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Tecnologia

Vazamento expõe 370 mil conversas da Grok no Google

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Mais de 370 mil conversas de usuários com a Grok, inteligência artificial desenvolvida pela xAI de Elon Musk, ficaram acessíveis em mecanismos de busca como o Google, revelando informações pessoais e conteúdos sensíveis. A falha foi identificada após reportagem da Forbes, que apontou que documentos, planilhas e imagens compartilhadas com o chatbot passaram a ser exibidos publicamente sem que os usuários fossem notificados de que suas interações poderiam se tornar públicas.

O problema ocorre quando o usuário clica no botão de compartilhamento da plataforma. A ação gera um link exclusivo para dividir a conversa por e-mail ou mensagem, mas essas mesmas URLs também são indexadas por buscadores. Dessa forma, conteúdos que deveriam permanecer privados se tornaram acessíveis a qualquer pessoa. Entre as informações encontradas estão dados pessoais e até instruções da IA para atividades ilícitas, como a produção de drogas, armas e softwares maliciosos. Em um dos casos, a Grok chegou a apresentar um plano detalhado para o assassinato de Elon Musk.

As diretrizes da empresa proíbem o uso do sistema para finalidades que promovam danos graves à vida humana, incluindo o desenvolvimento de armas químicas, biológicas ou de destruição em massa. Apesar disso, o vazamento mostrou que tais conteúdos foram produzidos, compartilhados e tornados públicos pela própria plataforma.

Este não é o primeiro episódio em que um chatbot de grande porte expõe interações de usuários. No início de agosto, conversas do ChatGPT, da OpenAI, também apareceram no Google. Após críticas, a empresa alterou suas políticas de privacidade e declarou estar comprometida em reforçar medidas de segurança. No caso da Grok, até o momento a xAI não se pronunciou sobre o incidente.

A exposição coloca em debate a segurança dos sistemas de inteligência artificial e os riscos à privacidade de milhões de usuários. Especialistas destacam que a indexação de conversas em buscadores amplia as chances de uso indevido de dados pessoais, além de levantar questionamentos sobre a responsabilidade das empresas que desenvolvem e operam essas tecnologias.

Tecnologia

Startups usam inteligência artificial para transformar pequenos negócios no Brasil

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Trinta startups brasileiras participam de um programa nacional de aceleração voltado ao uso da inteligência artificial em micro e pequenas empresas. As soluções atendem setores como saúde, energia solar, crédito, indústria, varejo, contabilidade e comércio eletrônico, com foco na redução de custos, automatização de tarefas e aumento da produtividade.

O Scale IA terá duração de seis meses, com atividades previstas até outubro de 2026. A iniciativa reúne mentorias, encontros presenciais, apoio à validação de mercado e desenvolvimento comercial para empresas que usam a inteligência artificial como parte central de seus produtos.

O programa é realizado pelo Sebrae Startups em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás, além do apoio da Amazon Web Services e da NVIDIA. As participantes foram selecionadas em diferentes regiões do país.

Na saúde, as tecnologias buscam reduzir a burocracia e o tempo gasto com atividades administrativas. A MedSync, de Niterói, integra agenda, controle financeiro, codificação médica e gestão dos materiais usados em cirurgias. A empresa trabalha para diminuir retrabalho, falhas de cobrança e desperdícios em hospitais e clínicas.

A Ammi Tecnologia, de Cascavel, automatiza agendamentos, confirmações, cobranças e contatos com pacientes pelo WhatsApp. A Cliniconect, de Londrina, concentra prontuários, indicadores financeiros e outras ferramentas para clínicas de fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia e especialidades multidisciplinares.

Em São Paulo, a FonIA criou um prontuário inteligente para fonoaudiólogos. O sistema converte relatos clínicos em registros estruturados e reduz o período dedicado à documentação dos atendimentos.

Vendas, marketing e relacionamento com clientes também estão entre as áreas atendidas. A Lucy AI cria campanhas de divulgação para pequenas empresas, enquanto a Plugflow IA reúne atendimento por WhatsApp, gestão de clientes e automações comerciais em uma única plataforma.

A VendeAI Tecnologia usa agentes de inteligência artificial para conduzir vendas de produtos financeiros pelo WhatsApp. No Paraná, a SmartCRM IA combina captação de potenciais clientes, gestão do relacionamento e automatização do processo de vendas.

No setor de energia, a Draives digitaliza documentos e negociações envolvendo ativos elétricos. A Dectra utiliza drones, câmeras térmicas e inteligência artificial para localizar falhas em painéis solares e reduzir os custos de inspeção e manutenção de usinas fotovoltaicas.

Na indústria, a Node AIoT transforma máquinas e equipamentos em sistemas capazes de processar informações no próprio local, sem depender integralmente da computação em nuvem. A tecnologia combina inteligência artificial, internet das coisas e processamento de dados na borda da rede.

Outras soluções atendem escritórios contábeis, lojas virtuais, marketplaces e estabelecimentos comerciais. Há ainda plataformas voltadas a comerciantes de comunidades e periferias, com oferta de produtos, serviços, alimentação e imóveis em ambientes digitais.

