Connect with us

Cultura

Documentário Opirj – A luta na defesa dos direitos e da floresta é lançado hoje

Published

on

O documentário “Opirj – A luta na defesa dos direitos e da floresta” estreia hoje, 22 de setembro, reunindo relatos e documentos sobre a atuação da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) na fronteira Acre–Ucayali e os debates sobre projetos viários na região.

“O direito dos povos indígenas está reconhecido na Constituição Brasileira e as comunidades não podem pagar o preço de o Estado não agir e defender os povos”, afirma o coordenador da OPIRJ, Francisco Piyãko.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

A obra apresenta o histórico da mobilização indígena e decisões judiciais sobre a proposta de rodovia entre Cruzeiro do Sul (AC) e Pucallpa (Peru). Em 14 de junho de 2023, a Justiça Federal no Acre declarou a nulidade do Edital 130/2021 do DNIT e suspendeu o licenciamento do trecho até a realização de estudos e consulta a povos indígenas e comunidades tradicionais.

O filme incorpora avaliações econômicas e socioambientais citadas em materiais de projeto. Estudo da Conservation Strategy Fund (CSF) apontou prejuízo social estimado de R$ 960 milhões caso a rodovia fosse construída.

A narrativa inclui o contexto transfronteiriço. Em março de 2024, a Comissão Transfronteiriça Yuruá/Alto Tamaya/Alto Juruá divulgou carta aberta sobre a reabertura ilegal do ramal UC-105 (Nueva Italia–Puerto Breu), mencionando riscos a territórios indígenas e a proximidade com a Reserva Murunahua, de povos em isolamento. O documento também registra a presença de pistas clandestinas e plantios ilícitos de coca na região.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

O material aborda a atuação do Ministério Público Federal. Em 2021, a Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa) encaminhou ao procurador da República Lucas Costa Almeida Dias um dossiê relatando impactos do ramal UC-105 e solicitando providências.

O documentário registra depoimentos de lideranças e reuniões transfronteiriças sobre estradas oficiais e clandestinas. Em diagnóstico de 2022, organizações indicaram que aberturas de vias e a dinâmica do narcotráfico provocam ocupação irregular e efeitos sociais nas comunidades, com especial impacto sobre jovens. Francisco Piyãko resume a posição das lideranças: “Isso é para nós, para hoje e para as gerações futuras, é para a vida… A união é o caminho para defender nossos territórios”.

A obra, financiada pela Lei Paulo Gustavo – Acre (Edital de Audiovisual nº 006/2023), conta com apoio da Fundação Elias Mansour, do Governo do Acre e do Governo Federal, e tem como proponente o jornalista Arison Jardim. 

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

O documentário também se apoia em uma rede de organizações que contribuíram para sua realização. A análise custo-benefício da estrada Pucallpa–Cruzeiro do Sul foi desenvolvida pela Conservation Strategy Fund (CSF-Brasil e CSF-Peru), com apoio da Fundação Nia Tero. O estudo contou ainda com colaboração da Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre), da SOS Amazônia, da organização Derecho, Ambiente y Recursos Naturales (DAR), da Organización Regional AIDESEP Ucayali (ORAU) e do Ministério Publico Federal. Lideranças dos povos Ashaninka, Nawa e Nukini participaram com informações sobre os impactos da estrada em seus territórios. Além disso, o enfrentamento à estrada ilegal UC-105 envolveu a atuação da Associação Ashaninka do Rio Amônia (Apiwtxa), da OPIRJ, da ORAU, da ProPurús e da Upper Amazon Conservancy (UAC), em cooperação com comunidades e organizações transfronteiriças.

O documentário está disponível no canal do Épop no Youtube: https://youtu.be/4ritMemNXL0

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Cultura

O Agente Secreto volta ao Cine Araújo em Rio Branco após trajetória de prêmios internacionais

Published

on

O filme O Agente Secreto retorna às salas de cinema de Rio Branco a partir desta quinta-feira, 15 de janeiro, com exibições no Cine Araújo, no Via Verde Shopping, impulsionado pela repercussão de sua vitória no Globo de Ouro e pelo aumento da procura do público local pela produção brasileira premiada.

