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Sistema Antecipasto aumenta ganho de peso bovino em até 5 arrobas por hectare

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A Embrapa Agropecuária Oeste validou o Sistema Antecipasto, que antecipa em até 60 dias a formação de pastagem no ciclo da soja e registra ganho adicional de 3 a 5 arrobas por hectare no peso de bovinos durante a entressafra. A tecnologia, aplicada em áreas do Cerrado, permite semear o capim cerca de 20 dias após a semeadura da oleaginosa, sem interferir no desenvolvimento da lavoura, e já está em expansão em cinco estados.

O sistema inverte a lógica tradicional da Integração Lavoura-Pecuária (ILP): em vez de aguardar a colheita da soja para formar o pasto, o capim se desenvolve concomitantemente, possibilitando entrada precoce dos animais após a colheita. Em propriedades do Mato Grosso do Sul, a área de pastejo passou de 100 para até 150 dias por ano e a lotação média subiu para 2,5 a 3,0 U.A./ha. Segundo o responsável técnico das Estâncias Rosa Branca (Rio Brilhante) e Retiro do Sertão (Nova Alvorada do Sul), Carlos Eduardo Barbosa, “com o Antecipasto, os animais ganham de 700 a 800 gramas de peso por dia, contra os 500 a 700 gramas registrados no modelo convencional”. Para Barbosa, “são de 3 a 5 arrobas líquidas durante a estação seca”.

A adoção avança em Mato Grosso (Alto Garças e Santo Antônio do Leste), Bahia (Luís Eduardo Magalhães) e Roraima, onde produtores testam a técnica e aguardam maquinário específico. O pesquisador Luís Armando Zago Machado, da Embrapa Agropecuária Oeste, explica que a proposta surgiu para enfrentar a falta de chuvas após a colheita da soja em regiões de ILP: “Nós víamos muitos produtores perdendo a oportunidade de formar o pasto. Com o Antecipasto, eles ganham tempo, produtividade e segurança”.

Os resultados relatados incluem maior resiliência em anos de seca, inclusive em solos arenosos com 15% a 20% de argila, mantendo disponibilidade de forragem onde o plantio convencional falhou. A antecipação do pastejo varia de 30 a 60 dias em comparação ao sistema tradicional, encurtando o período de permanência dos animais no pasto e contribuindo para reduzir emissões de metano por unidade de carne produzida. A Embrapa integra a tecnologia à Jornada pelo Clima, iniciativa voltada à agricultura de baixo carbono no contexto da preparação para a COP30 em Belém.

A cultivar mais utilizada no sistema é a BRS Tamani, com sementes disponíveis em larga escala e desempenho favorável em consórcio com a soja. Outras alternativas avaliadas incluem Aruana, Massai e BRS Paiaguás, com avanços e limitações específicas quanto à oferta de sementes, rusticidade e tolerância ao estresse hídrico. A equipe trabalha no ajuste de híbridos de Panicum maximum de maior porte para compatibilizar produtividade de forragem e não comprometer a cultura da soja, com expectativa de novas cultivares com menor custo de implantação e melhor desempenho animal.

No campo, produtores projetam ampliar o uso. Edgar Shuiti Tutida, da Fazenda Guaçu (Itaquiraí, MS), que pratica ILP desde 2000, estima “ganhar mais 50 dias de pastejo e aumentar em cerca de 100 kg/ha/ano a produção de carne” a partir da safra 2025/2026. A Embrapa prepara comitivas técnicas e áreas demonstrativas para acelerar a transferência de tecnologia, acompanhando o manejo do consórcio desde a semeadura da soja até o desenvolvimento do capim.

Mesmo sujeito a riscos climáticos extremos, o sistema apresentou desempenho superior ao plantio convencional em anos muito secos, como 2021 e 2024. De acordo com Zago, “o Antecipasto é uma tecnologia validada, que pode ganhar escala, transformar a pecuária no Brasil, sem comprometer a soja, e ainda melhorar as condições para essa cultura”. Em paralelo, o mapeamento federal de áreas com aptidão agrícola indica potencial de conversão de pastagens degradadas para ampliar a produção de soja e consolidar sistemas integrados, cenário em que o Antecipasto tende a contribuir para a recuperação de solos e o aumento da renda dos produtores.

Rio Branco

Rio Branco amplia vacinação em unidades de saúde e pontos comerciais neste sábado

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A Prefeitura de Rio Branco vai ampliar os pontos de vacinação neste sábado (17), em uma mobilização pelo Dia Nacional da Vacinação. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, terá atendimento em quatro unidades de saúde, supermercados e centros comerciais, com o objetivo de facilitar o acesso da população e atualizar a caderneta de vacinação de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

As quatro Unidades de Referência de Atenção Primária (URAPs) funcionarão das 7h às 17h. Estarão abertas a Augusto Hidalgo de Lima, no bairro Palheiral; Francisco Roney Meireles, no Adalberto Sena; Eduardo Assmar, no bairro Quinze; e Rozangela Pimentel, no Calafate.

