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Educação

Senac Acre e Sead certificam servidores em Tecnologia da Informação

Objetivo dos cursos foi qualificar profissionais de TI para oferecer serviços de qualidade à população acreana

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O Senac Acre e a Secretaria de Estado de Administração (Sead) realizaram na manhã desta quinta-feira, 7, a cerimônia de certificação de servidores públicos do estado. Os cursos, que foram realizados em contrato firmado entre as duas instituições, tiveram como objetivo qualificar os servidores nas áreas de tecnologia da informação.

Nesta etapa do contrato, foram ofertadas 120 vagas para os cursos Linux para Infraestrutura e Virtualização de Servidores, qualificações voltadas especificamente para servidores que trabalham na área de tecnologia da informação das secretarias de estado.

José Ricardo Pires, coordenador de negócios estratégicos do Senac Acre, comemorou o sucesso da parceria com a Sead e da certificação desses servidores que, agora, estão qualificados a prestar um serviço com mais qualidade à população acreana. “Estamos encerrando com louvor e isso significa muito pra gente e para esses servidores públicos”, afirmou.

Glauber Abecassis, chefe do Departamento de Capacitação (Decap) destacou a importância dessa parceria contratual firmada entre as instituições. “Foi onde a gente encontrou um portfólio de cursos que atendia à nossa demanda”, afirmou o gestor que acrescentou. “Com tanto tempo defasado para o pessoal que trabalha exclusivamente com TI, a gente quis dar uma atualizada e, mediante isso, buscou a ajuda do Senac para realizar todo esse arcabouço de concludentes que homenageamos hoje”.

Vilmar Boufleuer, chefe da Divisão de Educação a Distância do Decap e aluno do curso de Linux para Infraestrutura, elogiou a parceria com o Senac. “O departamento não tem uma estrutura própria que poderia proporcionar uma qualificação com qualidade, então, contratar o Senac foi uma solução efetiva que possibilitou a realização da missão do Decap”, afirmou o concludente que avaliou como positiva o curso ofertado pela instituição. “Foi um curso excelente com conteúdo de alto nível, o instrutor é um dos melhores que nós temos dos profissionais de TI do estado do Acre e a estrutura do Senac foi muito satisfatória, porque já tem uma estrutura profissional”, finalizou.

Departamento de Comunicação do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac

Educação

Censo 2024: cotistas têm maior taxa de conclusão nas federais e chegam a 49% de formados

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Estudantes que entraram por reserva de vagas em universidades federais e em instituições da rede federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica concluíram a graduação em proporção maior do que os demais alunos, segundo o Censo da Educação Superior 2024, do Inep: 49% entre cotistas, contra 42% entre não cotistas.

Entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais por meio de políticas de reserva de vagas; só em 2024, foram 133.078 estudantes. A maior parte das matrículas ocorreu em universidades, com 110.196 alunos cotistas, enquanto 22.587 foram registrados em instituições da rede federal.

O levantamento também reúne os números de entrada por mecanismos de seleção e financiamento: desde a adoção desses instrumentos, cerca de 2 milhões de cotistas ingressaram em cursos de graduação por meio do Sisu, do Prouni e do Fies. Pelo Sisu, mais de 790,1 mil estudantes entraram em universidades públicas via Lei de Cotas, e de 2023 a 2026 o total chegou a 307.545.

No Prouni, desde 2005, mais de 1,1 milhão de autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência foram beneficiados. Em 2024, o Fies passou a ofertar vagas para cotistas e garantiu o ingresso de 29,6 mil estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

A Lei de Cotas, aplicada obrigatoriamente nas instituições federais, teve atualização em 2023 com a criação de cota específica para quilombolas e mudanças no recorte de renda, com redução do limite de 1,5 para um salário mínimo per capita nas modalidades que exigem comprovação econômica. A regra de origem escolar foi mantida, com exigência de que os três anos do ensino médio tenham sido cursados em escola pública, e passou a incluir escolas comunitárias do campo conveniadas com o poder público.

Os dados devem orientar as próximas decisões sobre acesso e permanência no ensino superior, com impacto direto no desenho de vagas e critérios de seleção em programas federais e nas próprias instituições, que concentram a maior parte das matrículas de cotistas.

