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Economia e Empreender

Selo Beef on Dairy é lançado para integrar genética e ampliar a oferta de carne premium no Brasil

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O Brasil passou a contar, em janeiro de 2026, com o primeiro selo Beef on Dairy, uma certificação criada para integrar genética leiteira e raça Angus com o objetivo de ampliar a produção de carne premium no País e diversificar a renda de produtores de leite. Desenvolvido pela Associação Brasileira de Angus, com participação técnica da Embrapa, o selo foi lançado como uma estratégia para estimular o cruzamento de vacas leiteiras das raças Holandesa e Jersey com touros Angus, seguindo padrões reconhecidos internacionalmente.

A iniciativa busca atender a uma demanda já consolidada em outros mercados, onde o uso de genética de corte em rebanhos leiteiros é adotado para melhorar características de carcaça e rendimento frigorífico. No Brasil, a proposta parte do diagnóstico de que raças leiteiras não são naturalmente especializadas para produção de carne, o que motivou a criação de critérios técnicos para identificar os touros Angus mais adequados para esse tipo de cruzamento.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli, a estratégia permite aproveitar o maior rebanho comercial do mundo e gerar benefícios tanto para produtores quanto para consumidores. “É uma estratégia já consolidada em outros países e conseguimos trazê-la para o Brasil. O produtor vai se beneficiar e o consumidor terá carne diferenciada. Quem já provou sabe o resultado”, afirmou.

A Embrapa participou da construção técnico-científica do selo por meio do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), gerenciado pela Associação Nacional de Criadores. Coube à instituição desenvolver os critérios técnicos e os índices genéticos utilizados para selecionar os reprodutores, considerando desempenho em crescimento, área de olho de lombo e conformação de carcaça, características relacionadas ao rendimento frigorífico. “Nós desenvolvemos os critérios técnicos e os índices genéticos que permitem identificar, com precisão, os touros Angus mais indicados para o cruzamento com vacas Holandesas e Jersey. É esse rigor científico que garante que o selo represente animais superiores para a produção de carne”, disse o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso.

Para atender às especificidades de cada raça leiteira, foram criados dois selos distintos: um voltado ao Jersey, que demanda atenção ao tamanho dos bezerros no parto devido ao porte reduzido das vacas, e outro ao Holandês, que exige critérios para evitar animais excessivamente grandes, já que a raça é naturalmente de grande porte. A diferenciação busca reduzir riscos produtivos e adequar o padrão dos animais às exigências do mercado de carne.

De acordo com Leandro Hackbart, conselheiro técnico da Angus e da Associação Nacional de Criadores, o selo responde a uma demanda do próprio setor por parâmetros claros e segurança na aquisição de genética. “Nada mais fizemos do que criar parâmetros claros, garantindo transparência e segurança ao produtor de Holandês e Jersey na hora de adquirir genética Angus. Para o consumidor, isso significa confiança e qualidade alimentar”, afirmou.

O selo Beef on Dairy já está disponível para centrais de sêmen e criadores que utilizam touros dentro dos padrões exigidos. Os reprodutores certificados podem ser localizados por meio de consulta pública no Sistema Origen, da Associação Nacional de Criadores. Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, o Promebo passou a disponibilizar oficialmente a certificação, atendendo também a uma demanda das centrais de inseminação, já que grande parte do uso desses touros ocorre via sêmen, agregando valor ao material genético.

A expectativa do setor é que a adoção do selo amplie a oferta de carne para o segmento de cortes nobres, fortaleça a rastreabilidade genética e gere novas alternativas de comercialização para produtores de leite, contribuindo para a integração entre as cadeias de carne e leite no Brasil e para a agregação de valor ao longo da cadeia produtiva.

Fonte: Embrapa

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Projeto da Embrapa apoiado pela FAO vai ajudar 400 famílias a preservar sementes tradicionais

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Um projeto da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) voltado à preservação de sementes tradicionais e à proteção da diversidade agrícola brasileira ganhou visibilidade internacional ao ser publicado no portal da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A iniciativa prevê beneficiar pelo menos 400 famílias e 20 comunidades em dez estados brasileiros, reunindo agricultores familiares, povos indígenas e pesquisadores.

Denominado ConservaIn, o projeto recebeu a aprovação de US$ 198,7 mil, aproximadamente R$ 1 milhão, por meio do Fundo de Repartição de Benefícios de um tratado internacional sobre recursos genéticos vegetais. A iniciativa também conta com cofinanciamento estimado em US$ 687,9 mil, formado principalmente pela participação de pesquisadores e recursos institucionais.

O trabalho busca impedir o desaparecimento de variedades agrícolas cultivadas há gerações por comunidades rurais. Entre os alimentos contemplados estão arroz, milho, feijão, mandioca, batata-doce e inhame, além de espécies como abóbora, pimenta, amendoim, açaí e frutas nativas.

A proposta combina duas formas de conservação. A primeira ocorre diretamente nas propriedades, onde agricultores continuam cultivando e selecionando suas sementes. A segunda utiliza bancos de germoplasma da Embrapa, estruturas responsáveis pelo armazenamento de material genético vegetal em condições controladas.

Essa integração permite guardar cópias de segurança das sementes tradicionais e recuperar variedades que desapareceram das lavouras, mas permanecem preservadas nos centros de pesquisa. Os agricultores continuam responsáveis por seus materiais e participam da escolha das espécies mais adequadas às condições de cada território.

