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Banco de alimentos recebe produtos da agricultura familiar pelo Programa PAA

Entrega fortalece a segurança alimentar e o protagonismo feminino na agricultura familiar

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A Cooperativa de Produtores e Produtoras da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Polo Geraldo Fleming (Coopaf), realizou a primeira entrega de produtos da agricultura familiar, como banana, mamão, mandioca, limão, hortaliças, entre outros, adquiridos via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para o Banco de Alimentos de Rio Branco, esta semana.

Na ocasião, o presidente da Coopaf, Jozinete Lima, falou sobre a importância dessa primeira entrega de produtos da agricultura familiar para o PAA. “É uma grande alegria para nós, pois esperamos um ano e seis meses por este programa, que voltou com força total no governo Lula, através da Conab aqui no Acre. Para nós, produtores que estamos no meio do campo, o PAA é essencial devido à garantia de venda da produção. Entregamos e recebemos sem problemas, a grande novidade é que 80% dos participantes do nosso programa são mulheres, mostrando a importância delas na liderança das famílias”, disse.

Segurança alimentar e nutricional e fortalecimento do cooperativismo

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA,) criado por lei em 2003, possui duas finalidades básicas: promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar. O presidente do Sistema OCB do Acre, Valdemiro Rocha, que acompanhou a entrega de produtos da Coopaf no Banco de Alimentos, ressaltou o apoio à agricultura familiar através do programa do governo federal, que destinou R$ 15 milhões para a execução no Acre.

“Com o presidente Lula, o governo federal aportou no Acre em torno de 15 milhões de orçamento para garantir a compra da produção da agricultura familiar e garantir que aqueles que precisam se alimentar, aqueles que estão em insegurança alimentar, possam ter acesso a alimentos nutritivos, naturais, produzidos pelos agricultores familiares aqui do Estado. E isso fortalece também o cooperativismo, a produção rural, uma comercialização mínima daquilo que o agricultor familiar produz aqui”, disse o presidente da OCB no Acre.

Sobre o PAA

O PAA é uma iniciativa do governo federal brasileiro que visa fortalecer a agricultura familiar e combater a fome e a desnutrição. O programa compra alimentos produzidos pela agricultura familiar com recursos públicos e os destina para pessoas em situação de vulnerabilidade social, como famílias em extrema pobreza, instituições de assistência social, escolas públicas, entre outros. Além de garantir renda para os agricultores familiares, o PAA contribui para a segurança alimentar e nutricional da população mais carente.

Mulheres são prioridade no PAA

Produtora rural e moradora do Polo Geraldo Fleming, a sócia da Coopasf, Fabrícia Gomes, destacou o novo formato do PAA, que tem como prioridade as mulheres agricultoras, que promove a participação e protagonismo feminino e reconhece o papel importante que as mulheres desempenham no setor.

“Eu estou entregando para o PAA já tem três anos com regularidade, a cooperativa está me ajudando bastante, abrindo as portas. Faço parte do PAA Mulher, que valoriza as mulheres que trabalham na agricultura familiar, ajudando na renda familiar e nos dando dignidade, além de ajudar outras pessoas com a entrega dos produtos, fico feliz de produzir e vender”, disse.

Banco de Alimentos

O Banco de Alimentos é uma unidade do município ligada à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), que atua como recebedora e distribuidora de alimentos, como parte da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Atualmente 75 entidades estão cadastradas no Banco de Alimentos de Rio Branco, que fazem trabalho social e atuam para minimizar a insegurança alimentar e o combate à fome.

A coordenadora do Banco de Alimentos, Sergiane Costa, explicou o processo de cadastramento de entidades que atuam no combate à fome e a distribuição desses alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

“Atualmente nós temos 75 entidades cadastradas, existe alguns critérios para que elas estejam cadastradas no Banco de Alimentos, elas também precisam estar inscritas no Conselho Municipal de Assistência Social, porque é para identificar que é uma unidade, é uma entidade que faz um trabalho sério, para poder ter essa garantia de que o alimento vai realmente chegar para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Temos esse incentivo da agricultura familiar que chega a milhares de pessoas que realmente necessitam, é através do PAA que essa população recebe alimentos de qualidade”, salientou.
 
Texto: Andréia Oliveira e Amanda Oliveira Fotos: Luã Braga e Andréia Oliveira

Economia e Empreender

Rio Branco recebe Inova Amazônia Summit 2026 em setembro

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Rio Branco vai receber, entre os dias 17 e 19 de setembro, a quarta edição do Inova Amazônia Summit, encontro que reúne empreendedores, startups, pesquisadores, investidores e representantes dos setores público e privado em torno da bioeconomia e da inovação na Amazônia Legal. O evento será realizado no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac) e terá participação gratuita.

Com o tema “Da floresta ao mercado global: a inovação que nasce na Amazônia”, a edição de 2026 terá como foco a transformação da biodiversidade amazônica em negócios, produtos e soluções capazes de combinar geração de renda, desenvolvimento econômico e conservação dos recursos naturais.

