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Entre Tradição e Inovação: o Fascinante Mundo do Artesanato Acreano

Original e autêntico, o artesanato do Acre encanta turistas de todo o mundo como atração imperdível.

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Bem-vindos ao mundo das tramas vivas que tecem a riqueza do artesanato acreano. Neste artigo, vamos apresentar as origens da produção artesanal no Acre, que vai além de objetos utilitários e decorativos. O artesanato acreano desempenha um papel crucial na preservação da identidade cultural, na sustentabilidade ambiental, na geração de renda e no turismo.

No coração das florestas do Acre, o artesanato é muito mais do que uma expressão artística. É um eco das tradições indígenas e do modo de vida dos seringueiros e das populações tradicionais. O sapato de borracha, outrora utilitário, agora é uma peça remodelada por artesãos locais como resultante de consultorias de design, encantando consumidores mundo afora. Com suas mãos habilidosas, os artífices locais contribuem para a conservação do patrimônio cultural, transmitindo técnicas tradicionais para as gerações futuras, além de gerar novos postos de ocupação e renda.

O artesanato acreano é uma expressão cultural rica e diversificada, que também se destaca por suas práticas sustentáveis. Os artesãos acreanos utilizam matérias-primas predominantemente florestais, como sementes, cascas e borracha, de forma sustentável, contribuindo para a conservação da biodiversidade da região. Essas práticas sustentáveis são um exemplo para outras cadeias de valor, que podem se inspirar para adotar modelos de produção mais responsáveis com o meio ambiente.

O artesanato é um fio condutor para a geração de renda em comunidades locais, uma realidade respaldada por estatísticas e casos de sucesso que destacam a notável contribuição desse setor para a economia regional. A implementação de políticas e projetos de desenvolvimento específicos, no período de 2005 a 2018, com ênfase na inovação e na criação de novas coleções, juntamente com uma abordagem estratégica na esfera comercial, que propiciou aos artesãos acreanos não apenas a expansão de seus horizontes, mas também uma presença marcante em mercados globais. Este impulso estratégico possibilitou que os produtos artesanais acreanos alcançassem uma notável exposição em prestigiados locais, como o Museu de Arte de São Paulo, além de se destacarem em eventos internacionais, como desfiles no São Paulo Fashion Week e na Solenidade do Oscar 2017, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Essa inserção global também se reflete na comercialização bem-sucedida de suas criações em Nova Iorque, Londres, Paris, Milão, Lisboa e outros destinos internacionais.

Os artesãos do Acre também alcançaram grande reconhecimento no cenário brasileiro, com posições de destaque em feiras nacionais, conquistando o primeiro e segundo lugares em volume de vendas. Esse desempenho excepcional do trabalho artesanal, além de enaltecer a habilidade e criatividade locais, se traduz em divisas significativas que contribuem para o fortalecimento econômico do estado. Dessa forma, o artesanato se revela como protagonista na construção de um cenário econômico vibrante e sustentável para o Acre, caracterizado por sua marcante expressão cultural.

O artesanato acreano também se destaca como um importante atrativo turístico. Com sua autenticidade e originalidade, as peças artesanais encantam visitantes de todo o mundo. Destinos como a Casa do Artesanato Acreano, o Mercado Velho, o Museu dos Povos Acreanos (Rio Branco), a Marchetaria do Acre (Cruzeiro do Sul), o Doutor da Borracha (Epitaciolândia) são vitrines das tradições locais, oferecendo aos turistas uma experiência ímpar.

Pela importância do setor artesanal nas economias locais e no desenvolvimento sustentável do Acre, tornou-se urgente a retomada uma política de investimentos e de implementação de projetos de fomento.

A natureza multifacetada do artesanato acreano é revelada em suas ricas tramas vivas e na infinidade de possibilidades de novas criações que coexistem em harmonia com a preservação de tradições culturais e a promoção de práticas sustentáveis em nosso território. Essas tramas são tecidas pela vida e trabalho dos artesãos acreanos, que guardam em si o poder de criar e desenvolver produtos que repercutem em públicos globais, de construir um ambiente mais diverso e inclusivo para o desenvolvimento das economias locais. Por isso, aceite nosso convite para conhecer e apoiar os artesãos do Acre, que também são guardiões da Amazônia, nosso tesouro mundial.

Aldemar dos Santos Maciel – educador e especialista em Inovação e Gestão de Projetos de desenvolvimento no Sebrae

Maria Dorotea Aguiar Barros Naddeo – consultora em políticas públicas para desenvolvimento do artesanato brasileiro, sócia-diretora de estratégia e planejamento da empresa Canela de Ema. Foi Coordenadora do Artesanato no Sebrae MG (2000-2005), Coordenadora-Geral do Programa do Artesanato Brasileiro – PAB (2007/2010) e, atualmente, integra o quadro de consultores externos do SEBRAE Nacional,

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Prefeitura de Rio Branco apresenta ações dos primeiros 100 dias de gestão

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A Prefeitura de Rio Branco apresentou nesta terça-feira (28) um balanço dos primeiros 100 dias da atual gestão municipal. A prestação de contas reuniu ações nas áreas de abastecimento de água, infraestrutura urbana, inclusão social e qualificação profissional, com relatos de moradores atendidos em diferentes regiões da capital acreana.

