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Economia e Empreender

Edital de R$ 300 milhões da Finep entra nos últimos dias e abre disputa entre startups do Norte, Nordeste e Centro-Oeste

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Startups do Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm até terça-feira, 7 de abril de 2026, para inscrever projetos em um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que vai destinar R$ 300 milhões em recursos não reembolsáveis a propostas com risco tecnológico. A seleção é feita em parceria com o Sebrae e com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e mira empresas com soluções inovadoras prontas para acelerar o desenvolvimento regional.

Podem concorrer negócios que desenvolvem produtos, processos ou serviços inovadores e que estejam alinhados à estratégia Nova Indústria Brasil (NIB), política do governo federal voltada ao ganho de produtividade e à soberania nacional. O edital exige que a empresa esteja instalada em uma das três regiões atendidas e apresente maturidade empresarial elevada e alto potencial de inovação, além de participação em programas de aceleração do Sebrae, da Finep ou de parceiros.

Os projetos precisam estar vinculados às missões estratégicas da NIB, que incluem frentes como bioeconomia, saúde, transformação digital, cadeias agroindustriais sustentáveis e infraestrutura urbana. Na prática, a seleção concentra recursos em soluções que tentam reduzir gargalos tecnológicos e ampliar a capacidade de competir em mercados mais exigentes, com foco em aplicações que podem ir do uso de dados e automação à inovação aplicada à produção sustentável.

Embora o público-alvo do edital inclua empresas com faturamento de até R$ 90 milhões, cerca de 30% do total será destinado a microempresas e empresas de pequeno porte, com faturamento de até R$ 4,8 milhões. Para acessar os recursos, é obrigatória uma contrapartida de 5% do valor aportado, regra que busca dividir o esforço financeiro do desenvolvimento do projeto entre setor público e empreendedor.

Além do repasse, as startups selecionadas terão acompanhamento do Sebrae com capacitação, programa de aceleração, gestão, monitoramento e mensuração de impacto e resultados, pacote que tende a encurtar o caminho entre protótipo e escala comercial. Com o prazo perto do fim, a expectativa é de aumento nas inscrições nos últimos dias, com impacto direto no volume de projetos aptos a receber recursos e na formação de novos casos de inovação de alto risco tecnológico fora do eixo Sul-Sudeste.

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Novo Desenrola renegocia quase R$ 12 bilhões e alcança mais de 1 milhão de pessoas

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O Novo Desenrola renegociou cerca de R$ 12 bilhões em dívidas desde o lançamento e já beneficiou mais de 1 milhão de pessoas, segundo balanço apresentado nesta quinta-feira, 21 de maio, em Brasília. O programa reúne acordos para famílias, contratos do Fies, empresas e produtores rurais e passou a ser uma das principais apostas do governo para reduzir a inadimplência e ampliar o fôlego financeiro de consumidores e pequenos negócios.

No eixo voltado às famílias, 449 mil dívidas foram quitadas à vista. O valor original desses débitos somava R$ 1,06 bilhão, mas caiu para R$ 154,2 milhões depois dos descontos aplicados nas negociações, com abatimento médio de cerca de 85%. Além disso, 685,5 mil operações foram refinanciadas com garantia do Fundo Garantidor de Operações, reduzindo um estoque inicial de aproximadamente R$ 9 bilhões para R$ 1,36 bilhão. Somadas, essas duas frentes movimentaram perto de R$ 10 bilhões em dívidas renegociadas.

Na área do financiamento estudantil, 34.087 contratos do Fies em atraso tinham sido renegociados até 19 de maio. As dívidas originais, que somavam R$ 2,04 bilhões, recuaram para R$ 410,2 milhões após os acordos, com desconto médio próximo de 80%.

A partir de 26 de maio, trabalhadores também poderão usar recursos do FGTS para quitar débitos dentro do programa. Pelas regras divulgadas, será permitido usar até 20% do saldo disponível ou até R$ 1 mil, valendo o maior valor. A estimativa é liberar até R$ 8,2 bilhões nessa modalidade. O governo ainda anunciou a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do saque-aniversário residual, que também poderá ser direcionado ao Desenrola.

O programa também passou a alcançar empresas. No Pronampe, voltado a micro e pequenas empresas, já foram feitas mais de 31 mil operações, somando R$ 5,1 bilhões. No Procred, linha operada pela Caixa para microempreendedores individuais e microempresas, foram registradas 9.703 operações, com R$ 396 milhões movimentados. A equipe econômica também trabalha em uma nova etapa do programa voltada para consumidores adimplentes, ainda sem data de lançamento.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Sebrae leva ao Vale do Silício alerta sobre entrave da IA nas pequenas empresas

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O Sebrae afirmou nesta quinta-feira (21), durante a Google I/O, na Califórnia, que o principal desafio da inteligência artificial entre micro e pequenas empresas brasileiras deixou de ser o acesso às ferramentas e passou a ser a capacitação para usá-las de forma prática no dia a dia. A avaliação foi apresentada no painel “The Economic Engine: How AI is Driving Growth”, em meio ao debate sobre produtividade, competitividade e transformação digital dos pequenos negócios.

