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Direto ao ponto

A busca por menos futuro e menos ajuda

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No contexto político atual, aqui no Acre, me faço questionamentos sobre o impacto real das ações dos políticos eleitos. Enquanto ouvimos deputados e senadores anunciando a liberação de recursos por meio de emendas parlamentares, com valores que parecem inimagináveis para mim, é difícil entender por que ainda enfrentamos problemas tão graves de infraestrutura, saúde, produção, segurança e tantos outros.

É irônico como a política, que deveria ser um instrumento de serviço público e melhoria social, muitas vezes se transforma em um palco de protagonismo pessoal e partidário. Discursos de “ajuda” são feitos, mas quem realmente se beneficia? Serão os eleitores necessitados ou os próprios políticos, ávidos por manter o poder?

É claro que há um problema de liderança quando as comunidades ainda esperam por soluções rápidas da política, em vez de uma gestão que realmente resolve os problemas de forma duradoura. O reconhecimento do que funciona e a continuidade de políticas eficazes muitas vezes são deixados de lado em favor da busca por visibilidade e do protagonismo.

Para construir um futuro sólido e inclusivo, é fundamental que os eleitores exijam mais do que simples promessas de “ajuda”. Transparência, prestação de contas e um compromisso com o bem-estar coletivo devem ser os pilares de qualquer liderança política responsável. O engajamento ativo da sociedade civil, o questionamento crítico e a busca por soluções colaborativas são essenciais para moldar um ambiente político onde os interesses da população prevaleçam sobre interesses individuais.

Ao refletirmos sobre o presente e o futuro do Acre, não é só criticar, mas também agir de forma prática e colaborativa. Precisamos transformar os desafios atuais em oportunidades reais de desenvolvimento humano e social, priorizando o que realmente importa agora: alimentação, trabalho, saúde, segurança e lazer. “Estou buscando menos futuro, menos ajuda“; cada decisão deve representar um passo concreto em direção a uma vida melhor para todos, aqui e agora.

Foto: Agência Brasil

Direto ao ponto

4,9% e em queda: desgaste, pressão urbana e bloqueios marcam momento da gestão Zequinha Lima

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A pesquisa não cria crise; ela apenas mede o tamanho dela.

A pesquisa A Tribuna/Data Control transformou em dado concreto uma percepção que já circulava entre a população de Cruzeiro do Sul: a gestão do prefeito Zequinha Lima aparece com apenas 4,9% de aprovação. Em meio ao desgaste, o prefeito intensificou agendas com lideranças estaduais, como a recente visita à vice-governadora Mailza Assis e ao prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, movimentos que indicam busca por reforço nas articulações políticas diante do cenário atual.

O que explica esse nível de desgaste? A resposta não exige interpretações complexas. Basta acompanhar o noticiário local e as redes sociais em 2026. Páginas de cobertura urbana, como a @noticias_do_juruaoficial, passaram a funcionar como termômetro do sentimento popular e expõem um ponto central da insatisfação: a distância entre as promessas anunciadas e a execução efetiva das obras, especialmente na área de infraestrutura urbana.

Nas redes sociais, moradores passaram a expor de forma recorrente a situação das vias urbanas, com registros de buracos em pontos estratégicos da cidade e críticas à manutenção baseada quase exclusivamente em operações paliativas. Nesse ambiente, a narrativa institucional perde força diante da experiência cotidiana da população.

Em fevereiro de 2026, a situação se agravou com a cheia do Rio Juruá. Após o nível atingir 11,89 metros, a prefeitura decretou Situação de Emergência nível II. Mais de 6.600 pessoas foram afetadas, especialmente nos bairros Miritizal e Várzea. O episódio reacendeu críticas recorrentes sobre a ausência de medidas estruturais permanentes para enfrentar o período de inverno amazônico, mantendo comunidades ribeirinhas e áreas periféricas em condição de vulnerabilidade.

A análise política, no entanto, precisa ir além da superfície. A baixa aprovação decorre exclusivamente de fatores locais ou também reflete mudanças no ambiente nacional de financiamento dos municípios? A mesma indagação foi levantada pelo cronista político Crica em sua coluna deste sábado, ao mencionar o impacto recente das decisões judiciais sobre a liberação de recursos federais.

Outro ponto sensível envolve a gestão das transferências especiais. Levantamento da organização Transparência Brasil, publicado em 7 de abril de 2025, apontou falhas no controle e na prestação de contas desses recursos. Segundo o relatório, de mais de R$ 9 milhões recebidos por Cruzeiro do Sul via emendas pix até julho de 2024, não havia registro de prestação de contas no sistema correspondente.

