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Saúde

Acre receberá mais de R$ 14,9 milhões em 2026 para atendimentos especializados no SUS

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O Ministério da Saúde destinou ao Acre mais de R$ 14,9 milhões para a execução do Programa Agora Tem Especialistas em 2026, conforme portarias publicadas no fim de dezembro no Diário Oficial da União, que redefinem os limites financeiros do programa em todo o país e estabelecem as regras para o custeio de atendimentos ambulatoriais e cirúrgicos no Sistema Único de Saúde. Os recursos têm como objetivo ampliar e manter a oferta de consultas, exames e procedimentos especializados no estado ao longo do próximo ano.

As normas publicadas são as Portarias GM/MS nº 9.809 e nº 9.810, que tratam do financiamento da média e alta complexidade no SUS. A Portaria nº 9.809/2025 redefine o limite financeiro nacional do componente ambulatorial do programa em R$ 2,34 bilhões, valor que será distribuído entre estados, Distrito Federal e municípios com base em estimativas populacionais do IBGE e do Tribunal de Contas da União para 2025. O texto também determina que cada unidade da Federação destine pelo menos 20% dos recursos recebidos especificamente para a atenção ambulatorial.

Para o Acre, o anexo da portaria fixa em R$ 7.324.341,00 o limite financeiro do componente ambulatorial em 2026. A definição de quanto caberá ao governo estadual e aos municípios deverá ser pactuada na Comissão Intergestores Bipartite, instância responsável por acordar a divisão dos recursos e acompanhar a execução das ações financiadas pelo programa no estado.

Já a Portaria GM/MS nº 9.810/2025 estabelece o limite global de R$ 3,6 bilhões para custear, em nível nacional, os componentes ambulatorial e cirúrgico do Programa Agora Tem Especialistas no próximo ano. Considerando a população estimada do Acre em 884.372 habitantes, o valor total previsto para o estado chega a R$ 14.917.644,69. Segundo o Ministério da Saúde, esses recursos deverão ser aplicados na ampliação da capacidade de atendimento especializado, integrando serviços ambulatoriais e hospitalares da rede pública.

As portarias também definem critérios para a liberação dos valores. Os recursos somente poderão ser utilizados mediante comprovação da produção assistencial nos sistemas oficiais do SUS, como o Sistema de Informação Ambulatorial e o Sistema de Informação Hospitalar. Além disso, os gestores estaduais e municipais só estarão autorizados a iniciar a execução dos recursos de 2026 após a utilização integral dos valores repassados em 2025. O texto prevê ainda que o Ministério da Saúde poderá remanejar recursos entre unidades da Federação em casos de baixa execução, como forma de garantir o uso integral do orçamento disponível, com a prestação de contas registrada no Relatório Anual de Gestão de cada ente federativo.

As medidas são assinadas pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e integram a estratégia do governo federal de reforçar o financiamento da assistência especializada no SUS, com a expectativa de ampliar o acesso da população acreana a consultas, exames e procedimentos ao longo de 2026, conforme as diretrizes estabelecidas pelo programa.

Ciência

IBGE inicia Pesquisa Nacional de Saúde 2026 em 140 mil domicílios

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística iniciou a coleta da Pesquisa Nacional de Saúde 2026, realizada em parceria com o Ministério da Saúde. Cerca de 1,8 mil entrevistadores visitarão, até 30 de novembro, aproximadamente 140 mil domicílios em todos os estados para levantar dados sobre as condições de saúde da população brasileira e orientar políticas públicas.

A pesquisa vai reunir informações sobre hábitos de vida, doenças crônicas, acesso a tratamentos, uso dos serviços de saúde e fatores relacionados à qualidade de vida. Os resultados serão usados no planejamento de ações do Sistema Único de Saúde, na avaliação de programas governamentais e no acompanhamento de metas nacionais e internacionais.

Além das entrevistas, moradores selecionados poderão passar por medições de pressão arterial, peso e altura. Um integrante com 15 anos ou mais será escolhido aleatoriamente em cada domicílio para responder ao questionário individual e participar das avaliações físicas.

A edição de 2026 também terá exames gratuitos de sangue e urina. Entre julho e outubro, de 15 mil a 20 mil moradores com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas, serão convidados a participar dessa etapa. A adesão será voluntária e os participantes receberão os resultados dos exames.

As análises incluem hemograma, colesterol, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio, potássio e sorologia para Chikungunya. Também será investigada a presença de metais pesados, como chumbo e mercúrio. Os dados permitirão avaliar doenças crônicas, alterações metabólicas, função renal e exposição a contaminantes ambientais.

O questionário aborda diabetes, hipertensão, colesterol alto, saúde mental, saúde bucal, alimentação, atividade física, consumo de álcool, tabagismo, acidentes, violência, deficiência, planos de saúde e atendimento médico. Também serão pesquisadas doenças transmissíveis, como dengue e Chikungunya, além das condições de saúde de mulheres e idosos.

