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Educação

Projeto EducAleac leva aulas preparatórias para o ENEM a aldeia indígena no Acre

Iniciativa da Assembleia Legislativa expande suas ações e oferece curso pré-ENEM para jovens da etnia Shanenawa, promovendo inclusão educacional e novas oportunidades de formação superior.

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O projeto EducAleac, da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (ALEAC), oferece aulas preparatórias para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e, em 2024, pela primeira vez, expandiu suas ações para uma aldeia indígena. A iniciativa, que está em seu oitavo ano, proporciona aulas presenciais e remotas para estudantes da rede pública em várias regiões do estado. Recentemente, uma equipe da Escola do Legislativo foi até a aldeia Morada Nova, na zona rural de Feijó, onde vivem 680 indígenas da etnia Shanenawa, para ministrar aulas aos jovens inscritos no ENEM.

O projeto levou professores de disciplinas como Biologia, Redação, Química e História, que ofereceram seis horas de aulas intensivas para cerca de 30 indígenas. A diretora da Escola do Legislativo, Michelle Andressa da Silva, destacou que a inclusão dos povos indígenas no programa é um avanço significativo, já que muitos não tinham acesso a um curso preparatório.

A jovem Luana Brandão Shanenawa, uma das participantes, destacou a importância da iniciativa, já que deseja cursar Odontologia, mas enfrenta dificuldades de acesso ao ensino superior. O cacique Carlos Brandão Shanenawa, líder da comunidade, também expressou sua gratidão pelo projeto, que abre novas oportunidades para os jovens da aldeia continuarem seus estudos. A mesa diretora da ALEAC deu total apoio à expansão do projeto, que oferece aulas na capital Rio Branco e em outras cidades.

Fonte: Assessoria Aleac

Educação

Fies 2026 abre inscrições para o segundo semestre em 14 de julho

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As inscrições para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil no segundo semestre de 2026 serão abertas no dia 14 de julho e seguirão até 17 de julho, exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O prazo foi definido pelo Ministério da Educação para selecionar estudantes interessados em financiar cursos presenciais em instituições privadas de ensino superior.

O programa oferece financiamento para estudantes matriculados em cursos não gratuitos de faculdades privadas com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. A prioridade é para candidatos que ainda não tenham concluído o ensino superior e que não tenham sido beneficiados anteriormente pelo financiamento estudantil.

Ao todo, o Fies terá 112.168 vagas em 2026. Desse total, 67.301 foram destinadas ao primeiro semestre e 44.867 ao segundo. O MEC também poderá ofertar vagas que não forem ocupadas, respeitado o limite total previsto para o ano.

Podem se inscrever candidatos que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio a partir da edição de 2010, com média mínima de 450 pontos nas cinco provas e nota acima de zero na redação. Também é exigida renda familiar bruta mensal por pessoa de até três salários mínimos, o equivalente a R$ 4.863 em 2026. Participantes do Enem na condição de treineiro não podem concorrer.

O processo seletivo mantém a reserva de 50% das vagas para o Fies Social, voltado a estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo, R$ 810,50 em 2026, e inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal. Os pré-selecionados nessa modalidade poderão solicitar financiamento integral dos encargos educacionais.

Candidatos do Fies Social com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa não precisarão comprovar renda diretamente na instituição privada de ensino superior. Ainda assim, deverão comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da faculdade para validar as demais informações declaradas na inscrição.

O resultado da seleção será divulgado em 30 de julho. A complementação das inscrições deverá ser feita de 31 de julho a 4 de agosto. A lista de espera ficará disponível de 7 a 24 de setembro.

Fonte: Agência Brasil.

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Educação

Brasil reduz analfabetismo para menor nível desde 2016, mas ainda tem 8,4 milhões sem saber ler e escrever

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O Brasil chegou a 2025 com 8,4 milhões de pessoas de 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever, o equivalente a 4,9% da população nessa faixa etária. A taxa é a menor da série histórica iniciada em 2016 e ficou abaixo de 5% pela primeira vez, em um recuo associado ao maior acesso das novas gerações à escolarização.

