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Justiça do Acre

Casal homoafetivo oficializa união em casamento coletivo do TJAC no Bujari

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Um casal homoafetivo que vivia junto havia seis anos oficializou a união nesta sexta-feira (10), durante o casamento coletivo do Projeto Cidadão, do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), realizado no município do Bujari. Maria Darc do Nascimento, de 52 anos, e Rosângela da Silva Carvalho, de 44, participaram da cerimônia ao lado de outros 53 casais, na quadra da Escola Edmundo Pinto de Almeida Neto.

As duas relataram que já enfrentaram situações de preconceito por serem um casal LGBTQIA+ e disseram que, ao tentar acessar um benefício, não foram reconhecidas como família. No casamento coletivo, Maria afirmou que a formalização era também uma forma de visibilidade: “A gente queria que o mundo nos visse como somos: normais.”

Segundo o TJAC, o casamento coletivo integra as ações do Projeto Cidadão e é voltado a noivos e noivas que não conseguem arcar com os custos do registro em cartório. A cerimônia reuniu 108 pessoas e marcou o segundo e último dia de atendimentos do projeto na cidade. Para viabilizar os casamentos, a Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger) autoriza o número de vagas e o cartório extrajudicial do município realiza previamente as habilitações.

Maria e Rosângela se conheceram por aplicativo, quando Rosângela ainda morava em Porto Velho. Depois do contato online, elas se encontraram pessoalmente, iniciaram o relacionamento e passaram a viver no Bujari, até conseguirem oficializar a união na ação social do TJAC.

Durante a cerimônia, o coordenador do Projeto Cidadão, desembargador Samoel Evangelista, chamou os casais a manterem “a paz e o respeito” como base da vida em comum e defendeu que o lar seja um espaço de amparo. No mesmo discurso, ele dirigiu um recado aos homens presentes sobre violência doméstica e igualdade de gênero: “Combatam a violência doméstica, sejam absolutamente intolerantes com qualquer forma de violência.”

O corregedor-geral da Justiça, desembargador Nonato Maia, participou do evento e citou a atuação conjunta de instituições para levar serviços à população, afirmando que a cerimônia celebrava “a união de esforços de várias entidades” e desejando que os casais construam famílias “base para sociedade”. O TJAC também registrou que o Projeto Cidadão completa 30 anos e mantém parcerias com órgãos e entidades para a oferta de serviços nas cidades atendidas.

Além do casal homoafetivo, outros noivos destacaram a gratuidade como fator decisivo para a formalização. Cleriston Hoffmann, de 40 anos, que se casou com Maria Gomes, de 27, resumiu a decisão ao dizer: “A oportunidade foi agora, de agora não passou.” Já a recém-casada Maria Marc afirmou que o projeto “abriu as portas” sem preconceito e ajudou famílias que não têm condições de custear a cerimônia e o registro.

Justiça do Acre

Justiça do Acre mantém indenização de R$ 5 mil por corte de energia após pagamento via Pix

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A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve a condenação de uma concessionária de energia ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a uma consumidora de Rio Branco que teve o fornecimento interrompido mesmo depois de quitar a dívida por Pix. A decisão foi unânime e publicada no Diário da Justiça nesta quarta-feira (9).

O corte ocorreu em 17 de setembro de 2025. A fatura foi paga integralmente às 8h17, mas a energia foi desligada às 15h50, cerca de sete horas depois da quitação. O fornecimento permaneceu interrompido por 19 horas.

A concessionária havia sido condenada em primeira instância e recorreu da sentença. A empresa argumentou que a cliente estava com a conta atrasada havia 22 dias e que a ordem de suspensão do serviço já estava em andamento quando o pagamento foi registrado. Também sustentou que a consumidora deveria apresentar o comprovante à equipe responsável pelo corte e pediu a redução do valor da indenização.

Ao julgar o recurso, os desembargadores consideraram que a empresa precisa ter estrutura para reconhecer rapidamente pagamentos realizados por Pix. A demora na comunicação entre o sistema comercial e a equipe encarregada do desligamento foi tratada como falha interna da concessionária, que não pode ser transferida ao consumidor.