A leitura da instituição é que a IA já entrou no radar do empreendedor, mas ainda não virou rotina. Entre os donos de pequenos negócios no Brasil, 96% dizem conhecer essas ferramentas, mas só 46% as utilizam nas operações diárias. O dado sustenta a ideia de que o gargalo agora está menos na oferta de tecnologia e mais na capacidade de aplicação dentro das empresas.

O custo aparece como obstáculo secundário. Apenas 13% dos empresários apontam o preço das ferramentas como a principal dificuldade, enquanto 23% dizem não saber como adaptar a inteligência artificial ao próprio modelo de negócio. Na prática, o desafio migrou do acesso para a formação, a adaptação de processos e o uso estratégico da tecnologia na gestão.

O problema fica mais evidente quando a base digital dessas empresas ainda é limitada. Mais da metade dos pequenos negócios no país não opera com sistemas integrados de gestão, e só uma parte menor usa ferramentas estruturadas de relacionamento com clientes. Mesmo soluções já disseminadas, como o WhatsApp Business, seguem muitas vezes isoladas, sem conexão com dados, automação ou análise mais ampla da operação.

Sem essa estrutura mínima, o ganho prometido pela IA tende a ficar restrito a tarefas pontuais. A avaliação levada pelo Sebrae ao evento é que ferramentas generativas e recursos mais avançados exigem dados organizados e processos internos mais maduros para produzir resultado concreto em produtividade e competitividade.

A participação no encontro do Google também serviu para reforçar o peso das micro e pequenas empresas na economia brasileira. O segmento reúne 95% das empresas formais do país e responde por 30% do PIB. Ao levar esse diagnóstico ao centro do debate global sobre tecnologia, o Sebrae tenta posicionar os pequenos negócios não apenas como usuários tardios de inovação, mas como parte do núcleo da transformação digital.

A estratégia inclui ampliar a aproximação com grandes empresas de tecnologia e estimular startups que desenvolvem soluções adaptadas ao mercado brasileiro. A aposta é encurtar a distância entre o que é lançado nos grandes polos de inovação e o que efetivamente chega, com utilidade prática, ao cotidiano do empreendedor.

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Pequenos negócios puxam emprego e renda de famílias de baixa renda no Brasil

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Os pequenos negócios ampliaram o peso na inclusão produtiva de famílias de baixa renda no país em 2026. No primeiro bimestre, o Brasil abriu 370,3 mil vagas formais, e 300,7 mil delas, o equivalente a 81,2% do saldo, foram ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único. Entre beneficiários do Bolsa Família, o saldo chegou a 207,9 mil postos, ou 56,1% das vagas criadas no período.

O avanço acompanha a força das micro e pequenas empresas no mercado de trabalho. Elas responderam por 80,5% do saldo de empregos de 2025 e por 77,9% das vagas abertas desde 2023. No mesmo movimento, o país bateu recorde na abertura de pequenos negócios nos dois primeiros meses de 2026, com mais de 1,033 milhão de formalizações, volume que representou 97,3% de todos os CNPJs abertos no período.

No universo do CadÚnico, o empreendedorismo também avançou como alternativa de geração de renda. Em 2025, 4,6 milhões de pessoas inscritas na base já atuavam como microempreendedoras individuais, e 2,5 milhões abriram o negócio depois de entrar no cadastro. Entre os MEIs acompanhados pelo Sebrae, 78,9% permaneciam com CNPJ ativo, contra 61,5% entre os que não receberam atendimento. Serviços e comércio concentram a maior parte desses negócios.

A transição da assistência para o trabalho formal e o empreendedorismo ocorre ao mesmo tempo em que o Bolsa Família mantém uma regra de proteção para famílias que elevam a renda. Hoje, quem ultrapassa o limite de entrada de R$ 218 por pessoa, mas permanece abaixo de R$ 706 per capita, pode continuar no programa por 12 meses, com 50% do benefício. Em abril, 2,34 milhões de famílias estavam nessa faixa.

Os números consolidam um movimento que ganhou força desde 2023: a base do mercado de trabalho brasileiro passou a ser sustentada por empresas menores e por trabalhadores que antes dependiam exclusivamente de programas sociais. Com mais formalização, maior presença de MEIs e expansão das vagas com carteira assinada, os pequenos negócios se firmam como uma das principais portas de entrada para renda e estabilidade em milhões de lares.

Fonte: Sebrae

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