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Saúde

Acre apresenta um dos maiores índices de uso do SUS e tempo reduzido de espera por consultas

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O Acre registra um dos maiores percentuais de utilização do Sistema Único de Saúde (SUS) no país. De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 94% da população do estado é usuária do sistema público de saúde. O índice é o segundo maior do Brasil, atrás apenas de Roraima, que registra 95%.

O levantamento considera atendimentos de baixa, média e alta complexidade, incluindo serviços como vacinação, pré-natal, transplantes, tratamento de HIV e câncer.

Além da alta adesão, o Acre também se destaca pelos tempos de espera reduzidos em consultas médicas. Segundo informações do projeto Brasil em Mapas, com base em dados obtidos via Lei de Acesso à Informação junto ao Ministério da Saúde, o tempo médio de espera no estado foi de 43 dias em 2024, inferior à média nacional de 57 dias.

Alguns atendimentos apresentam prazos ainda menores. Na área de psicologia, o tempo médio de espera é de 16,5 dias. Em consultas de enfermagem, a espera média é de 3,2 dias. Para consultas com dermatologistas, o tempo registrado é de 19,2 dias. Na oncologia, a consulta com especialista ocorre, em média, em 29 dias, e a avaliação para cirurgia em 21,7 dias.

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O SUS foi criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado em 1990. Atualmente, cerca de 180 milhões de brasileiros utilizam o sistema em todo o país, o que corresponde a 84% da população.

Saúde

Vacinação contra covid completa cinco anos no Brasil, mortes caem, mas baixa cobertura mantém risco

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Cinco anos após o início da vacinação contra a covid-19 no Brasil, a pandemia foi encerrada, mas a circulação do vírus segue provocando internações e mortes, em um cenário marcado pela queda na adesão às doses e pela preocupação de especialistas com o risco de novas ondas. Em 2025, pelo menos 10.410 pessoas desenvolveram quadros graves após infecção pelo coronavírus e cerca de 1,7 mil morreram, segundo dados da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora casos de síndrome respiratória aguda grave, com registros ainda sujeitos a revisão por atraso na notificação.

Apesar da redução expressiva em relação aos anos mais críticos da pandemia, a cobertura vacinal está abaixo do esperado. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2025 foram distribuídas 21,9 milhões de doses aos estados e municípios, mas apenas 8 milhões foram aplicadas, o que representa menos de 40% do total. Desde 2024, a vacina contra a covid-19 integra o calendário básico para crianças, idosos e gestantes, além de esquemas específicos para grupos prioritários, como imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e pessoas com comorbidades, mas o cumprimento dessas recomendações enfrenta dificuldades em várias regiões do país.

O coordenador do Infogripe, Leonardo Bastos, afirma que o coronavírus continua entre os vírus respiratórios mais ameaçadores à saúde pública. “A covid não foi embora. De tempos em tempos a gente tem surtos e avalia constantemente se esses surtos crescem, se eles podem se transformar em uma epidemia. O que a gente vê hoje de número de casos e mortes ainda é algo absurdo. Mas, como a gente passou por um período surreal na pandemia, o que seria considerado alto acaba sendo normalizado”, disse. Para ele, a possibilidade de surgimento de novas variantes mantém o risco permanente. “A gente pode ter uma nova onda a qualquer momento com o surgimento de uma nova variante, que pode ser mais transmissível, infecciosa, e não tem como prever quando vai surgir essa nova variante. Por isso que é importante que a população sempre esteja em dia com a vacinação”, completou.

Os dados mais recentes mostram impacto direto da baixa cobertura. Em 2025, além das mortes, milhares de pessoas precisaram de hospitalização por complicações associadas à covid-19. A pesquisadora do Infogripe Tatiana Portella observa que o vírus ainda não demonstrou padrão sazonal definido, ao contrário da influenza, o que dificulta a previsão de períodos de maior circulação. No público infantil, o cenário é considerado preocupante. O painel público de vacinação indica que apenas 3,49% das crianças menores de 1 ano receberam a vacina em 2025, enquanto o Ministério da Saúde reconhece que os dados subestimam a cobertura real por não incluírem toda a faixa etária alvo, que vai até 5 anos.

