Com atuação desde 2015, o Aprendiz Cooperativo, programa executado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Acre (Sescoop/AC), já capacitou em torno de 100 jovens para o mercado de trabalho.
O programa visa a qualificação de jovens de 14 a 24 anos com aulas teóricas de Cidadania e Trabalho, Linguagem e Comunicação, Empreendedorismo, Informática, Cooperativismo, Matemática Comercial Financeira, Formação Humana e Científica, Introdução à Administração, Auxiliar Administrativo, e Apresentação para o Mercado de Trabalho, e também aulas práticas nas cooperativas três vezes por semana.
De acordo com o Superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB/AC), Émerson Gomes, o programa é uma oportunidade para que esse jovens conheçam o cooperativismo e recebam qualificação para o mercado de trabalho.
“O programa é um sucesso, já são quase 100 jovens que passaram pelo Aprendiz Cooperativo no Acre, grande parte deles foi absolvida pelo mercado de trabalho, hoje os maiores contratantes dessa mão de obra qualificada é a Unimed e a Cooperacre, comentou.
Lei do Menor Aprendiz
A lei n• 10.097/2000 estabelece que empresas de médio e grande porte devem contratar jovens com idade entre 14 e 24 anos como aprendizes. O contrato de trabalho pode durar até dois anos e, durante esse período, o jovem é capacitado na instituição formadora e na empresa, combinando formação teórica e prática.
Aprendiz Cooperativo
A Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, com um olhar de futuro no aprendizado de jovens e adolescentes, desenvolveu o Programa Aprendiz Cooperativo com o propósito de facilitar o ingresso de jovens no mercado de trabalho sem comprometer os seus estudos, este programa atende ao quinto princípio do cooperativismo: “Educação, Formação e Informação”.
Carpegiane Brito, Administrador de Empresas e professor Universitário, ministra aulas sobre Novas Tecnologias no Programa Aprendiz Cooperativo do Sescoop Acre, explica que o objetivo é disseminar a cultura cooperativista nos estudantes e prepara-lós para o mercado de trabalho.
“As aulas são bem dinâmicas, interativas, nelas ensinamos os valores e princípios do cooperativismo em todas as disciplinas. Além das aulas teóricas ministradas duas vezes por semana na instituição, eles também tem a parte prática nas cooperativas nos outros três dias da semana, o resultado tem sido o melhor possível, eles se envolvem mesmo e são muito dedicados”, pontou.
Para Renatiely Alves, aluna do programa, a teoria abre visão para o cooperativismo, a qual não possuía antes. “O aprendizado vai contribuir para a minha vida profissional e para a minha vida porque o cooperativismo não se resume apenas na parte social e sim na contribuição humana de valores com pessoas de igual para igual”, ressaltou.
Lúcio Moreira que também é aluno do curso que está em andamento este ano, ressalta que os princípios do cooperativismo servem de ensinamentos para a vida. “Hoje, eu entendo que o melhor meio de trabalho é através do cooperativismo, que ajuda tanto no nosso meio profissional, quanto na formação do nosso caráter”, enfatizou.
Saiba como participar
Para participar do programa o jovem deverá estar na faixa etária de 14 a 24 anos, matriculado e frequentando a escola regularmente. As cooperativas demandam o Sistema OCB/ Sescoop Acre quanto à necessidade de formação do jovens e a instituição procede com a formação da turma e capacitação.
A Justiça liberou o retorno de ônibus da Ricco Transportes ao sistema de transporte coletivo de Rio Branco após uma disputa contratual entre empresas privadas retirar veículos de circulação e afetar a oferta do serviço na capital. Nesta sexta-feira (17), 28 ônibus começaram a ser reincorporados à operação, e a expectativa é que as linhas voltem gradualmente à normalidade até segunda-feira.
A medida foi viabilizada após atuação da Procuradoria-Geral do Município em Brasília. Durante a negociação, a Prefeitura realizou um depósito judicial para permitir a volta dos veículos enquanto o conflito contratual continua em análise pela Justiça. O valor do depósito não foi informado.
Com os ônibus novamente à disposição do sistema, a gestão municipal espera ampliar a oferta de coletivos e reduzir os transtornos enfrentados pela população nos últimos dias. A crise atingiu passageiros que dependem do transporte público para deslocamentos diários ao trabalho, à escola e a serviços essenciais.
O superintendente da RBTrans, Marcos Roberto da Silva Coutinho, afirmou que uma equipe emergencial foi montada para acompanhar a situação e buscar uma solução que preservasse o atendimento aos usuários. “A Prefeitura mediou a negociação entre as empresas e garantiu a liberação da frota apreendida, permitindo a retomada da normalidade no transporte”, disse.
Coutinho também afirmou que a nova empresa responsável pelo transporte coletivo deve começar a operar em aproximadamente 60 dias. A previsão é que a futura operadora disponibilize 120 ônibus para atender os usuários do sistema.
