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Política

ONU critica ação dos EUA na Venezuela e alerta para impacto na segurança internacional

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A Organização das Nações Unidas declarou nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, que a ação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano contribui para tornar o mundo menos seguro, ao desrespeitar normas do direito internacional e princípios previstos na Carta das Nações Unidas. A avaliação foi apresentada pela porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, durante entrevista coletiva concedida após a operação norte-americana em Caracas.

De acordo com a ONU, apesar de reconhecer denúncias recorrentes de violações de direitos humanos atribuídas ao governo venezuelano, a responsabilização por esses fatos não pode ocorrer por meio de uma intervenção militar unilateral. Para a organização, o uso da força nesse contexto compromete a soberania do país e enfraquece os mecanismos internacionais voltados à preservação da paz e da segurança globais. Shamdasani afirmou que a ação não representa um avanço na proteção dos direitos humanos e provoca danos à estrutura de segurança internacional construída a partir de acordos multilaterais.

A manifestação ocorre após a entrada de forças militares dos Estados Unidos em Caracas, no sábado, 3 de janeiro, quando o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para Nova York. Na segunda-feira, 5 de janeiro, Maduro participou de uma audiência de custódia, na qual declarou não ter cometido os crimes que lhe são atribuídos pelo governo do presidente Donald Trump. No mesmo dia, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência da Venezuela, em meio a um cenário de instabilidade política e reações internacionais.

Segundo a porta-voz do Alto Comissariado, a operação viola o princípio fundamental que proíbe Estados de ameaçar ou usar força contra a integridade territorial ou a independência política de outro país. A ONU avalia que esse tipo de ação pode abrir precedentes para novas intervenções e ampliar tensões entre nações, com efeitos diretos sobre a segurança internacional e o equilíbrio das relações diplomáticas.

O posicionamento da ONU soma-se a manifestações de diferentes setores da comunidade internacional que questionam os efeitos da intervenção militar sobre a América do Sul e sobre o sistema multilateral. A situação venezuelana segue no centro do debate global, com impactos políticos, jurídicos e institucionais que devem continuar a repercutir nos fóruns internacionais nos próximos dias.

Foto: @Miraflores

Política

Bocalom defende produção, agro e exportação como caminho para o desenvolvimento do Acre

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O primeiro painel do Seminário “Acre: Desenvolvimento e Oportunidades”, realizado neste sábado, 30, em Rio Branco, pela Federação PSDB-Cidadania, concentrou o debate econômico do encontro em três eixos: produção, logística e abertura de mercados. Conduzido pelo presidente da federação, Tião Bocalom, o painel reuniu o empresário Oswaldo Dias, o presidente da Federação da Agricultura, Assuero, e o empresário Jorge Moura para discutir o potencial do Acre no agronegócio, na indústria e na integração com o Peru e outros países da América do Sul.

Bocalom abriu a discussão afirmando que o seminário não era lançamento de candidatura, mas um espaço para organizar propostas para o Estado. A linha central apresentada por ele foi a mesma que defende desde 2006: fazer o Acre crescer pela produção. “O modelo de desenvolvimento que a gente quer para o Acre é o mesmo. Não mudou nada do que eu era antes. O que eu sonhei a vida inteira foi vencer aqui produzindo, vencer aqui gerando riqueza”, disse. Para Bocalom, o Estado tem terra, clima e trabalhadores, mas perdeu tempo por falta de políticas públicas capazes de transformar esse potencial em renda. “A nossa terra é rica, o nosso povo é trabalhador. O que faltou foram políticas governamentais no sentido de fazer o negócio andar. Rondônia disparou, mas o Acre ficou para trás”, afirmou.

O primeiro painel começou com a apresentação de um vídeo levado por Oswaldo Dias sobre a Rota do Pacífico e a construção de alternativas logísticas para ligar o Acre a mercados da América do Sul e da Ásia. O material citou a redução de mais de sete mil quilômetros nas rotas marítimas com a Ásia, ganho superior a 20 dias no tempo de transporte e queda no frete marítimo. Também relembrou a primeira viagem exploratória da rota bioceânica, em 1995, conduzida pelo Expresso Araçatuba, além de quatro caravanas, seis países integrados e mais de 100 mil quilômetros percorridos em estudos de rota.

Oswaldo Dias tratou a ligação do Acre ao Pacífico como uma oportunidade concreta, mas condicionada à capacidade de produção local. Ele lembrou que a rota Cruzeiro do Sul-Pucallpa aproxima o Juruá do Peru e do Oceano Pacífico, com tempo de voo de 23 minutos entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa em avião bimotor, segundo sua própria experiência. Para ele, a infraestrutura básica já avançou, com ponte do Madeira, BR-364, BR-317 e aduanas funcionando. O problema, disse, está na falta de mercadoria acreana para ocupar esse corredor. “O que falta para nós agora é ter produto para exportar”, afirmou.

