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Política

Prefeitura de Rio Branco avança no Processo Seletivo para Conselheiro Tutelar da capital, em parceria com o CMDCA

Uma nova fase do Processo Seletivo para Conselheiros Tutelares está em andamento. Saiba mais sobre as avaliações de saúde e psicológica

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A Prefeitura de Rio Branco, através das Secretarias Municipais da Casa Civil (SMCC) e de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), deu mais um passo significativo no processo de seleção para membros dos Conselhos Tutelares do município. Na segunda-feira, dia 21 de agosto, ocorreu uma reunião entre representantes municipais e a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Sarah Farhat, com o objetivo de delinear a logística da próxima etapa do processo.

O encontro teve como pauta a definição dos locais onde serão realizadas as avaliações de saúde e psicológica dos candidatos. A presidente do CMDCA destacou a colaboração entre a municipalidade e o conselho nesse processo. Segundo Sarah Farhat, a participação da prefeitura vai além do âmbito administrativo e financeiro, abrangendo desde as inscrições até a última etapa do processo de escolha.

Conforme o acordo estabelecido durante a reunião, as avaliações de saúde e psicológica estão marcadas para ocorrer nos dias 22 e 23 de agosto, das 7h às 17h. Dois locais foram selecionados para a realização dessas avaliações: Barral y Barral e em frente à Casa Rosa Mulher. Essa medida visa garantir a acessibilidade dos candidatos e a eficiência no desenvolvimento das avaliações.

Sarah Farhat enfatizou o papel ativo da Prefeitura de Rio Branco em todas as fases do processo seletivo. Ela ressaltou a importância da parceria para o sucesso da iniciativa e agradeceu o apoio que tem sido oferecido desde o início, desde as inscrições até a etapa atual de avaliação de saúde e psicologia.

O diretor de Assistência Social da SASDH, Ivan Ferreira, também expressou o comprometimento do município com o processo seletivo. Para ele, o envolvimento da prefeitura é fundamental para garantir o pleno direito das crianças e adolescentes do município. Ivan Ferreira destacou a democratização do processo, que passa por diversas etapas, e salientou que a SASDH está à disposição dos candidatos para fornecer todo o suporte necessário.

A eleição para Conselheiro Tutelar é um processo crucial para a proteção e o bem-estar das crianças e adolescentes da cidade. Com a parceria sólida entre a Prefeitura de Rio Branco e o CMDCA, as etapas do processo seletivo estão sendo viabilizadas com eficiência e transparência, buscando selecionar os melhores candidatos para desempenhar essa importante função de zelar pelos direitos da juventude da capital acreana.

Direto ao ponto

O braço direito de Bocalom e o futuro da direita em Rio Branco

Com a renúncia de Bocalom, Alysson Bestene assume a tarefa de preservar o ritmo das grandes obras e ampliar os avanços da capital

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Com a renúncia de Tião Bocalom (PL) ao segundo mandato na Prefeitura de Rio Branco, a capital vive uma passagem de bastão construída desde a formação da chapa entre o prefeito e o vice Alysson Bestene. Reeleito com 54,71% dos votos válidos, Bocalom, aos 72 anos, deixa o cargo para tentar consolidar sua trajetória no projeto de disputar o governo do Acre. Presente nas principais decisões da gestão, Bestene agora assume o peso político e administrativo de uma administração marcada pela continuidade de grandes projetos e pelo desafio de destravar gargalos históricos da capital acreana.

Desde o início do segundo mandato, a dinâmica entre os dois chamou atenção pela complementaridade de perfis e pelo alinhamento público. Desde a cerimônia de posse, enquanto Bocalom adotou seu tradicional tom voltado à gestão financeira e ao “cuidado com o dinheiro público e o campo”, Bestene trouxe um discurso mais voltado ao futuro, defendendo uma cidade “crescente, desenvolvida e ficando mais bela” para as próximas gerações. A sintonia entre os dois também se refletiu na prática administrativa, com Alysson na linha de frente de decisões de grande impacto, como o lançamento do edital de licitação do transporte coletivo.