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Mesmo com a redução de casos em comparação aos primeiros anos da pandemia, crianças pequenas seguem entre os grupos mais vulneráveis às complicações da doença, atrás apenas dos idosos. Entre 2020 e 2025, quase 20,5 mil casos de síndrome respiratória aguda grave foram registrados nessa faixa etária, com 801 mortes. Em 2024, foram 2.440 internações e 55 óbitos. Além disso, a covid-19 pode desencadear a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, que apresenta letalidade em torno de 7% dos casos. Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou cerca de 2,1 mil ocorrências dessa condição, com 142 mortes.

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, a principal razão para a baixa adesão é a diminuição da percepção de risco. “O ser humano é movido pela percepção de risco. O Brasil foi um dos primeiros países que atingiram uma cobertura maior de 80% para toda a população adulta. Mas quando a vacina chegou para as crianças, o cenário era outro, com menos casos, menos mortes e a percepção de risco tinha diminuído. Aí o antivacinismo começa a fazer efeito”, afirmou. Ela também destacou o papel dos profissionais de saúde na reversão desse quadro e criticou a disseminação de informações contrárias à imunização. “Infelizmente nós temos médicos renomados, que sempre defenderam as vacinas, agora dizendo que nem todas as vacinas. Por trás disso há muitos interesses, políticos, financeiros, de vários tipos”, disse.

Apesar da queda na procura, estudos seguem apontando a eficácia e a segurança dos imunizantes. O acompanhamento de 640 crianças e adolescentes vacinados com a CoronaVac em São Paulo indicou que apenas 56 foram infectados após a vacinação, sem registros de quadros graves. Entre 2022 e 2023, mais de 6 milhões de doses foram aplicadas em crianças no país, com poucas notificações de eventos adversos, em sua maioria leves, segundo o monitoramento do Ministério da Saúde.

Especialistas alertam que a combinação entre circulação persistente do vírus, baixa cobertura vacinal e possibilidade de surgimento de novas variantes mantém a covid-19 como um problema de saúde pública, com impactos diretos sobre o sistema de saúde e sobre grupos mais vulneráveis. A orientação das autoridades sanitárias é que pessoas incluídas nos grupos prioritários mantenham o esquema vacinal atualizado e que aqueles que ainda não receberam nenhuma dose procurem os serviços de saúde para iniciar a imunização, como forma de reduzir o risco de novos surtos e de óbitos evitáveis.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias

Governo federal inicia revisão das regras e do financiamento da rede de saúde mental do SUS

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O Ministério da Saúde instituiu um grupo de trabalho para revisar as diretrizes e as normas de custeio da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), estrutura do Sistema Único de Saúde responsável pelo atendimento a pessoas em sofrimento psíquico e com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, com prazo inicial de 180 dias para apresentação de uma proposta, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União em 6 de janeiro de 2026.

A revisão incidirá sobre as Portarias de Consolidação GM/MS nº 3 e nº 6, vigentes desde setembro de 2017, que organizam o funcionamento e o financiamento da Raps em todo o país. O grupo será formado por seis representantes do Ministério da Saúde, dois do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e dois do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A portaria também autoriza a participação de especialistas e representantes de órgãos e entidades públicas ou privadas como convidados, sem direito a voto. Ao final do prazo, as propostas deverão ser encaminhadas para análise da Comissão Intergestores Tripartite, instância que reúne União, estados e municípios para pactuação de políticas do SUS.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a criação do grupo integra ações de fortalecimento da política de atenção psicossocial e busca aprimorar a articulação entre os diferentes pontos de atenção da rede, a partir das necessidades dos territórios. Segundo a pasta, a medida reafirma o compromisso com o SUS e com uma política de saúde mental orientada pelos princípios da integralidade, da atenção em rede, do cuidado em liberdade e da gestão compartilhada entre os entes federativos.

O Conass avaliou a iniciativa como necessária, desde que sejam preservados os fundamentos da Lei nº 10.216, de 2001, marco da Reforma Psiquiátrica brasileira. O conselho apontou fragilidades na Raps, como a dificuldade de muitos municípios em custear a assistência psicossocial, a ausência de arranjos regionais que garantam esse tipo de atendimento e o subdimensionamento da saúde mental na atenção primária. A entidade também destacou novas demandas do período pós-pandemia, como o aumento de diagnósticos de autismo e outros transtornos mentais, a medicalização de crianças e adolescentes, o crescimento do uso de psicotrópicos pela população em geral, casos de violência nas escolas, jogos e apostas online e os agravos enfrentados pela população em situação de rua, além de impasses sobre o papel das comunidades terapêuticas.

