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Política

Prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, fala sobre eleições, Bolsonaro e alianças

Entrevista na TV Gazeta aborda temas eleitorais e posicionamento político do prefeito

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Entrevistado por Astério Moreira na TV Gazeta, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, abordou vários temas, com destaque para as próximas eleições, sua relação com Bolsonaro e sua visão do cenário político nacional. Bocalom enfatizou sua posição política e suas expectativas para o futuro eleitoral, destacando a necessidade de coesão dentro da direita e a possível influência do ex-presidente Jair Bolsonaro em seu apoio.

Ao falar sobre a eleição, Bocalom afirmou: “Deixo claro isso, sou da antiga arena. Não tem conversa. E a tendência é de que a direita procure se organizar e se juntar para lutar contra a esquerda.”

Quanto ao apoio de Bolsonaro, Bocalom comentou: “Nosso senador Márcio Bittar está cuidando de tudo isso. Se eu tiver que sair realmente do PP, evidentemente que a minha tendência é ir para o PL, e evidentemente que faço questão de que o nosso ex-presidente Bolsonaro esteja lá avalizando a minha chegada no PL.”

No contexto da polarização política, Bocalom reconheceu a divisão clara entre direita e esquerda, refletindo a dinâmica atual do cenário político brasileiro. Ele declarou: “…depois que o Bolsonaro virou presidente, despertou na população o sentimento cristão, despertou na população o sentimento de pátria, de amar nossa pátria e separou direitinho, direita e esquerda.”

Ao concluir a entrevista, Bocalom permaneceu centrado em uma abordagem pragmática, reafirmando seu compromisso de continuar trabalhando em benefício de Rio Branco. Ele expressa confiança em sua administração eficiente e acredita que a população reconhece seus esforços.

Política

Pesquisa Veritá no Acre: levantamento projeta disputas para Governo, Senado e Presidência em 2026

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épop. | Resultados Pesquisa Veritá 2026

épop. data

Cenário Eleitoral 2026 • Acre

Inst. Veritá
18 a 24 Março
1.030 ouvidos
Margem: 3,5%

Governo do Acre

Alan Rick 41,3%
Tião Bocalom 26,0%
Mailza Assis 25,0%
Thor Dantas 7,7%

Senado

Gladson Cameli 36,6%
Jorge Viana 22,0%
Márcio Bittar 13,4%
Mara Rocha 8,7%
Jéssica Sales: 7,4% Ed. Velloso: 7,1%

Presidência

Estimulada
Flávio Bolsonaro 59,0%
Lula 30,8%
Demais candidatos testados < 5%

Uma pesquisa do Instituto Veritá realizada no Acre entre 18 e 24 de março de 2026, com 1.030 entrevistados e margem de erro de 3,5 pontos percentuais, desenhou cenários distintos para as eleições de 2026 no Estado, com variações relevantes entre perguntas espontâneas e estimuladas e um volume de eleitores ainda em fase de definição em algumas telas.

Na disputa pelo Senado, o levantamento apresentou duas leituras. No cenário espontâneo, quando o eleitor cita nomes sem receber uma lista, Jorge Viana apareceu à frente na contagem de votos válidos, seguido por Gladson Cameli e Márcio Bittar. Já no cenário estimulado, com os nomes apresentados, Gladson liderou com 36,6% dos votos válidos, com Jorge Viana em segundo, com 22%, e Bittar em terceiro, com 13,4%. Na sequência, surgiram Mara Rocha, com 8,7%, Jéssica Sales, com 7,4%, e Eduardo Velloso, com 7,1%. Como a eleição para o Senado terá duas vagas, a pesquisa também mediu o “segundo voto” e consolidou os dois votos possíveis: nesse recorte, Gladson somou 46% dos votos válidos, Jorge Viana marcou 28,7% e Bittar chegou a 24,3%. O levantamento ainda trouxe índices de rejeição entre os nomes testados, com Jorge Viana no patamar mais alto no recorte divulgado, seguido por Gladson.