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Educação

Projeto Consciência Digital leva orientação sobre internet segura a escolas públicas do Acre

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O Tribunal de Justiça do Acre apresentou nesta quinta-feira, 10 de abril de 2026, o Projeto Consciência Digital, iniciativa que pretende orientar estudantes da rede pública sobre uso seguro e responsável de tecnologias e reforçar a prevenção a riscos no ambiente virtual no Estado.

A proposta foi conduzida pelo juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, idealizador do projeto, e discutida em reunião de alinhamento com a vice-presidente do TJAC e coordenadora da Infância e Juventude, desembargadora Regina Ferrari, além de magistrados e equipe técnica.

O plano prevê ações em escolas de ensino fundamental e médio com foco em plataformas digitais, redes sociais, jogos on-line, inteligência artificial e outras aplicações, com o objetivo de estimular cidadania digital e ampliar a proteção de crianças e adolescentes diante de situações como exposição precoce, abordagens indevidas e circulação de conteúdos nocivos.

Durante a apresentação, Giordane Dourado afirmou que a proposta vai além do ensino de ferramentas e mira a formação para escolhas seguras e conduta ética no meio digital. “Não se trata apenas de orientar sobre o uso das ferramentas, mas de formar cidadãos conscientes, capazes de reconhecer riscos, fazer escolhas seguras e utilizar a tecnologia de forma ética e responsável”, disse.

Regina Ferrari classificou o projeto como resposta preventiva ao cotidiano de crianças e adolescentes conectados e defendeu a presença do tema no ambiente escolar. “É uma iniciativa necessária e urgente. Precisamos atuar de forma preventiva, levando informação e conscientização para dentro das escolas, garantindo que nossos jovens estejam mais protegidos e preparados para esse ambiente que faz parte do cotidiano deles”, afirmou.

Também participaram do encontro as juízas e os juízes Zenice Mota Cardozo, Bruno Perrotta de Menezes, Anastácio Lima de Menezes Filho e Louise Kristina Lopes de Oliveira Santana, além da assessora da Coinj, Andressa Costa.

A expectativa do TJAC é que, após o alinhamento inicial, o Consciência Digital avance para as etapas de implementação, com atuação integrada entre Judiciário e instituições de ensino, ampliando a rede de proteção e incorporando a cidadania digital às rotinas escolares.

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Educação

Acre reduz abandono escolar em 44% com apoio do Pé-de-Meia e ações de busca ativa

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O abandono escolar no Acre caiu 44% após a implementação do programa federal Pé-de-Meia e o reforço de políticas estaduais para manter estudantes no ensino médio, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação. No estado, cerca de 39 mil alunos recebem o incentivo, o que representa mais de 64% dos estudantes do ensino médio das redes públicas.

A taxa de abandono, que era de 9,1% em 2022, recuou para 5,1% em 2024. No mesmo período, a distorção idade-série caiu 24% entre 2022 e 2025, em um movimento atribuído à combinação do repasse financeiro com ações conduzidas pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura para evitar evasão e estimular o retorno às aulas.

O secretário de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, afirmou que o resultado depende de uma rede de medidas além do benefício. “O aluno só permanece estudando porque o Estado garante a base. Com o programa Guardiões do Futuro e a Busca Ativa, vamos até a porta da casa do estudante em risco para garantir seu retorno e acolhimento nas nossas 598 escolas. O foco é manter o aluno dentro da sala de aula”, disse.

O Pé-de-Meia atende estudantes de famílias inscritas no Cadastro Único, com renda de até meio salário mínimo por pessoa. No Acre, 51,4% dos beneficiários são meninas e 82,3% são estudantes negros (pretos e pardos). Nos dois anos iniciais do programa, 1.345 estudantes indígenas também receberam o incentivo no estado.

O modelo do benefício prevê o pagamento de R$ 200 por mês para alunos que mantêm a frequência escolar e R$ 1 mil por ano concluído com aprovação, além de parcela adicional para quem faz o Enem no ano de conclusão. As parcelas mensais podem ser usadas de imediato, enquanto o valor anual fica depositado em poupança para saque após a conclusão do ensino médio.

Em escala nacional, o Ministério da Educação informou que o Pé-de-Meia alcançou 5,6 milhões de estudantes e recebeu investimento de R$ 18,6 bilhões, com queda de 43% na taxa de abandono escolar no país. No Acre, a redução registrada nos indicadores amplia a necessidade de manter ações de permanência e busca ativa, diante do impacto direto da evasão na aprendizagem e na conclusão do ensino médio.

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