alto e muito alto risco a enchentes, inundações e movimentos de massa. O trabalho foi assinado pelos geólogos José Antônio da Silva e Renato Ribeiro Mendonça, ligados ao órgão federal vinculado ao Ministério de Minas e Energia, e percorreu os pontos urbanos mais vulneráveis à força do Rio Iaco.
Sena Madureira cresceu encostada no rio. Essa relação sustenta a vida cotidiana, a travessia, o comércio e a memória da cidade, mas também cobra um preço técnico conhecido há anos. O levantamento federal reconheceu nove setores de risco no município. Quatro estavam ligados a inundações. Outros cinco envolviam erosão fluvial do tipo “terras caídas”, fenômeno comum na Amazônia, quando o barranco perde sustentação, racha, escorrega e desaba sob a força combinada da cheia, da vazante e da fragilidade do solo.
Entre esses pontos, o setor AC_SENAMAD_SR_8_CPRM aparece como um dos mais sensíveis. A área fica na margem direita do Rio Iaco, no Segundo Distrito, e recebeu classificação de risco muito alto para erosão fluvial do tipo “terras caídas”. A estimativa técnica tratava de 45 imóveis e 180 pessoas em situação de risco. Não era uma advertência abstrata sobre a Amazônia. Era um recorte urbano, com endereço, margem definida e população exposta.
O comportamento do Rio Iaco ajuda a entender a gravidade do caso. Ele é um rio meandrante, marcado por curvas que concentram erosão em alguns pontos e deposição de sedimentos em outros. Nas margens mais castigadas pela correnteza, o barranco sofre desgaste constante. Depois das cheias, os sedimentos argiloarenosos ficam encharcados. Quando o nível da água baixa, o solo perde sustentação e pode ceder em blocos, abrindo fendas, derrubando taludes e arrastando o que estiver perto demais da borda.
No setor 08, a equipe técnica encontrou escarpas íngremes formadas pela erosão fluvial, ocupações próximas ao topo do barranco e sinais de agravamento. Havia registro de trincas perto de residências, além de áreas sujeitas a inundações e solapamentos. Para quem mora à beira do Iaco, esses sinais não são termos de engenharia. São rachaduras no chão, portas que deixam de fechar, quintais que diminuem depois de cada cheia e o medo de acordar com a terra indo embora.
As recomendações federais eram diretas. A população deveria ser retirada das áreas de risco. As margens precisavam de recuperação vegetal. A drenagem urbana teria de ser melhorada. Novas ocupações em áreas de inundação deveriam ser controladas. Sistemas de alerta para chuvas anormais e cheias também deveriam ser implantados. O próprio estudo tratava obras de contenção em rios amazônicos de grande vazão como soluções caras e de vida útil curta. A alternativa mais segura, naquele cenário, era afastar famílias e estruturas permanentes das zonas mais instáveis.
Depois da queda da ponte, esse histórico passou a ter peso jurídico. Em decisão divulgada pelo Tribunal de Justiça do Acre, o juiz Caique Cirano Di Paula, da Vara Cível de Sena Madureira, considerou que estudos técnicos anteriores do Serviço Geológico do Brasil já tratavam a região como área exposta a erosão fluvial e “terras caídas”. Para a Justiça, esse dado fragiliza, neste primeiro momento do processo, a versão de que o desabamento teria sido provocado apenas por um fenômeno natural imprevisível.
A decisão autorizou o arresto de bens da Construtora Cidade Ltda. até o limite de R$ 36 milhões, valor correspondente ao contrato da obra. A medida alcança bens móveis, imóveis e participações societárias, mas deixou fora contas bancárias e ativos financeiros de liquidez imediata. A Justiça também manteve a suspensão de pagamentos e contratos públicos estaduais com a empresa, providência já adotada administrativamente pelo governo.
O Estado ainda terá de preservar todos os documentos físicos e digitais ligados à ponte, incluindo projetos, relatórios de fiscalização, medições e registros técnicos. A ordem busca impedir que provas se percam no intervalo entre o desabamento, a perícia e a apuração das responsabilidades. O Ministério Público do Acre ajuizou a ação cautelar para garantir recursos a uma eventual reparação dos danos e resguardar documentos capazes de reconstruir a história técnica da obra, da contratação à queda.
