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Economia e Empreender

Empreendedorismo vira rota de saída para mulheres que buscam autonomia financeira após violência

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A busca por renda própria tem levado mulheres a abrir pequenos negócios como forma de reconstruir a vida depois de relações abusivas, com impacto direto na capacidade de romper ciclos de violência. O Sebrae Nacional afirma que a autonomia financeira amplia a margem de escolha de quem vive sob dependência econômica e, ao mesmo tempo, cria caminhos para retomar planos interrompidos e reconstruir redes de apoio. “Quando uma mulher conquista autonomia financeira, ela amplia sua capacidade de romper ciclos de violência, porque passa a ter mais condições concretas de decidir permanecer ou sair de uma relação abusiva”, diz Georgia Nunes, gerente de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional. Para ela, além da renda, o empreendedorismo pode reativar vínculos sociais e oferecer suporte emocional em um período marcado por medo, isolamento e recomeço. “Esses são fatores fundamentais nesse processo”, afirma.

A dependência financeira aparece como um dos principais entraves para a denúncia e para a ruptura do convívio com o agressor. Um estudo da Universidade de Brasília (UnB), citado pelo Sebrae, aponta que 61% das mulheres entrevistadas disseram que a falta de renda própria impede a denúncia. A pesquisa “Independência financeira e violência contra as mulheres: uma análise documental de relatórios institucionais brasileiros” foi apresentada por Carolina Campos Afonso, doutoranda da UnB, durante o 10º Congresso Internacional de Direitos Humanos de Coimbra, em Portugal.

Em Nossa Senhora do Livramento, em Mato Grosso, a empreendedora Érica Pereira relata que precisou deixar a cidade por medo de ameaças e passou a conviver com crises de pânico e ansiedade após encerrar um relacionamento abusivo. No retorno ao município, ela procurou o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para reorganizar a vida, com apoio social, Bolsa Família e atendimento psicológico. A virada veio quando buscou capacitações na área de beleza e entrou em programas de formação do Sebrae. “Fiz duas capacitações na área de beleza. Consegui um emprego como auxiliar em um salão e consegui montar um espaço dentro da minha casa. Hoje tenho uma renda melhor e consigo comprar coisas para minha filha. Antes não era possível”, conta.

Em Brasília, o Instituto RevEllas, criado a partir da experiência da advogada e delegada aposentada Patrícia Bozolan, atende mulheres com orientação jurídica e suporte psicológico, além de encaminhamentos relacionados a medidas protetivas. Bozolan afirma que, após o divórcio, a reorganização financeira pode ser um dos períodos mais difíceis, sobretudo para quem ficou anos fora do mercado. “Atendo mulheres que até têm um diploma, mas nunca exerceram a profissão porque eram dedicadas exclusivamente para a família”, diz. Segundo ela, o empreendedorismo surge com frequência como alternativa, principalmente entre mulheres de 45 a 55 anos, quando a reinserção formal pode ser mais lenta e marcada por barreiras.

A avaliação do Sebrae é que atividades de baixo investimento inicial e baseadas em habilidades já existentes costumam ser a porta de entrada para quem precisa recomeçar com pouco capital. Áreas como beleza, alimentação, artesanato, moda, revendas e serviços digitais aparecem entre as escolhas mais comuns, em parte pela possibilidade de iniciar dentro de casa e reduzir custos. Com o avanço das vendas online e do trabalho remoto, a criação de renda pode ganhar escala mais rápido, encurtando o tempo em que a dependência econômica mantém vítimas presas a relações violentas e permitindo que a decisão de sair de casa deixe de ser apenas um desejo para virar um plano viável.

Fonte: Sebrae

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Feira do Empreendedorismo da Expoacre Juruá 2026 terá inscrições de 15 a 17 de junho em Cruzeiro do Sul

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O governo do Acre abriu as inscrições para a Feira do Empreendedorismo da Expoacre Juruá 2026. O credenciamento será realizado entre 15 e 17 de junho, das 8h às 15h, na Associação Comercial e Empresarial de Cruzeiro do Sul, no centro da cidade. As vagas são destinadas a empreendedores dos segmentos de alimentação, artesanato e jardinagem. A feira integra a programação da Expoacre Juruá, marcada para ocorrer de 30 de junho a 5 de julho, em Cruzeiro do Sul.

