Técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Acre (Sescoop/Acre) e da Secretaria Estadual de Agricultura, deram início na segunda-feira (15), ao curso sobre “Os princípios do Cooperativismo” para produtores do Polo Agroflorestal Wilson Pinheiro, distante 14 quilômetros de Rio Branco.
A capacitação tem duração de três dias e atende demanda da comunidade, que está em processo de criação de uma cooperativa do ramo extrativista com atividades vinculadas a agricultura familiar e economia solidária.
No Polo Wilson Pinheiro, os moradores produzem hortaliças (alface, rúcula, cheiro verde, pimenta); frutas (banana, mamão, cupuaçu, manga); macaxeira; milho, entre outros.
O presidente do Sistema OCB Acre, Valdemiro Rocha, explicou aos presentes os fundamentos do cooperativismo, as principais leis que regem o cooperativismo, assim como benefícios e obrigatoriedades dos cooperados.
“Os produtores estão organizados e buscando conhecer mais sobre o cooperativismo para já iniciarem suas atividades dentro das conformidades”, pontuou.
O líder do grupo, Antônio Werneck, enfatizou que o objetivo dos moradores é unir forças para buscar benefícios conjuntos para a comunidade.
“Estamos buscando nos organizar para dar passos maiores, como vender a nossa produção para o PAA, PNAE, e outros editais públicos com essa finalidade, buscar acesso a crédito via cooperativa, assistência técnica, entre outras coisas, a gente entende que juntos somos mais fortes”, disse.
Sobre o cooperativismo
O cooperativismo pode ser entendido como um sistema econômico e social baseado na colaboração entre as pessoas. A ideia é somar esforços em torno de um interesse coletivo, permitindo que todos compartilhem resultados e possam prosperar juntos.
No Acre, o Sistema OCB possui atualmente 67 cooperativas filiadas, com aproximadamente 16 mil cooperados. A instituição presta apoio técnico e organizacional com vistas ao fortalecimento das cooperativas.
A capacitação é uma realização da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB/AC), do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Acre (Sescoop/Acre) e da Secretaria Estadual de Agricultura,
A Polícia Civil do Acre designou três delegados da Divisão Especializada de Investigações Criminais e mobilizou uma equipe técnica de engenharia para apurar o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, ocorrido na noite de sexta-feira, 5 de junho. A apuração vai buscar as causas do colapso da estrutura e eventual responsabilização criminal.
Os primeiros levantamentos periciais foram feitos ainda na noite do acidente por peritos criminais e investigadores que atuam na região. O material recolhido foi preservado para análise técnica, e o inquérito deve avançar com exames complementares e novas diligências nos próximos dias.
A investigação também vai considerar a situação da ponte no momento da queda. A estrutura estava interditada, com restrição ao tráfego de veículos e pedestres. Caso sejam constatadas falhas ligadas à execução, fiscalização, manutenção ou interdição, os responsáveis poderão responder na forma da lei.
Enquanto a apuração segue, o governo mantém uma operação de resposta no município. Quatro pessoas ficaram feridas no desabamento. Um dos pacientes, de 54 anos, segue internado em estado gravíssimo no Pronto-Socorro de Rio Branco. Outros dois permanecem estáveis, e uma pessoa recebeu alta após atendimento em Sena Madureira.
O Corpo de Bombeiros também mantém a navegação suspensa no trecho do Rio Iaco atingido pelo desabamento e faz avaliações na estrutura remanescente da ponte. Paralelamente, o Estado estuda a retirada dos escombros para restabelecer a circulação de embarcações e reduzir os riscos na área.
A ponte Frei Paolino Baldassari, no 2º distrito de Sena Madureira, desabou no início da noite de sexta-feira, 5 de junho de 2026, e deixou quatro feridos. Dois deles foram transferidos em estado grave e gravíssimo para Rio Branco, enquanto os outros dois permaneceram estáveis no hospital do município. A estrutura já estava interditada desde quinta-feira, 4, por medida de precaução.
Após o desabamento, o governo do Acre mobilizou equipes da saúde, assistência social, segurança pública e salvamento para atender as vítimas e reforçar a resposta no município. O Samu enviou ambulâncias, médicos, enfermeiros e socorristas para ampliar o atendimento, enquanto o Corpo de Bombeiros manteve as buscas e o trabalho de resgate na área da ocorrência.
As informações oficiais apontam que Edinaldo Muniz, de 54 anos, sofreu traumatismo craniano e trauma abdominal e renal. Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, teve fratura no fêmur e foi classificado em estado gravíssimo. Ednei Muniz, de 51 anos, e Weverton Murieta, de 34, apresentaram fraturas, escoriações e ferimentos leves, com quadro estável.
Para dar suporte à operação, o Estado também colocou aeronaves do Centro Integrado de Operações Aéreas à disposição para eventual remoção de pacientes que precisassem de atendimento especializado. Ambulâncias de Bujari e Manoel Urbano foram deslocadas para Sena Madureira, e o efetivo policial da cidade seria reforçado. Técnicos do Deracre e representantes da empresa responsável pela obra também foram enviados ao local.
O desabamento interrompeu a ligação da comunidade e ampliou a pressão por respostas sobre a estrutura da ponte, que já havia sido interditada um dia antes do acidente. O caso segue acompanhado pelas equipes de emergência e pelos órgãos estaduais mobilizados no município.
O governo do Acre decretou situação de emergência em saúde pública em todo o estado diante do avanço dos casos de síndrome respiratória aguda grave, do aumento das internações e da pressão sobre a rede hospitalar, sobretudo nos leitos pediátricos. O Decreto nº 11.901 foi publicado em edição extra do Diário Oficial em 3 de junho e terá vigência inicial de 90 dias.
A medida coloca a Secretaria de Estado de Saúde na coordenação das ações de enfrentamento e autoriza providências administrativas urgentes para ampliar a cobertura assistencial, reforçar o atendimento e restabelecer a normalidade da rede. O decreto também determina prioridade às demandas da pasta dentro da administração estadual.
Dados da vigilância em saúde apontam 1.303 notificações de SRAG entre janeiro e maio de 2026, acima do registrado no mesmo período dos dois anos anteriores. A pressão maior está no atendimento infantil, com ocupação de 91,9% na UTI Pediátrica 1, 89,2% na UTI Pediátrica 2 e 87,7% nas enfermarias infantis.
O quadro é puxado pela circulação simultânea de influenza A, vírus sincicial respiratório, rinovírus, adenovírus e metapneumovírus. Crianças menores de 2 anos e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis. Até 25 de maio, o estado havia registrado 37 mortes por SRAG em 2026, sendo 14 na primeira infância.
O monitoramento também acendeu alerta para o interior. Feijó concentra nove mortes por SRAG neste ano, seis delas de crianças indígenas. Com a emergência, o governo tenta acelerar a abertura de respostas assistenciais e conter a fila por leitos em meio ao agravamento dos casos respiratórios.