Foto: Pedro Devani/Secom
A Justiça também determinou a apresentação das apólices dos seguros, do laudo oficial de engenharia sobre as causas do desabamento e do relatório de dano ambiental elaborado pelo Imac. Em outra frente, Estado e Construtora Cidade deverão entregar, em 30 dias, um plano conjunto para desobstruir a área e reconstruir a ponte. O Deracre terá de apresentar um cronograma de ações emergenciais e garantir uma balsa gratuita para a travessia entre o Centro e o Segundo Distrito.
O estudo federal de 2015 não está sozinho nessa linha do tempo. O É Pop já mostrou que o material-base do Deracre usado na contratação da ponte mencionava a existência de “grande erosão no barranco do Rio”, com atenção especial para a margem esquerda, onde havia “grandes erosões”. Outro documento do projeto, o memorial dos acessos, registrava que a drenagem levou em conta as condições topográficas, climáticas e os tipos de solo ao longo do barranco, área que “já tem provocado grandes erosões, com escorregamentos”.
Há uma questão que atravessa o processo e ainda precisa ser respondida com documentos, cronologia e responsabilidade administrativa: o governo do Estado levou em conta a recomendação federal antes de iniciar a obra? Em 2015, o Serviço Geológico do Brasil tratou a retirada de pessoas e estruturas das áreas de risco como caminho mais seguro diante da instabilidade das margens do Rio Iaco. Anos depois, a decisão pública foi erguer uma ponte justamente em uma região marcada por erosão, escorregamentos e “terras caídas”. A obra não nasceu pequena. Somados contrato, aditivos, serviços associados e custos revelados pelo É Pop, chegou perto de R$ 45 milhões. Quando uma intervenção desse tamanho avança sobre uma área previamente mapeada como crítica, a discussão deixa de ser apenas técnica e passa a tocar o coração da política pública: quem decidiu, com base em quais estudos, assumir esse risco?
A resposta importa porque uma ponte não é só concreto, aço e planilha orçamentária. Ela concentra vidas em circulação, ambulâncias, estudantes, trabalhadores, famílias inteiras que passam todos os dias de uma margem para outra acreditando que o Estado calculou o perigo antes de entregar a travessia. Se a recomendação federal foi ignorada, subestimada ou vencida por uma decisão política de tirar a obra do papel a qualquer custo, o desabamento expõe mais do que uma falha de engenharia. Expõe a possibilidade de que vidas tenham sido colocadas sob risco e que dinheiro público tenha sido consumido por uma escolha feita contra alertas que já estavam escritos.
A queda da Ponte Frei Paolino Baldassari, portanto, não pode ser lida apenas como o retrato de uma estrutura vencida pela força do rio. O caso reúne uma advertência federal antiga, documentos da própria contratação, uma obra de alto valor público, uma comunidade novamente obrigada a depender de travessia improvisada e uma investigação que agora precisa separar falha de projeto, falha de execução, falha de fiscalização e força natural. O Rio Iaco sempre se moveu. A dúvida é por que uma ponte construída sobre essa realidade não foi capaz de conviver com ela.
O governo do Acre encaminhou ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) uma relação com seis municípios considerados prioritários para reforçar as ações de prevenção e combate a queimadas e incêndios florestais. A medida ocorre em meio ao período de estiagem, quando o risco de propagação do fogo aumenta no estado, e busca concentrar esforços nas regiões com maior histórico de ocorrências.
A relação reúne Feijó, Tarauacá, Sena Madureira, Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Manoel Urbano. Os seis municípios concentraram 65% do impacto das queimadas registrado no Acre em 2024, conforme levantamento produzido a partir de dados ambientais do estado.
A definição considera o histórico de focos de calor, áreas atingidas pelo fogo e a vulnerabilidade dos territórios durante os meses mais secos. Feijó, Tarauacá, Sena Madureira, Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Manoel Urbano aparecem de forma recorrente entre as cidades acreanas mais afetadas por queimadas nos últimos anos.
