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Comissão de Assuntos Econômicos confirma contribuição sobre serviços de Streaming; Projeto segue para a Câmara

A proposta é do senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Ele é o autor do Projeto de Lei (PL) 2.331/2022, que busca regulamentar os serviços de vídeo sob demanda no Brasil.

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Projeto que regulamenta os serviços de oferta de vídeo sob demanda e os obriga a recolher a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) foi aprovado em turno suplementar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (16). O PL 2.331/2022 segue para a Câmara dos Deputados, a não ser que haja recurso para a votação em Plenário. Do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a proposta foi aprovada na forma do substitutivo do senador Eduardo Gomes (PL-TO). Ele rejeitou três emendas apresentadas após a primeira votação. 

O projeto inicialmente alterava apenas a MP 2.228-1, de 2001, para permitir a cobrança para a Condecine. Com o substitutivo, modifica também a Lei 12.485, de 2011, a “Lei da TV Paga”. A proposta tramita em conjunto com o PL 1.994/2023, do senador Humberto Costa (PT-PE), para o qual Eduardo Gomes recomendou a rejeição.

A proposta aprovada regulamenta a prestação de serviço de vídeo sob demanda, de plataformas de compartilhamento de conteúdos audiovisuais e de televisão por protocolo de internet. A regulação é válida para todas as empresas baseadas no Brasil, independentemente da localização da sede ou da infraestrutura para prestação do serviço.

De acordo com a proposta, a Condecine será anual e terá alíquota máxima de 3% da receita bruta das empresas, incluindo os ganhos com publicidade e excluindo os tributos diretos e as comissões devidas a parceiros de comercialização, veiculação ou distribuição do serviço. A exclusão de comissões de parceiros foi estabelecida em complementação de voto do relator.

Empresas com faturamento anual acima de R$ 96 milhões pagarão 3%. Já as plataformas com faturamento entre R$ 4,8 milhões e R$ 96 milhões recolherão 1,5%. Para os serviços com faturamento inferior a R$ 4,8 milhões a alíquota será zero.

A Contribuição terá o valor reduzido pela metade para o streaming sempre que pelo menos metade do conteúdo do catálogo for nacional. Essa previsão foi incluída no substitutivo aprovado na CAE.

Para calcular a contribuição devida, as empresas poderão separar a receita obtida com o serviço de streaming do lucro que eventualmente tenham ganho com outros serviços, como a oferta de conteúdos esportivos e jornalísticos e a comercialização de espaços publicitários relativos a esses eventos, por exemplo.

A Condecine também incidirá sobre o pagamento de rendimentos pela exploração ou pela aquisição de obras audiovisuais a preço fixo a produtores, distribuidores ou intermediários no exterior.

Produtora independente

Para ser classificada como produtora brasileira independente, a empresa não poderá ser controladora, controlada ou coligada a TVs, a rádios ou a quaisquer prestadoras de serviços de telecomunicações. Também não poderá estar sujeita a veto ou interferência comercial de outras empresas de comunicação. Por fim, não poderá manter vínculo de exclusividade que a impeça de produzir ou comercializar com terceiros os conteúdos produzidos.

Princípios

O texto alternativo sujeita os serviços de streaming aos princípios da liberdade de expressão artística, intelectual, científica e de comunicação. Também leva em consideração a diversidade cultural e das fontes de informação e produção; a valorização do conteúdo audiovisual brasileiro; a abertura a outras culturas do mundo.

Conteúdo brasileiro

Eduardo Gomes propôs que as plataformas garantam visibilidade do conteúdo audiovisual brasileiro por meio de sugestões, busca ou seções claramente identificadas, de modo razoável e proporcional e de acordo com a capacidade de cada serviço.

Os provedores de streaming terão que disponibilizar permanentemente no catálogo quantidades mínimas de conteúdos audiovisuais brasileiros, sendo metade destas quantidades de conteúdo nacional independente. Para streamings com 2 mil produtos no catálogo, pelo menos 100 terão que ser brasileiros. E para streamings com 7 mil produtos, pelo menos 300 terão que ser nacionais.

