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Economia e Empreender

Bioinsumos elevam em 8% a produtividade da soja no Paraná, aponta levantamento da Embrapa

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O uso de bioinsumos por meio da coinoculação de sementes de soja elevou a produtividade média em lavouras comerciais do Paraná, segundo resultados divulgados pela Embrapa Soja e pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) com base em Unidades de Referência Tecnológica (URTs) instaladas na safra 2024/2025 em 17 municípios do estado. O levantamento compara áreas coinoculadas com áreas não inoculadas e aponta diferença de rendimento em grãos, em um cenário no qual a fixação biológica de nitrogênio é adotada para reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados na cultura.

A Embrapa e o IDR-Paraná informam que atuam desde a safra 2015/2016 no acompanhamento e validação de boas práticas de fixação biológica de nitrogênio (FBN) junto a produtores paranaenses, com registros de aumento médio de 8,33% na produtividade a partir da coinoculação de sementes ao longo de dez anos. A coinoculação é descrita no documento como a aplicação conjunta de dois ou mais microrganismos benéficos para potencializar a ação da FBN, combinando bactérias do gênero Bradyrhizobium com estirpes de Azospirillum brasilense.

Na safra 2024/2025, as duas instituições instalaram 22 URTs em lavouras comerciais e levantaram que a produtividade média de grãos nas áreas coinoculadas foi de 3.916 kg por hectare, frente a 3.615 kg por hectare nas áreas não inoculadas. O texto também registra que, nas URTs com coinoculação, a produtividade média ficou acima da média estadual (3.663 kg/ha) e da média nacional (3.561 kg/ha), números atribuídos à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o coordenador técnico do projeto Grãos do IDR-Paraná, Edivan José Possamai, a diversidade de locais onde as URTs foram conduzidas é parte do método de validação, porque envolve condições distintas de solo, clima, sistemas de cultivo, sucessão de culturas e épocas de semeadura. “Essas URTs, pela sua diversidade geográfica, são importantes referenciais para a tecnologia de inoculação e coinoculação. Elas oferecem um panorama do que ocorreu na safra”, afirma Possamai, ao relacionar a rede de unidades com a leitura dos resultados em diferentes realidades produtivas do estado.

A avaliação de campo é apresentada como continuidade de uma estratégia iniciada com a inclusão da inoculação com Bradyrhizobium no protocolo de validação de tecnologias, na safra 2015/2016, e ampliada a partir de 2017/2018 com a coinoculação, após evidências de que o Azospirillum, descrito como bactéria promotora de crescimento de plantas, pode atuar como aliado do Bradyrhizobium no aumento da produtividade de grãos. Na publicação citada pela notícia, pesquisadores da Embrapa registram que a inoculação anual, mesmo em áreas tradicionais de soja que já receberam inoculantes em anos anteriores, mantém ganhos de produtividade sem a aplicação de fertilizante nitrogenado.

A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, relaciona o desempenho ao efeito na nodulação das plantas. “As plantas de soja coinoculadas com Bradyrhizobium e Azospirillum apresentam nodulação mais abundante e precoce”, diz, ao afirmar que esse comportamento amplia os ganhos em comparação com a inoculação anual apenas com Bradyrhizobium. Para a Embrapa, a lógica produtiva passa pelo fato de a soja demandar cerca de 80 kg de nitrogênio por tonelada de grãos, e a FBN permitir que esse nitrogênio seja suprido pela simbiose entre bactérias e raízes da planta, com formação de nódulos radiculares onde ocorre a conversão do nitrogênio atmosférico em formas assimiláveis pela cultura.

No recorte de adoção, o documento informa que, na média estadual, 64% dos produtores paranaenses consultados afirmaram ter usado inoculante na safra 2024/2025. Para coinoculação com Bradyrhizobium e Azospirillum, a média registrada é de 28% no Paraná, em dado atribuído a levantamento de mercado da ANPII Bio com a consultoria Kynetec. Em escala nacional, a Embrapa aponta que a inoculação anual é adotada em 85% dos 47 milhões de hectares cultivados com soja no Brasil e que a coinoculação alcança cerca de 35% das áreas, com base em números de 2024 citados pela ANPII Bio/Kynetec.