O Acre atravessa desde maio um período reconhecido pelo governo federal como de emergência ambiental por risco de incêndios florestais. A situação abrange as regiões do Vale do Acre e Vale do Juruá e permanece válida até dezembro de 2026, período que engloba a fase mais crítica da estiagem amazônica.
Além das medidas estaduais, o governo federal mantém programas voltados ao fortalecimento da prevenção e do combate ao fogo na Amazônia. Entre as ações estão o apoio à estruturação de brigadas, aquisição de equipamentos, monitoramento de áreas vulneráveis e elaboração de planos municipais de prevenção e resposta aos incêndios florestais.
Em agosto, os 22 municípios acreanos também tiveram reconhecida pelo governo federal a situação de emergência provocada pela seca. O reconhecimento amplia a possibilidade de articulação entre Estado, prefeituras e União para enfrentar os efeitos da estiagem e preparar as equipes para ocorrências de maior proporção durante os próximos meses.
Especial SESI 80 anos: Exposição dos 80 anos do SESI revisita trajetória no Acre
Financiada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra reúne documentos, fotografias e relatos de trabalhadores para contar como o SESI se tornou parte da vida de gerações de acreanos.
| Exposição Conexão SESI 80 anos – Raizes que constroem o futuro
Em cada fotografia, uma lembrança. Em cada documento, um capítulo. E, nas vozes de quem estudou, trabalhou ou construiu parte da vida dentro da instituição, a confirmação de que a história do Serviço Social da Indústria não cabe apenas em uma linha do tempo.
O lançamento da Exposição comemorativa alusiva aos 80 anos do Serviço Social da Indústria — SESI transformou o passado em ponto de encontro. A mostra reúne registros nacionais e locais, recupera marcos da atuação no Acre e aproxima diferentes gerações em torno de uma trajetória ligada à educação, à saúde, ao esporte, ao lazer e à vida dos trabalhadores da indústria.
Financiada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a exposição parte de um conceito que conecta os diferentes tempos dessa caminhada:
“História que constrói o presente. Inovação que transforma o futuro.”
Foram cerca de três meses de pesquisa e organização até que fotografias, documentos e lembranças ganhassem espaço na exposição. Luziane Mesquita, Coordenadora Ginásio do Sesi/ AC, que trabalha há 23 anos na instituição e participou da construção da mostra, resume o caráter coletivo do projeto.
“A história está sendo contada em cada cantinho que vocês veem. Tem um pedacinho de alguém.” Luziane Mesquita
Uma história construída por muitas mãos
Criado em 1946, o SESI chega aos 80 anos com presença em todos os estados brasileiros. Ao longo desse percurso, sua atuação pode ser traduzida por sete ações: educar, cuidar, proteger, inspirar, movimentar, incluir e transformar. No Acre, a exposição refaz o caminho percorrido pela instituição e por empresários, trabalhadores e colaboradores que participaram da implantação e da ampliação de seus serviços.
Para Luziane Mesquita, recuperar esse percurso foi também uma forma de compreender a dimensão do legado recebido pelas equipes atuais.
“Contar essa história foi um presente para a gente, porque vamos resgatar como tudo começou e o trajeto que esses empresários fizeram para construir toda a estrutura que temos hoje. Quem conheceu o nosso complexo no passado vê que ele está extremamente modificado e modernizado.”
Mais do que olhar para trás, a mostra estabelece uma ligação entre a memória e a estrutura atual. O compromisso com a indústria, os empresários e os trabalhadores permanece como o eixo dessa trajetória, afirma Luziane.
“Essa é a nossa essência: atender e servir essas pessoas. A gente precisa manter o legado que muitos deixaram para que hoje conseguíssemos chegar aqui e apresentar toda essa história e toda essa cultura.”
Do resgate nacional à trajetória acreana
A história nacional aparece ao lado de um recorte dedicado ao Acre. Entre os marcos lembrados está a estruturação do Departamento Regional, em 1973, etapa que consolidou a atuação local e acompanhou o desenvolvimento industrial do estado.