O primeiro grande teste de Alysson Bestene à frente da prefeitura será a condução do transporte coletivo, hoje a pauta mais urgente e também a mais sensível da gestão. O próprio Bocalom já admitiu que o setor é um dos que mais têm dado contratempos à administração. Em busca de segurança jurídica, prefeito e vice lançaram a licitação estimada em R$ 1 bilhão, que prevê uma mudança profunda no sistema: as empresas passarão a ser remuneradas pelo quilômetro rodado, e não mais pelo número de passageiros, numa tentativa de melhorar a qualidade do serviço prestado à população.

Outro ponto nevrálgico da herança de Alysson Bestene é a habitação, área que deve seguir como um dos pilares da nova gestão. Os projetos da prefeitura, especialmente o programa 1.001 Dignidades, tornaram-se alvo de críticas e questionamentos levantados por vereadores da oposição. Como resposta, Bocalom foi a campo vistoriar construções e afirmou que, com a readequação de terrenos e a soma de esforços com o Minha Casa, Minha Vida, o município deve ultrapassar a marca de 1.800 unidades habitacionais entregues. Além do alcance social, a gestão também aposta no peso econômico dessas obras, que, segundo o prefeito, devem gerar de três a quatro mil empregos diretos na região.

A transição ocorre de forma amigável e reforça uma parceria construída ainda antes da posse. Bestene dividiu com Bocalom a linha de frente de decisões importantes da gestão. Agora, passa a carregar sozinho o peso político e administrativo de transformar essa parceria em entrega e resultado.

Bocalom deixa a prefeitura respaldado por números positivos, com mais de 61,3% de aprovação, somando os índices de ótimo, bom e regular, segundo pesquisas de opinião pública do último ano. Alysson Bestene, no entanto, herda obras complexas, áreas sensíveis da administração e polêmicas que vão exigir pulso firme.

Bocalom e Bestene entram nesta nova fase amparados por um capital político relevante, mas que dependerá de entrega para se sustentar. O cenário, porém, exige cautela: um quinto do eleitorado, equivalente a 20%, ainda avalia a administração de forma negativa, entre ruim e péssima, enquanto os 36,8% que a classificam como regular mostram que a percepção popular pode oscilar conforme o ritmo das obras e a capacidade de resposta da gestão.

Para que a parceria política construída entre Bocalom e Alysson Bestene siga produzindo efeitos, o caminho pragmático está dado: entregar. Se a sintonia administrativa que marcou os últimos anos se converter em obras concluídas, respostas concretas e capacidade de gestão, Bestene terá a chance de consolidar o plano de governo herdado e, ao mesmo tempo, afirmar seu próprio espaço político. Já Bocalom apostará no sucesso dessa transição como parte do lastro de sua caminhada rumo ao Palácio Rio Branco.

O balanço da era Bocalom se apoia em obras e ações de forte impacto social e de infraestrutura. Na zona urbana, a gestão iniciou grandes intervenções viárias, como o viaduto da AABB e o Viaduto Bete Bocalom, além de ampliar a rede de educação infantil com novas unidades, como a Creche da Vila Acre, e alcançar a marca de quase 2.500 vagas em creches em Rio Branco. Na área nutricional, a prefeitura implantou a produção diária de 5 mil litros de leite de soja, destinados à merenda escolar e a famílias carentes. Ao mesmo tempo, manteve operações de tapa-buracos, ampliou a pavimentação asfáltica e reforçou a limpeza das vias públicas, com canteiros e jardins que Bocalom costuma apontar como símbolo de uma cidade mais bem cuidada.

No campo, o “produzir para empregar” saiu do discurso para a prática. A gestão voltou esforços para o homem do campo, com a recuperação de mais de 2.390 quilômetros de ramais, a construção de 86 pontes e a distribuição de 6 mil toneladas de calcário e 150 mil mudas. A pecuária familiar também recebeu atenção, com a inseminação de vacas leiteiras e a estruturação de um complexo agroindustrial voltado ao armazenamento e ao processamento de grãos.

