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Nível do Rio Acre recua em Rio Branco e rios do estado apresentam queda, aponta boletim da Defesa Civil

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O Rio Acre em Rio Branco saiu da cota de alerta neste domingo, 25 de janeiro de 2026, após registrar uma queda de 1,03 metro em 24 horas, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil Estadual com dados da Agência Nacional de Águas. O nível, que estava em 13,92 metros, passou para 12,89 metros, ficando abaixo da cota de alerta de 13,50 metros, em um cenário que indica vazante na maior parte dos rios acreanos.

Na bacia do Rio Acre, outros municípios também apresentaram redução dos níveis. Em Capixaba, o rio baixou 1,43 metro e atingiu 7,29 metros. No Alto Acre, Assis Brasil registrou queda de 57 centímetros, com o nível em 3,75 metros, enquanto Brasileia e Epitaciolândia tiveram recuo de 25 centímetros, marcando 3,84 metros. Em Xapuri, o nível permaneceu estável em 8,01 metros. O Riozinho do Rola, afluente que influencia diretamente a capital, apresentou vazante de 72 centímetros e chegou a 10,16 metros.

No Vale do Juruá, os dados indicam redução gradual. Em Cruzeiro do Sul, o rio ficou a um centímetro de sair da cota de alerta, marcando 11,81 metros após queda de 6 centímetros. Já nas bacias do Tarauacá e do Envira, a vazante foi mais acentuada. Em Tarauacá, o nível caiu 65 centímetros, situando-se em 7,47 metros. Em Feijó, o Rio Envira registrou queda de 23 centímetros e passou a marcar 4,82 metros.

Apesar da tendência predominante de recuo, a Defesa Civil mantém atenção em pontos onde houve elevação recente. Na bacia do Purus, o Rio Iaco, em Sena Madureira, subiu 60 centímetros e chegou a 13,14 metros, enquanto o Rio Purus, em Manoel Urbano, teve aumento de 43 centímetros, alcançando 11,17 metros. Em Plácido de Castro, o Rio Abunã registra 11,88 metros e se aproxima da cota de alerta, fixada em 12 metros. A Defesa Civil informou que o acompanhamento dos níveis segue de forma contínua e que, até o momento, não há indicação de novos agravamentos nas áreas onde já se observa vazante.

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Foto: Sérgio Vale

Economia e Empreender

Selo Beef on Dairy é lançado para integrar genética e ampliar a oferta de carne premium no Brasil

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O Brasil passou a contar, em janeiro de 2026, com o primeiro selo Beef on Dairy, uma certificação criada para integrar genética leiteira e raça Angus com o objetivo de ampliar a produção de carne premium no País e diversificar a renda de produtores de leite. Desenvolvido pela Associação Brasileira de Angus, com participação técnica da Embrapa, o selo foi lançado como uma estratégia para estimular o cruzamento de vacas leiteiras das raças Holandesa e Jersey com touros Angus, seguindo padrões reconhecidos internacionalmente.

A iniciativa busca atender a uma demanda já consolidada em outros mercados, onde o uso de genética de corte em rebanhos leiteiros é adotado para melhorar características de carcaça e rendimento frigorífico. No Brasil, a proposta parte do diagnóstico de que raças leiteiras não são naturalmente especializadas para produção de carne, o que motivou a criação de critérios técnicos para identificar os touros Angus mais adequados para esse tipo de cruzamento.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, a estratégia permite aproveitar o maior rebanho comercial do mundo e gerar benefícios tanto para produtores quanto para consumidores. “É uma estratégia já consolidada em outros países e conseguimos trazê-la para o Brasil. O produtor vai se beneficiar e o consumidor terá carne diferenciada. Quem já provou sabe o resultado”, afirmou.

A Embrapa participou da construção técnico-científica do selo por meio do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), gerenciado pela Associação Nacional de Criadores. Coube à instituição desenvolver os critérios técnicos e os índices genéticos utilizados para selecionar os reprodutores, considerando desempenho em crescimento, área de olho de lombo e conformação de carcaça, características relacionadas ao rendimento frigorífico. “Nós desenvolvemos os critérios técnicos e os índices genéticos que permitem identificar, com precisão, os touros Angus mais indicados para o cruzamento com vacas Holandesas e Jersey. É esse rigor científico que garante que o selo represente animais superiores para a produção de carne”, disse o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso.

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Para atender às especificidades de cada raça leiteira, foram criados dois selos distintos: um voltado ao Jersey, que demanda atenção ao tamanho dos bezerros no parto devido ao porte reduzido das vacas, e outro ao Holandês, que exige critérios para evitar animais excessivamente grandes, já que a raça é naturalmente de grande porte. A diferenciação busca reduzir riscos produtivos e adequar o padrão dos animais às exigências do mercado de carne.

De acordo com Leandro Hackbart, conselheiro técnico da Angus e da Associação Nacional de Criadores, o selo responde a uma demanda do próprio setor por parâmetros claros e segurança na aquisição de genética. “Nada mais fizemos do que criar parâmetros claros, garantindo transparência e segurança ao produtor de Holandês e Jersey na hora de adquirir genética Angus. Para o consumidor, isso significa confiança e qualidade alimentar”, afirmou.

O selo Beef on Dairy já está disponível para centrais de sêmen e criadores que utilizam touros dentro dos padrões exigidos. Os reprodutores certificados podem ser localizados por meio de consulta pública no Sistema Origen, da Associação Nacional de Criadores. Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, o Promebo passou a disponibilizar oficialmente a certificação, atendendo também a uma demanda das centrais de inseminação, já que grande parte do uso desses touros ocorre via sêmen, agregando valor ao material genético.

