O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e o Governo do Estado promoveram, nesta quarta-feira (19), a cerimônia de sanção da Lei do Novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos servidores e da Lei que promove alterações na Lei Orgânica da instituição. A cerimônia contou com a presença do procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro, do governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, do presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Luiz Gonzaga, e do corregedor nacional do MP, Oswaldo D’Albuquerque, do corregedor-geral do MPAC, Álvaro Luiz Pereira, além de membros e servidores.
O Novo PCCR traz avanços significativos para os servidores do MPAC, como o reajuste no valor das funções de confiança, a extinção de cerca de 40% dos cargos em comissão, a incorporação do adicional de titulação ao vencimento-base e a adoção de gestão por competência e avaliação de desempenho. O plano também prevê a criação da gratificação de incentivo à interiorização e a implementação da gratificação por desempenho.
Com a nova estruturação administrativa será possível ao MPAC abrir edital de concurso para servidores efetivos.
Já as mudanças na Lei Orgânica do MPAC contemplam a criação da Secretaria de Planejamento Institucional e Inovação, a reformulação das gratificações de função para membros do MPAC, a criação da Câmara de Revisão Criminal, do Centro de Apoio Operacional Eleitoral, além da votação eletrônica e da melhor disciplina da Secretaria-Geral.
O procurador-geral de Justiça destacou que a aprovação e sanção das leis demonstram o respeito dos poderes Legislativo e Executivo pelo MPAC. Ele afirmou que o novo PCCR é o início da construção de uma carreira sólida para os servidores e que as alterações na Lei Orgânica têm como objetivo buscar a modernização e inovação na instituição.
“Sempre reconhecemos o passado, o avanço que ocorreu em outras gestões, e acreditamos que é possível avançar cada vez mais e construir um Ministério Público moderno, dinâmico em todos os seus aspectos, que busca o pleno respeito aos seus servidores, que incentiva o aperfeiçoamento e busca sobretudo a eficiência do serviço público. Agradeço ao governador por sancionar as duas leis que irão aprimorar a atuação do MPAC. Minha gratidão, também, ao presidente da Aleac, deputado Luiz Gonzaga, ao relator dos projetos de lei, deputado Pedro Longo, e a todo os nobres parlamentares que integram a Casa do Povo”, disse.
O governador Gladson Cameli salientou a contribuição do MP em colaboração com o governo, em momentos como a pandemia da Covid-19 e as enchentes deste ano, e destacou a importância da instituição com seu papel fiscalizador.
“Reconheço e valorizo a importância do MPAC para a vida social e democrática do nosso estado. Entendo que a atuação dos membros e demais integrantes do MP é essencial para salvaguardar as nossas leis estaduais e a Constituição Federal. Com esse gesto e com o equilíbrio das contas, conseguimos fazer com que as instituições se fortaleçam a cada dia”, afirmou.
Para o presidente da Aleac, projetos como esses trazem o aperfeiçoamento da instituição e fortalecem o trabalho em prol da população.
“A Aleac tem cumprido seu papel de dar suporte aos poderes e às instituições, pois sabemos da importância que têm os poderes e as instituições funcionarem bem, e quem ganha com isso é o povo acreano”, destacou o deputado.
Participando de maneira virtual, o corregedor nacional do Ministério Público afirmou que os projetos trazem aperfeiçoamento da instituição e fortalecem o trabalho em prol da população.
“Trazer uma legislação que aperfeiçoa sobremaneira a Lei Orgânica do Ministério Público, bem como renova, fortalecendo e aperfeiçoando o nosso PCCR, é algo que nos honra e nos traz muita alegria na certeza de caminhamos, as instituições e poderes do estado do Acre, no caminho de bem servir cada cidadão e cidadã do nosso estado”, frisou.
Também compuseram o dispositivo de honra o corregedor-geral do MPAC, Álvaro Luiz Pereira, a procuradora-geral adjunta para Assuntos Administrativos e Institucionais, Rita de Cássia Nogueira, o secretário-geral do MPAC, Glaucio Oshiro, e o presidente da Associação dos Servidores do MPAC, Valmir Ribeiro.
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, usou duas agendas na manhã desta quinta-feira, 30 de abril de 2026, para concentrar a homenagem ao Dia do Trabalhador nas equipes que mantêm os serviços essenciais da capital e para reforçar a promessa de continuidade de investimentos no abastecimento e no saneamento. Em um café da manhã com cerca de 200 colaboradores do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), Bestene falou diretamente a servidores que atuam na captação, no tratamento e na distribuição de água, além das equipes responsáveis pela manutenção das redes de esgoto.