A partir de agora, as trajetórias se separam, mas o projeto político segue conectado. Enquanto Tião Bocalom parte para tentar ampliar sua experiência para todo o Acre, Alysson Bestene assume o desafio de manter a máquina em funcionamento, entregar os projetos bilionários e mostrar, na prática, se a aliança entre a experiência de seu antecessor e a sua renovação será suficiente para sustentar o rumo da gestão em Rio Branco.

Fotos: Sérgio Vale

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Política

Pesquisa Veritá no Acre: levantamento projeta disputas para Governo, Senado e Presidência em 2026

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épop. | Resultados Pesquisa Veritá 2026

épop. data

Cenário Eleitoral 2026 • Acre

Inst. Veritá
18 a 24 Março
1.030 ouvidos
Margem: 3,5%

Governo do Acre

Alan Rick 41,3%
Tião Bocalom 26,0%
Mailza Assis 25,0%
Thor Dantas 7,7%

Senado

Gladson Cameli 36,6%
Jorge Viana 22,0%
Márcio Bittar 13,4%
Mara Rocha 8,7%
Jéssica Sales: 7,4% Ed. Velloso: 7,1%

Presidência

Estimulada
Flávio Bolsonaro 59,0%
Lula 30,8%
Demais candidatos testados < 5%

Uma pesquisa do Instituto Veritá realizada no Acre entre 18 e 24 de março de 2026, com 1.030 entrevistados e margem de erro de 3,5 pontos percentuais, desenhou cenários distintos para as eleições de 2026 no Estado, com variações relevantes entre perguntas espontâneas e estimuladas e um volume de eleitores ainda em fase de definição em algumas telas.

Na disputa pelo Senado, o levantamento apresentou duas leituras. No cenário espontâneo, quando o eleitor cita nomes sem receber uma lista, Jorge Viana apareceu à frente na contagem de votos válidos, seguido por Gladson Cameli e Márcio Bittar. Já no cenário estimulado, com os nomes apresentados, Gladson liderou com 36,6% dos votos válidos, com Jorge Viana em segundo, com 22%, e Bittar em terceiro, com 13,4%. Na sequência, surgiram Mara Rocha, com 8,7%, Jéssica Sales, com 7,4%, e Eduardo Velloso, com 7,1%. Como a eleição para o Senado terá duas vagas, a pesquisa também mediu o “segundo voto” e consolidou os dois votos possíveis: nesse recorte, Gladson somou 46% dos votos válidos, Jorge Viana marcou 28,7% e Bittar chegou a 24,3%. O levantamento ainda trouxe índices de rejeição entre os nomes testados, com Jorge Viana no patamar mais alto no recorte divulgado, seguido por Gladson.

Para o Governo do Acre, o cenário estimulado colocou o senador Alan Rick na liderança, com 41,3%, seguido pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, com 26%, e pela vice-governadora Mailza Assis, com 25%. Thor Dantas apareceu com 7,7%. Na pesquisa espontânea, Alan Rick também ficou na frente, com 38,9%, com Mailza em segundo, com 27,5%, e Bocalom em terceiro, com 21,8%. No recorte de rejeição apresentado, Bocalom concentrou o maior percentual entre os testados.

No cenário para a Presidência da República com nomes apresentados, Flávio Bolsonaro apareceu com 59% das intenções de voto no Acre, contra 30,8% de Lula. Os demais pré-candidatos testados ficaram abaixo de 5%. Na espontânea, Flávio Bolsonaro também liderou, com Lula em segundo, e Jair Bolsonaro foi citado por uma parcela dos entrevistados. No índice de rejeição, Lula liderou o percentual de eleitores que disseram não votar nele, enquanto Flávio Bolsonaro veio na sequência.

O Instituto Veritá é uma empresa de pesquisas com sede em Uberlândia, em Minas Gerais, e atuação em levantamentos de opinião pública, gestão pública e estudos eleitorais, além de trabalhos na área de mercado. Nos últimos ciclos eleitorais, o instituto ampliou a presença no noticiário ao registrar levantamentos em diferentes Estados e cidades, especialmente em disputas locais, o que aumentou sua visibilidade nacional.