Durante os três dias de programação, o público terá acesso a palestras, painéis, apresentações de startups, rodadas de negócios e encontros com investidores, empresas e instituições de pesquisa. A proposta é aproximar quem desenvolve soluções na Amazônia de quem pode financiar, incorporar ou ampliar essas iniciativas no mercado.

A realização no Acre ocorre depois de uma edição que movimentou Macapá, no Amapá, em 2025. O encontro anterior reuniu cerca de 7 mil participantes, 75 palestrantes, 35 painéis e 120 expositores. As rodadas e conexões comerciais realizadas durante o evento resultaram em aproximadamente R$ 800 mil em negócios.

A edição deste ano amplia a atenção sobre o papel da bioeconomia como alternativa para transformar recursos e conhecimentos da região em atividade econômica. Startups, pesquisadores e empreendedores ligados à biodiversidade estarão entre os públicos do encontro, ao lado de investidores e representantes de grandes empresas interessados em projetos desenvolvidos na Amazônia.

Além da exposição de produtos e soluções, o Summit terá espaço para negociações e formação de parcerias. A intenção é aproximar negócios em diferentes estágios de desenvolvimento de possíveis compradores, financiadores e instituições capazes de apoiar a expansão dos projetos.

Apesar da proximidade do evento, a programação detalhada ainda está em construção. Até esta segunda-feira (17), os horários, as trilhas de conteúdo e os nomes dos palestrantes da edição de 2026 ainda não haviam sido divulgados. As inscrições, no entanto, já estão abertas.

O encontro também coloca o Acre na rota de eventos nacionais voltados à inovação em 2026. Na agenda do setor, o Inova Amazônia Summit ocorre depois do Startup Summit, marcado para o fim de agosto, em Florianópolis, e antes do ELI Summit, previsto para novembro, em Londrina.

Ao trazer o evento para Rio Branco, o Acre passa a receber durante três dias representantes de diferentes áreas envolvidas na construção de negócios ligados à floresta, desde pesquisa e tecnologia até financiamento, comercialização e expansão de empresas.

O Inova Amazônia Summit 2026 será realizado presencialmente nos dias 17, 18 e 19 de setembro, no Centro de Convenções da Ufac, em Rio Branco. A participação é gratuita e exige inscrição prévia.

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Economia e Empreender

Mais da metade das mulheres no Brasil sofre impacto das bets, aponta pesquisa

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Mais da metade das mulheres brasileiras tem contato direto com os efeitos das apostas online. Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (17) mostra que 42% já apostaram ou continuam usando plataformas de bets, enquanto outras 12% nunca jogaram, mas são afetadas pelas apostas de parentes ou amigos. Com isso, 54% das mulheres aparecem entre apostadoras e pessoas atingidas pelo comportamento de alguém próximo.

Entre as entrevistadas, 20% afirmaram que ainda fazem apostas online, com diferentes frequências. Outras 22% disseram que já apostaram, mas abandonaram a prática. O levantamento foi realizado entre junho e agosto de 2026 e reuniu dados sobre o comportamento de homens e mulheres em diferentes regiões do país.

A presença de filhos aparece como um dos fatores que diferenciam o perfil das apostadoras. Mulheres com filhos apostam cerca de 1,6 vez mais do que aquelas sem filhos. Do total de mulheres que fazem apostas, 72% são mães.

O comportamento também varia quando observado o recorte racial. Entre as mulheres pardas, 45% disseram que apostam ou já apostaram. O percentual foi de 39% entre as brancas e de 37% entre as pretas.

Para parte das mulheres, as apostas entram na rotina como tentativa de conseguir dinheiro para despesas familiares. Pagamento de contas, compra de alimentos, material escolar e gastos com os filhos aparecem entre as razões para buscar as plataformas. O jogo, nesses casos, deixa de ser tratado apenas como entretenimento e passa a ocupar espaço na administração do orçamento doméstico.

O uso das plataformas também ocorre de forma escondida dentro de algumas famílias. Entre as apostadoras, 30% costumam jogar principalmente à noite ou de madrugada. Entre os homens, o percentual é de 20%. No conjunto dos entrevistados, 15% acreditam que alguém que mora na mesma casa aposta sem contar aos familiares e acumula dívidas em segredo.

Outro dado mostra que 25% das mulheres acreditam que habilidade ou conhecimento podem ajudar a vencer nas apostas. Entre aquelas que jogam com frequência, esse percentual chega a cerca de 40%. A percepção alcança inclusive jogos de cassino online, nos quais os resultados dependem do acaso.

Os cassinos online são a modalidade mais presente entre as apostadoras. Cerca de 49% jogam opções como roleta, Tigrinho e caça-níquel. Outros 29% participam de jogos de resultado instantâneo, como Aviator e raspadinhas digitais, enquanto 26% fazem apostas relacionadas ao futebol.