A ausência de prestação de contas produziu efeito direto. O município passou à condição de “Impedido” para receber novos repasses via transferências especiais. O bloqueio não decorre de fator externo, mas de pendências administrativas não regularizadas, o que mantém restrita a entrada de novos recursos mesmo diante de previsões orçamentárias já desenhadas.

A pesquisa não cria crise; ela apenas mede o tamanho dela. Em Cruzeiro do Sul, a conta entre promessa, execução e transparência chegou ao eleitor. E eleitor, quando sente no cotidiano aquilo que não vê nas entregas, costuma registrar sua opinião sem rodeios

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Direto ao ponto

Gladson vai ter que tomar Espinafre com Jambu para fazer Cabelo & Barba na eleição de 2026

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Mailza assume, Gladson sonha com o Senado e Márcio Bittar pega carona: a direita acreana tenta reeditar a Frente Popular — sem ter Jorge Viana nem Marina no elenco.

O Acre já viu esse filme. E, como toda reprise política, ele volta com elenco diferente, roteiro adaptado e a mesma ambição de sempre: fazer “cabelo e barba” — eleger governador e dois senadores numa tacada só. Foi assim – apenas uma vez – na era da Frente Popular, quando Jorge Viana surfava a reeleição, Marina Silva estava no auge simbólico das pautas ambientais e Geraldinho Mesquita – nenhum eleitor se lembra mais dele – completava a trinca vitoriosa. Deram certo. Elegeram os três. Depois, Geraldinho evaporou do mapa acreano como quem perde o voo e decide morar no espaço.

Agora, duas décadas depois, tenta-se reeditar a façanha com nova embalagem: Mailza para reeleição ao governo, Gladson Cameli para o Senado — se a Justiça deixar — e Márcio Bittar buscando a reeleição para o Senado sob a bênção do PL comandado por ele mesmo no estado. A coreografia aparentemente é vistosa. A música, nem tanto.

Mailza assume o governo em abril, herda a caneta e o carimbo. Gladson, com prestígio pessoal inegável, tende a ser um puxador de votos – pra ele – robusto caso confirme a candidatura ao Senado. Já Bittar entra na chapa com um objetivo cristalino: colar na máquina estadual para turbinar a própria sobrevivência política. A questão é que máquina pública não é Uber político — não aceita corrida compartilhada apenas por conveniência politica. A máquina vai onde o líder mandar. E esse líder – Gladson – não costuma dividir protagonismo em campanha.

A diferença estrutural entre ontem e hoje é brutal. Jorge Viana era um governador forte, centralizador de narrativa e dominava a base. Marina despontava como fenômeno nacional no Meio Ambiente. Havia coerência estratégica e densidade eleitoral. Hoje, a engrenagem é mais pragmática que orgânica. Gladson puxa para si. Mailza depende dele. Bittar depende de ambos — mas não necessariamente será carregado por eles.

O senador, aliás, cultiva um perfil curioso: representa o Acre, mas tem raízes familiares e empresariais fincadas no Mato Grosso. Vive entre Brasília e outras paragens. Se reeleito, tudo indica que manterá o estilo itinerante. O Acre, com ele, novamente, pode continuar como endereço secundário. A história, às vezes, não se repete como farsa; repete-se como tragédia.

Há ainda um detalhe logístico relevante: a máquina da prefeitura de Rio Branco dificilmente entrará inteira nesse arranjo. Tião Bocalom deve trilhar caminho próprio na disputa ao governo, e seu sucessor, Alysson, vai pedir voto para Bocalom e Gladson, condições já pactuadas com o atual prefeito da capital, mas não indica que moverá uma palha por Bittar. Pode até apoiar protocolarmente. Mas, em política, apoio protocolar e nada é a mesma coisa.

No fim, a chapa é vistosa no papel, rende tempo de televisão, produz fotografia de unidade e manchetes otimistas. Mas campanha não se faz só com desejo eleitoral. Se Gladson quiser mesmo se eleger e levar consigo o trio completo, vai precisar de mais que discurso — talvez de um espinafre temperado com jambu para ganhar força extra e sair carregando o peso do senador debaixo do braço. É isso nos faz lembrar Jorge Viana candidato ao senado suando bicas para tentar carregar Edvaldo para o senado em 2010, lembram? Terminou elegendo Petecão e o hoje deputado estadual Edvaldo terminou em quarto lugar atrás do ex-deputado João Correia, considerado na época um cavalo paraguaio.