A fala de Oswaldo reforçou uma ideia que atravessou todo o painel: estrada, fronteira e integração regional só viram desenvolvimento quando existe produção em escala. O empresário disse que o Acre precisa avançar na rota Cruzeiro do Sul-Pucallpa e transformar a posição geográfica em vantagem econômica. “Eu tenho certeza que o próximo governador vai buscar alternativa de ligar o Acre a Pucallpa, ao Peru, ao Pacífico”, declarou.

Assuero, presidente da Federação da Agricultura, levou o debate para a segurança alimentar e o peso econômico de quem produz. Ele contou que, ao passar por uma área de restaurantes lotada em um shopping de São Paulo, pensou na distância entre o consumo urbano e o trabalho de quem produz alimento. “Ninguém pensa, na verdade, na importância de quem produz alimento”, disse. Em seguida, relacionou o crescimento da população mundial à necessidade de ampliar a produção. Segundo ele, o mundo levou quase dois mil anos para chegar a dois bilhões de habitantes, alcançou oito bilhões em cerca de cem anos e deve ganhar mais dois bilhões até 2050.

Assuero também defendeu que o Acre precisa tratar a produção rural como vocação econômica e não como tema secundário. Ao comparar Acre e Rondônia, afirmou que Rondônia desmatou 40% do território, enquanto o Acre teria desmatado cerca de 15% e mantém 85% de floresta. A avaliação dele foi a de que preservação e produção precisam conviver com regras claras. “A questão da floresta tem que ter suas áreas de proteção”, disse. Na sequência, criticou o bloqueio ao crescimento econômico da Amazônia e afirmou que a região tem o maior potencial de riqueza do país, mas concentra alguns dos piores indicadores sociais. “A Amazônia é considerada a região com maior potencial de riqueza, a região mais rica do Brasil, mas a população é pobre. Essa conta não fecha”, afirmou.

A fala de Assuero também conectou logística e exportação. Para ele, a Rota do Pacífico não pode funcionar apenas como caminho para entrada de produtos. O Acre precisa ter carga para vender. “Para ter estrada, precisa ter o que vender. Não adianta só comprar. Precisamos ter uma via de mão dupla”, afirmou.

Jorge Moura fechou o bloco econômico com uma fala centrada na experiência do agronegócio dentro do Acre. Ele disse que cresceu ouvindo que o Estado não produzia nada, mas sempre teve vontade de plantar e produzir. “Eu, como acreano, sempre ouvia falar que no Acre não produzia nada. Eu era louco para plantar, eu queria produzir, mas não tinha condições”, afirmou. Jorge relembrou que, nas décadas de 1950 e 1960, a população enfrentava fila para comprar carne e que o Acre dependia de produtos de fora, com exceção da farinha de mandioca, especialmente a produzida em Cruzeiro do Sul.

O empresário afirmou que o quadro começou a mudar com investimentos, tecnologia e máquinas para plantio e colheita. Ele citou a compra de equipamentos agrícolas em São Paulo e defendeu que o Estado precisa garantir estrutura, equipe técnica e continuidade para que a produção avance. Jorge também disse que o Acre já alcançou autossuficiência em produtos como farinha, carne bovina, abacaxi, maracujá, café e milho. “O café, gente, que nós importávamos cem por cento, hoje estamos autossustentáveis. O milho, nós importávamos 95%, hoje nós estamos autossustentáveis. Até superávit já mando para o Peru”, afirmou.

Ao comentar a exportação de milho e soja para o Peru, Jorge Moura reforçou a tese defendida por Oswaldo e Assuero: a integração internacional só terá impacto econômico se o Acre produzir mais. “Já mando cento e tantas mil sacas de milho para o Peru e já estamos exportando soja para o Peru. Isso é um orgulho”, disse.

Bocalom encerrou o primeiro painel retomando os exemplos dos três palestrantes para defender um modelo de desenvolvimento baseado em produção, agroindústria, logística e controle do gasto público. Ele afirmou que o Acre deve observar experiências que deram certo em estados vizinhos, especialmente Rondônia, e adaptar essas práticas à realidade local. “É na produção. É o que nós, no Acre, precisamos: apenas não atrapalhar, copiar e, acima de tudo, se não roubar o dinheiro que tem aqui, dá para tudo isso, para a gente desenvolver o nosso Estado”, disse.