As perdas provocadas pelos jogos também levam parte das mulheres a buscar dinheiro emprestado. Entre as apostadoras, 7% disseram já ter recorrido a agiotas para financiar apostas. Entre mulheres atingidas pelo comportamento de outras pessoas, 8% afirmaram que elas próprias ou alguém próximo precisou tomar dinheiro emprestado com agiotas.

Os problemas aparecem ainda dentro das relações familiares. Entre as mulheres afetadas pelas apostas de parentes, 24% relataram conflitos familiares e outros 24% citaram perda de confiança. O desgaste emocional foi mencionado por 21%, enquanto 12% apontaram mudanças na qualidade de vida.

A pesquisa também encontrou relatos relacionados à violência. No total, 23% dos brasileiros afirmaram ter presenciado ou conhecer alguma situação em que as apostas contribuíram para casos de violência dentro das famílias. Entre mulheres afetadas por familiares apostadores, foram relatados comportamentos agressivos, xingamentos e perda de controle após prejuízos financeiros.

A avaliação negativa das bets é maior entre as mulheres. Para 67% delas, as apostas estão acabando com famílias brasileiras. Entre os homens, essa percepção aparece em 59% das respostas.

A publicidade das plataformas também é vista como fator de estímulo ao jogo. Para 72% das mulheres, a propaganda faz com que as pessoas apostem mais do que deveriam. Depois do primeiro acesso a uma plataforma, 79% afirmaram ter percebido aumento do conteúdo sobre apostas apresentado pelas redes sociais. Entre as mulheres que jogam com maior frequência, o percentual chega a 82,2%.

O apoio a medidas mais duras contra as bets também é maior entre elas. A proibição dos jogos online no Brasil é defendida por 62% das mulheres e por 50% dos homens. Além disso, 41% das entrevistadas aceitam que as empresas continuem funcionando no país, desde que sejam impedidas de fazer publicidade.

A pesquisa identificou ainda a presença das apostas entre crianças e adolescentes, apesar da proibição para menores de 18 anos. O acesso pode ocorrer por meio do CPF de adultos da família, com ou sem autorização.

O levantamento quantitativo ouviu 2.008 homens e mulheres de todo o Brasil. A etapa qualitativa reuniu 60 participantes, principalmente mulheres entre 18 e 58 anos das classes C, D e E, residentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe.

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Ciência

Plantas raras consideradas extintas são reencontradas em Minas Gerais após décadas

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Pesquisadores reencontraram espécies de plantas raras que não eram vistas na natureza havia décadas e chegaram a ser consideradas possivelmente extintas. Os exemplares foram localizados em áreas protegidas do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, durante trabalhos de campo voltados à conservação de espécies raras e endêmicas da região.

Entre as plantas redescobertas estão a Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena, conhecidas como sempre-vivas ou chuveirinho. As espécies são características das serras mineiras e ocorrem em ambientes associados a solos ricos em ferro, com vegetação adaptada a condições específicas de temperatura e disponibilidade de água.

A busca faz parte do Projeto de Conservação de Espécies Raras e Endêmicas do Quadrilátero Ferrífero, desenvolvido por universidades, instituições de pesquisa e pela Vale dentro da Rede Propagar. Algumas das espécies incluídas no levantamento não eram encontradas havia mais de um século e estavam classificadas como potencialmente desaparecidas da natureza.

A Paepalanthus magalhaesii cresce rente ao chão, entre rochas, e tem ocorrência restrita ao Quadrilátero Ferrífero. Exemplares foram encontrados em áreas de Capanema, Capivari I, Capivari II e Cata Branca, entre os municípios de Itabirito, Rio Acima e Ouro Preto.

A Coracoralina amoena também é exclusiva da região e vive em ambientes rochosos onde o solo é fino, a exposição ao sol é intensa e a disponibilidade de água permanece baixa durante parte do ano. A espécie já havia sido apontada na literatura científica como possivelmente desaparecida da natureza.

A capacidade dessas plantas de sobreviver em ambientes com estresse hídrico e térmico aumenta a importância delas para a conservação da biodiversidade regional. O Quadrilátero Ferrífero concentra elevado número de espécies endêmicas, que não são encontradas naturalmente em outras partes do mundo.

Após a coleta, o material vegetal foi enviado para laboratórios da Rede Propagar. As amostras vão passar por sequenciamento genético e estudos destinados ao desenvolvimento de métodos de reprodução das espécies. Parte dos exemplares também ficará armazenada em coleções de referência para novas pesquisas.

O objetivo seguinte é produzir mudas e desenvolver técnicas que permitam ampliar as populações dessas plantas e, futuramente, reintroduzi-las em áreas adequadas. O trabalho também envolve a recuperação dos ambientes necessários para que as espécies consigam se estabelecer novamente na natureza.

A redescoberta amplia o conhecimento sobre a flora brasileira e abre novas possibilidades de pesquisa em áreas como genética, biotecnologia e conservação ambiental. Os pesquisadores esperam que novas expedições encontrem outras espécies conhecidas que deixaram de ser registradas por longos períodos e até plantas ainda não descritas pela ciência.

Fonte: Agência Brasil

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