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Direto ao ponto

Juruá em alerta: até onde o MDB suporta uma aliança contra sua própria memória

Crise interna, imposições externas e memória eleitoral recente colocam o MDB no centro de uma disputa que vai além das urnas – O Leão do Juruá vai rugir?

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Nos bastidores da política acreana, uma inquietação cresce em tom cada vez menos discreto: a coligação que se desenha em torno da vice-governadora Mailza Assis ainda não se firmou como projeto político, parece mais um arranjo sob pressão. E toda construção “arranjada” cobra seu preço.

O ponto mais sensível dessa equação está no Vale do Juruá. Ali, o MDB, sob a liderança de Wagner Salles, o “Leão do Juruá”, não enfrenta falta de força. Enfrenta algo mais delicado: o risco de perder identidade.

A origem dessa tensão está em Cruzeiro do Sul. A ex-deputada federal Jéssica Salles saiu de uma eleição municipal decidida por pouco mais de 100 votos, um resultado que, por si só, já revela um eleitorado dividido. Mas o que ficou daquela disputa foi mais do que o placar apertado.

Ficou, entre seus apoiadores, a percepção de que a disputa ocorreu em condições politicamente desiguais. Além disso, episódios vistos por seus aliados como especialmente duros durante a campanha aprofundaram o desgaste e deixaram marcas que ainda persistem. Esse passado recente está longe de ser detalhe: segue influenciando leituras e reações no cenário político local.

Por isso, a simples hipótese de Jéssica Salles compor como vice em uma chapa ligada ao mesmo grupo que esteve no centro daquela disputa soa, para muitos no Juruá, menos como estratégia e mais como um movimento de difícil assimilação política. Não se trata apenas de cálculo eleitoral. Trata-se de memória, orgulho e coerência política. Mas o problema não se limita à majoritária.

Nos bastidores, interlocutores do partido relatam incômodo com tentativas de acomodação de nomes externos, especialmente ligadas ao grupo governista. O resultado é uma chapa proporcional híbrida, sem unidade orgânica, com candidaturas acomodadas mais por conveniência política do que por construção interna.

É o tipo de arranjo que pode até funcionar no curto prazo, mas cobra fatura depois. O MDB já conhece esse roteiro: abre espaço, elege nomes sem histórico partidário e, em seguida, assiste ao esvaziamento quando esses mesmos eleitos seguem outros caminhos. Foi assim quando abrigou o hoje senador Márcio Bittar e a ex-deputada Eliane Sinhasique e Emerson Jarude, por exemplo.

Agora, o movimento parece ainda mais delicado. há receio interno de que a legenda seja usada apenas como instrumento eleitoral circunstancial, a estratégia atribuída a setores do partido seria aguardar o fechamento da janela partidária para consolidar essas filiações e, só então, estabelecer um filtro interno, inclusive no acesso a recursos de campanha.

Na prática, desenha-se um cenário de disputa dentro da própria legenda: de um lado, candidatos com identidade histórica; de outro, nomes que chegam por conveniência política. Uma equação que dificilmente produzirá unidade.

Como se não bastasse, articulações paralelas seguem em curso, com especulações sobre novas composições e movimentos de última hora, ampliando a sensação de instabilidade.

O que se vê, portanto, é uma coligação que tenta transmitir força, mas carrega tensões estruturais. Há um desalinhamento evidente entre estratégia, base eleitoral e narrativa política. E esse tipo de desalinhamento não se resolve em reuniões de cúpula.

No Juruá, especialmente, política não é apenas articulação, é sentimento. E o sentimento que hoje atravessa parte desse eleitorado está longe de ser de convergência.

Diante desse cenário, a pergunta que fica não é apenas sobre quem ocupará os espaços na chapa.

A dúvida central é mais profunda: o MDB conseguirá sustentar sua própria identidade dentro dessa aliança ou aceitará um papel que não condiz com sua história e capítulos recentes que deixaram feridas que ainda sagram?

O Leão do Juruá ainda pode rugir. Mas há quem aposte que, diante das circunstâncias, ele poderá ser levado a aceitar um papel menor do que sua história sugere.

Foto: Sérgio Vale

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