Rosemere Azevedo, gerente do SSI do SESI/AC, destaca que a presença em todo o território brasileiro permitiu ao SESI levar serviços de saúde, lazer e educação às indústrias e aos trabalhadores. No Acre, esse percurso também passa pela educação, pelo esporte, pela promoção da saúde e pela segurança no trabalho.
“O que mais nos orgulha é atender os trabalhadores da indústria no Brasil inteiro. Em todos os estados estamos presentes para atender as indústrias e os trabalhadores. O que nos orgulha é levar serviços de saúde, lazer e educação para a indústria brasileira.”
Parte dessa transformação pode ser observada na própria estrutura do SESI no Acre. O complexo reúne ginásio revitalizado e climatizado, escola de referência, centro de promoção da saúde, academia, atividades físicas, natação, pilates, clínica odontológica e serviços de saúde ocupacional e segurança no trabalho.
“Tudo isso foi construído com muito amor, dedicação e qualidade nos serviços prestados à comunidade acreana e, principalmente, à indústria”, afirma Rosemere.
Um SESI moldado pela realidade amazônica
O percurso do SESI no Acre não foi uma simples reprodução do modelo nacional. Em um país de dimensões continentais, a atuação precisou considerar as particularidades da Amazônia, as condições locais e as necessidades dos trabalhadores acreanos.
Para João Paulo de Assis, presidente da FIEAC em exercício, essa capacidade de adaptação ajuda a explicar a presença conquistada pela instituição no estado.
“Hoje, o SESI Acre é adaptado às nossas necessidades. É prestigiado pela população, pelos empresários e pelos industriais. Dentro do nosso espaço circulam mais de 3 mil pessoas por dia. Isso é a marca do sucesso.”
Ao mesmo tempo, a história permanece em construção. A aceleração tecnológica, as mudanças na comunicação e os novos desafios relacionados à saúde e ao trabalho exigem respostas atualizadas. Segundo João Paulo, estar atento a essas transformações será determinante para os próximos anos.
“O mundo está vivendo uma transformação tecnológica alucinante. O SESI precisa estar atento a essas necessidades para continuar desenvolvendo e protegendo os nossos trabalhadores.” João Paulo de Assis
Quando a instituição se torna parte da vida
Datas e documentos dão contorno à história, mas são as vozes de quem viveu o SESI que revelam sua dimensão mais afetiva. Durante o lançamento, os presentes foram convidados a traduzir em palavras o significado da instituição em suas vidas.
As respostas vieram espontâneas, como pequenos retratos de uma relação construída ao longo do tempo. Competência, seriedade, equilíbrio, saúde, segurança, educação, crescimento, aprendizado, acolhimento e amizade foram alguns dos significados reunidos. Em meio a tantas definições, uma ideia apareceu como ponto de encontro: para muitos, o SESI é uma segunda casa.
Os relatos deram forma a uma instituição que ultrapassa os espaços de trabalho e de formação. Um lugar de convivência e pertencimento, onde o tempo transforma colegas em amigos, equipes em família e experiências cotidianas em histórias de vida.
As memórias compartilhadas atravessaram gerações. A escola de 1975 reapareceu nas lembranças de quem iniciou ali a vida estudantil e, anos mais tarde, retornou para colaborar com a instituição. Os campeonatos de futebol da década de 1980 também voltaram à cena, trazendo recordações das empresas que se encontravam nas quadras e nos campos e de uma cidade que acompanhava o crescimento do SESI.
São lembranças de infância, trabalho, esporte e aprendizado que se misturam à própria trajetória de Rio Branco e do Acre. Reunidas na exposição, elas mostram que os 80 anos do SESI também podem ser contados pelas relações construídas, pelos reencontros e pelas marcas deixadas na vida de quem passou pela instituição.