Para o Governo do Acre, o cenário estimulado colocou o senador Alan Rick na liderança, com 41,3%, seguido pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, com 26%, e pela vice-governadora Mailza Assis, com 25%. Thor Dantas apareceu com 7,7%. Na pesquisa espontânea, Alan Rick também ficou na frente, com 38,9%, com Mailza em segundo, com 27,5%, e Bocalom em terceiro, com 21,8%. No recorte de rejeição apresentado, Bocalom concentrou o maior percentual entre os testados.

No cenário para a Presidência da República com nomes apresentados, Flávio Bolsonaro apareceu com 59% das intenções de voto no Acre, contra 30,8% de Lula. Os demais pré-candidatos testados ficaram abaixo de 5%. Na espontânea, Flávio Bolsonaro também liderou, com Lula em segundo, e Jair Bolsonaro foi citado por uma parcela dos entrevistados. No índice de rejeição, Lula liderou o percentual de eleitores que disseram não votar nele, enquanto Flávio Bolsonaro veio na sequência.

O Instituto Veritá é uma empresa de pesquisas com sede em Uberlândia, em Minas Gerais, e atuação em levantamentos de opinião pública, gestão pública e estudos eleitorais, além de trabalhos na área de mercado. Nos últimos ciclos eleitorais, o instituto ampliou a presença no noticiário ao registrar levantamentos em diferentes Estados e cidades, especialmente em disputas locais, o que aumentou sua visibilidade nacional.

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Direto ao ponto

Juruá em alerta: até onde o MDB suporta uma aliança contra sua própria memória

Crise interna, imposições externas e memória eleitoral recente colocam o MDB no centro de uma disputa que vai além das urnas – O Leão do Juruá vai rugir?

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Nos bastidores da política acreana, uma inquietação cresce em tom cada vez menos discreto: a coligação que se desenha em torno da vice-governadora Mailza Assis ainda não se firmou como projeto político, parece mais um arranjo sob pressão. E toda construção “arranjada” cobra seu preço.

O ponto mais sensível dessa equação está no Vale do Juruá. Ali, o MDB, sob a liderança de Wagner Salles, o “Leão do Juruá”, não enfrenta falta de força. Enfrenta algo mais delicado: o risco de perder identidade.

A origem dessa tensão está em Cruzeiro do Sul. A ex-deputada federal Jéssica Salles saiu de uma eleição municipal decidida por pouco mais de 100 votos, um resultado que, por si só, já revela um eleitorado dividido. Mas o que ficou daquela disputa foi mais do que o placar apertado.

Ficou, entre seus apoiadores, a percepção de que a disputa ocorreu em condições politicamente desiguais. Além disso, episódios vistos por seus aliados como especialmente duros durante a campanha aprofundaram o desgaste e deixaram marcas que ainda persistem. Esse passado recente está longe de ser detalhe: segue influenciando leituras e reações no cenário político local.

Por isso, a simples hipótese de Jéssica Salles compor como vice em uma chapa ligada ao mesmo grupo que esteve no centro daquela disputa soa, para muitos no Juruá, menos como estratégia e mais como um movimento de difícil assimilação política. Não se trata apenas de cálculo eleitoral. Trata-se de memória, orgulho e coerência política. Mas o problema não se limita à majoritária.

Nos bastidores, interlocutores do partido relatam incômodo com tentativas de acomodação de nomes externos, especialmente ligadas ao grupo governista. O resultado é uma chapa proporcional híbrida, sem unidade orgânica, com candidaturas acomodadas mais por conveniência política do que por construção interna.

É o tipo de arranjo que pode até funcionar no curto prazo, mas cobra fatura depois. O MDB já conhece esse roteiro: abre espaço, elege nomes sem histórico partidário e, em seguida, assiste ao esvaziamento quando esses mesmos eleitos seguem outros caminhos. Foi assim quando abrigou o hoje senador Márcio Bittar e a ex-deputada Eliane Sinhasique e Emerson Jarude, por exemplo.