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O Conasems informou que União, estados e municípios vêm debatendo desde o ano passado os componentes da Raps e os desafios enfrentados pelos gestores públicos para garantir serviços qualificados em saúde mental. De acordo com a entidade, as demandas relacionadas ao sofrimento psíquico tornaram-se mais complexas e exigem maior integração entre a rede de urgência e emergência, a atenção básica e a atenção hospitalar, além da necessidade de profissionais qualificados, articulação com outros setores e redução do estigma. O conselho também citou a insuficiência de profissionais capacitados e a dificuldade de atrair esses trabalhadores para regiões de difícil acesso, indicando que o grupo de trabalho deverá discutir melhorias considerando as diferenças entre os 5.570 municípios brasileiros.

Atualmente, a Raps oferece atendimento desde a atenção básica, por meio de Unidades Básicas de Saúde, equipes de Consultório na Rua e Centros de Convivência e Cultura, até a atenção psicossocial especializada, centrada nas diferentes modalidades de Centros de Atenção Psicossocial. A rede também inclui suporte a crises por meio de serviços de urgência e emergência, como SAMU e UPAs, além de atenção hospitalar em enfermarias especializadas em hospitais gerais, estratégias de desinstitucionalização, serviços residenciais terapêuticos e ações de reabilitação psicossocial voltadas à autonomia e à reintegração social dos usuários. A revisão das normas e do financiamento poderá impactar a organização desses serviços e a capacidade de resposta do SUS às demandas crescentes em saúde mental.

Fonte: Agência Brasil

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Saúde municipal leva atendimento odontológico a famílias acolhidas no Parque de Exposições em Rio Branco

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A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, no Parque de Exposições Wildy Viana, uma ação de atendimento odontológico e de saúde básica voltada às famílias acolhidas em razão das cheias, com serviços realizados por meio da van odontológica do programa Produzindo Sorrisos, coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, com o objetivo de garantir assistência imediata à população atingida.

No local, crianças e adultos passaram por procedimentos como limpeza, orientações de higiene bucal, escovação supervisionada, profilaxia, aplicação de flúor, restaurações e extrações. A estrutura itinerante também integrou atendimentos médicos e de enfermagem, incluindo triagem, aferição de pressão arterial, testes de glicemia, testes rápidos, consulta médica e acesso à farmácia, compondo um fluxo único de cuidado dentro do espaço de acolhimento montado no parque.

Entre as pessoas atendidas esteve a moradora da região da Habitasa, Ivanilse Costa, que já havia enfrentado outras situações de alagamento e, durante o acolhimento no Parque de Exposições, recebeu atendimento odontológico e passou por aferição da pressão arterial. “A água veio de surpresa, mas é a natureza. Agora estamos aqui com a família e aproveitamos a oportunidade desses atendimentos”, afirmou.

A coordenadora do atendimento itinerante de saúde no Parque de Exposições, Débora Coimbra, explicou que a ação reúne diferentes frentes da rede municipal para assegurar assistência completa às famílias acolhidas. “No Parque de Exposições, o atendimento de saúde ocorre de forma integrada, com triagem, aferição de pressão, teste de glicemia, testes rápidos, consulta médica, acesso à farmácia e atendimento odontológico por meio da van itinerante, o que garante assistência completa às famílias acolhidas pela Secretaria Municipal de Saúde”, disse.

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A dentista Ana Damasceno, responsável pelos procedimentos de saúde bucal, destacou o papel da unidade móvel no atendimento às comunidades com dificuldade de acesso aos serviços regulares. “Como dentista, vejo o quanto a van odontológica é fundamental no Parque de Exposições. Atuamos há mais de um ano levando atendimento a comunidades com dificuldade de acesso e, neste momento, facilitamos o serviço com atendimento imediato no local, mediante apresentação do cartão do SUS”, afirmou.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a presença da estrutura itinerante no espaço de acolhimento busca reduzir riscos à saúde em um contexto em que muitas pessoas chegam aos abrigos com problemas pré-existentes ou agravados, como hipertensão e diabetes, além de demandas odontológicas que exigem intervenção rápida. A expectativa é que a continuidade desse tipo de ação contribua para a prevenção de doenças e para a manutenção do acompanhamento básico de saúde enquanto durar o período de acolhimento das famílias afetadas pelas cheias.

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