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Política

Semsa inicia vacinação contra dengue em crianças e adolescentes em Rio Branco

Capital acreana é a primeira da Região Norte a aderir à campanha nacional do Ministério da Saúde

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A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Rio Branco inicia, nesta sexta-feira, dia 16, a vacinação contra a dengue, direcionada a crianças e adolescentes de 10 a 11 anos, 11 meses e 29 dias de idade. A ação integra a ampla campanha nacional promovida pelo Ministério da Saúde, abrangendo as vinte e sete capitais do país.

A URAP Eduardo Assmar, localizada no bairro XV, foi escolhida como a unidade de saúde para o lançamento da campanha na capital. Ao todo, foram disponibilizadas 11.500 doses do imunizante para Rio Branco, com a meta de vacinar 14.105 crianças e adolescentes, por meio da aplicação de 4 mil doses da vacina.

Rio Branco se destaca como a primeira capital da Região Norte a dar início à campanha de imunização contra a dengue. Além da URAP Eduardo Assmar, as vacinas também estarão disponíveis na Policlínica Barral y Barral, ampliando o acesso da população ao serviço de vacinação.

A iniciativa visa fortalecer as ações de prevenção da dengue, uma preocupação constante em regiões tropicais.

Política

Mailza Assis fecha primeira semana no governo do Acre com recomposição do comando e ajuste com a base aliada

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Mailza Assis encerra a primeira semana completa à frente do governo do Acre consolidando o comando no Palácio Rio Branco, em uma sequência de movimentos voltados mais à reorganização política e administrativa do que a uma mudança de rota na gestão. Empossada em 2 de abril, após a renúncia de Gladson Camelí para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, a governadora atravessou os últimos dias reforçando o núcleo de confiança, recompondo áreas estratégicas e alinhando a relação com a base na Assembleia Legislativa.

A semana começou na segunda-feira, 6 de abril, com um gesto direto ao Legislativo. Mailza chamou parte dos deputados estaduais ao Palácio Rio Branco para ajustar a relação entre Executivo e Aleac e abrir um canal de interlocução logo no início do mandato. A mensagem foi de harmonia institucional, com defesa de atuação conjunta para viabilizar projetos e ações voltadas à população, em uma sinalização de continuidade das pautas do governo.

O ponto de maior peso político veio na quarta-feira, 8, quando a governadora mexeu no tabuleiro sem desmontar a estrutura. Ela manteve a maior parte do desenho administrativo, mas trocou nomes em áreas consideradas centrais, com mudanças na Saúde, na pasta da Mulher, na Assistência Social, na Casa Militar, na Polícia Civil e no Iapen. No mesmo dia, encaminhou à Aleac a indicação do procurador Mário Sérgio para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, combinando reorganização interna com um movimento institucional de alcance amplo.

Na quinta-feira, 9, o governo tratou de dar forma e foco à nova etapa. A gestão divulgou a construção de um plano de prioridades para os primeiros 100 dias, com atenção concentrada em Segurança, Saúde, Educação, Produção e Meio Ambiente. Na mesma agenda, Mailza anunciou 5 mil vagas do CNH Social 2026, incluindo cota para mulheres vítimas de violência, autorizou nomeações para reforçar o sistema penitenciário e recebeu representantes do Grupo Bauminas, que estimam investir cerca de R$ 30 milhões no Acre, com previsão de 60 empregos diretos.

O dia também foi marcado pela tentativa de conter ruídos provocados pelas mudanças no primeiro escalão, principalmente na Saúde. Ao justificar as trocas, Mailza disse que a escolha de secretários é prerrogativa do governo, afirmou que precisava de uma equipe de confiança e sinalizou que, por ora, não pretende fazer novas alterações. Em outra declaração, indicou que o MDB seguirá com espaço na estrutura governista, em gesto de acomodação política.

Nesta sexta-feira, 10, o discurso foi de pacificação interna e organização do comando. Pela manhã, Mailza reuniu todo o primeiro escalão para alinhar diretrizes e reiterou a manutenção da linha de trabalho em áreas como saúde, educação, segurança pública e assistência social. Em seguida, iniciou uma rodada de visitas institucionais à Casa Militar, à Semulher e à SEASDH, como sinal de aproximação com as equipes. Ao longo do dia, reforçou a ideia de que o foco imediato é arrumar a máquina e a base de sustentação, deixando o calendário eleitoral em segundo plano. “Momento de escuta e alinhamento”, disse durante a agenda nas secretarias. Na reunião com o secretariado, afirmou que estão “prontos para trabalhar a todo vapor” e que se sente “muito segura e confiante em minha missão”. Ao tratar do entendimento com a base, resumiu: “Me reuni com a Assembleia […] ficou alinhado, entendido”. E, ao definir a prioridade do mandato neste começo, cravou: “o meu foco estará voltado para as prioridades do nosso governo”.

