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Cultura

Narjara Saab realiza evento para celebrar a mulher preta, sua história, conquistas, e luta

Uma Semana de diálogos, arte e reflexão em Rio Branco.

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A iniciativa liderada por Narjara Saab para celebrar a Semana das Pretas é uma oportunidade valiosa para destacar a importância da mulher preta, sua história, conquistas e desafios. A diversidade de eventos, incluindo palestras, rodas de conversa, exposições fotográficas e espetáculos, proporcionará uma plataforma para discutir questões relevantes e promover a conscientização sobre a realidade da mulher negra, especialmente na cidade de Rio Branco.

Destacar mulheres que superaram barreiras raciais é uma maneira eficaz de inspirar outras pessoas e desafiar estereótipos prejudiciais. A palestra sobre a Lei 10.639/03 destaca um aspecto crucial, que é a necessidade de um ensino eficaz da história e cultura afro-brasileira nas escolas para combater o racismo estrutural.

A inclusão de uma roda de conversa com a participação de Natielly Castro, discutindo a realidade da mulher negra da periferia, traz uma perspectiva valiosa e permite que vozes importantes sejam ouvidas. Além disso, eventos como a exposição fotográfica “Pretas Notáveis de Rio Branco” e o espetáculo “Pretas: Da Escravidão à Resistência” proporcionam uma representação visual e artística poderosa da trajetória da mulher negra no Brasil.

A gratuidade dos eventos amplia o acesso, tornando a programação mais inclusiva e acessível a um público diversificado. O financiamento do Fundo Estadual de Cultura (FUNCULTURA) destaca o reconhecimento institucional da importância dessas iniciativas culturais.

Espera-se que a Semana das Pretas não apenas celebre a mulher preta, mas também promova diálogos significativos, sensibilizando a comunidade para questões importantes relacionadas à igualdade, justiça social e representatividade.

De 4 a 8 de março vamos celebrar a mulher preta, sua história, conquistas, a luta contra o racismo, o machismo e a falta de acesso a recursos econômicos e à políticas sociais eficazes.
Serão várias mulheres pretas, residentes e atuantes na cidade de Rio Branco, que protagonizarão debates importantes utilizando como ferramentas principais, o convite ao diálogo e as linguagens artísticas em geral.

PROGRAMAÇÃO

04/03/24 às 19h na Filmoteca – Anexo à Biblioteca Adonay Barbosa: PALESTRA: A Lei 10.639/03 – Os desafios para garantir o ensino eficaz da história e da cultura afro-brasileira nas escolas às 19h
Palestrante: Sandra Buh

05/03/24 às 19h na Filmoteca – Anexo à Biblioteca Adonay Barbosa: RODA DE CONVERSA: Pretas da Quebrada com a convidada especial Natielly Castro que vai falar sobre a realidade da mulher negra da periferia de Rio Branco.

06/03/24 às 19h na Filmoteca – Anexo à Biblioteca Adonay Barbosa: PALESTRA: Pretas Notáveis: mulheres negras que furaram o bloqueio do racismo com Narjara Saab

08/03/24
Às 18h na Usina de Arte João Donato: EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA: Pretas Notáveis de Rio Branco – Por Narjara Saab que reúne o registro de 10 mulheres negras residentes e atuantes na cidade de Rio Branco/AC que atuam em profissões e atividades onde não há uma significante representatividade da população negra.
Às 19h30 na Usina de Arte João Donato: APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO Pretas: Da Escravidão à Resistência onde será contada e cantada a trajetória da mulher negra no Brasil.

TODOS OS EVENTOS TERÃO ENTRADA GRATUITA

Realização: Narjara Saab
Produção: Acreativa Produções
Finaciamento: Fundo Estadual de Cultura – FUNCULTURA, através do Edital de Arte e Patrimônio 2023 da Fundação Elias Mansour.

Assessoria

Cultura

Luta abolicionista de Luiz Gama avança para virar Patrimônio da Humanidade

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A atuação abolicionista de Luiz Gama entrou na disputa por um reconhecimento global da Unesco com a candidatura de documentos, manuscritos e textos publicados na imprensa que registram sua defesa jurídica de pessoas escravizadas no Brasil. A inscrição foi oficializada pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Arquivo Nacional em 26 de novembro de 2025, dentro do edital 2026-2027 do Programa Memória do Mundo, e o resultado deve sair no fim de 2027.

Figura central da história brasileira, Luiz Gama libertou mais de 500 pessoas escravizadas e construiu sua trajetória a partir da própria experiência de violência. Nascido livre, ele foi vendido pelo pai aos 10 anos, em Salvador, e levado para São Paulo, onde viveu sob escravidão até conseguir provar, aos 18, que tinha direito à liberdade. Impedido de se formar em Direito por causa do racismo, frequentou aulas como ouvinte, tornou-se rábula e passou a atuar nos tribunais em defesa da população negra.