No bairro Bela Vista, a implantação da rede de abastecimento mudou a rotina da família de Maria das Graças Jansen. A moradora afirmou que esperou mais de 40 anos para ter água na torneira da cozinha. Durante esse período, as atividades domésticas dependiam do uso de baldes e da compra de água.

“Eu nunca lavei louça na minha torneira, era só com baldezinho, porque não tinha água. Hoje, depois de mais de 40 anos, estou lavando a minha louça na minha pia”, contou Maria das Graças.

As ações de infraestrutura também chegaram à Rua São José, onde Maria Lúcia mora há 35 anos. Quando se mudou para o local, havia apenas três casas e o acesso era feito por um caminho estreito aberto pelos próprios moradores. A comunidade cresceu ao longo dos anos, mas permaneceu sem pavimentação.

“Era só um piquezinho e os moradores iam arrumando para conseguir chegar em casa. A rua foi crescendo, mas ninguém aparecia para fazer nada. Fiquei muito feliz quando vi a equipe da prefeitura chegando”, afirmou a moradora.

Na Casa Rosa Mulher, Adaíres Costa, de 56 anos, começou um curso de costura industrial com uma máquina adaptada. Ela tem sequelas da poliomielite, contraída aos três anos, e afirmou que a adaptação do equipamento tornou possível a realização de um projeto que mantinha desde a infância.

“Sempre quis isso. Desde criança fazia roupinhas para as minhas bonecas. Hoje estou aprendendo costura e me profissionalizando. Sem essa adaptação, seria inviável”, disse Adaíres.

Durante a apresentação, o prefeito Alysson Bestene afirmou que a administração pretende ampliar os programas voltados às comunidades e manter o acompanhamento dos gastos públicos. “Com planejamento e cuidando bem do dinheiro público, vamos avançar com programas que cheguem às comunidades”, declarou.

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Economia e Empreender

China abre caminho para exportação de polpas e frutas congeladas do Brasil

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Empresas brasileiras já podem iniciar o processo de habilitação para exportar polpas e frutas congeladas à China. A medida alcança produtos como açaí, manga, goiaba, abacaxi e maracujá e foi adotada após a inclusão do modelo de certificado sanitário brasileiro no sistema aduaneiro chinês.

Os estabelecimentos interessados precisam solicitar o registro no China Import Food Enterprise Registration, conhecido como Cifer. O procedimento é obrigatório para produtores que pretendem vender esses alimentos no mercado chinês.

O pedido deve ser apresentado diretamente pela empresa exportadora, responsável pelo envio dos documentos exigidos. Após a análise e a aprovação da Administração-Geral das Alfândegas da China, o estabelecimento receberá um número de registro necessário para realizar os embarques.

As cargas também deverão estar acompanhadas do certificado sanitário oficial acordado entre os dois países. As vendas poderão começar somente depois da aprovação do registro pela autoridade chinesa e da emissão do documento pela autoridade brasileira competente.

A autorização alcança polpas e frutas congeladas produzidas a partir de espécies já reconhecidas como alimentos na China. Produtos feitos com frutas que ainda não tenham esse reconhecimento continuarão sujeitos às regras chinesas para a entrada de novos alimentos.

Antes de solicitar a habilitação, as empresas devem verificar as exigências sanitárias e aduaneiras aplicáveis a cada produto. O cumprimento das normas será necessário para a manutenção do registro e para a entrada das mercadorias no país asiático.

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Justiça do Acre

Mãe que agrediu filha em Bujari é condenada por maus-tratos

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Uma mulher foi condenada a dois meses e 20 dias de detenção, em regime aberto, por agredir a própria filha após encontrá-la tomando banho dentro de uma caixa d’água, em Bujari, no interior do Acre. A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre classificou o caso como crime de maus-tratos por abuso dos meios de correção.

As agressões ocorreram em fevereiro de 2024. A menina ficou com hematomas na coxa direita, no cotovelo, na região das escápulas e no pé direito. Também foram encontradas escoriações no abdômen.

A mãe havia sido condenada em primeira instância por lesão corporal praticada contra descendente em contexto de violência doméstica. A defesa recorreu e pediu a absolvição, sob o argumento de que a mulher pretendia disciplinar a filha e não tinha a intenção de provocar ferimentos.

O pedido de absolvição foi rejeitado. O relator do recurso, desembargador Francisco Djalma, considerou que o castigo físico ultrapassou os limites do exercício do poder familiar. Para o magistrado, porém, as circunstâncias não demonstraram a intenção específica de ferir a criança, mas o uso excessivo de violência como forma de correção.

“Embora o emprego de violência física seja absolutamente reprovável e incompatível com o regular exercício do poder familiar, as circunstâncias do caso não evidenciam que a apelante tenha atuado com dolo autônomo de ofender a integridade física da filha, mas sim que abusou dos meios de correção”, afirmou o relator.

Os demais desembargadores acompanharam o voto. Com a decisão, a condenação por lesão corporal foi substituída pelo crime de maus-tratos e a pena foi fixada em dois meses e 20 dias de detenção. O julgamento consta na Apelação Criminal nº 0700141-70.2025.8.01.0010.

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