Em relação a 2024, o país teve queda de 0,4 ponto percentual na taxa de analfabetismo, com redução de cerca de 592 mil pessoas nessa condição. Em nove anos, o índice nacional passou de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025.

A queda nacional não elimina as diferenças regionais. O Nordeste concentrava 4,8 milhões de pessoas analfabetas, o equivalente a 57,4% do total do país, e tinha taxa de 10,6%. Na sequência aparecem Norte, com 5,7%; Centro-Oeste, com 3,3%; Sul, com 2,4%; e Sudeste, com 2,3%.

O analfabetismo permanece mais presente entre idosos. Pessoas com 60 anos ou mais representavam 58% do total de analfabetos do país. Sem considerar essa faixa etária, a taxa cai para 2,6% entre brasileiros de 15 a 59 anos, o que mostra a diferença entre gerações que tiveram acesso desigual à escola ao longo da vida.

As desigualdades também aparecem por cor ou raça. Entre pessoas de 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo era de 2,8% entre brancos e de 6,5% entre pretos ou pardos. No grupo com 60 anos ou mais, a diferença é maior: 7,3% entre brancos e 20,6% entre pretos ou pardos.

Entre homens e mulheres, a taxa nacional ficou em 5,2% para eles e 4,6% para elas. No grupo com 60 anos ou mais, a proporção de mulheres analfabetas passou a ser menor que a de homens pela primeira vez, com 13,7% contra 14,1%.

A escolarização avançou em outros indicadores. Entre pessoas de 25 anos ou mais, 57,4% concluíram a educação básica obrigatória. Pela primeira vez, mais da metade da população preta ou parda nessa faixa etária chegou ao ensino médio completo, com 51,3%, ainda abaixo dos 64,9% registrados entre brancos.

O levantamento também mostra desafios na permanência escolar. Em 2025, 7,7 milhões de jovens de 14 a 29 anos não haviam concluído o ensino médio, por abandono ou por nunca terem frequentado essa etapa. A necessidade de trabalhar foi o principal motivo apontado, com 43% das respostas, seguida pela falta de interesse em estudar, citada por 25,6%.

Fonte: Agência Brasil

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Acre

Governo do Acre convoca professores para contratação temporária na SEE

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O governo do Acre convocou professores aprovados em processos seletivos simplificados da Secretaria de Estado de Educação e Cultura para entrega de documentos e assinatura de contrato temporário. A convocação foi publicada nesta sexta-feira, 19, e atende à necessidade de reposição de profissionais na rede estadual de ensino.

Os editais foram assinados pela Secretaria de Estado de Administração e pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura. A chamada inclui candidatos dos processos seletivos regidos pelos editais nº 001/2025 e nº 001/2023, com vagas ligadas a projetos e modalidades como Caminhos da Educação no Campo, Educação de Jovens e Adultos e Educação Especial.

Os convocados devem comparecer até 29 de junho, das 7h30 às 13h30, nos locais definidos para cada município. A lista envolve atendimentos em Bujari, Rodrigues Alves, Tarauacá, Xapuri, Rio Branco e Senador Guiomard, conforme o cargo, a localidade e a classificação de cada candidato.

Entre os documentos exigidos estão foto 3×4 recente, carteira de identidade, CPF, título eleitoral, comprovante de quitação eleitoral, carteira de trabalho, diploma ou declaração de conclusão do curso, certidões negativas da Justiça Estadual e Federal, comprovante de endereço, tipagem sanguínea, declarações funcionais e atestado médico pré-admissional. Para cargos específicos, também são exigidos registro no conselho de classe ou certificado de formação na área da Educação Especial.

Os candidatos convocados para Educação Especial devem observar ainda as exigências de carga horária mínima de formação: 40 horas para Assistente Educacional e 180 horas para Professor P1 Mediador. O atendimento em Rio Branco ocorre na Coordenação de Recursos Humanos da SEE, no bairro Volta Seca, enquanto em Senador Guiomard será feito no Núcleo de Educação.

A contratação será formalizada somente após a conferência da documentação. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone da Secretaria de Estado de Educação e Cultura, (68) 3213-2331, ou pelo e-mail concursos.gov@gmail.com.

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