Pelo menos 30% das receitas provenientes dos serviços de streaming deverão ir para produtoras brasileiras independentes localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e no mínimo, 20% para produtoras estabelecidas na região Sul e nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Haverá cota de receitas também para capacitação técnica, obras independentes produzidas ou dirigidas por pessoas de minorias, proteção a direitos autorais, programas de fomento a provedores de streaming nacionais, e programas de investimento em produções nacionais.

Ancine

Quanto à fiscalização, a oferta de catálogo deverá ser regulamentada e fiscalizada pela Ancine. Os provedores de vídeo sob demanda deverão solicitar o credenciamento na agência até 180 dias após o início da oferta do serviço no Brasil. O cadastro terá que ser homologado em até 30 dias para as empresas que cumprirem os requisitos estabelecidos.

As plataformas também terão que apresentar à Ancine a documentação relativa ao faturamento e a listagem de conteúdos audiovisuais brasileiros, relacionando as obras realizadas por produtoras brasileiras independentes. Mas não será necessário apresentar a relação de conteúdos audiovisuais do catálogo inseridos e/ou produzidos pelos próprios usuários.

O texto também obriga as empresas a enviarem à agência o resumo do contrato firmado entre as partes para a produção de obras publicitárias. A Ancine deverá garantir a confidencialidade de segredos comercial e industrial, quando for o caso.

Fabricantes de televisores

O provedor de televisão por internet que também seja fabricante de equipamentos de televisão ou outros dispositivos receptores deve dar tratamento isonômico e evitar condutas lesivas à concorrência na oferta de conteúdos em seu sistema operacional. Será obrigatório ofertar, na interface inicial e no guia de programação, o acesso direto aos serviços de radiodifusão de sons e imagens. E será proibido privilegiar a oferta de produtos, serviços ou conteúdos audiovisuais próprios. Eventuais infrações serão fiscalizadas pelo Cade.

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Punições

Os provedores de serviço de vídeo sob demanda que descumprirem as obrigações estarão sujeitos a advertência e multa, inclusive diária, a serem determinadas pela Ancine. Também poderá ser cancelado o credenciamento na Ancine, bem como anulada a dedução do Condecine. 

A multa poderá ser imposta isoladamente ou em conjunto com outra sanção, não devendo ser inferior a R$ 10 mil reais,nem superior a R$ 50 milhões para cada infração cometida. A agência deverá iniciar processo administrativo fiscal caso não haja o recolhimento da Condecine no prazo.

Excluídos

O texto não sujeita à Condecine nem regulamenta os serviços que oferecem conteúdos audiovisuais sob demanda de forma incidental ou acessória. Bem como não incluí aqueles já veiculados em TVs e rádios ou outros canais, inclusive TVs por assinatura.

Também ficam de fora os canais educacionais, jornalísticos, de esporte e de jogos eletrônicos, mesmo quando oferecidos por provedores de vídeo sob demanda.

No substitutivo, Eduardo Gomes passou a excluir também conteúdo já divulgado e posteriormente incluído em streaming pertencente ao mesmo grupo econômico, por período de até um ano. E excluiu também os conteúdos de eventos esportivos.

Críticas

Ao tramitar na Comissão de Educação (CE), onde também foi relatado por Eduardo Gomes, o PL 2.331/2022, de Nelsinho Trad, ganhou o texto substitutivo. No relatório da CE, o relator propôs a rejeição do PL 1.994/2023, de Humberto Costa, de 2023, e sua substituição pelo texto de Nelsinho, de 2022. Na CAE, o senador apresentou um outro texto alternativo, com alterações extras — mas mantendo em essência o PL 2.331/2022.

Autor do PL 1.994/2023, Humberto Costa manifestou discordância com o substitutivo e a rejeição do seu projeto. Para ele, o relatório de Gomes não trata a produção brasileira independente de forma destacada nesse processo de regulação, como acontece com outros países. 