Na fala aos trabalhadores do Saerb, o prefeito relacionou o reconhecimento ao trabalho de rua, citou atendimentos feitos sob sol e chuva e enquadrou a homenagem como parte da rotina de quem resolve problemas diários da cidade. “É um reconhecimento de valorizar esses trabalhadores que estão no sol, na chuva, buscando resolver os problemas da cidade. Sabemos que os desafios são grandes, principalmente no abastecimento e saneamento de água. Temos feito investimentos e vamos continuar trabalhando para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
Ao longo da manhã, Bestene participou também de uma confraternização ampliada que reuniu cerca de 650 trabalhadores, incluindo equipes do Saerb e grupos ligados à limpeza e à manutenção urbana. No encontro maior, a presença do prefeito reforçou a mensagem de valorização das frentes que sustentam o funcionamento cotidiano da cidade, em serviços que vão do abastecimento às ações de rua que mantêm vias e espaços públicos em condições de uso.
As duas agendas ocorreram na véspera do feriado de 1º de maio e, ao colocar as equipes na linha de frente da homenagem, Bestene vinculou o reconhecimento público ao compromisso de seguir com ações e investimentos em áreas que impactam diretamente a vida da população, como o fornecimento de água, o esgotamento sanitário e a manutenção urbana.
O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, em Brasília, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da dosimetria, que altera o cálculo de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito e pode reduzir a punição de condenados por tentativa de golpe de Estado ligada aos ataques de 8 de janeiro de 2023. Com a decisão, o texto segue para promulgação.
No Senado, a derrubada do veto teve 49 votos a favor e 24 contra. Na Câmara, 318 deputados votaram pela derrubada, 144 foram contrários e cinco se abstiveram. O projeto foi pautado como item único da sessão, passando à frente de mais de 50 vetos que aguardavam análise.
Antes da votação, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), dividiu a apreciação para retirar do alcance da deliberação trechos que poderiam beneficiar criminosos comuns ao mexer no tempo de progressão de pena, mudança prevista no texto aprovado em dezembro de 2025. O líder do governo na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), contestou a prioridade dada ao tema e criticou o mérito da medida. “Nós estamos votando o tema da democracia e, portanto, o futuro de novas aventuras golpistas se derrubar este veto”, disse.
A derrubada do veto foi defendida pelo relator da proposta no Senado, Espiridião Amin (PP-SC), que alegou falta de justiça no julgamento da trama golpista. “Eu quero, em primeiro lugar, dizer a todos os congressistas que estão aqui que este é um dia que pode permitir que se galgue ou se supere o primeiro degrau para a justiça e para a harmonia política no Brasil”, afirmou.
Lula havia vetado integralmente o projeto sob o argumento de inconstitucionalidade e de violação do interesse público, por reduzir penas de crimes contra a democracia. A justificativa do Planalto apontou risco de estimular a incidência de crimes contra a ordem democrática e de representar retrocesso no processo de redemocratização.
O texto aprovado determina que os crimes de tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, passem a resultar na aplicação da pena mais grave, em vez da soma das duas. A mudança pode alcançar condenados pelos atos de 8 de janeiro e é citada como potencialmente favorável a investigados e réus ligados à trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares que integraram o alto comando do governo anterior.
A promulgação abre caminho para pedidos de revisão de dosimetria e discussões sobre efeitos em processos em curso, num momento em que Congresso e governo voltam a medir forças sobre a resposta institucional aos ataques de 2023 e sobre o alcance das punições para crimes contra a democracia.
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, participou nesta segunda e terça-feira (28) das comemorações pelos 34 anos de Acrelândia, onde foi homenageado como o primeiro prefeito do município. A agenda incluiu programação de aniversário e uma sessão na Câmara Municipal, com reconhecimento a ex-prefeitos que integraram os primeiros ciclos administrativos da cidade.
Durante a solenidade, Bocalom retomou a narrativa de colonização e formação do município e afirmou que a origem de Acrelândia “é marcada por desafios” e que a cidade “é fruto de muita luta e do trabalho de famílias que vieram de longe para construir um novo futuro na Amazônia”. Ele também associou a homenagem à própria trajetória política no município: “Tenho a honra de ter sido o primeiro prefeito de Acrelândia e de ter retornado por mais dois mandatos”.
Bocalom disse que acompanhou o encaminhamento de um projeto de lei voltado a valorizar, preservar e manter viva a história local, por meio da homenagem a ex-prefeitos. “Receber essa homenagem foi algo profundamente significativo para mim”, afirmou, ao mencionar que a programação do aniversário buscou reunir memória institucional e celebração da data.
A agenda também passou pelo Centro da Juventude, onde ele afirmou que Acrelândia tem “um lugar especial” em sua vida e história.