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Economia e Empreender

Sebrae aposta em inclusão produtiva e prevê R$ 20,2 milhões para fortalecer renda de catadores em 2026

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O Sebrae colocou a inclusão produtiva como eixo para ampliar renda, cidadania e desenvolvimento sustentável, com ações voltadas a públicos em maior vulnerabilidade, como catadores de recicláveis e microempreendedores inscritos no Cadastro Único. Em artigo publicado nesta segunda-feira (13), o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que a combinação de capacitação, acesso a políticas públicas e apoio direto aos pequenos negócios tem impacto imediato nos territórios, ao fortalecer a autonomia de quem já trabalha e precisa de estrutura para crescer.

Entre as iniciativas, o Pro-Catadores aparece como a principal vitrine. Em 2025, o programa alcançou 421 organizações capacitadas e atendeu 2.200 catadores em 263 municípios. Para 2026, a previsão é de investimento de R$ 20,2 milhões, com foco na capacitação de 290 organizações, numa estratégia para melhorar a gestão, a produtividade e a geração de renda em cooperativas e associações ligadas à reciclagem e à economia circular.

O artigo também relaciona resultados do programa ao desempenho econômico dos participantes. Em 2025, o faturamento médio das organizações atendidas ficou 21% acima do registrado antes da participação no Pro-Catadores, segundo o texto. A avaliação do Sebrae é que o fortalecimento dessas estruturas melhora condições de trabalho e impulsiona cadeias produtivas associadas à sustentabilidade ambiental.

Outra frente destacada é a atuação com empreendedores de baixa renda inscritos no CadÚnico. O Sebrae afirma que já alcançou 34% dos microempreendedores individuais desse público, por meio de ações de capacitação e consultoria. A meta é ampliar a estabilidade dos negócios, incentivar a formalização e reduzir a distância entre a sobrevivência e a consolidação de uma atividade econômica com renda previsível.

A estratégia inclui ainda iniciativas voltadas à chamada Classe C, como o Cartão do Empreendedor, com lançamento previsto em projeto piloto no Rio de Janeiro e atendimento estimado em 3.000 empreendedores. A proposta é facilitar o acesso a benefícios da formalização e a serviços que apoiem a gestão do negócio, com reflexo direto na circulação de renda local.

No texto, o Sebrae também cita a articulação com o programa Educar e Cooperar, parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, a Fundação Banco do Brasil e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. A iniciativa foi estruturada em quatro eixos — cursos de curta duração, consultorias técnicas, apoio à captação de recursos e ações ligadas ao Cadastro Nacional de Economia Solidária — para fortalecer redes produtivas solidárias e ampliar oportunidades de trabalho e renda.

O artigo dimensiona a escala de atuação ao registrar que o Sebrae realizou 65 milhões de atendimentos em 2025 e diz atuar em sintonia com políticas federais. A expectativa, segundo a entidade, é ampliar a inclusão produtiva como agenda permanente, com efeitos práticos sobre a renda de grupos vulneráveis, a organização de cadeias locais e a consolidação de atividades econômicas sustentáveis nos municípios atendidos.

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Melhoria no manejo do solo aumenta produtividade da soja em 11,1%, aponta pesquisa da Embrapa

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Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), divulgada em 29 de setembro, mostrou que a produtividade relativa da soja cresce, em média, 11,1 pontos percentuais a cada avanço na qualidade do manejo do solo. O levantamento foi realizado em Dourados, no Mato Grosso do Sul, e analisou 28 safras consecutivas, entre 1998 e 2026.

Os pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste avaliaram mais de 4,3 mil pontos georreferenciados, considerando características químicas do solo, cobertura vegetal e produtividade das lavouras. O objetivo foi validar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático – Níveis de Manejo (ZarcNM), metodologia que incorpora as práticas de conservação do solo à avaliação dos riscos agrícolas.

O estudo classificou as áreas cultivadas em quatro níveis, do NM1, correspondente ao manejo de menor qualidade, ao NM4, associado a sistemas de produção com maior conservação do solo. A produtividade relativa média passou de 44% no primeiro nível para 55,1% no segundo, 66,2% no terceiro e 77,2% no quarto.

Entre as práticas avaliadas estão o preparo convencional, o plantio direto com rotação de culturas e a integração lavoura-pecuária. Os resultados mostraram que os sistemas com maior conservação do solo conseguem manter melhores condições de produção durante períodos de estiagem.

“Solos bem manejados armazenam mais água, oferecem melhores condições ao desenvolvimento das raízes e tornam a cultura da soja mais resistente às oscilações climáticas”, afirmou o pesquisador Júlio Cesar Salton, da Embrapa Agropecuária Oeste.

As diferenças também apareceram em safras afetadas por condições climáticas extremas. Enquanto determinadas áreas ultrapassaram 80 sacas por hectare nos anos favoráveis, lavouras conduzidas com preparo convencional chegaram a registrar perdas totais em períodos adversos.