A expectativa do setor é que a adoção do selo amplie a oferta de carne para o segmento de cortes nobres, fortaleça a rastreabilidade genética e gere novas alternativas de comercialização para produtores de leite, contribuindo para a integração entre as cadeias de carne e leite no Brasil e para a agregação de valor ao longo da cadeia produtiva.

Fonte: Embrapa

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Notícias

Prefeito de Rio Branco acompanha atendimento a famílias atingidas pela cheia do Rio Acre

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, realizou na manhã de sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, uma visita às famílias acolhidas no abrigo público instalado no Parque de Exposições Wildy Viana, em razão da cheia do Rio Acre, e acompanhou a situação do nível das águas na capital, em meio ao início da vazante registrado nas últimas horas.

A agenda incluiu a presença da primeira-dama Kelen Bocalom, do coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, e do secretário municipal de Saúde, Rennan Biths. Durante a visita, o prefeito percorreu os espaços do abrigo, conversou com os moradores, ouviu demandas e almoçou com as famílias acolhidas, como parte do acompanhamento direto do atendimento prestado pelo município. “Fiz questão de vir pessoalmente acompanhar de perto como estão sendo atendidas essas famílias. Nosso compromisso é garantir dignidade, acolhimento e toda a assistência necessária enquanto elas estiverem aqui”, afirmou Bocalom.

O abrigo foi montado pela Prefeitura para receber moradores de áreas atingidas pela elevação do Rio Acre, que nos últimos dias ultrapassou a cota de alerta na capital. Após a visita ao Parque de Exposições, o prefeito e sua equipe seguiram até a régua de medição do rio, onde acompanharam o nível das águas e receberam orientações técnicas da Defesa Civil sobre o comportamento do manancial nos próximos dias.

De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado no domingo, 25 de janeiro, o Rio Acre registrou vazante em Rio Branco, com queda de 1,03 metro em 24 horas, passando de 13,92 metros para 12,89 metros, abaixo da cota de alerta, que é de 13,50 metros. O cenário aponta estabilidade na capital e recuo em outros municípios da bacia, como Capixaba, Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, enquanto em Xapuri houve manutenção do nível.

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Na capital, além do Rio Acre, o Riozinho do Rola, afluente importante para a cidade, também apresentou vazante de 72 centímetros, chegando a 10,16 metros.

Segundo a Prefeitura, o acompanhamento das famílias abrigadas e a atualização permanente das informações sobre o nível do rio fazem parte da estratégia de resposta aos impactos da cheia. Durante a visita ao abrigo, o prefeito registrou informações e compartilhou atualizações sobre a situação, em articulação com as equipes da Defesa Civil e da área da saúde.

A administração municipal informou que as ações de assistência às famílias continuarão enquanto houver necessidade de acolhimento, com foco em alimentação, atendimento em saúde e suporte social. A evolução do nível do Rio Acre seguirá sendo acompanhada diariamente, em integração com os dados da Agência Nacional de Águas e os boletins da Defesa Civil estadual, para orientar decisões sobre o retorno das famílias às suas residências e a manutenção das estruturas de apoio.

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Economia e Empreender

Novas padarias aumentam 26% no Brasil em 2025, aponta Sebrae

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O número de panificadoras abertas no Brasil cresceu 26% em 2025, com a criação de mais de 75 mil novos pequenos negócios no setor, de acordo com levantamento do Sebrae baseado em dados da Receita Federal. O resultado supera o registrado em 2024, quando foram abertas 59.590 empresas, e reforça a expansão do segmento em um contexto de maior formalização e retomada do mercado de trabalho.

O estudo considera atividades enquadradas nos códigos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas relacionados à fabricação de produtos de panificação industrial, produção própria de padaria e confeitaria e estabelecimentos com predominância de revenda. Entre os novos registros realizados em 2025, 89,6% são de microempreendedores individuais, o que corresponde a cerca de 67,3 mil empreendimentos. As microempresas representam 8,8% do total, com aproximadamente 6,6 mil aberturas, enquanto as empresas de pequeno porte respondem por 1,5%, cerca de 1,1 mil novos negócios.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o avanço do setor está associado ao ambiente econômico e ao comportamento do mercado. “É uma combinação de fatores que tem apoiado a abertura de empresas do setor, mas precisamos entender que a economia é comportamento. E este comportamento revela o momento de otimismo que vive o nosso país. Já chegamos à menor taxa de desemprego dos últimos doze anos, de 5,2%”, afirmou. Ele também destacou o impacto do crescimento na inclusão produtiva. “Ao mesmo tempo em que o Brasil cresce está gerando processo de inclusão, o que faz aquecer a economia do país. Estamos pulverizando oportunidades e um exemplo é o segmento das padarias”, disse.

Além do aumento no número de estabelecimentos, a panificação apresentou crescimento no faturamento. Em 2024, o setor movimentou R$ 153,3 bilhões, alta de 10,9% em relação ao ano anterior, segundo o Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação. No mercado de trabalho, dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro indicam que, em julho de 2025, o segmento alcançou o maior nível de empregabilidade dos últimos 15 anos, com 568 mil trabalhadores formais, cerca de 160 mil a mais do que em 2010. O aumento representa crescimento de quase 40%, acima do avanço de 10% observado no mercado de trabalho como um todo.

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O Sebrae projeta a manutenção da trajetória de expansão em 2026, impulsionada principalmente pelos microempreendedores individuais e pela diversificação dos modelos de negócio. Entre os formatos presentes no mercado estão padarias com produção própria, pontos de revenda, unidades em áreas residenciais e filiais de distribuição que operam a partir de uma padaria central. A expectativa é que o setor continue contribuindo para a geração de renda, ampliação da formalização e criação de postos de trabalho nos próximos anos.

Fonte: Sebrae

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