Ao fim da semana, Mailza deixa como marca um início de governo centrado na instalação de poder: recompôs o núcleo de confiança, buscou estabilizar a relação com a Aleac, reafirmou autonomia para montar a equipe e apresentou uma agenda de curto prazo para os 100 dias, enquanto tenta reduzir tensões internas e preservar a governabilidade no período em que a política eleitoral pressiona os bastidores.

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Política

Em entrevista, Alysson fala sobre transparência, trabalho e os desafios de Rio Branco

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Em entrevista ao Bar do Vaz, Alysson associa sua chegada ao comando da capital à trajetória construída ao lado de Tião Bocalom e aponta desafios em áreas como saúde, educação, abastecimento de água, obras e transporte público.

No cotidiano de Rio Branco, a política só ganha medida quando encosta na vida prática: no buraco da rua, na falta de remédio, na vaga em creche, na água que não chega e no ônibus que atrasa. Foi nesse terreno que o prefeito Alysson Bestene posicionou sua primeira entrevista após assumir a prefeitura. Em conversa com Roberto Vaz, no programa Bar do Vaz, ele apresentou a gestão como continuidade da administração de Tião Bocalom, que deixou o cargo para disputar o governo do Acre. 

Alysson procurou deixar claro que sua chegada à chefia do Executivo não nasce de um movimento isolado, mas de uma caminhada política e administrativa ao lado de Tião Bocalom. Ao reafirmar que pretende manter a mesma linha de atuação da gestão anterior, ele também reconhece, de forma explícita, a liderança de Bocalom na condução do projeto que hoje passa às suas mãos. Mais do que um gesto de lealdade política, essa ênfase funciona como uma sinalização pública de estabilidade administrativa.

Esse ponto é central, Alysson não tenta se apresentar como “novo” no sentido de descolado do que foi feito até aqui. Sua fala vai em outra direção: a de alguém que participou da engrenagem, conhece o percurso da gestão e sabe que, ao assumir a prefeitura, herda também seus compromissos. Na entrevista, isso aparece quando ele associa a continuidade da equipe, do planejamento e das obras a uma espécie de responsabilidade de sequência, não de reinvenção. 

Ao mesmo tempo, o prefeito tratou de temas que, em Rio Branco, chegam primeiro ao ouvido do morador do que ao debate técnico: manutenção de ruas, abastecimento de água, vagas em creche, funcionamento das unidades de saúde, falta de medicamentos e a crise recorrente do transporte coletivo. Nessa escolha de pauta, há um dado político relevante: Alysson procurou se mostrar ciente de que o mandato começa, de fato, onde a vida urbana aperta mais. E muitas dessas pautas vivem outra realidade em Rio Branco.

Na infraestrutura, ele citou a manutenção da frente de obras e dos serviços de tapa-buraco, além do número de máquinas em operação e da previsão de reforço da frota. No saneamento, falou em investimentos por meio do Saerb e na necessidade de enfrentar perdas no sistema de abastecimento. Na educação, recorreu à própria passagem pela secretaria para destacar a abertura de vagas em creches e a continuidade da organização da rede. Na saúde, reconheceu entraves no fornecimento de medicamentos e atribuiu parte do problema à logística e às dificuldades de contratação. No transporte, apresentou como eixo a tentativa de remodelar o sistema de remuneração e de ampliar a frota municipal.

Há, portanto, dois movimentos simultâneos na entrevista. O primeiro é de alinhamento: Alysson faz questão de situar sua gestão dentro do projeto liderado por Bocalom. O segundo é de afirmação: ao tratar dos principais gargalos da cidade, ele procura demonstrar que não assume apenas um cargo, mas uma agenda já pressionada pelo cotidiano. Entre a fidelidade política e a cobrança prática da rua, o novo prefeito tenta construir a imagem de quem sabe de onde veio e do que terá de dar conta daqui para frente.

Fonte: entrevista de Alysson Bestene ao programa Bar do Vaz, do ac24horas, em 7 de abril de 2026. Foto: Sérgio Vale

Para assistir à íntegra: o vídeo está disponível no YouTube, no canal do ac24horas. (YouTube)

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Direto ao ponto

Juruá produz nomes, mas decisão sobre vice segue longe de Cruzeiro do Sul

O Juruá volta a produzir nomes e ruídos, mas a definição de verdade continua dependendo de Gladson Cameli

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No coração de Cruzeiro do Sul, não existe apenas um “Z”. Quando o assunto é política, há um alfabeto inteiro de interesses, articulações, vaidades, ruídos e movimentos de bastidor.

