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Censo 2022 mostra aumento da diversidade étnica e linguística entre povos indígenas no Brasil

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (24), em evento no Instituto de Geociências da Unicamp, em Campinas (SP), os resultados do Censo Demográfico 2022 sobre etnias e línguas indígenas. O levantamento identificou 391 etnias e 295 línguas faladas no país, registrando 1.694.836 pessoas que se autodeclararam indígenas. Em 2010, o total era de 896.917 indígenas distribuídos entre 305 etnias.

As etnias mais populosas são Tikúna, com 74.061 pessoas, Kokama, com 64.327, e Makuxí, com 53.446. O Censo também apontou que 74,51% da população indígena declarou etnia, e 1,43% declarou dupla etnia — fenômeno mais comum entre jovens de até 29 anos que vivem em Terras Indígenas. A gerente de Povos e Comunidades Tradicionais do IBGE, Marta Antunes, afirmou que o levantamento reflete a valorização do pertencimento étnico e os processos de reemergência identitária. “Depois de anos de ocultação para lidar com o racismo, principalmente no contexto urbano, se reúnem condições favoráveis para a declaração do pertencimento étnico”, disse.

O levantamento mostra que dentro de Terras Indígenas foram registradas 335 etnias, enquanto fora delas foram contabilizadas 373. São Paulo é o estado com maior número de etnias identificadas, 271 no total, seguido por Amazonas (259) e Bahia (233). Nas capitais, São Paulo aparece com 194 etnias, seguida de Manaus (186), Rio de Janeiro (176) e Salvador (142). Fora das capitais, Campinas (SP) apresentou 96 etnias e Santarém (PA), 87. O gerente de Territórios Tradicionais e Áreas Protegidas do IBGE, Fernando Damasco, destacou que o aumento da diversidade em cidades médias está ligado à presença de universidades e políticas de inclusão. “Campinas, Foz do Iguaçu e cidades do Mato Grosso do Sul passaram a ser polos de atração da população indígena. Isso mudou o mapa da diversidade no Brasil na última década”, afirmou.

O Censo também revelou o aumento do número de línguas indígenas faladas no país. Em 2022, foram registradas 295 línguas, contra 274 em 2010. As mais faladas são Tikúna (51.978 falantes), Guarani Kaiowá (38.658), Guajajara (29.212) e Kaingang (27.482). Houve crescimento absoluto de falantes de línguas indígenas, passando de 293.853 em 2010 para 433.980 em 2022, embora o percentual tenha diminuído de 37,35% para 28,51%. Dentro das Terras Indígenas, o percentual de falantes aumentou de 57,35% para 63,22%. Damasco apontou o avanço do português como resultado da urbanização e da ausência de políticas de ensino bilíngue. “O avanço do português nas Terras Indígenas é um destaque dos resultados desse Censo. A ausência de políticas educacionais específicas que garantam o ensino em línguas indígenas contribui decisivamente para esse cenário”, explicou.

Os dados mostram ainda que 11,93% das pessoas indígenas com cinco anos ou mais não falam português, proporção que chega a 30,96% dentro de Terras Indígenas. Das 308 mil pessoas indígenas de 15 anos ou mais que falam alguma língua indígena, 78,55% são alfabetizadas, abaixo da média geral indígena, que é de 84,95%. Entre as que falam apenas línguas indígenas, a taxa de analfabetismo é de 31,85%.

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O estudo também abordou o registro civil de crianças e o acesso ao saneamento básico. Entre as 194 mil crianças indígenas de até cinco anos, 5,42% não possuem registro de nascimento, percentual superior ao da população total do país (0,51%). Os povos Yanomami e Sanumá têm os maiores índices de crianças sem registro, com 65,54% e 97,34%, respectivamente. Em relação ao saneamento, as etnias Tikúna, Guarani-Kaiowá, Kokama, Guajajara e Makuxí concentram os maiores números de moradores sem acesso à água encanada, esgoto adequado ou coleta de lixo.