Na avaliação de Humberto Costa, a regulação não pode oferecer brechas para que o “dinheiro público venha a subsidiar plataformas”, que segundo ele,  já são bilionárias em vários países e que têm no Brasil um dos seus mercados mais importantes. Para Humberto Costa, a regulação precisa estar à altura da “dimensão cultural e econômica que esse tema tem”. 

— Por que que uma atividade tão importante como essa, como é a do audiovisual, a proposta de pagamento da Condecine é de 3%, tão somente? Nós tínhamos feito uma proposta mais ampla e o pior, é que nessa proposição, nesse relatório, existem vários mecanismos para isentar as empresas multinacionais de pagar a Condecine. Compensações pela contratação de empresas nacionais para a produção dos vídeos sobre demanda — criticou o senador. 

Mesmo após a manifestação de Humberto Costa, o líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), informou que a orientação do Executivo seria pela aprovação, tendo em vista que a matéria ainda passará por outros debates na Câmara dos Deputados e, possivelmente, lá será apensada a outras matérias em tramitação.

Na justificação do projeto, Nelsinho Trad informa que em janeiro de 2021 só a plataforma Netflix tinha 19 milhões de assinantes no Brasil, superando os 14,7 milhões de assinantes de todas as operadoras de TV paga. Ele lembra que as operadoras de TV estão submetidas a obrigações regulatórias e tributárias muito mais severas.

Fonte: Agência Senado

Educação

Alunos da rede municipal de Rio Branco visitam centro da NASA na Flórida em intercâmbio Disney/NASA 2026

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Seis estudantes da rede municipal de Rio Branco passaram esta segunda-feira, 11 de maio de 2026, em uma imersão de ciência e tecnologia no Kennedy Space Center, na Flórida, durante o intercâmbio educacional Disney/NASA 2026, programa criado pela Prefeitura de Rio Branco para atividades culturais e tecnológicas em Orlando, nos Estados Unidos.

A visita, no terceiro dia da comitiva no país, levou os alunos a áreas com foguetes, cápsulas, trajes espaciais e simuladores, além de conteúdos sobre as missões Apollo e a corrida espacial que marcou a chegada do homem à Lua. O roteiro incluiu explicações sobre o escudo de calor usado para proteger espaçonaves na reentrada na atmosfera e detalhes de como os trajes precisam bloquear radiação, manter a temperatura e permitir mobilidade em ambientes extremos.

Um dos pontos centrais do passeio foi o Space Shuttle Atlantis, com o orbitador exposto como se estivesse em voo, com as portas de carga abertas e o braço robótico Canadarm estendido, em um conjunto de exposições interativas sobre o programa de ônibus espaciais.

O gerente do Departamento de Ensino Fundamental, Hélio Sebastião da Silva, afirmou que a visita “justificou plenamente o projeto” e disse que o grupo percebeu “a grandiosidade do conhecimento” no centro espacial, associando a experiência ao papel da educação na trajetória dos alunos. Ele também citou o ex-prefeito Tião Bocalom como idealizador do programa e o prefeito Alysson Bestene pela continuidade da iniciativa.

A professora Eldelice Castro Araújo, da Escola Chico Mendes, disse que o conteúdo visto no Kennedy Space Center vai para a rotina escolar e para a vida dos estudantes. “A gente vai levar esse conhecimento tanto para a sala de aula quanto para a vida dos alunos”, afirmou.

Entre os alunos, Ana Luísa da Silva Montalvão, da Escola Ismael Gomes de Carvalho, relatou que aprendeu “como funcionava o foguete e suas partes” e associou a experiência à ideia de persistir nos sonhos. Paulo Davi Souza disse que saiu impressionado com as espaçonaves e as missões Apollo. Carlos Davi Mendonça contou que a apresentação sobre o ônibus espacial foi uma das partes que mais chamaram atenção durante a visita.

Ao final, o guia José Geraldo Caetano deixou uma mensagem aos estudantes sobre a importância de investir em conhecimento e oportunidades.