A atual gestão municipal tenta se afastar da imagem de inércia e baixa entrega, mas ainda enfrenta, em setores da cidade, a percepção de que falta converter discurso em resultado concreto. Diferenças e disputas pertencem ao calendário eleitoral. Governar, depois da posse, exige outra postura: a de representar a cidade inteira, inclusive quem não votou no vencedor. Ouvir a rua continua sendo parte indispensável desse processo.

No Juruá, nomes de Cruzeiro do Sul continuam circulando nos bastidores quando o assunto é composição para 2026. Mas dizer que o jogo da vice foi reaberto talvez seja mais pressa do que fato. Hoje, o cenário ainda aponta noutra direção: Mailza Assis mantém a pré-candidatura de pé, o MDB segue na composição e Jéssica Sales continua tratada como nome consolidado para a vice governista. 

Convém evitar a leitura de que Zequinha Lima detenha uma liderança incontestável em Cruzeiro do Sul ou no Juruá. Isso não corresponde ao ambiente político real. Ele está longe de ser unanimidade, e sua capacidade de influenciar o tabuleiro regional tem limites evidentes. Em vez de colocá-lo como centro organizador desse movimento, o que, segundo uma fonte da própria gestão, não corresponde à realidade, o mais adequado seria acompanhar os movimentos de lideranças como os deputados Clodoaldo, Pedro Longo e Nicolau Júnior, ainda segundo a fonte.

Por isso, o mais correto é afirmar que o Juruá segue no campo das especulações, não ao centro das decisões. No Acre, especialmente dentro da base governista, arranjos dessa dimensão não se consolidam sem a bênção de Gladson Cameli. O próprio governador já deixou claro, em diferentes momentos, que a condução das negociações passa por ele, o que reduz o espaço para movimentos regionais “autônomos” se converterem, por si só, em definição de chapa. 

Valéria Lima, ex-secretária de Saúde e vereadora mais votada de Cruzeiro do Sul nas eleições de 2024, com 1.994 votos, segue lembrada sempre que se fala em composição majoritária. Tem densidade eleitoral, recall e presença consolidada no município. É, sem dúvida, um nome competitivo para qualquer arranjo. Ao mesmo tempo, sua eventual ascensão dependeria de uma rearrumação mais ampla no campo governista, já que a candidatura de Mailza Assis continua formalmente de pé e com o MDB ocupando a vaga de vice, hoje atribuída a Jéssica Sales.

Outro nome de peso é o do presidente da Aleac, Nicolau Júnior. Cruzeirense, com forte presença política no Juruá, ele permanece como uma das principais referências da região. Mas seu projeto declarado, até aqui, é a reeleição para deputado estadual, mantendo vivo, para mais adiante, o sonho de disputar a prefeitura de Cruzeiro do Sul.

Mais recentemente, quem entrou de vez no radar foi Marcelo Siqueira, do PSD. Sua saída da Secretaria Municipal de Saúde de Cruzeiro do Sul foi confirmada em 7 de abril, e o movimento imediatamente alimentou especulações sobre uma possível candidatura a vice-governador. Veículos da região passaram a tratar Marcelo como nome possível em uma composição com Tião Bocalom.

Marcelo reúne atributos que ajudam a explicar esse interesse: tem trajetória política, experiência administrativa e boa circulação em diferentes campos. Filiado ao PSD desde 2024, aproximou-se do grupo do prefeito Zequinha Lima e, na Saúde, ganhou visibilidade como gestor. Sua saída representa perda técnica para a administração municipal, mas abre para ele uma janela política mais ampla. Em resumo: a gestão perde um quadro, e a política ganha um nome viável.

Sobre o MDB, porém, ainda não há desembarque oficial do grupo de Mailza. O movimento público mais recente aponta para a manutenção da aliança e para a consolidação de Jéssica Sales como nome da vice na chapa governista. Mesmo assim, os ruídos persistem e mantêm abertas as conversas paralelas.

No resumo da semana, o dado central é simples: a chapa oficial de Mailza continua de pé, mas o bastidor político do Juruá já opera em modo: plano B. 

Por fim, não esqueçam do Bitar. Perguntar não ofende qual o espaço que o PL de Márcio Bittar conseguirá ocupar dentro dessa engrenagem? ou irá impor?!

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