O IBGE ressaltou que o Censo 2022 é a operação estatística mais abrangente já realizada no país, e que as informações podem ser consultadas no portal do instituto, no SIDRA e na Plataforma Geográfica Interativa (PGI). Os dados, segundo Marta Antunes, ajudam a compreender a complexidade da diversidade indígena no Brasil. “Esse quantitativo expressivo de etnias e línguas mostra a riqueza e o desafio de conhecer quem são esses indígenas e como vivem”, concluiu.

Foto: Sérgio Vale

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Prefeitura de Rio Branco mantém abrigo e assistência a famílias afetadas pela cheia do Rio Acre

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A Prefeitura de Rio Branco intensificou as ações de resgate e acolhimento às famílias atingidas pela cheia do Rio Acre, que já ultrapassou 15,40 metros e impactou 30 bairros e 23 comunidades rurais da capital, segundo informações divulgadas no dia 2 de fevereiro de 2026 . Sob coordenação da Defesa Civil Municipal, a estrutura montada no Parque de Exposições Wildy Viana passou a funcionar como principal abrigo das famílias retiradas de áreas alagadas, concentrando atendimento social, médico e logístico.

De acordo com a Defesa Civil, mais de 12 mil pessoas foram afetadas pela elevação do rio, sendo 7 mil na zona urbana e 5 mil na zona rural. Até o momento, 89 pessoas permanecem abrigadas no parque, organizadas em 30 famílias, além de 19 animais domésticos acolhidos no espaço. Para as operações de retirada das famílias, a Prefeitura mobilizou 42 profissionais dedicados ao resgate nas áreas atingidas, enquanto outras 50 pessoas atuam diariamente na organização do abrigo, distribuição de alimentação e acompanhamento das demandas sociais.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, afirmou que o trabalho envolve diferentes órgãos da administração municipal. “Estamos trabalhando diuturnamente, com todos os órgãos da Prefeitura envolvidos, para montar uma estrutura de acolhimento que atenda de forma eficiente a todas as pessoas que precisaram ser retiradas de suas casas. Este é o terceiro transbordamento do Rio Acre, e a Prefeitura tem demonstrado uma atuação firme, com equipes de resgate e apoio médico sempre à disposição”, declarou.

No abrigo, as famílias recebem café da manhã, almoço e jantar, além de atendimento médico. Ângela Souza, moradora do bairro Cadeia Velha e uma das pessoas acolhidas no parque, relatou a experiência desde o resgate até o atendimento no local. “Desde o momento do resgate até o acompanhamento médico, tudo foi muito rápido e bem-feito. Aqui no abrigo temos café da manhã, almoço e janta, e a equipe médica está sempre disponível. Não tenho do que reclamar”, disse.

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos atua de forma integrada com a Defesa Civil e outras pastas, realizando triagem, apoio psicológico, orientação para acesso a benefícios e entrega de kits de higiene. O diretor da pasta, Ivan Ferreira, afirmou que o foco é assegurar atendimento com dignidade às famílias atingidas. “Nosso compromisso é garantir que cada pessoa aqui seja tratada com dignidade e respeito. A nossa Secretaria tem trabalhado de perto com a Defesa Civil e outras secretarias para prestar toda a assistência necessária. O atendimento inclui triagem, apoio psicológico, auxílio para acesso a benefícios e a entrega de kits de higiene”, explicou.

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Segundo a Prefeitura, o decreto de situação de emergência foi assinado pelo prefeito Tião Bocalom em 29 de dezembro, permitindo a adoção de medidas administrativas para enfrentamento da cheia. Mesmo com a pressão sobre a estrutura municipal, a gestão informou que mantém o custeio das operações de resgate e acolhimento e segue monitorando o nível do rio, que permanece acima da cota de transbordamento.

As equipes continuam acompanhando as áreas alagadas e reforçam o monitoramento nas regiões mais atingidas. A atuação conjunta das secretarias busca garantir abrigo, alimentação, cuidados médicos e suporte social às famílias enquanto o nível do Rio Acre se mantém elevado, com impacto direto sobre bairros e comunidades rurais da capital.