O painel deixou clara a linha econômica que a Federação PSDB-Cidadania pretende levar ao debate político: ampliar a produção de alimentos, fortalecer o agronegócio, criar condições para exportação, usar a localização do Acre como vantagem logística e transformar a integração com o Peru em oportunidade de negócios. Na leitura apresentada por Bocalom, Oswaldo, Assuero e Jorge Moura, o desafio não é apenas abrir estradas ou defender a Rota do Pacífico, mas garantir que o Acre tenha produtos, escala e ambiente econômico para vender para fora, gerar emprego e reduzir a dependência de importações.

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Política

Bittar e Petecão assinam PEC que flexibiliza jornada e muda cálculo de direitos trabalhistas

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Os senadores Márcio Bittar (PL-AC) e Sérgio Petecão (PSD-AC) assinaram a PEC 12/2026, apresentada no Senado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que cria um regime flexível de trabalho por hora e virou alvo de críticas nacionais por deslocar o debate do fim da escala 6×1 para uma mudança mais ampla nas regras de jornada, salário e direitos trabalhistas. A proposta chegou ao Senado depois de a Câmara dos Deputados aprovar, em dois turnos, a PEC que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso e fixa jornada semanal de 40 horas, com dois dias de repouso remunerado.

A votação na Câmara deu força política a uma reivindicação antiga de trabalhadores do comércio, supermercados, farmácias, restaurantes, serviços, segurança privada e outras atividades em que a escala 6×1 organiza a vida de quem passa a semana inteira preso ao relógio. No segundo turno, a proposta recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. No primeiro, foram 472 votos a favor e 22 contra. O texto aprovado pelos deputados prevê transição: dois meses após a promulgação da emenda, passam a valer dois dias de descanso remunerado por semana e jornada de 42 horas; depois de um ano, a carga máxima cai para 40 horas semanais. A redução deve ocorrer sem corte de salário, inclusive nos pisos salariais.

A PEC 12/2026, assinada por Bittar e Petecão, segue outro caminho. Em vez de tornar a jornada menor uma regra geral com salário preservado, o texto altera o artigo 7º da Constituição para permitir que o empregado escolha entre o regime comum da CLT e um regime flexível baseado em horas trabalhadas. Pela proposta, o empregador poderia pagar apenas pelas horas efetivamente trabalhadas. Direitos como férias, 13º salário, FGTS e outros benefícios legais seriam calculados de forma proporcional à carga horária cumprida.

O ponto mais sensível está na negociação individual. A PEC permite compensação de horários e redução da jornada por acordo individual, convenção coletiva ou livre pactuação direta entre empregado e empregador. O texto ainda prevê que o contrato individual de trabalho possa prevalecer sobre instrumentos de negociação coletiva. Na prática, a decisão sairia do campo da proteção coletiva, mediada por sindicatos e acordos de categoria, e passaria a depender da relação direta entre patrão e empregado, justamente onde o trabalhador costuma ter menos poder de barganha.

Para os defensores da proposta, o regime flexível ampliaria a liberdade do trabalhador para organizar a própria rotina. Rogério Marinho argumenta que a mudança permitiria jornadas de 20, 30, 40 ou 50 horas, com remuneração conforme a atividade e a disponibilidade do empregado. O senador também critica a redução da jornada com salário preservado, sob o argumento de que ela elevaria custos das empresas, pressionaria preços e poderia afetar empregos, especialmente em pequenos negócios.

A crítica, porém, nasce das consequências concretas do texto. Um trabalhador contratado por menos horas também teria direitos calculados em valor menor. O salário mensal deixaria de ser o centro da relação e a hora trabalhada passaria a organizar a remuneração. Em setores de baixa renda e alta rotatividade, isso pode significar contracheques menores, férias menores, 13º menor e depósitos menores de FGTS. A palavra “flexibilidade”, nesse caso, não mexe apenas na escala; mexe no tamanho da proteção trabalhista.

No Acre, a assinatura dos dois senadores coloca a bancada no centro de uma disputa que chega diretamente ao balcão das lojas, aos corredores de supermercados, às cozinhas de restaurantes, às guaritas da segurança privada e aos plantões de serviços que funcionam aos fins de semana. A diferença entre as duas propostas é objetiva: a Câmara aprovou uma PEC para reduzir a jornada máxima, ampliar o descanso semanal e preservar salário; a PEC apresentada no Senado permite contrato por hora, negociação direta e direitos proporcionais à carga efetivamente trabalhada.

A reação nacional cresceu porque a proposta foi lida por parlamentares e movimentos trabalhistas como uma tentativa de esvaziar o texto aprovado na Câmara. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), uma das vozes mais conhecidas da mobilização pelo fim da escala 6×1, passou a chamar a PEC do Senado de brecha para uma “escala 7×0”, expressão política usada por críticos para alertar sobre o risco de jornadas sem proteção coletiva suficiente.

