O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Empreendedorismo e Turismo (Sete), e o programa REDD+ Early Movers (REM) marcarão presença na 50ª edição da ABAV Expo 2023, a maior feira de turismo da América Latina. O evento, organizado pela Associação Brasileira de Agências de Viagens, acontecerá de quarta-feira, 27, a sexta, 29, no Rio de Janeiro (RJ), reunindo destacadas personalidades do turismo do Brasil e do mundo.
A comitiva acreana incluirá agentes do turismo de base comunitária do Parque Nacional Serra do Divisor, Comunidade Croa, e representantes dos povos Puyanawa e Yawanawa. Gestores e equipes da Sete, do Programa REM, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SebraeAC), e da Cidade Publicidade também estarão presentes, trazendo projetos inovadores para o centro das atenções.
No estande do Acre, as cooperativas Cooperacre e Coopfarinha, bem como os empreendimentos Miragina, Florisa Vinhos da Amazônia, Cachaça Acreaninha, Artesanato Novo Crochê, Café Náuas, Farofa Gourmet e Casa do Artesão, apresentarão seus produtos.
De acordo com Marcelo Messias, gestor da Sete, a participação no evento é fundamental para promover os destinos turísticos do Acre, suas culturas indígenas, empreendimentos locais e a culinária regional. “Teremos um estande com muitos atrativos, apresentando o etnoturismo e as culturas indígenas, além de participar das rodadas de negócios. Também apresentaremos os principais pontos de turismo, como a Serra do Divisor e o Croa, com óculos 3D, em parceria com o Sebrae Acre e Cidade Publicidade, onde as pessoas poderão vivenciar como são essas localidades e os festivais indígenas com visão 360°. Vai ser bem bacana”, adianta Messias.
“Promoveremos nossos destinos, culturas e sabores na maior ABAV Expo 2023,” adianta Marcelo Messias, gestor da Sete
O turismo de base comunitária, apoiado pelo Programa REM, desempenha um papel essencial na preservação das florestas. Como destaca Bianca Marques, diretora de Empreendedorismo da Sete, “O programa REM visa fortalecer o turismo de base comunitária, que coloca a população como protagonista e apoia o modelo de sustentabilidade ambiental e social necessário para o desenvolvimento desses territórios”.
Um dos destaques da participação do Acre na ABAV Expo 2023 é o projeto “Acre360”, uma experiência inovadora que leva os espectadores a uma jornada virtual pela Amazônia. Utilizando óculos 360, os visitantes explorarão florestas, cachoeiras, rios e comunidades locais, com destaque para a subida do rio Moa em Mâncio Lima, chegando ao Parque Nacional da Serra do Divisor, conhecido por sua biodiversidade.
O projeto “Acre360” é uma criação da agência Cidade Publicidade e Propaganda, com produção executiva da Wave Produções, em resposta ao pedido das instituições SEBRAE – ACRE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre) e SEET (Secretaria de Estado de Empreendedorismo e Turismo) do Acre.
“Com o desafio tecnológico da Realidade Virtual, levaremos o Acre à ABAV Expo 2023 a pedido do SEBRAE e SETE. Será uma jornada emocionante!” Garante, Wagner Lucena, Cidade Publicidade e Propaganda.
Dirigida pelo publicitário Wagner Lucena, a Cidade Publicidade e Propaganda, tem 27 anos de atuação no mercado publicitário, enfatiza o desafio tecnológico e a oportunidade de apresentar as belezas naturais do Acre. “É gratificante poder participar desse projeto e levar um pouquinho do nosso Acre a eventos tão importantes como a ABAV Expo 2023”.
Wagner Lucena expressou sua alegria ao realizar este projeto audiovisual que descreve uma fascinante jornada desde a subida do rio Moa, em Mâncio Lima, no Acre, até o Parque Nacional da Serra do Divisor, uma área de incrível biodiversidade. A região é reconhecida por sua rica fauna e flora, oferecendo aos espectadores uma visão impressionante da diversidade natural do Acre.
Essa experiência única compartilha a beleza da Amazônia e destaca o Acre como um tesouro natural e cultural que merece reconhecimento e preservação. Através do uso de tecnologia e inovação, a Exposição Acre360 transporta os espectadores para as maravilhas do estado, promovendo o turismo sustentável e a conscientização ambiental, conforme enfatizado por Lucena.
A Prefeitura de Rio Branco lançou nesta sexta-feira, 24 de julho, o projeto “Meu Lugar no Mundo: Acreano de Coração, Brasileiro por Opção”, voltado ao ensino da história, da cultura e do patrimônio local aos estudantes da rede municipal. A apresentação ocorreu na Escola Municipal Monte Castelo, no bairro Apolônio Sales, com a participação de alunos, educadores, gestores públicos e representantes do setor turístico.
A iniciativa reúne as secretarias municipais de Educação e de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação. O objetivo é ampliar o conhecimento dos estudantes sobre as tradições, a gastronomia, a biodiversidade, a formação histórica e os pontos turísticos de Rio Branco.
Os conteúdos serão incluídos nas atividades escolares de forma transversal, principalmente nas disciplinas de História e Geografia. O planejamento também prevê visitas a parques, espaços históricos e atrações turísticas da capital, aproximando o currículo da realidade vivida pelos alunos.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, coronel Bino, afirmou que a valorização do patrimônio depende do conhecimento da população sobre as riquezas da cidade. A proposta é estimular desde a infância o cuidado com a história, a cultura e o meio ambiente de Rio Branco.