Agora, o movimento parece ainda mais delicado. há receio interno de que a legenda seja usada apenas como instrumento eleitoral circunstancial, a estratégia atribuída a setores do partido seria aguardar o fechamento da janela partidária para consolidar essas filiações e, só então, estabelecer um filtro interno, inclusive no acesso a recursos de campanha.

Na prática, desenha-se um cenário de disputa dentro da própria legenda: de um lado, candidatos com identidade histórica; de outro, nomes que chegam por conveniência política. Uma equação que dificilmente produzirá unidade.

Como se não bastasse, articulações paralelas seguem em curso, com especulações sobre novas composições e movimentos de última hora, ampliando a sensação de instabilidade.

O que se vê, portanto, é uma coligação que tenta transmitir força, mas carrega tensões estruturais. Há um desalinhamento evidente entre estratégia, base eleitoral e narrativa política. E esse tipo de desalinhamento não se resolve em reuniões de cúpula.

No Juruá, especialmente, política não é apenas articulação, é sentimento. E o sentimento que hoje atravessa parte desse eleitorado está longe de ser de convergência.

Diante desse cenário, a pergunta que fica não é apenas sobre quem ocupará os espaços na chapa.

A dúvida central é mais profunda: o MDB conseguirá sustentar sua própria identidade dentro dessa aliança ou aceitará um papel que não condiz com sua história e capítulos recentes que deixaram feridas que ainda sagram?

O Leão do Juruá ainda pode rugir. Mas há quem aposte que, diante das circunstâncias, ele poderá ser levado a aceitar um papel menor do que sua história sugere.

Foto: Sérgio Vale

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Política

Jorge Viana na ApexBrasil: da posse contestada ao último ato com o Acre em cena

Nomeado por Lula no início de 2023, Jorge Viana enfrentou uma crise judicial na chegada, reposicionou a ApexBrasil com metas, expansão institucional e presença internacional e encerra sua passagem pela agência de volta ao tabuleiro eleitoral, com o Acre no centro da cena final.

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Jorge Viana foi nomeado e empossado em 3 de janeiro de 2023 para a presidência da Diretoria Executiva da ApexBrasil, com mandato de quatro anos, por deliberação do Conselho Deliberativo da agência, a partir de indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ato marcou a volta do ex-governador, ex-prefeito e ex-senador acreano ao primeiro escalão de um dos principais instrumentos federais de promoção de exportações e atração de investimentos.

A largada, porém, foi turbulenta. Em março de 2023, a ApexBrasil alterou o estatuto e retirou a obrigatoriedade da fluência em inglês para a presidência, mudança que abriu uma crise pública em torno da nomeação de Viana. Em 22 de maio, a Justiça Federal anulou sua posse e determinou prazo para comprovação do requisito. Três dias depois, a Advocacia-Geral da União obteve no TRF1 a suspensão da decisão, sob o argumento de que o estatuto previa formas alternativas de comprovação de aptidão para o cargo, como experiência internacional ou profissional com uso do idioma.

Superada a fase mais aguda da controvérsia, a gestão passou a se apresentar como parte de uma nova etapa da agência. No Plano Estratégico 2024-2027, a ApexBrasil vinculou sua atuação à “retomada do desenvolvimento econômico, social e ambiental” do país e ao reposicionamento internacional do Brasil, num movimento que procurou associar a presidência de Jorge Viana menos ao ruído da nomeação e mais a uma agenda de reconstrução institucional e presença externa.

Os números oficiais passaram a sustentar essa virada. No relatório anual de 2024, a ApexBrasil informou 22.141 empresas apoiadas, 54,2% delas micro e pequenas, além de US$ 8,6 bilhões em investimentos anunciados com apoio da agência. No relatório anual de 2025, os totais subiram para 23.386 empresas apoiadas, 4.859 exportadoras acompanhadas, 3.605 compradores internacionais mobilizados, 69 investimentos anunciados e 365 investidores em atendimento.