Para participar, os interessados devem apresentar RG, CPF e comprovante de endereço emitido nos últimos 90 dias. Também será necessário ter cadastro individual na Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo. O sorteio das vagas está previsto para 18 de junho, das 8h ao meio-dia, quando serão definidos os expositores autorizados a atuar no evento.

A abertura antecipada das inscrições busca dar mais tempo para a organização dos participantes e ampliar o acesso dos pequenos negócios à feira. A proposta é fortalecer a presença de empreendedores locais durante a Expoacre Juruá, um dos principais eventos do calendário acreano.

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Dia dos Namorados ainda deve movimentar R$ 26,4 bilhões e aquece reta final do varejo

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A poucos dias de 12 de junho, o comércio entra na fase decisiva do Dia dos Namorados com a expectativa de mais de 100 milhões de consumidores nas compras e movimentação de cerca de R$ 26,4 bilhões em comércio e serviços. A data mantém força no calendário do varejo e abre espaço para que pequenos negócios reforcem ações de última hora para ampliar as vendas.

A intenção de compra segue elevada mesmo com o orçamento apertado das famílias. O apelo emocional da data ajuda a sustentar a demanda e transforma a semana final em uma janela importante para atrair clientes e aumentar o faturamento. Para Flávio Petry, especialista em varejo do Sebrae Nacional, há espaço para estratégias criativas capazes de converter essa procura em resultado. “Mesmo com o elevado nível de endividamento das famílias, há uma forte intenção de compra associada ao apelo emocional da data, o que abre espaço para estratégias criativas de vendas.”

Entre as medidas apontadas para ganhar força na reta final estão cashback, descontos e créditos para compras futuras. A lógica é aproveitar a venda do presente e, ao mesmo tempo, criar incentivo para que o consumidor volte ao estabelecimento nas semanas seguintes, estendendo o efeito comercial da data além do 12 de junho.

Outra aposta é a formação de parcerias locais entre lojas, restaurantes, cafeterias, salões de beleza e negócios ligados ao lazer. A combinação de produtos e experiências amplia o valor da oferta e ajuda a diferenciar a empresa em meio à concorrência. “O consumidor busca cada vez mais momentos memoráveis. Quando o negócio consegue entregar uma experiência completa, agrega valor à oferta e se diferencia da concorrência”, afirmou Petry.

Na reta final, o senso de urgência também vira argumento de venda. A orientação é reforçar campanhas com mensagens de entrega rápida, retirada na loja e vale-presente, soluções que atendem o público que costuma deixar a compra para a última hora. Ofertas visíveis, presença mais forte nas redes sociais, vitrines bem trabalhadas e facilidades de parcelamento também entram como ferramentas para acelerar a decisão de compra.

Para os pequenos negócios, o desafio agora é transformar a correria dos últimos dias em oportunidade comercial. Com agilidade, comunicação direta e foco na experiência do cliente, a semana do Dia dos Namorados pode render não só vendas imediatas, mas também fidelização para o restante do ano.

Foto: Sérgio Vale Instagram @sergiovaleac

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Micro e pequenas empresas abriram 84% das vagas formais criadas no Brasil em abril

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As micro e pequenas empresas responderam por 84% dos empregos formais criados no Brasil em abril de 2026, ao abrirem 72 mil dos 85,8 mil postos com carteira assinada registrados no mês. Foi o melhor resultado do segmento no ano e um avanço expressivo sobre março, quando esses negócios haviam concentrado 58,5% da geração de vagas. O desempenho foi puxado principalmente pelos setores de serviços e construção.

Apesar da força dos pequenos negócios, abril teve o menor saldo mensal de empregos formais de 2026 no país. No acumulado de janeiro a abril, o mercado de trabalho soma 699,7 mil novas vagas.

Entre as micro e pequenas empresas, o setor de serviços liderou a abertura de postos, com 48,5 mil vagas, seguido pela construção, com 24,6 mil. A leitura do setor é de que os pequenos negócios seguem como principal porta de entrada para o emprego formal e para a geração de renda no país.

Fonte: Sebrae

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