O representante da Ricco Transportes, Leonardo Frederico, disse que a população já deve perceber melhora no serviço a partir desta sexta-feira. “É uma coisa de cada vez, mas a gente resolveu boa parte dos problemas, dos conflitos. Agora, a população, a partir de hoje, já vai notar a diferença e, na segunda-feira, já vai poder ver a normalidade”, afirmou.
A regularização completa ainda deve ocorrer de forma gradual, conforme os veículos liberados retornem às linhas e os ajustes operacionais sejam concluídos.
O Tribunal Pleno Administrativo do Tribunal de Justiça do Acre aprovou, por unanimidade, em Rio Branco, a minuta de um anteprojeto de lei que garante a estagiárias e estagiários do Judiciário acreano o direito ao afastamento por maternidade, paternidade e adoção. A proposta mantém o pagamento da bolsa-estágio durante a licença e seguirá para análise da Assembleia Legislativa do Acre.
A medida beneficia estudantes do ensino médio, da graduação e da pós-graduação que atuam no TJAC. Durante o período de afastamento, a bolsa deverá ser paga integralmente, sem descontos e sem mudança na natureza educativa do estágio.
O anteprojeto foi elaborado para suprir uma lacuna da legislação atual. A Lei do Estágio não assegura automaticamente licença-maternidade ou licença-paternidade a estagiários, porque o contrato de estágio não cria vínculo empregatício.
A proposta também leva em conta discussões em andamento no Congresso Nacional e decisões recentes do Supremo Tribunal Federal sobre proteção à parentalidade de estudantes. A minuta tem três artigos, com disposições gerais, regras de aplicação e vigência.
A decisão foi tomada no Processo Administrativo nº 0102114-42.2025.8.01.0000, relatado pelo desembargador Júnior Alberto. O julgamento foi presidido pelo desembargador Laudivon Nogueira e contou com a participação dos desembargadores Samoel Evangelista, Roberto Barros, Denise Bonfim, Francisco Djalma, Regina Ferrari, Júnior Alberto, Elcio Mendes e Nonato Maia.
Com a aprovação pelo Tribunal Pleno Administrativo, o texto ainda precisa passar pela Assembleia Legislativa do Acre antes de virar lei.
A ApexBrasil vai lançar em agosto um plano de R$ 130 milhões para ampliar os destinos das exportações brasileiras e reduzir os efeitos da tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos do país. A medida foi apresentada nesta sexta-feira, 17, em Brasília, após a confirmação da nova taxação norte-americana, que passa a valer em 22 de julho.
O plano será executado em parceria com 57 setores econômicos e deve atender 2,4 mil empresas exportadoras apoiadas pela agência. A estratégia mira mercados com maior potencial de crescimento e menor dependência das compras dos Estados Unidos, hoje um dos principais destinos dos produtos brasileiros.
Entre as prioridades estão a União Europeia, países da Associação de Nações do Sudeste Asiático, como Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã, além de mercados da Ásia Central, entre eles Cazaquistão e Uzbequistão. A avaliação da ApexBrasil é que esses países têm crescimento econômico mais acelerado, população jovem e demanda por produtos que o Brasil já vende ao exterior.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirmou que a agência já trabalha na abertura de novos destinos desde as primeiras tarifas impostas pelos Estados Unidos. “A expansão para outros mercados a gente já faz. O que a gente vai trabalhar agora é a diversificação. É um novo olhar sobre novas oportunidades a partir de um novo cenário do comércio internacional”, disse.
A tarifa adicional foi confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que alegou práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil. O governo brasileiro rejeita a justificativa e trata a medida como política.
Os produtos atingidos pela nova taxação somaram US$ 7,2 bilhões em vendas aos Estados Unidos em 2025. No total, o Brasil exportou US$ 38 bilhões para o mercado norte-americano no ano passado. Durante as negociações, a lista de produtos isentos passou de 615 para 699 itens, o que elevou o valor livre da tarifa de US$ 20,6 bilhões para US$ 22,8 bilhões.
No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram cerca de US$ 2,6 bilhões. No mesmo período, houve aumento de US$ 3,1 bilhões nas vendas para a Europa, de US$ 2,5 bilhões para a Índia e de US$ 10,5 bilhões para a China.
A ApexBrasil também vê nas negociações do Mercosul com Índia, Japão e Canadá uma chance de acelerar a redistribuição das vendas externas. A agência afirma que 72% das empresas apoiadas que exportam para os Estados Unidos acrescentaram pelo menos um novo destino entre junho de 2025 e maio de 2026.
A diversificação deve ocorrer em ritmos diferentes, conforme o setor e o mercado de destino. Em alguns casos, a entrada pode ser mais rápida. Em outros, será necessário criar demanda para produtos brasileiros ainda pouco conhecidos no exterior, como determinados tipos de rochas ornamentais.
Müller afirmou ainda que o Brasil tem sido procurado por outros países como fornecedor estável e destino de investimentos. Em 2025, o país recebeu US$ 77 bilhões em investimentos estrangeiros, ficou na quinta posição mundial entre os maiores receptores e teve crescimento de 22% na atração de recursos.