A expansão dessas ferramentas ocorre enquanto a maior parte dos pequenos negócios ainda enfrenta dificuldades para avançar na digitalização. Um levantamento com 889 micro e pequenas empresas de Santa Catarina apontou que 81,6% permanecem nos níveis iniciais de maturidade digital.

O programa busca aproximar as tecnologias da rotina dos empreendedores e preparar as startups para ampliar as vendas, validar produtos e conquistar novos mercados. Metade das empresas selecionadas está em Santa Catarina, enquanto as demais estão distribuídas por estados como São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias.

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Tecnologia

Reino Unido anuncia proibição de redes sociais para menores de 16 anos

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O governo do Reino Unido anunciou nesta segunda-feira, 15 de junho, a proibição do acesso de menores de 16 anos às principais redes sociais, em uma tentativa de reduzir a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos nocivos, assédio online e mecanismos considerados viciantes. A medida foi apresentada como parte de uma ofensiva para conter os efeitos dessas plataformas sobre a saúde mental, o sono, o rendimento escolar e a convivência social dos jovens.

Pelo plano, redes como TikTok, Instagram, Facebook, X, Snapchat e YouTube ficarão impedidas de operar para usuários abaixo dessa faixa etária. Aplicativos de mensagens devem ficar fora da restrição. O pacote também prevê controles adicionais para transmissões ao vivo e para o contato de desconhecidos com menores, inclusive em ambientes de jogos online.

Ao anunciar a proposta, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que as redes sociais têm contribuído para ampliar a vulnerabilidade de crianças e adolescentes, expondo esse público a abusos e conteúdos perigosos. O governo britânico reconhece que a aplicação da medida exigirá mecanismos rígidos de verificação de idade e fiscalização sobre as plataformas, mas sustenta que a mudança é necessária diante do avanço do problema.

A proposta deve ser enviada ao Parlamento ainda neste ano, com previsão de entrada em vigor na primavera de 2027 no hemisfério norte. O anúncio coloca o Reino Unido entre os países que endureceram as regras para o uso de redes sociais por menores de idade, ampliando a pressão internacional sobre as empresas de tecnologia para reforçar a proteção digital de crianças e adolescentes.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Economia e Empreender

Sebrae leva ao Vale do Silício alerta sobre entrave da IA nas pequenas empresas

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O Sebrae afirmou nesta quinta-feira (21), durante a Google I/O, na Califórnia, que o principal desafio da inteligência artificial entre micro e pequenas empresas brasileiras deixou de ser o acesso às ferramentas e passou a ser a capacitação para usá-las de forma prática no dia a dia. A avaliação foi apresentada no painel “The Economic Engine: How AI is Driving Growth”, em meio ao debate sobre produtividade, competitividade e transformação digital dos pequenos negócios.

A leitura da instituição é que a IA já entrou no radar do empreendedor, mas ainda não virou rotina. Entre os donos de pequenos negócios no Brasil, 96% dizem conhecer essas ferramentas, mas só 46% as utilizam nas operações diárias. O dado sustenta a ideia de que o gargalo agora está menos na oferta de tecnologia e mais na capacidade de aplicação dentro das empresas.

O custo aparece como obstáculo secundário. Apenas 13% dos empresários apontam o preço das ferramentas como a principal dificuldade, enquanto 23% dizem não saber como adaptar a inteligência artificial ao próprio modelo de negócio. Na prática, o desafio migrou do acesso para a formação, a adaptação de processos e o uso estratégico da tecnologia na gestão.

O problema fica mais evidente quando a base digital dessas empresas ainda é limitada. Mais da metade dos pequenos negócios no país não opera com sistemas integrados de gestão, e só uma parte menor usa ferramentas estruturadas de relacionamento com clientes. Mesmo soluções já disseminadas, como o WhatsApp Business, seguem muitas vezes isoladas, sem conexão com dados, automação ou análise mais ampla da operação.

Sem essa estrutura mínima, o ganho prometido pela IA tende a ficar restrito a tarefas pontuais. A avaliação levada pelo Sebrae ao evento é que ferramentas generativas e recursos mais avançados exigem dados organizados e processos internos mais maduros para produzir resultado concreto em produtividade e competitividade.

A participação no encontro do Google também serviu para reforçar o peso das micro e pequenas empresas na economia brasileira. O segmento reúne 95% das empresas formais do país e responde por 30% do PIB. Ao levar esse diagnóstico ao centro do debate global sobre tecnologia, o Sebrae tenta posicionar os pequenos negócios não apenas como usuários tardios de inovação, mas como parte do núcleo da transformação digital.

A estratégia inclui ampliar a aproximação com grandes empresas de tecnologia e estimular startups que desenvolvem soluções adaptadas ao mercado brasileiro. A aposta é encurtar a distância entre o que é lançado nos grandes polos de inovação e o que efetivamente chega, com utilidade prática, ao cotidiano do empreendedor.

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