A metodologia amplia os critérios tradicionalmente utilizados no zoneamento agrícola, que considera fatores como clima, tipo de solo, período de semeadura e ciclo das cultivares.

Além de contribuir para as decisões dos produtores rurais, os resultados podem orientar políticas públicas de incentivo à conservação do solo e à redução das perdas provocadas pela irregularidade das chuvas.

A experiência com o ZarcNM começou na safra 2025/2026, no Paraná, e foi ampliada na safra 2026/2027 para Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Dólar encerra semana abaixo de R$ 5 e Bolsa brasileira bate novo recorde histórico

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O dólar comercial encerrou a sexta-feira (9) cotado a R$ 4,985, após uma queda de 0,78% no dia. Com o resultado, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 4,44% na primeira semana após o primeiro turno das eleições presidenciais. No mesmo período, a Bolsa de Valores brasileira registrou valorização de 8,82% e atingiu um novo recorde histórico.

A moeda norte-americana permaneceu abaixo dos R$ 5 pelo segundo pregão consecutivo. Durante as negociações de sexta-feira, chegou a ser cotada a R$ 4,977. Desde o início de 2026, o dólar acumula perda de 9,18% em relação ao real.

O movimento ocorreu em meio à entrada de investimentos no mercado brasileiro, à valorização de moedas de países emergentes e às expectativas dos investidores sobre o cenário político e econômico do país após as eleições.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa avançou 1,38% na sexta-feira e encerrou o pregão aos 209.066,90 pontos, estabelecendo um novo recorde de fechamento. Durante o dia, o principal índice do mercado acionário brasileiro chegou a atingir 209.713,45 pontos, também uma máxima histórica.

A valorização das ações brasileiras ocorreu em um período de atenção dos investidores às pesquisas eleitorais para o segundo turno presidencial e às perspectivas para a política econômica a partir de 2027.

Apesar do desempenho positivo do mercado financeiro, os dados da inflação também entraram no radar dos investidores. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, elevando a inflação acumulada em 12 meses para 4,58%.

No mercado internacional, o petróleo registrou valorização. O barril do tipo Brent, utilizado como referência nas negociações internacionais, encerrou a sexta-feira cotado a US$ 104,72, com alta de 0,42%. Já o petróleo WTI avançou 0,39%, chegando a US$ 91,85.

A movimentação das commodities foi influenciada pelas tensões no Oriente Médio e pelas preocupações com possíveis interrupções no fornecimento mundial de petróleo.

A cotação mais baixa do dólar pode contribuir para reduzir os custos de produtos importados e de insumos comprados no exterior. Entretanto, os efeitos sobre os preços pagos pelos consumidores dependem de fatores como custos de produção, estoques, impostos e condições do mercado.

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Rio Branco supera Manaus e Boa Vista em ranking de inserção econômica no Norte

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Rio Branco ocupa a sétima posição entre os municípios da Região Norte no ranking de inserção econômica de 2026, ficando à frente de capitais como Manaus (AM) e Boa Vista (RR). O levantamento, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), avaliou 423 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes. Na classificação nacional, a capital acreana aparece em 222º lugar.

O resultado coloca Rio Branco entre os dez municípios nortistas mais bem posicionados em indicadores relacionados à vulnerabilidade social, à formalização do trabalho e ao crescimento dos empregos com carteira assinada.

Na classificação regional, a capital acreana ficou atrás de Palmas (TO), Ji-Paraná (RO), Porto Velho (RO), Canaã dos Carajás (PA), Parauapebas (PA) e Belém (PA). Por outro lado, superou municípios como Vilhena (RO), Gurupi (TO) e Cacoal (RO), além de Boa Vista, que ficou em 11º, e Manaus, em 12º.

O levantamento também incluiu Cruzeiro do Sul, segundo município acreano avaliado. A cidade do Juruá ficou na 28ª posição entre os 37 municípios da Região Norte contemplados pela pesquisa, distante da colocação alcançada por Rio Branco.

A diferença entre as duas cidades acreanas é de 21 posições na classificação regional. O resultado considera as condições de participação da população na economia formal, incluindo o percentual de moradores em situação de vulnerabilidade social.

O pilar de Inserção Econômica integra a dimensão Economia do Ranking de Competitividade dos Municípios e corresponde a 5,9% da pontuação geral. A avaliação considera três indicadores: população vulnerável, formalidade no mercado de trabalho e crescimento dos empregos formais.

O ranking está em sua sétima edição e é publicado desde 2020. A pesquisa reúne indicadores que permitem comparar municípios brasileiros em diferentes áreas, como economia, educação, saúde, segurança e gestão pública.

Os resultados de inserção econômica não representam a classificação geral de competitividade das cidades, mas um recorte específico das condições de emprego formal e vulnerabilidade social.

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