A PEC 12/2026 já tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e aguarda a escolha de relator. É nessa fase que os senadores poderão manter, alterar ou barrar o texto antes de qualquer votação em plenário. A disputa deixou de ser apenas sobre trabalhar seis dias e descansar um. O centro do embate agora é outro: se a Constituição deve garantir uma redução geral da jornada com salário preservado ou abrir espaço para contratos individuais por hora, com direitos calculados de forma proporcional.

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Política

Federação PSDB/Cidadania realiza seminário de escuta para validar projeto de Bocalom

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O seminário “Acre: Desenvolvimento e Oportunidades”, realizado neste sábado, 30, em Rio Branco, pela Federação PSDB-Cidadania, funcionou como um ato de organização política da pré-campanha de Tião Bocalom ao Governo do Acre em 2026.

Embora o evento tenha sido apresentado como espaço de debate programático, com painéis sobre desenvolvimento, infraestrutura, agronegócio, indústria e gestão pública, o encontro também teve papel político. Serviu para reunir aliados, alinhar discurso e apresentar os primeiros contornos da plataforma que Bocalom pretende levar à disputa estadual.

A principal linha adotada foi a defesa de um projeto baseado em produção, infraestrutura e geração de emprego. Bocalom voltou a sustentar que o crescimento econômico do Acre depende da ampliação da capacidade produtiva, da recuperação de ramais e estradas, do fortalecimento da agricultura e da criação de condições para o setor privado investir.

O discurso segue a base política que ele utiliza desde sua trajetória em Acrelândia e que depois tentou aplicar na Prefeitura de Rio Branco. No seminário, essa experiência foi apresentada como referência para uma proposta estadual.

Reprodução: Canal Youtube/ @TiaoBocalom

Outro ponto relevante foi o esforço para associar a pré-candidatura à ideia de continuidade administrativa. A participação do prefeito Alysson Bestene teve esse papel. Alysson destacou a parceria com Bocalom e defendeu a manutenção de um modelo de gestão que, segundo ele, combina responsabilidade fiscal, obras, inovação e políticas públicas.

Na prática, o evento também serviu para delimitar funções dentro do grupo. Bocalom aparece como o nome em construção para a disputa ao governo. Alysson atua como fiador da continuidade do projeto em Rio Branco. A Federação PSDB-Cidadania busca se posicionar como eixo partidário da formulação do plano de governo.

Bocalom também usou o evento para tratar da composição da chapa majoritária. Ele reafirmou apoio ao senador Marcio Bittar e ao ex-governador Gladson Cameli como nomes para o Senado, mas condicionou qualquer definição mais ampla à decisão de Gladson sobre seu futuro político. Sobre a escolha do vice, indicou que o tema será tratado posteriormente e que o critério central será confiança política.

Esse ponto mostra que a pré-campanha ainda tem questões em aberto. A definição do vice, a situação de Gladson, a relação com outros partidos e a capacidade de ampliar alianças serão elementos determinantes para medir a viabilidade do projeto.

A lembrança da eleição de 2010 também teve função política. Ao citar a disputa em que ficou próximo da vitória, Bocalom buscou reforçar a ideia de que já teve competitividade em uma eleição estadual. A comparação, porém, tem limites. O cenário de 2026 será diferente, com outro arranjo partidário, novos atores e um eleitorado submetido a outra conjuntura.

A importância do seminário está menos no conteúdo técnico das propostas apresentadas e mais no seu efeito de pré-campanha. O encontro permitiu a Bocalom ocupar espaço público, organizar mensagens, testar a recepção de aliados e iniciar a formalização de uma agenda estadual.

No discurso, Bocalom procurou deixar claro que o seminário não representa a elaboração de uma agenda do zero, mas a atualização de uma linha política já associada à sua trajetória. “O plano de governo do Bocalom nunca mudou. Sempre foi produzir para empregar”, afirmou. A declaração ajuda a definir o sentido político do encontro: mais do que formular uma nova proposta, o evento serviu para submeter seu modelo de gestão à escuta de aliados, setores produtivos e lideranças regionais.

Para o PSDB, o evento também teve função estratégica. O partido tenta se reposicionar no debate estadual a partir de uma candidatura competitiva e de uma pauta econômica definida. Ao reunir lideranças e apresentar temas para o plano de governo, a legenda buscou demonstrar que pretende participar da disputa de 2026 com estrutura política própria.

O seminário não encerra as indefinições da chapa nem resolve o desafio de ampliar a base de apoio. Mas marca uma etapa da pré-campanha: a passagem de movimentações isoladas para uma agenda organizada em torno de Bocalom, com discurso, aliados identificados e temas prioritários para a disputa estadual.

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