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Programa REM amplia presença do governo do Acre em comunidades distantes por meio de parcerias com organizações locais

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O governo do Acre ampliou, em 2024 e 2025, a atuação do Programa REM Acre em comunidades distantes e de difícil acesso ao firmar parcerias com Organizações da Sociedade Civil (OSCs), estratégia adotada para executar ações de sustentabilidade, produção, infraestrutura e geração de renda em territórios historicamente menos atendidos por políticas públicas. A iniciativa busca garantir que recursos destinados ao desenvolvimento local cheguem de forma direta às populações indígenas, agricultores familiares, produtores rurais e extrativistas, com execução adaptada às realidades de cada território.

Criado com o objetivo de reduzir o desmatamento e promover o uso sustentável da floresta, o Programa REM Acre estruturou sua atuação a partir do fortalecimento de associações, cooperativas e entidades representativas locais, que passaram a executar diretamente os projetos, com suporte técnico do governo estadual. Segundo a coordenação do programa, esse modelo permite maior eficiência na aplicação dos recursos e amplia o alcance das ações em regiões onde a presença direta do Estado enfrenta limitações logísticas.

Entre 2024 e 2025, foram celebrados 17 termos de fomento em parceria com a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), a Secretaria de Agricultura (Seagri) e a Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac). Os acordos viabilizaram investimentos voltados ao desenvolvimento local e à preservação ambiental, abrangendo municípios como Feijó, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Porto Walter. De acordo com a coordenadora-geral do Programa REM Acre, Marta Azevedo, as parcerias com as OSCs são fundamentais porque essas organizações conhecem a realidade, os desafios e as potencialidades de cada comunidade, o que permite transformar políticas públicas em resultados concretos nos territórios.

No eixo voltado aos povos indígenas, foram firmadas nove parcerias com associações que passaram a gerenciar recursos para a aquisição de barcos e motores, instalação de internet via satélite, construção de galinheiros, compra de pequenos animais e implantação de poços artesianos. As ações têm como foco reduzir o isolamento logístico, garantir acesso à água potável e fortalecer a segurança alimentar. A secretária de Povos Indígenas, Francisca Arara, afirmou que a iniciativa amplia o protagonismo das comunidades na gestão dos recursos e fortalece a merenda regionalizada, além de contribuir para a autonomia territorial.

Um dos exemplos citados é a Terra Indígena Kulina do Igarapé do Pau, no Alto Rio Envira, em Feijó, contemplada pelo edital Boas Ideias Geram Impacto. No local, foram entregues barcos para transporte entre aldeias, materiais para produção de artesanato e implantada infraestrutura de comunicação. Segundo a Sepi, essas ações também auxiliam no enfrentamento de eventos climáticos extremos, ao garantir acesso à água e melhorar as condições logísticas em áreas isoladas.

Já no eixo direcionado à agricultura familiar, produtores rurais e extrativistas, foram firmadas oito parcerias com foco na implantação de sistemas agroflorestais, aquisição de equipamentos para beneficiamento de produtos e estruturação de cadeias produtivas. A diretora técnica da Funtac, Suellem Farias, destacou que os recursos permitiram avanços na reestruturação física das organizações, na qualificação da produção e no fortalecimento da gestão, o que impacta diretamente a geração de renda e a permanência das comunidades em seus territórios.

Com a ampliação dessas parcerias, o governo do Acre avalia que o Programa REM contribui não apenas para a execução de projetos pontuais, mas para a consolidação das organizações da sociedade civil como agentes capazes de gerir recursos, planejar ações e conduzir estratégias de desenvolvimento econômico e ambiental de longo prazo. A expectativa é que o modelo fortaleça a presença do Estado em áreas remotas e gere impactos contínuos na conservação da floresta e nas condições de vida das populações locais.

Acre

PF faz operação no Acre contra desvio de recursos da educação

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 16, a Operação Talha Real para investigar o desvio de recursos públicos federais da educação no Acre. A apuração mira contratos ligados a verbas do Fundeb destinadas a uma secretaria e que, somados, passam de R$ 51 milhões.

A operação cumpre 21 mandados de busca e apreensão em Rio Branco, Epitaciolândia e Senador Guiomard. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Durante o cumprimento dos mandados, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições de uso permitido. Ele foi levado à Superintendência Regional da Polícia Federal.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens móveis, imóveis e valores dos envolvidos. Também foi ordenada a suspensão temporária das atividades de seis empresas investigadas.

Os investigados poderão responder por peculato, corrupção ativa ou passiva, fraude à licitação, frustração do caráter competitivo de licitação, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação trata da possível malversação de recursos públicos federais destinados à educação básica.