A reexibição foi definida após a circulação internacional do filme na temporada de premiações e a consequente retomada do interesse de espectadores que não conseguiram assistir ao longa durante sua primeira passagem pelos cinemas da capital acreana. As sessões seguem a programação regular da rede, com horários divulgados diretamente na bilheteria e nos canais oficiais do cinema, e ingressos comercializados pelo valor promocional de R$ 12, conforme informado pela organização.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o filme é ambientado no Brasil da década de 1970 e acompanha a história de um professor universitário envolvido em uma trama relacionada ao período da ditadura militar. O papel principal é interpretado por Wagner Moura, cuja atuação foi reconhecida ao longo da temporada internacional de prêmios. Antes do Globo de Ouro, a produção já havia conquistado o Critics Choice Awards de Melhor Filme Internacional e alcançado a chamada “trifecta” da crítica norte-americana, ao vencer os prêmios do New York Film Critics Circle, da Los Angeles Film Critics Association e da National Society of Film Critics.

No Globo de Ouro de 2026, o longa venceu na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e também projetou Wagner Moura no cenário internacional, após o ator ter sido indicado e reconhecido por sua atuação em português em um filme brasileiro. A trajetória incluiu ainda prêmios no Festival de Cannes, onde Moura foi escolhido Melhor Ator e Mendonça Filho recebeu o prêmio de Melhor Diretor, consolidando a presença do filme no circuito global de festivais e salas comerciais.

Segundo dados divulgados durante a temporada de premiações, O Agente Secreto ultrapassou 1,1 milhão de espectadores no Brasil e registrou circulação expressiva em países como França, além de estreias programadas em outros mercados europeus. Esse desempenho contribuiu para ampliar a visibilidade do cinema brasileiro no exterior e influenciou a decisão de redes exibidoras de manter ou retomar o filme em cartaz em diferentes capitais do país, incluindo Rio Branco.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53
Continue Reading

Cultura

Rio Branco anuncia Carnaval da Família 2026 com lançamento de editais, reajuste de premiações e programação no centro da cidade

Published

on

A Prefeitura de Rio Branco anunciou, na manhã desta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, o lançamento oficial dos editais que regulamentam a participação dos blocos carnavalescos e o Concurso das Realezas do Carnaval da Família 2026, marcando o início da organização da programação carnavalesca na capital acreana. O anúncio foi feito pelo prefeito Tião Bocalom durante evento realizado com a presença de representantes dos blocos, gestores municipais e integrantes da Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer Garibaldi Brasil (FGB), responsável pela coordenação do carnaval.

O Carnaval da Família 2026 terá como palco principal o centro de Rio Branco, com os desfiles dos blocos previstos para a Avenida Getúlio Vargas, retomando o modelo adotado em edições recentes. Segundo o prefeito, a escolha do local está relacionada à avaliação da gestão sobre a capacidade de concentração da programação cultural e à logística de segurança e organização. “Conseguimos resgatar novamente o Carnaval aqui no centro da cidade. Os eventos que realizamos mostram que essa região é a ideal”, afirmou Bocalom durante a coletiva.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Entre as principais medidas anunciadas está o reajuste nas premiações destinadas aos blocos carnavalescos. O primeiro lugar passará a receber R$ 20 mil, seguido por R$ 10 mil para o segundo colocado, R$ 6 mil para o terceiro, R$ 5 mil para o quarto e R$ 4 mil para o quinto, totalizando cerca de R$ 45 mil em prêmios. De acordo com o prefeito, a atualização busca compensar parte dos custos enfrentados pelos grupos na preparação dos desfiles. “É uma forma de compensar parte das despesas que os blocos têm para se organizar. Quem faz a festa, na realidade, são eles”, declarou.

O concurso das realezas do Carnaval da Família 2026 também teve os valores das premiações divulgados. O primeiro lugar receberá R$ 4.350, o segundo R$ 2.550 e o terceiro R$ 1.500, contemplando categorias como Rainha do Carnaval, Rei Momo, Rainha Gay e Rainha Trans. Segundo Bocalom, os critérios seguem regras definidas nos editais e visam garantir transparência no processo. “A prefeitura faz isso com clareza. Assim como temos festas religiosas, também temos pessoas que gostam do carnaval, e elas terão a oportunidade de participar dessa festa no centro da cidade”, afirmou.

A programação inicial do Carnaval da Família 2026 começa no dia 13 de fevereiro, com a escolha da Rainha do Carnaval e do Rei Momo. No dia 14, está prevista a escolha da Rainha Gay e da Rainha Trans. Os desfiles dos blocos terão início em 15 de fevereiro, com a participação dos blocos Unidos do Fuxico e Sambase, seguidos por Sem Limite e 6 é Demais no dia 16.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Outro ponto destacado pelo prefeito foi a manutenção do carnaval com apresentações exclusivamente de artistas locais. Segundo Bocalom, a decisão busca direcionar os recursos públicos para profissionais da própria cidade. “O carnaval será feito só com artistas locais. Queremos continuar prestigiando nossos artistas, que antes eram pouco valorizados”, afirmou.