O colegiado também rejeitou a obrigação de a cliente permanecer no imóvel para apresentar o comprovante à equipe técnica. A regra da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite a apresentação do documento para impedir um corte prestes a ocorrer, mas não autoriza a suspensão do fornecimento depois de a dívida ter sido quitada.

A interrupção indevida de energia elétrica também foi considerada suficiente para caracterizar dano moral, por envolver serviço público essencial. No caso analisado, a família estava em período de mudança de residência e havia uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no imóvel.

O valor de R$ 5 mil foi mantido. A concessionária ainda terá de pagar as custas processuais e os honorários advocatícios do recurso, elevados de 15% para 16% sobre o valor atualizado da causa. O processo tramita sob o número 0715714-78.2025.8.01.0001.

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Presidente do TJAC propõe parceria com Justiça do Trabalho para ampliar atendimento à população

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O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, defendeu, na sexta-feira, 4 de setembro, em Rio Branco, a cooperação entre órgãos públicos para melhorar o atendimento à população. A proposta foi apresentada durante a abertura do projeto Café com Ministro, no Palácio da Justiça, que reuniu representantes do Judiciário e da sociedade civil para discutir a conciliação como forma de resolver conflitos.

O encontro contou com a participação do vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Guilherme Caputo, e do presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-14), desembargador Ilson Pequeno. Também participaram representantes da OAB, do Ministério Público e estudantes. Realizado pela primeira vez no Acre, o projeto abordou as particularidades da atuação judicial na Amazônia e a ampliação dos acordos entre as partes.

Durante o debate, Laudivon Nogueira afirmou que a atuação conjunta pode facilitar o acesso da população aos serviços públicos. O desembargador citou o Projeto Cidadão, que oferece gratuitamente serviços de cidadania e acesso a direitos a pessoas em situação de vulnerabilidade, como exemplo de integração institucional.

O presidente do TJAC propôs ao TRT-14 uma participação permanente no Projeto Cidadão, com audiências de conciliação e orientação trabalhista. Ele também convidou o ministro Guilherme Caputo a conhecer a iniciativa em uma próxima visita ao estado.

Caputo defendeu a solução consensual de conflitos como parte das ações da Justiça do Trabalho para reduzir o número de disputas judiciais sem comprometer os direitos dos trabalhadores. Ao fim do encontro, recebeu quatro publicações sobre a história do Judiciário acreano, incluindo obras sobre os 120 anos da Justiça no estado e os 30 anos do Projeto Cidadão.

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Justiça do Acre

TJAC leva projeto Cidadania e Justiça na Escola a alunos de Plácido de Castro

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O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu uma palestra para estudantes do 5º ano da Escola Elias Mansour Simão, em Plácido de Castro, dentro do projeto Cidadania e Justiça na Escola. A ação, divulgada nesta segunda-feira (31), busca aproximar o Judiciário da comunidade escolar e ampliar o conhecimento de crianças e adolescentes sobre direitos, deveres e o funcionamento das instituições públicas.

A atividade foi conduzida pela juíza de direito Deise Denise Minuscoli, titular da Vara Única da Comarca de Plácido de Castro. Durante o encontro, os estudantes tiveram contato com temas relacionados ao conceito de Justiça e às funções dos três Poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário.

A programação também abordou direitos e deveres previstos na Constituição Federal. Os assuntos foram apresentados em linguagem adequada à faixa etária dos alunos, com uma proposta didática voltada à compreensão do papel das instituições públicas e da cidadania.

O projeto prevê a participação de magistrados em atividades realizadas dentro das escolas, permitindo contato direto com os estudantes. Os encontros também abrem espaço para perguntas e esclarecimentos sobre Justiça, direitos e situações relacionadas à vida em sociedade.

A iniciativa integra as ações do Tribunal de Justiça do Acre destinadas à educação para a cidadania e à aproximação do Poder Judiciário com a população. O trabalho pretende ampliar, desde a infância, o conhecimento sobre direitos e deveres e incentivar a participação dos estudantes na sociedade.

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