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Acre

Carreta de Saúde da Mulher começa atendimentos em Cruzeiro do Sul e fica até 5 de junho no Teatro dos Náuas

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A Carreta de Saúde da Mulher iniciou nesta terça-feira (12) atendimentos especializados em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, com foco em reduzir filas e suprir demandas represadas de consultas e exames voltados ao público feminino. A unidade móvel integra o Programa Agora tem Especialistas e funciona em parceria entre governo federal, Estado e prefeitura.

Os atendimentos ocorrem no estacionamento do Teatro dos Náuas e seguem até 5 de junho. A estrutura oferta serviços nas áreas de mastologia e ginecologia, com consultas e acompanhamento do tratamento conforme a necessidade de cada paciente, incluindo ações de prevenção e rastreio relacionadas a câncer de colo do útero e de mama.

Na abertura, a apoiadora locorregional do Ministério da Saúde, Erika Oliveira, afirmou que a iniciativa faz parte da estratégia de regionalização do atendimento especializado e tem como meta “reduzir as filas de espera e as demandas reprimidas por serviços de saúde”. Ela disse ainda que o fluxo depende do alinhamento com o sistema de regulação, que identifica carências e organiza a oferta conforme a procura por mastologia e ginecologia na região.

A coordenadora regional da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), Iglê Monte, afirmou que a carreta reforça a assistência na ponta para acelerar o acesso aos serviços e diminuir o tempo de espera. Entre as usuárias, a cruzeirense Mônica Aguiar, que aguardava mamografia, disse que a unidade amplia as opções para manter exames em dia e atender mulheres que vinham esperando pelo procedimento.

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Esporte

Ancelotti diz que convocação de Neymar para a Copa de 2026 “não é uma decisão fácil”

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Carlo Ancelotti desembarca no Rio de Janeiro na próxima segunda-feira, 18 de maio de 2026, para anunciar a lista final de 26 jogadores da seleção brasileira para a Copa do Mundo, com uma dúvida no centro da convocação: a presença ou não de Neymar, 34 anos, maior artilheiro da história do time nacional.

Em entrevista nesta terça-feira, 12 de maio, o treinador italiano afirmou que a decisão envolve múltiplos fatores e citou a sequência de lesões do atacante, a passagem sem impacto pelo Al Hilal e o retorno com oscilações ao Santos. “Quando você tem que escolher, precisa levar muitas coisas em consideração”, disse. “Obviamente, para mim não é uma decisão fácil. Temos que ponderar bem os prós e os contras.”

Ancelotti também afirmou que o tema mexe com o grupo e com a torcida e que a popularidade do camisa 10 pesa pelo ambiente em torno da lista. “Sei perfeitamente que Neymar é muito querido, não só pelo público, mas também pelos jogadores”, afirmou. “Não é como se eu fosse jogar uma bomba no vestiário. Ele é muito querido, muito amado.”

O técnico disse que não recebeu pressão para convocá-lo e prometeu um critério exclusivamente esportivo. “A decisão será 100% profissional. Levarei em consideração apenas o seu desempenho como jogador de futebol. Nada mais”, declarou.

A avaliação passa também pelo modelo de jogo que ele quer adotar. Ancelotti disse que pretende montar um time com quatro atacantes capazes de correr, pressionar e recompor, exigência que coloca a condição física como ponto central para um jogador que ainda busca sequência. O treinador afirmou ter notado evolução recente. “Ele melhorou muito sua forma física nas últimas partidas”, disse. “Seu condicionamento físico melhorou. Ele consegue manter uma alta intensidade durante uma partida. Mas há jogos e jogos.”

A convocação está marcada para 18 de maio, às 17h, no Museu do Amanhã, no Rio. Depois, a seleção se apresenta em 25 de maio na Granja Comary. O calendário prevê amistoso de despedida contra o Panamá em 31 de maio, no Maracanã, e o último teste antes da estreia contra o Egito em 6 de junho, em Cleveland, nos Estados Unidos.

Na Copa de 2026, o Brasil está no Grupo C e estreia em 13 de junho contra Marrocos, em Nova Jersey. Na sequência, enfrenta o Haiti na Filadélfia e fecha a primeira fase diante da Escócia, em 24 de junho, em Miami.

Foto: © Rafael Ribeiro/CBF

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