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Governo do Acre asfalta trecho da Estrada Dias Martins e beneficia 500 famílias em Rio Branco

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O governo do Acre iniciou nesta segunda-feira (3) a aplicação de aproximadamente 500 toneladas de massa asfáltica em um trecho da Estrada Dias Martins, no Conjunto Universitário, em Rio Branco, garantindo acesso pavimentado inédito a cerca de 500 famílias e estabelecendo ligação direta entre os bairros Ipê e Universitário.

A intervenção é executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) e contempla um trecho que, segundo o órgão, nunca havia recebido pavimentação. A obra ocorre em uma área utilizada diariamente por moradores e por quem transita entre os dois bairros, que passam a contar com acesso asfaltado contínuo.

De acordo com a presidente do Deracre, Sula Ximenes, o serviço atende à determinação do governador Gladson Camelí e corrige a ausência de pavimentação em um ponto considerado estratégico para a mobilidade local. “Essa obra segue a orientação do governador Gladson Camelí e garante acesso permanente para quem mora e circula por essa região. Estamos pavimentando um trecho utilizado diariamente, mas que nunca teve infraestrutura adequada”, afirmou.

Além da aplicação da massa asfáltica no trecho principal, as equipes realizam serviços de tapa-buraco em pontos degradados e promovem a regularização dos acessos às vias laterais, com o objetivo de manter a circulação durante a execução dos trabalhos. Na mesma frente, seguem as construções de meio-fio, sarjetas e calçadas na lateral direita da via. No trecho próximo à ponte, as atividades permanecem concentradas exclusivamente na construção das calçadas, conforme o projeto técnico.

Segundo a gestora, o cronograma é acompanhado por equipes técnicas do órgão. “A aplicação do asfalto acontece após a conclusão das etapas anteriores, seguindo o projeto e o cronograma definidos. Esse cuidado é fundamental para garantir a durabilidade do pavimento”, declarou.

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A pavimentação encerra um histórico de deslocamento em via sem asfalto para moradores do Conjunto Universitário e do entorno, que passam a ter acesso pavimentado entre os bairros Ipê e Universitário. A obra integra o conjunto de intervenções de infraestrutura viária executadas na capital, com impacto direto na mobilidade urbana e nas condições de tráfego na região.

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TCE-AC realiza sessão de despedida de Valmir Ribeiro após 36 anos de atuação

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O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) promove na próxima quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, às 9h, no Plenário da instituição, em Rio Branco, sessão solene de despedida do conselheiro Valmir Gomes Ribeiro, que encerra suas atividades após mais de 36 anos de atuação na Corte de Contas.

Valmir Ribeiro ingressou no Tribunal em 27 de setembro de 1989 e construiu carreira marcada pelo exercício de funções de direção e julgamento de processos relacionados à fiscalização dos recursos públicos. Ao longo do período, ocupou os cargos de presidente, vice-presidente, corregedor e presidente da 2ª Câmara do TCE-AC . A sessão será conduzida pela presidente do Tribunal, conselheira Dulcinéa Benício de Araújo Barbosa, e contará com a presença de membros, servidores, autoridades e convidados.

Entre as iniciativas institucionais associadas à trajetória do conselheiro estão a condução da implantação do Plano Diretor de Informática (PDI), voltado à organização tecnológica do órgão, e a criação do Memorial Histórico do Tribunal de Contas do Estado do Acre. Durante sua carreira, também recebeu a comenda Colar da Corte de Contas do Estado do Acre, concedida em reconhecimento aos serviços prestados.

O TCE-AC é responsável pelo controle externo das contas públicas estaduais e municipais, analisando a aplicação de recursos e emitindo pareceres prévios sobre as prestações de contas dos gestores. A atuação dos conselheiros inclui julgamento de processos, apreciação de auditorias e deliberação sobre eventuais irregularidades. A saída de Valmir Ribeiro ocorre em um momento em que o Tribunal mantém rotinas de fiscalização e acompanhamento das políticas públicas executadas no estado.

Com a aposentadoria, será aberta vaga no colegiado da Corte, cuja composição segue critérios previstos na Constituição e na legislação estadual. A sessão de despedida formaliza o encerramento de um período iniciado no fim da década de 1980, quando o conselheiro passou a integrar o quadro do Tribunal, participando das transformações administrativas e institucionais registradas nas últimas décadas.

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