As informações fornecidas pelos moradores serão mantidas em sigilo. Os entrevistadores devem apresentar crachá, uniforme institucional e equipamento eletrônico de coleta. A identidade do profissional pode ser confirmada pelo telefone gratuito 0800 721 8181, com atendimento de segunda-feira a sábado, das 8h às 21h30, no horário de Brasília.

Esta será a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde. As anteriores foram realizadas em 2013 e 2019. A comparação dos levantamentos permitirá acompanhar as mudanças no perfil de saúde dos brasileiros e identificar diferenças entre regiões e grupos da população.

Fonte e foto: Agência Brasil.

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Saúde

Anvisa manda apreender lotes falsificados do Mounjaro no Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou nesta sexta-feira (10) a apreensão de unidades falsificadas do Mounjaro em circulação no país, após a identificação de produtos com características diferentes das versões originais. A medida atinge apresentações de 10 mg e 15 mg e proíbe a comercialização, a distribuição e o uso dos itens irregulares.

A decisão envolve o Mounjaro 10 mg do lote 855044 e o Mounjaro 15 mg dos lotes D880403, MJR 257 e D854901. As irregularidades encontradas incluem lotes não reconhecidos pela fabricante, número de série incompatível, dispositivo de aplicação fora do padrão original e erro de grafia na rotulagem.

Nos lotes D880403 e D854901, a proibição vale apenas para as unidades falsificadas já identificadas. As unidades autênticas desses mesmos lotes, fabricadas regularmente pela empresa responsável pelo registro, não foram alcançadas pela medida.

A Anvisa também proibiu a venda, a fabricação, a distribuição, a propaganda e o uso de produtos sem registro, notificação ou cadastro no país. A decisão inclui itens comercializados por empresas sem autorização de funcionamento para fabricar medicamentos.

Entre os produtos alcançados estão Dia Forte Lótus Nutri, Tribulus Terrestris com Maca Natumix, Amora Branca Natumix, Sucupira Natumix, Espinheira Santa Natumix, Mounjaro Natumix, Ora Pro Nóbis Natumix e Ozempic Natural Natumix. A lista também inclui produtos das marcas Je’s e Mega Viril Lótus Nutri.

A medida preventiva busca retirar do mercado produtos sem comprovação sanitária e impedir que medicamentos falsificados cheguem aos consumidores. A venda, o anúncio ou a distribuição desses itens pode sujeitar empresas, pessoas físicas e veículos de divulgação às ações de fiscalização sanitária.

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

Vacina contra VSR reduz internações de idosos em 75%, aponta estudo

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A vacinação contra o vírus sincicial respiratório reduziu em 75,6% as hospitalizações de idosos pela doença, em análise feita nos Estados Unidos com dados de mais de 2,5 milhões de pessoas entre agosto de 2023 e maio de 2024. O levantamento comparou cerca de 520 mil vacinados com o imunizante Arexvy e 2 milhões de não vacinados, após ajustes estatísticos.

Entre os vacinados que precisaram de internação após a infecção, houve queda de 63,1% em problemas cardiovasculares graves, como infarto e AVC. O grupo também teve menor risco de agravamento de comorbidades como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e doença renal.

Durante os nove meses avaliados, a vacinação também esteve associada a 79,1% menos internações graves e 66,8% menos mortes. Os dados reforçam o impacto do VSR em pessoas mais velhas, grupo em que a infecção pode evoluir para quadros respiratórios graves e descompensar doenças já existentes.

O VSR é mais conhecido por causar bronquiolite em bebês, mas também atinge idosos com maior risco de complicações. Com o envelhecimento, a resposta imunológica perde eficiência, o que aumenta a chance de evolução para casos graves. O vírus pode desencadear uma resposta inflamatória no organismo e agravar problemas cardíacos, pulmonares e metabólicos.

No Brasil, dados da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz, mostram que o VSR respondeu por 38,1% dos casos e 11,5% das mortes por síndrome respiratória aguda grave com diagnóstico confirmado para alguma infecção viral no primeiro semestre deste ano. Os idosos aparecem como o segundo grupo mais afetado, atrás das crianças de até 2 anos.

A circulação do vírus cresce nesta época do ano. Em junho, os casos graves de VSR passaram de 50% entre os episódios de síndrome respiratória aguda grave confirmados por vírus respiratório.

No Sistema Único de Saúde, a vacinação contra VSR está disponível para gestantes, com o objetivo de proteger recém-nascidos nos primeiros meses de vida. Para adultos, imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária estão disponíveis na rede privada.

A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda a vacina como rotina para pessoas a partir de 70 anos. Também há recomendação para adultos de 50 a 69 anos com fatores de risco para doença grave, como cardiopatias, doenças pulmonares, diabetes, obesidade, doenças renais, doenças hepáticas, imunossupressão, fragilidade, acamamento ou residência em instituições de longa permanência.

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