Uma exposição sobre o passado — e sobre continuidade
Ao reunir memórias institucionais e histórias pessoais, a exposição apresenta os 80 anos do SESI não como uma narrativa encerrada, mas como um legado que continua sendo construído. É uma trajetória de trabalho, educação, saúde, inovação e desenvolvimento para o Acre. O passado aparece nos painéis, o presente circula pelos espaços modernizados e o futuro surge nos desafios de acompanhar as novas necessidades da indústria e dos trabalhadores.
A mostra ficará aberta à comunidade durante 15 dias, em horário comercial. As visitas poderão ser feitas diretamente no complexo ou mediante agendamento com a equipe do SESI.
“A gente aproveita para convidar as pessoas a vir conhecer e participar. É uma oportunidade de mostrar essa história tão bonita, construída para toda a comunidade”, reforça Luziane.
A mensagem que sintetiza o sentido dessa caminhada: 80 anos cuidando de pessoas, fortalecendo famílias e construindo futuros.
Exposição Conexão SESI 80 Anos – Raízes que constroem o futuro
A exposição apresenta uma trajetória marcada por histórias, conquistas e contribuições para o desenvolvimento da indústria e da sociedade.
Realizada no SESI, em Rio Branco, a mostra teve a pesquisa, o conceito, o design e o layout desenvolvidos pela equipe da Agência Cidade Publicidade, sob a direção do publicitário Wagner Lucena. A exposição contou ainda com fotografias de Sérgio Vale e com o apoio da Assessoria de Comunicação da FIEAC.
Serviço
Visitação: de 1º a 18 de setembro Horários: das 8h às 10h e das 14h às 17h Agendamento: (68) 99911-9017
O Senac Acre vai abrir, de 2 a 4 de setembro, inscrições para 50 vagas gratuitas em cursos de informática e cuidador infantil em Assis Brasil, no interior do Acre. As oportunidades fazem parte do Programa Senac de Gratuidade (PSG) e são voltadas a pessoas de baixa renda. A inscrição será presencial, por ordem de chegada, na Câmara Municipal de Assis Brasil.
Do total de vagas, 20 são para o curso de Aplicativos Básicos em Informática: MS Office e 30 para Cuidador Infantil. As aulas das duas turmas estão previstas para começar em 21 de setembro e serão realizadas na Escola Estadual Iris Célia Cabanellas Zannini, no Centro da cidade.
O curso de informática terá carga horária de 40 horas. Podem participar candidatos a partir dos 14 anos, com Ensino Fundamental incompleto. As aulas serão realizadas das 13h às 17h, às segundas, terças e quintas-feiras. A formação inclui edição de textos e documentos, uso de fórmulas, elaboração de tabelas e gráficos e preparação de apresentações nos aplicativos do pacote Office.
Para o curso de Cuidador Infantil, é necessário ter pelo menos 18 anos e Ensino Fundamental completo. A formação terá 160 horas, com aulas das 18h às 22h. O conteúdo prepara os participantes para atuar nos cuidados com crianças, incluindo aspectos relacionados a higiene, alimentação, conforto, mobilidade, saúde e desenvolvimento físico e psicossocial.
As inscrições serão realizadas das 8h às 12h e das 14h às 17h na Câmara Municipal, localizada na Avenida Raimundo Chaar, nº 372, no Centro. O preenchimento das vagas seguirá a ordem de inscrição e os requisitos de cada curso.
Os candidatos devem apresentar carteira de identidade e CPF, com original e cópia, comprovante de endereço emitido há no máximo 90 dias e cópia do comprovante de escolaridade ou histórico escolar. Também será necessário preencher a documentação do Programa Senac de Gratuidade.
Para participar, a renda familiar mensal por pessoa não pode ultrapassar dois salários mínimos. As vagas atendem estudantes ou pessoas que já concluíram a educação básica e trabalhadores empregados ou desempregados, com prioridade para quem reúne as condições de aluno e trabalhador.
Depois do preenchimento das vagas, será formada uma lista de espera para eventuais desistências ou cancelamentos. Os cursos serão realizados na Escola Estadual Iris Célia Cabanellas Zannini, situada na Rua Eneide Batista, nº 185, no Centro de Assis Brasil. O benefício garante a gratuidade da formação, mas não inclui auxílio para transporte ou alimentação.