Porque, sem tração real da máquina e sem engajamento visceral da base governista, Márcio Bittar corre o risco de ser o elo frágil da corrente. E no Acre, como já ensinou a história, basta um elo frouxo para a tal “façanha” virar apenas mais um experimento arrojado nas prateleiras da memória política.

Cabelo e barba? Só se o barbeiro for um mágico..

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Direto ao ponto

A “Verticalização” de Flávio Bolsonaro e o Dilema de Márcio Bittar no Acre

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A recente guinada na estratégia do Partido Liberal (PL), articulada por Flávio e Michelle Bolsonaro, de lançar candidatos próprios ao governo em todos os estados, caiu como uma bomba nos arranjos regionais. Se em estados como Minas Gerais e São Paulo a ordem é pressionar aliados, no Acre, ela tem potencial para implodir o “consórcio da direita” e colocar em rota de colisão os dois maiores expoentes do bolsonarismo local: o senador Márcio Bittar e o prefeito reeleito de Rio Branco, Tião Bocalom.

O Plano Nacional: “Palanque Puro-Sangue” A lógica de Brasília é clara. Para 2026, a família Bolsonaro não quer depender da boa vontade de governadores de outros partidos (como União Brasil ou PP) para fazer campanha presidencial. Flávio Bolsonaro defende a tese de que o PL precisa de “donos de palanque” leais, que defendam o 22 de ponta a ponta.

Essa diretriz favorece, naturalmente, quem tem votos e ambição executiva dentro do partido. No Acre, esse nome é Tião Bocalom.

O “Xadrez” de Márcio Bittar, até o mês passado, a tese defendida publicamente pelo senador Márcio Bittar era pragmática: o foco do PL em 2026 deveria ser eleger a maior bancada possível de senadores.

Por que Bittar dizia isso? Sobrevivência Política: Bittar é candidato à reeleição para o Senado. O cenário ideal para ele seria uma “grande aliança” de direita (PL + União Brasil + PP + Republicanos). Nesse cenário, o PL abriria mão da cabeça de chapa (o Governo) em troca de garantir a vaga de Senado na chapa majoritária de um favorito, como o senador Alan Rick (Republicanos) ou a atual vice, Mailza Cameli (PP).

Em uma aliança ampla, Márcio Bittar contaria com o apoio da estrutura do governo de Gladson Cameli e da rede de prefeitos do interior vinculados ao União Brasil e ao PP, ampliando sua base eleitoral e reduzindo os riscos na disputa pelo Senado.

O “Problema” Bocalom: Se o PL lança Bocalom ao governo, a aliança se desfaz. Bittar seria obrigado a concorrer ao Senado numa chapa “chapa pura” do PL, perdendo os votos dos eleitores de Alan Rick e Gladson Cameli, que teriam seus próprios candidatos ao Senado (o próprio Gladson é cotado para a outra vaga, além de nomes como Alan Rick se este não for ao governo, ou indicações do PP).

A nova ordem de Flávio Bolsonaro dá a Tião Bocalom exatamente o que ele precisava: legitimidade partidária para peitar os acordos de cúpula. Bocalom, reeleito prefeito e surfando na popularidade da capital, nunca escondeu o desejo de governar o estado. Com a benção de Flávio e Michelle, ele deixa de ser um “plano B” e vira a prioridade estratégica do partido.

Para o Acre, isso desenha um cenário de divisão da direita em 2026:

Chapa 1 (PL Puro): Bocalom (Governo) + Márcio Bittar (Senado).

Chapa 2 (União/PP/Republicanos/PL): Alan Rick ou Mailza (Governo) + Gladson Cameli (Senado).

O Tiro pode sair pela culatra? Para Márcio Bittar, a estratégia nacional pode ser um pesadelo tático. Ele corre o risco de ficar isolado numa chapa com Bocalom que, embora forte na capital, ainda enfrenta resistências no interior e em partes da classe política tradicional.

Se a tese de Flávio prevalecer, o PL do Acre deixará de ser um “partido de aluguel” para aliados e tentará voo solo. O risco? Dividir os votos da direita e abrir caminho para uma disputa mais acirrada do que o previsto, ou entregar o governo para o Republicanos enquanto o PL amarga uma derrota majoritária.

Resta saber se a fidelidade de Bittar a Bolsonaro falará mais alto que seu instinto de sobrevivência política, ou se ele tentará convencer Brasília de que, no Acre, o “buraco é mais embaixo”.

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