A vacinação também será oferecida em todas as unidades dos supermercados Arasuper e Aramix, das 8h às 20h. Na Havan e no Via Verde Shopping, o atendimento ocorrerá das 13h às 21h.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, a mobilização busca atender principalmente as pessoas que encontram dificuldades para procurar as unidades de saúde durante a semana.

“A ideia é que as pessoas aproveitem as oportunidades ao longo do dia para atualizar a caderneta de vacinação de toda a família”, afirmou o secretário.

Durante a campanha, estarão disponíveis imunizantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI), incluindo vacinas contra febre amarela, hepatite B, HPV, meningite, sarampo e tétano. A aplicação seguirá as recomendações para cada faixa etária e a situação vacinal de cada pessoa.

Um dos focos da mobilização será ampliar a cobertura contra o HPV. Segundo Rennan Biths, aproximadamente 45% do público-alvo está vacinado. O imunizante é destinado a crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, e a Secretaria de Saúde pretende incentivar os pais e responsáveis a manterem a vacinação desse grupo em dia.

A campanha também dará atenção à vacinação contra o sarampo, como medida de prevenção à circulação da doença.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que, além da mobilização de sábado, as vacinas continuam disponíveis regularmente nas unidades da rede municipal, conforme os horários de funcionamento e os serviços oferecidos.

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Acre

Restaurante Universitário da Ufac manterá atendimento durante recesso acadêmico

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O Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, continuará funcionando normalmente durante o recesso acadêmico entre os semestres letivos de 2026.1 e 2026.2. A decisão foi comunicada pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) na quarta-feira (14).

A medida garante a continuidade do fornecimento de refeições à comunidade acadêmica, mesmo durante o período de interrupção das aulas. Com isso, os estudantes que permanecem na capital poderão continuar utilizando o serviço de alimentação oferecido pela instituição.

A universidade informou que o funcionamento do restaurante será mantido sem alterações durante o intervalo entre os semestres. A iniciativa faz parte das ações de assistência estudantil destinadas a garantir o acesso à alimentação e contribuir para a permanência dos alunos no ensino superior.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, o calendário é diferente. O atendimento do Restaurante Universitário está suspenso de 6 a 23 de outubro, devido à redução da demanda e à necessidade de manutenção predial. A previsão é de retomada das refeições no dia 26 de outubro.

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Economia e Empreender

Governo estuda linhas de crédito para empresas se adaptarem ao fim da escala 6×1

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O governo federal estuda criar linhas de crédito e programas de capacitação para apoiar empresas que enfrentarem dificuldades na adaptação ao fim da escala de trabalho 6×1. A informação foi anunciada nesta sexta-feira (16) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista à TV Band.

A proposta prevê financiamento para modernização de processos, investimentos em tecnologia e treinamento de trabalhadores. O objetivo é permitir que os estabelecimentos reorganizem suas atividades e mantenham a produtividade com a redução da jornada semanal.

“É possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito ou de capacitação para a inovação”, afirmou o ministro.

Segundo Durigan, a equipe econômica ainda vai avaliar quais setores serão mais afetados pela mudança e quais empresas precisarão de apoio financeiro. Pequenos negócios estão entre os segmentos que poderão receber atenção específica, inclusive por meio de parcerias com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O ministro lembrou que o governo já ampliou de R$ 250 mil para R$ 500 mil o limite de crédito disponível para pequenas empresas, incluindo operações de capital de giro. Ele explicou que novas modalidades de financiamento poderão atender tanto à adaptação ao fim da escala 6×1 quanto às mudanças decorrentes da reforma tributária.

“Já temos uma previsão de ter linhas de crédito específicas para essa transição, tanto da reforma tributária quanto do fim da jornada 6×1”, declarou.

A mudança na jornada de trabalho foi aprovada pelo Congresso Nacional e promulgada nesta sexta-feira. A nova regra estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.

Durigan afirmou que entre 68% e 70% dos empregos brasileiros já estão fora da escala 6×1. Para o ministro, a reorganização do trabalho poderá estimular investimentos em inovação e reduzir a rotatividade de funcionários.

O governo ainda não anunciou valores, taxas de juros ou prazos para as possíveis linhas de financiamento. Também não foi apresentada uma proposta de desoneração da folha de pagamento ou compensação direta aos empregadores.

A definição dos instrumentos de apoio dependerá da avaliação dos impactos da nova jornada sobre os diferentes setores da economia.

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