A secretária municipal de Educação, Kelce Nayra, explicou que as atividades dentro e fora das escolas devem fortalecer o sentimento de pertencimento entre as crianças. Os estudantes poderão relacionar os assuntos estudados em sala de aula com locais e elementos que formam a identidade cultural da capital e do Acre.
A representante dos guias de turismo, Ana Lúcia Cunha, afirmou que as visitas permitirão trabalhar diferentes áreas do conhecimento. Distâncias entre pontos da cidade, rios amazônicos, linguagem regional, ecologia, festas populares e episódios históricos poderão ser abordados durante os percursos.
O lançamento também recuperou a história da Escola Municipal Monte Castelo. A unidade foi criada para atender famílias de colonos assentadas na região durante a década de 1940. O nome faz referência à Batalha de Monte Castelo, vencida por soldados brasileiros na Segunda Guerra Mundial.
Com o projeto, a administração municipal pretende formar estudantes capazes de reconhecer, preservar e divulgar o patrimônio histórico, ambiental e turístico de Rio Branco, além de ampliar a educação patrimonial na rede pública de ensino.
O Tribunal Pleno Jurisdicional do Tribunal de Justiça do Acre rejeitou nesta sexta-feira, 24 de julho, o pedido de revisão criminal apresentado por um homem condenado por extorsão e extorsão mediante sequestro. A pena de 27 anos, 9 meses e 6 dias de prisão, em regime inicial fechado, foi mantida porque os desembargadores não encontraram erro judiciário nem irregularidades no cálculo da condenação.
A defesa alegou que a sentença teria sido baseada apenas em elementos reunidos durante a investigação policial, principalmente nas declarações de um corréu que mudou sua versão durante o processo. Também questionou a existência de provas sobre a autoria dos crimes, a dosimetria da pena e uma possível dupla punição pelo mesmo fato.
O colegiado rejeitou os argumentos. As informações obtidas na investigação foram confirmadas por provas apresentadas durante o processo, com direito ao contraditório e à ampla defesa. Policiais responsáveis pelo caso relataram a participação do condenado no planejamento da ação criminosa, além de outros elementos reunidos nos autos.
A mudança de versão do corréu durante o julgamento também não anulou as declarações anteriores, pois elas estavam acompanhadas de outras provas. A defesa sustentou ainda que o corréu possuía transtorno mental, mas não apresentou elementos concretos que comprovassem incapacidade para compreender os fatos ou prestar informações.
Os desembargadores também afastaram a ocorrência de “bis in idem”, expressão usada para a proibição de processar ou punir uma pessoa duas vezes pelo mesmo fato. Condenações diferentes podem ser consideradas separadamente para avaliar antecedentes criminais e reconhecer reincidência.
A aplicação do aumento da pena pelo uso de arma de fogo também foi mantida. Para o tribunal, a participação do condenado no crime permite a incidência da agravante, mesmo quando ele tenha atuado na fase de planejamento da ação.
A revisão criminal, prevista no artigo 621 do Código de Processo Penal, somente pode modificar uma condenação quando houver erro judiciário ou alguma das situações previstas em lei. O tribunal decidiu que o instrumento não pode ser usado apenas para uma nova análise de provas já examinadas durante o processo. O caso tramita sob o número 1000641-59.2026.8.01.0000.
A produção de cerveja sem glúten cresceu mais de 400% no Brasil em um ano e abriu novas possibilidades de negócio para microcervejarias. A expansão acompanha a procura por bebidas associadas à saúde, ao bem-estar e à qualidade dos ingredientes, além de atender consumidores com doença celíaca ou intolerância ao glúten.
O movimento também alcança pessoas sem restrições alimentares, mas interessadas em produtos diferenciados. Para as pequenas cervejarias, a mudança no comportamento do público permite ampliar o portfólio, alcançar novos consumidores e trabalhar com rótulos de maior valor agregado.
Um dos desafios é manter o sabor e as características sensoriais das versões tradicionais. A fabricação exige controle rigoroso dos processos para evitar contaminação, além do uso de técnicas e enzimas específicas para reduzir ou eliminar o glúten.
A Cervejaria Dádiva, de Várzea Paulista, em São Paulo, lançou em 2019 versões de IPA sem glúten e sem álcool. A empresa investiu nos novos rótulos após identificar a procura do público por opções mais inclusivas. A manutenção do sabor da bebida convencional passou a ser um dos principais atrativos para consumidores com ou sem restrições de saúde.
Em Porto Alegre, a Cervejaria Alcapone lançou em 2017 uma IPA sem glúten, apresentada como a primeira do estilo produzida no país, além de uma Premium Lager. A empresa ampliou o catálogo em 2025 com uma Red Ale sem glúten e mantém a estratégia concentrada na qualidade dos insumos e na criação de estilos diferentes das cervejas Pilsen encontradas em maior escala no mercado.
A expansão desse nicho ocorre enquanto o número total de cervejarias brasileiras permanece praticamente estável. O país encerrou 2025 com 1.954 estabelecimentos registrados, cinco a mais do que em 2024. São Paulo liderou o levantamento, com 452 cervejarias, enquanto o Rio Grande do Sul registrou 36 encerramentos.
O número de marcas de cerveja chegou a 56.170, crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior. As exportações também alcançaram o maior valor da série histórica, com US$ 218,3 milhões e superávit comercial de US$ 195 milhões. A bebida brasileira chegou a 77 países.
O avanço das cervejas sem glúten reforça a busca das microcervejarias por segmentos específicos em um mercado com crescimento limitado no número de estabelecimentos. A diversificação, o controle da produção e a capacidade de preservar sabor e qualidade devem definir quais empresas conseguirão transformar a mudança de consumo em vendas recorrentes.