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Rio Branco

Prefeitura lança Contrata +Rio Branco para incluir MEIs e autônomos nas compras públicas

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A Prefeitura de Rio Branco lançou nesta quarta-feira, 15, o programa Contrata +Rio Branco para ampliar a participação de microempreendedores individuais e trabalhadores autônomos nas contratações públicas do município. A proposta é preparar pequenos empreendedores para vender produtos e prestar serviços à administração municipal, com capacitação gratuita e suporte técnico pela Sala do Empreendedor.

O programa será implantado com uma formação voltada exclusivamente a quem deseja atuar como fornecedor da Prefeitura. Durante o treinamento, os participantes receberão orientações sobre formalização, emissão de documentos, regularização cadastral e uso da plataforma digital Contrata+Brasil, ferramenta pela qual serão divulgadas as oportunidades de contratação.

A ação busca reduzir barreiras burocráticas e aproximar pequenos negócios do poder público. A Prefeitura pretende usar as compras municipais como instrumento de geração de renda e fortalecimento da economia local, com maior circulação de recursos dentro da própria cidade.

O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Finanças e coordenador do programa, Fabiano Lira, afirmou que a capacitação foi pensada para orientar os trabalhadores desde as primeiras etapas. “Sabemos que muitos trabalhadores autônomos têm receio da burocracia pública. Por isso, antes de abrir o sistema, nós vamos pegá-los pela mão e ensinar o passo a passo. Queremos que o pintor, a cozinheira, o fotógrafo e o eletricista de Rio Branco saibam que a Prefeitura é uma cliente de portas abertas para eles.”

A Sala do Empreendedor será o ponto de atendimento dos interessados. No local, a equipe vai auxiliar na abertura e alteração de empresas, regularização de cadastros, emissão de documentos e orientação sobre os procedimentos necessários para participar das contratações municipais.

A coordenadora da Sala do Empreendedor, Bruna Lima Caminha, afirmou que o atendimento será voltado à preparação dos futuros fornecedores. “A Sala do Empreendedor é exatamente isso: simplificar todo o processo, desburocratizar toda essa vida empresarial.”

Depois do cadastro na plataforma, os profissionais passarão a receber alertas automáticos no celular sobre oportunidades de trabalho abertas pela Prefeitura. O programa também prevê pagamento em até dez dias após a execução e conclusão do serviço contratado.

Os interessados em participar da capacitação devem entrar no grupo oficial de informações no WhatsApp, divulgado nos canais oficiais da Prefeitura. O grupo será usado para repassar o cronograma das formações, orientações de inscrição, informações sobre a plataforma Contrata+Brasil e as etapas para participação nas futuras contratações públicas.

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Acre

Ufac seleciona doutores para reforçar pós-graduação em Ciência Florestal no Acre

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A Universidade Federal do Acre abriu um processo de credenciamento de professores doutores para ampliar o quadro docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal, em Rio Branco. As inscrições começam em 20 de julho de 2026 e seguem até o dia 30, com envio da documentação por e-mail.

A seleção busca pesquisadores com atuação ligada à conservação, restauração, manejo e produção florestal. Podem participar docentes da Ufac, do Instituto Federal do Acre, da Embrapa e de outras instituições de ensino e pesquisa do Brasil e do exterior.

O programa será organizado em três linhas de pesquisa. A primeira trata de conservação, restauração e serviços ecossistêmicos. A segunda envolve propagação, implantação e condução florestal. A terceira reúne estudos sobre crescimento, dinâmica e manejo da produção florestal. A proposta é formar um corpo docente voltado a temas ligados à floresta amazônica, à recuperação de áreas degradadas, ao carbono, à bioeconomia, aos sistemas agroflorestais e ao uso sustentável dos recursos naturais.

A escolha dos professores levará em conta a produção científica, a capacidade de orientar mestrandos, a participação em projetos de pesquisa, a captação de recursos e a aderência às linhas do programa. Também será observado o equilíbrio entre as áreas de atuação, para evitar concentração de docentes em uma única linha.

Os candidatos precisam apresentar Currículo Lattes atualizado e preencher o formulário de inscrição. A avaliação ficará sob responsabilidade do colegiado do PPG-Ciflor. Quem não alcançar a pontuação mínima exigida em artigos científicos publicados entre 2022 e 2026 será eliminado.

O cronograma prevê a divulgação das inscrições deferidas em 4 de agosto. O resultado parcial será publicado no dia 5, com prazo para recursos em 6 e 7 de agosto. A lista final dos selecionados está marcada para 10 de agosto.

Os professores credenciados deverão atuar em disciplinas, orientação ou coorientação de estudantes, projetos de pesquisa, inovação, extensão, internacionalização, planejamento acadêmico, autoavaliação e divulgação científica. O credenciamento também reforça a estrutura do programa em uma área estratégica para o Acre, onde a formação de pesquisadores está ligada diretamente ao manejo de florestas, à restauração ambiental e ao desenvolvimento de tecnologias para a Amazônia.

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