A agenda internacional também ganhou corpo. Em fevereiro de 2026, durante missão presidencial à Índia, a Apex inaugurou seu primeiro escritório em Nova Délhi, apresentado pelo governo como o 11º posto internacional da agência. No balanço de 2025, a Apex destacou ainda a execução do Pavilhão do Brasil na Expo Osaka, com mais de 1,5 milhão de visitantes e prêmio Silver na categoria “Conceito”, além do reconhecimento internacional do programa Mulheres e Negócios Internacionais, vencedor do WTPO Awards 2024.

Ao longo de toda a passagem pela Apex, o Acre permaneceu visível. Já em janeiro de 2023, em agenda com o governo estadual, Viana afirmava que o estado poderia se tornar “referência de Estado exportador”. No fim do mesmo ano, a Apex levou o Exporta Mais Amazônia a Rio Branco, reunindo 20 compradores internacionais, 35 empresas do Norte e expectativa de R$ 50 milhões em negócios. Mais do que uma referência regional, o Acre passou a aparecer como parte recorrente da narrativa pública da gestão.

Ao lado do presidente Lula, Jorge Viana participa de agenda oficial no Acre marcada pelo anúncio de investimentos federais no estado. Foto: Sérgio Vale.

Essa presença também surgiu no discurso do próprio Viana. Em julho de 2025, ao comentar sua atuação à frente da Apex e seu futuro político, resumiu a lógica que guiava sua passagem pela agência numa frase curta: “Onde eu estiver, tem Acre.” A declaração ajuda a explicar o desenho da gestão: uma presidência construída sob contestação no plano jurídico, mas também marcada por uma tentativa permanente de manter o estado natal visível dentro de agendas de exportação, bioeconomia, sociobiodiversidade e atração de investimentos.

Com a aproximação do calendário eleitoral de 2026, a trajetória de Jorge Viana na ApexBrasil passou a ser lida também sob chave política. Em 19 de março, Jorge Viana oficializou em Rio Branco sua pré-candidatura ao Senado e disse que a decisão havia sido tomada a pedido de Lula. A partir dali a permanência na Apex deixou de ser apenas um dado administrativo e passou a conviver abertamente com a volta do ex-senador à disputa eleitoral.

O desfecho ocorreu em 1º de abril, em Brasília, numa agenda acompanhada pela imprensa acreana, que funcionou como uma demonstração de capital político voltada ao seu reduto. A cena final foi montada com anúncios que extrapolaram o escopo tradicional de promoção de exportações da agência. O principal deles foi a liberação de mais de R$800 milhões em investimentos para a BR−364 e a BR−317, feita ao lado do ministro dos Transportes Renan Filho. Jorge Viana anunciou, também, obras no acesso ao aeroporto de Rio Branco, reconstrução de mais de 100 quilômetros da rodovia entre Sena Madureira e Manoel Urbano, retomada do contorno de Brasiléia e novos investimentos no trecho entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Também participou, com o BNDES, do lançamento do projeto “Cooperar com a Floresta”, com R$69 milhões do Fundo Amazônia para cadeias agroextrativistas e previsão de beneficiar 1.500 famílias no Acre ao longo de 48 meses.

Para consolidar esse roteiro, a cerimônia contou com o endosso direto de aliados do governo. O então ministro Carlos Fávaro utilizou o evento para atestar o sucesso internacional das exportações acreanas, citando a inserção da empresa Dom Porquito no mercado do Peru, enquanto o sucessor no comando da agência, Laudemir Müller, assumiu o compromisso de dar continuidade à estratégia focada na Amazônia.

Se a passagem de Jorge Viana pela ApexBrasil começou sob contestação jurídica, ela se encerra como uma gestão que resistiu à crise inicial, acumulou resultados de forte visibilidade institucional e inegavelmente manteve o Acre como presença constante do primeiro ao último capítulo.

Jorge Viana e integrantes da ApexBrasil em agenda que marcou a transição no comando da agência, em meio à sua saída para disputar o Senado pelo Acre – Fotos Cedidas: Aarão Prado / Assessoria

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