A candidatura apresentada à Unesco reúne o acervo preservado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo sob o título Presença Negra no Arquivo: Luiz Gama, articulador da liberdade (1830-1882). Entre os documentos estão cartas de alforria, registros produzidos quando Gama trabalhava em delegacia e um livro manuscrito com a lista de 123 africanos livres. O conjunto já recebeu reconhecimento do Comitê Regional para a América Latina e o Caribe do programa da Unesco e agora busca o selo mundial.

Parte desse acervo revela como Gama usou o próprio trabalho no aparato estatal para enfrentar a escravidão. Ao ter acesso a passaportes de pessoas escravizadas, ele identificava casos de africanos trazidos ilegalmente ao país mesmo depois da proibição do tráfico. Em vez de permitir a continuidade da posse ilegal, barrava documentos, ajudava a garantir a liberdade dessas pessoas e fazia seus registros de identidade. A atuação provocou confronto com setores poderosos da época e terminou com sua expulsão da polícia, em 1869.

Outro eixo decisivo da candidatura é a chamada Questão Netto, apontada por historiadores como uma das maiores ações coletivas de libertação de escravizados das Américas. No processo, Gama enfrentou a disputa em torno da herança do comendador Manoel Joaquim Ferreira Netto para fazer valer a libertação de 217 pessoas escravizadas prevista em testamento. O caso se tornou um marco de sua atuação jurídica e política.

O reconhecimento internacional pode ampliar a projeção da obra de Luiz Gama como símbolo da luta por liberdade, igualdade e reparação histórica. Mais do que preservar papéis do século 19, a candidatura leva à Unesco o registro de uma ação concreta contra a escravidão em um país marcado pelo tráfico humano e pela desigualdade racial.

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Acre

Tarauacá abre editais da PNAB com R$ 329,5 mil para projetos culturais

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A Prefeitura de Tarauacá abriu nesta segunda-feira, 1º de junho, os editais do ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc para financiar projetos culturais no município. Ao todo, são 40 oportunidades distribuídas entre as áreas de arte e patrimônio, iniciativas voltadas aos povos originários e apoio a artistas iniciantes, com investimento somado de R$ 329,56 mil.

O maior volume de recursos ficou concentrado no edital de arte e patrimônio, que vai selecionar 20 projetos com repasse de R$ 10.228 para cada proposta, totalizando R$ 204.560. O edital para artistas iniciantes prevê 10 projetos de R$ 6 mil cada, com R$ 60 mil reservados. Já a chamada voltada aos povos originários vai premiar 10 propostas com R$ 6,5 mil por iniciativa, num total de R$ 65 mil.

As inscrições seguem abertas até 12 de junho. Nos editais de arte e patrimônio e de iniciantes, o prazo termina às 13h. No edital dos povos originários, o encerramento está marcado para 23h59 do mesmo dia. A seleção faz parte da política federal de fomento à cultura instituída pela Lei Aldir Blanc e executada no município pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Inovação.

Além do recorte por área, os editais também trazem ações afirmativas. Nas chamadas de arte e patrimônio e de iniciantes, há reserva de 25% das vagas para pessoas negras e 5% para pessoas com deficiência. No edital dos povos originários, 60% das vagas foram destinadas à participação feminina.

A prefeitura afirmou que a abertura das seleções representa “um importante avanço para o setor cultural” e defendeu que os editais ampliam as condições para que artistas, grupos e coletivos desenvolvam projetos, movimentem renda e fortaleçam a produção cultural de Tarauacá.

Confira os editais da PNAB ciclo 2 (Prefeitura Tarauacá); Edital 004/2026 – Iniciantes (Prefeitura Tarauacá); Edital 003/2026 – Arte e Patrimônio (Prefeitura Tarauacá); Edital 002/2026 – Povos Originários (Prefeitura Tarauacá)

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Cultura

Alysson Bestene lança 18º Circuito Junino de Rio Branco com investimento de R$ 600 mil

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O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, lançou nesta segunda-feira, 1º de junho, o 18º Circuito Junino da capital com investimento de R$ 600 mil para estrutura, organização e realização da programação de 2026. A abertura marca o início do calendário oficial das festas juninas no município, com expectativa de movimentar grupos culturais, artistas, ambulantes e o comércio local ao longo de junho.

O circuito terá duas etapas principais. A primeira será realizada entre os dias 12 e 14 de junho, na Praça da Revolução. A fase final está marcada para os dias 19, 20 e 21 de junho, no Quadrilhódromo, espaço tradicional das apresentações juninas em Rio Branco.

Durante o lançamento, a prefeitura reforçou que o evento faz parte da política de incentivo à cultura popular e ao fortalecimento das quadrilhas juninas da capital. A proposta é garantir estrutura para os grupos, ampliar a participação do público e manter uma das manifestações culturais mais tradicionais do calendário acreano.

Além das apresentações, o circuito também deve concentrar disputa entre quadrilhas, programação artística e ações voltadas ao público que acompanha os festejos. A expectativa da organização é de que a edição deste ano repita a mobilização registrada em anos anteriores e fortaleça a cadeia econômica ligada aos arraiais.

Com o aporte confirmado, a gestão municipal aposta no circuito como vitrine da cultura popular de Rio Branco e como um dos principais eventos do mês de junho na cidade.

Fotos: Sérgio Vale

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