Além do rendimento, o texto vincula a prática à redução de custos e a efeitos associados ao menor uso de adubação nitrogenada. “Os resultados obtidos ano após ano confirmaram que o uso adequado da inoculação/coinoculação aumentou a produtividade da soja e isentou os agricultores de custos com a adubação nitrogenada na cultura”, afirmam o pesquisador André Mateus Prando, da Embrapa Soja, e Possamai. No mesmo trecho, as instituições relacionam a medida a “benefícios ambientais para toda a sociedade”, ao destacar que, em 2024, a inoculação e a coinoculação teriam gerado economia estimada em US$ 25 bilhões e contribuído para mitigar mais de 260 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, números atribuídos à Embrapa no material divulgado.

A notícia conclui que a inoculação é indicada como essencial em áreas de primeiro ano de cultivo de soja ou onde a cultura ficou longos períodos sem ser plantada, por causa da baixa presença das bactérias fixadoras no solo, e que, mesmo em áreas frequentemente cultivadas, a aplicação a cada safra pode trazer ganhos em nodulação e rendimento quando realizada na instalação da cultura, via sementes ou sulco de semeadura. Com o avanço do uso de bioinsumos e a expansão da coinoculação em parte das áreas cultivadas, a Embrapa e o IDR-Paraná sinalizam que a validação em lavouras comerciais segue como instrumento para orientar decisões técnicas e ampliar a adoção de protocolos de manejo baseados em microrganismos na produção de soja no estado.

Fonte: Embrapa

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WhatsApp começa a liberar reserva de nome de usuário

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O WhatsApp começou a liberar a reserva de nomes de usuário para pessoas e empresas. A novidade será distribuída gradualmente em diferentes países ao longo dos próximos meses e permitirá iniciar conversas sem a necessidade de compartilhar o número de telefone.

A reserva antecede o lançamento completo da ferramenta, previsto para ocorrer ainda em 2026. Como cada identificador será exclusivo, a abertura antecipada permite que usuários escolham o nome desejado antes que ele seja registrado por outra pessoa ou empresa.

Para os pequenos negócios, a mudança cria uma nova forma de divulgar o canal de atendimento. Em vez de publicar o número do celular em redes sociais, embalagens, cartões e campanhas, a empresa poderá informar um identificador semelhante aos usados no Instagram e no Facebook.

No Brasil, 82% dos pequenos negócios usam o WhatsApp como principal ferramenta de comunicação com clientes e de vendas. A escolha antecipada de um nome simples e próximo à marca pode facilitar a localização da empresa, reduzir erros no atendimento e dificultar que terceiros registrem identificadores semelhantes.

Criadores de conteúdo, organizações e empresas também poderão tentar reivindicar no WhatsApp o mesmo nome utilizado em contas do Instagram ou do Facebook. A disponibilidade dependerá das regras da plataforma e da situação de cada identificador.

O WhatsApp não terá um diretório público para pesquisa de nomes nem oferecerá sugestões de perfis. Para iniciar uma conversa, a pessoa precisará conhecer o identificador exato. A plataforma também prepara uma chave opcional de segurança, que poderá ser exigida para impedir contatos indesejados.

Quando o recurso estiver ativo, o número de telefone poderá permanecer oculto no primeiro contato feito pelo nome de usuário. A mudança não altera conversas existentes nem impede que contatos que já possuem o número continuem vendo essa informação.

A reserva é opcional e deve ser feita pelo aplicativo atualizado no celular. O usuário precisa abrir “Configurações”, acessar “Conta”, tocar em “Nome de usuário”, escolher o identificador disponível e confirmar. A opção ainda não aparece para todas as contas e será liberada conforme o avanço da distribuição em cada país.

Além de reservar o nome, empresas devem manter o perfil comercial completo, com endereço, horário de funcionamento, descrição, catálogo e mensagens automáticas. Respostas rápidas, etiquetas de organização e uma rotina de atendimento também ajudam a transformar o aplicativo em um canal permanente de relacionamento e vendas.