Além da programação central, a Prefeitura informou que pretende manter e avaliar a ampliação do apoio aos carnavais realizados nos bairros de Rio Branco, por meio da FGB. De acordo com o prefeito, o suporte às festas comunitárias nunca deixou de existir e cada evento é analisado conforme suas necessidades. “O apoio a gente sempre deu. Vamos ver qual é a demanda direitinho, para de repente a gente poder melhorar os apoios que a gente tem dado”, disse Bocalom.

As inscrições para os editais dos blocos carnavalescos e do concurso das realezas estarão disponíveis nos sites oficiais da Prefeitura de Rio Branco e da Fundação Garibaldi Brasil, respeitando os prazos legais estabelecidos. A gestão municipal informou que a organização do Carnaval da Família 2026 seguirá os critérios administrativos e orçamentários previstos, dando início ao calendário oficial do evento na capital.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Continue Reading

Cultura

Festival Kãda Shawã Kaya marca demarcação territorial e articula reencontro do povo Shawadawa no Vale do Juruá

Published

on

O povo Shawadawa iniciou no dia 8 de janeiro de 2026, na Aldeia da Foz do Nilo, às margens do Rio Cruzeiro do Vale, em Porto Walter, no Acre, a realização do Festival Kãda Shawã Kaya, evento que segue até o dia 11 e reúne indígenas de diferentes aldeias para celebrar a demarcação de seu território tradicional, discutir pautas coletivas e fortalecer práticas culturais, espirituais e sociais transmitidas entre gerações.

O festival ocorre em um território localizado na região do Vale do Juruá e concentra famílias Shawadawa vindas dos rios Cruzeiro do Vale, Bagé e Valparaíso, além de integrantes que vivem em cidades como Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Marechal Thaumaturgo, Tarauacá e Feijó. Também participam convidados de outras etnias indígenas do Acre e visitantes de outros estados e países. As atividades incluem rituais noturnos no kupichwa, com uso de medicinas da floresta, cantos, danças circulares, pinturas corporais e apresentações culinárias que fazem parte da organização social e simbólica do povo Shawadawa.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

Segundo a secretária extraordinária de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, o festival está diretamente ligado à história recente do território Shawadawa e ao processo de reorganização comunitária após a demarcação. “Esse é um reencontro do nosso povo, que comemora a demarcação do Território Arara e simboliza a libertação da sua escravidão aos seringalistas. Nesse período fomos impedidos de falar o nosso idioma e perdemos muitos costumes. O festival marca a retomada cultural do povo Shawadawa”, afirmou. De acordo com a secretária, esta edição reúne representantes de 11 aldeias e funciona também como espaço de articulação política e social entre as comunidades.

A realização do 6º Festival Kãda Shawã Kaya contou com investimento de cerca de R$ 800 mil, recursos aplicados na logística, alimentação, estrutura e pagamento de serviços prestados por famílias indígenas envolvidas na organização. O evento teve patrocínio da organização internacional Environmental Defense Fund (EDF) e apoio do governo do Acre, por meio da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas e da Secretaria de Empreendedorismo e Turismo, além da Prefeitura de Porto Walter. Conforme a organização, a circulação de pessoas durante o festival impacta diretamente o comércio local e o setor de serviços da região do Juruá.

Para o professor Antônio Arara, responsável pela alfabetização de Shawadawa em diferentes aldeias do município, o festival cumpre uma função que vai além da celebração cultural. “Durante esses dias, o foco é discutir o desenvolvimento econômico e social do nosso povo, apresentando nossa culinária, nossas pinturas e mantendo a união. Esse encontro fortalece a organização comunitária e gera renda para as famílias”, afirmou. Segundo ele, a participação da juventude nas atividades é central para a continuidade dos conhecimentos tradicionais.

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53

O festival também é marcado pela presença de lideranças mais velhas, como a matriarca Aidée Arara, de 89 anos, reconhecida como guardiã do idioma e das histórias do povo Shawadawa. Muitos dos cantos, danças e grafismos apresentados durante o evento foram ensinados por ela às gerações mais jovens, contribuindo para a transmissão de saberes e para a manutenção da identidade cultural do grupo.

Com informações de Agência Notícias do Acre – Foto: Pedro Devani

Advertisement
Whats-App-Image-2025-10-10-at-16-30-53
Continue Reading

Tendência