Coordenado pela pesquisadora Marília Burle, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o ConservaIn atua nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Amapá, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

As atividades abrangem cinco biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa. A rede envolve pesquisadores, organizações sociais, comunidades tradicionais e guardiões de sementes, responsáveis pela manutenção de variedades locais.

O projeto também prevê capacitações para agricultores, distribuição de equipamentos para avaliar a qualidade das sementes e criação de um sistema público de informações sobre iniciativas de conservação agrícola no Brasil.

Outra frente de atuação é a participação de mulheres rurais na seleção, multiplicação e conservação das sementes. Escolas do campo e estudantes também serão envolvidos nas atividades, com o objetivo de transmitir conhecimentos entre gerações.

As primeiras ações comunitárias ocorreram em junho e setembro de 2026. Cerca de dez novas atividades estão previstas até dezembro.

A preservação dessas variedades é considerada uma estratégia para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas sobre a agricultura. A diversidade genética permite manter plantas adaptadas a diferentes condições de solo, temperatura e disponibilidade de água, além de reduzir o risco de perda de cultivos diante de pragas e eventos climáticos extremos.

Fonte: Embrapa

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Empresas que já adotam escala 5×2 relatam manutenção do faturamento e orientam sobre mudanças na jornada

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Empresários que já adotam a escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso relatam que conseguiram reorganizar suas equipes sem comprometer o faturamento. As experiências, reunidas pelo Sebrae nesta segunda-feira (26), mostram alternativas para os pequenos negócios se adaptarem ao fim da escala 6×1, que começa a valer em dezembro em todo o país.

Uma das experiências é da cafeteria Civitá, em Brasília, que funciona diariamente e adotou a escala 5×2 em maio deste ano. O sócio Fernando Bakker afirma que a mudança exigiu ajustes na organização dos funcionários, mas não prejudicou as vendas.

“No início foi meio confuso, mas hoje funciona muito bem”, contou o empresário, que também percebeu maior satisfação entre os trabalhadores. Para ele, a reorganização deve começar pelo diálogo com as equipes e pela revisão das rotinas de cada estabelecimento.

Outra experiência vem do restaurante Dona Marla – Comida de Mãe, localizado na região do ABC paulista. O estabelecimento funciona com dois dias de folga semanal desde sua abertura, em 2023. O chef Marcos Silva afirma que o faturamento cresceu nesse período e que o restaurante mais que dobrou sua capacidade de atendimento, inicialmente de 42 lugares.

Silva recomenda que os empresários analisem os dias de menor movimento, avaliem os horários de funcionamento e reorganizem a distribuição dos funcionários. A proposta é manter o atendimento ao público sem exigir que cada trabalhador esteja presente seis dias por semana.

Uma pesquisa do Sebrae aponta que 51% dos donos de micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs) acreditam que o fim da escala 6×1 não terá impacto em seus negócios.

A mudança foi estabelecida pela Emenda Constitucional 141, promulgada pelo Congresso Nacional em 16 de outubro. A partir de 15 de dezembro, os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso semanal remunerado, com redução da jornada máxima de 44 para 42 horas. Em dezembro de 2027, o limite cairá para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Para auxiliar nessa transição, o Sebrae lançou o simulador Escala Sebrae. A ferramenta permite avaliar a distribuição de funcionários, alterações de horários, necessidade de contratações e custos com horas extras, conforme as características de cada negócio.

Fonte: Sebrae

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Novo teto de faturamento do MEI anima empreendedores e pode ampliar contratações no país

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Pesquisa realizada pelo Sebrae e pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que 51% dos microempreendedores individuais (MEIs) brasileiros acreditam que o aumento do limite anual de faturamento e a possibilidade de contratar até dois funcionários terão efeitos positivos sobre seus negócios. As mudanças fazem parte do programa Prospera MEI, sancionado pelo presidente da República na quarta-feira (21).

Com a nova legislação, o teto de faturamento anual dos MEIs, atualmente fixado em R$ 81 mil, passará para R$ 110 mil em janeiro de 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A ampliação permitirá que empreendedores aumentem suas receitas sem precisar mudar de categoria empresarial.

Entre os participantes da pesquisa, 61% afirmaram que o reajuste do teto permitiria ampliar suas atividades, enquanto 43% consideram que a medida ajudaria a permanecer na condição de microempreendedor individual. Os entrevistados puderam escolher mais de uma resposta.

As mudanças também poderão influenciar a geração de empregos. O levantamento constatou que 42% dos MEIs consideram contratar mais um trabalhador após a alteração das regras. Desse total, 11% afirmaram que fariam a contratação com certeza nos próximos 12 meses, enquanto 31% avaliariam essa possibilidade futuramente.

A indústria apresentou a maior disposição para contratar, com 45% dos entrevistados considerando a possibilidade de ampliar suas equipes. Nos setores de comércio e serviços, o percentual chegou a 42%.

Entre as regiões brasileiras, o Nordeste registrou a maior intenção de contratação, com 45% dos microempreendedores interessados em ampliar o quadro de funcionários. Desse grupo, 14% afirmaram que contratariam no curto prazo e 31% considerariam a medida futuramente.

A Sondagem Econômica MEI ouviu aproximadamente 2 mil microempreendedores de todas as regiões do Brasil em julho de 2026, antes da aprovação e sanção da legislação. A amostra tem representatividade nacional.

A ampliação do limite de faturamento busca permitir que pequenos negócios cresçam mantendo o enquadramento como MEI. A possibilidade de contratar até dois empregados também modifica as condições de funcionamento da categoria, que anteriormente estava limitada a um funcionário.

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