Fonte: Sebrae

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Sebrae lança página especial para apoiar afroempreendedores no país

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O Sebrae lançou nesta quarta-feira (8) uma página especial sobre afroempreendedorismo no Portal Sebrae para reunir capacitações, conteúdos e soluções voltadas a negócios liderados por pessoas negras em todo o país. O novo canal busca facilitar o acesso a informações de gestão, inovação, diversidade e projetos de apoio a um público que já representa mais da metade dos donos de pequenos negócios no Brasil.

Os empreendedores negros, grupo formado por pessoas pretas e pardas, somam 15,8 milhões de donos de pequenos negócios, o equivalente a 52% do total nacional. Em dez anos, esse contingente cresceu 17%. No mesmo período, os empreendedores brancos chegaram a 14 milhões, com alta de 12,9%.

A criação do espaço ocorre em meio à diferença de renda entre empreendedores no país. A renda média dos homens brancos empreendedores é de R$ 5.144, enquanto a dos homens negros é de R$ 2.868. Entre mulheres negras empreendedoras, o valor cai para R$ 2.090.

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, disse que a entidade trabalha para mudar esse cenário e ampliar o crescimento do empreendedorismo nesse segmento da população. “Ainda há uma grande disparidade do rendimento médio”, afirmou.

A página reúne ebooks, artigos, trilhas de capacitação para diferentes fases do negócio e acesso a iniciativas do Sebrae ligadas ao tema. O canal também traz histórias de empreendedores negros que desenvolveram seus negócios com apoio da instituição.

A iniciativa reforça a estratégia de atendimento segmentado do Sebrae e amplia a oferta de ferramentas para formalização, gestão e crescimento de pequenos negócios. A proposta é concentrar, em um único ambiente, conteúdos que antes ficavam dispersos no portal e facilitar a navegação de empreendedores que buscam orientação para abrir, manter ou expandir empresas.

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Café arábica sobe 16% em Nova York com temor sobre El Niño e safra brasileira

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O café arábica fechou em forte alta nesta segunda-feira, 6 de julho, na bolsa de Nova York, puxado pela preocupação com os efeitos do El Niño sobre a safra brasileira e pelo atraso na colheita em regiões produtoras. Os contratos com entrega para setembro avançaram 16,19%, a US$ 3,4995 por libra-peso, no maior ganho diário desde julho de 2000.

A alta levou a commodity ao maior patamar desde 8 de janeiro de 2026. Durante o pregão, o mercado operou no campo positivo com a percepção de que a oferta disponível no curto prazo não acompanha as projeções otimistas feitas para a produção brasileira deste ano.

O movimento também foi influenciado pelo excesso de chuvas em Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do país. As precipitações atrapalharam o andamento da colheita e aumentaram as dúvidas sobre a qualidade dos grãos que chegam ao mercado. A pressão sobre os estoques certificados da ICE também reforçou a valorização.

A mudança de posição dos fundos em Nova York ampliou a volatilidade. Parte dos investidores que estava vendida passou a comprar contratos, o que acelerou a subida das cotações ao longo da sessão. Apesar do temor climático, não há previsão de danos imediatos às lavouras nesta semana. O risco monitorado no curto prazo segue concentrado em geadas nas áreas produtoras, típicas desta época do ano.

A produção brasileira de café ainda deve atingir um recorde em 2026. A Conab projeta 66,7 milhões de sacas, alta de 18% sobre a temporada anterior. O resultado, se confirmado, será o maior da série histórica e tem como base o ciclo de bienalidade positiva em parte das regiões produtoras.

Outras commodities agrícolas também subiram em Nova York. O cacau para setembro fechou em alta de 13,07%, a US$ 5.694 por tonelada, com preocupações sobre a produção na Costa do Marfim. O açúcar demerara para outubro avançou 2,49%, a 15,22 centavos de dólar por libra-peso, e o algodão para dezembro subiu 1,53%, a 78,30 centavos de dólar por libra-peso. O suco de laranja concentrado e congelado recuou 2,54%, a US$ 1,6675 por libra-peso.

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