Um estudo conduzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) destaca a contribuição da castanha-da-amazônia, também conhecida como castanha-do-pará, para impulsionar o desenvolvimento sustentável na Região Norte do Brasil. O levantamento, intitulado “Castanha‑da‑Amazônia: Estudos sobre a Espécie e sua Cadeia de Valor Aspectos Sociais, Econômicos e Organizacionais,” foi assinado por pesquisadores da Embrapa localizados em São Paulo, Amapá e Roraima, incluindo Marcelino Carneiro Guedes, Patrícia da Costa, Carolina Volkmer de Castilho, Richardson Frazão, Sérgio Milheiras e Walter Paixão de Sousa.
O estudo analisou os pagamentos por serviços ambientais (PSA) e o pagamento por redução de emissões provenientes de desmatamento e degradação florestal (REDD+) na Amazônia. Ambos os mecanismos destacam-se pelo potencial de agregar valor às florestas com presença da castanheira, proporcionando benefícios como armazenamento de carbono, regulação do clima e cumprimento de metas estabelecidas em programas governamentais e acordos internacionais.
A castanha-da-amazônia é um dos principais produtos do agroextrativismo no Brasil, envolvendo dezenas de milhares de famílias e movimentando milhões de dólares anualmente, segundo a Embrapa. Estima-se que a produção de castanhas obtida por meio do extrativismo no país movimente, no mínimo, R$ 130 milhões por ano.
Devido às suas altas concentrações de nutrientes, a castanha é considerada um “superalimento,” rico em compostos lipídicos, proteicos e antioxidantes, como o selênio, associado à proteção contra doenças neurodegenerativas e câncer.
O pesquisador Marcelino Guedes destaca a importância das áreas com castanheiras para a bioeconomia, a preservação das comunidades agroextrativistas e a estabilidade ecológica. Ele ressalta que reconhecer o papel crucial do agroextrativismo e dos serviços ambientais prestados pelas famílias que dependem da castanha é fundamental para a conservação da floresta.
A castanheira desempenha um papel crucial na conservação da Amazônia, estando presente em cerca de 32% do bioma, aproximadamente 2,3 milhões de km². Apesar de representar apenas 3% dos indivíduos em um castanhal na Amazônia Setentrional, as castanheiras contribuem com 40% da biomassa viva acima do solo, dos quais cerca de 50% são carbono.
Além do valor ecológico, a castanheira possui relevância socioeconômica e cultural, contribuindo para processos ecossistêmicos, como armazenamento de carbono, ciclo hidrológico, ciclagem de nutrientes e manutenção da biodiversidade. Diante desse contexto, a Embrapa destaca que as compensações pelos serviços ambientais são cruciais para a conservação da Floresta Amazônica e promovem a sustentabilidade das comunidades dependentes da castanha. O livro completo do estudo está disponível para download na internet.
A retirada dos escombros da ponte Frei Paolino Baldassari, sobre o Rio Iaco, em Sena Madureira, ainda não tem prazo definido e depende de uma reunião entre a Construtora Cidade, o governo do Acre e o Deracre. A definição é considerada decisiva porque a queda da estrutura interrompeu a travessia entre áreas da cidade e mantém o rio afetado no trecho atingido.
Durante vistoria técnica no local, a presidente do Deracre, Sula Ximenes, afirmou que a inspeção vai embasar um laudo sobre as causas do desabamento e indicar as primeiras providências. Já o sócio da construtora, Raul Santos, disse que a empresa pretende acelerar a retirada do material que ficou no leito do rio, mas que o plano ainda depende de alinhamento com o governo estadual.
Enquanto o cronograma não é fechado, a navegação no Rio Iaco segue suspensa por causa dos escombros e da instabilidade da parte remanescente da ponte. O governo mantém uma travessia emergencial por catraia para atender a população e avalia medidas provisórias para reduzir os impactos na mobilidade da região.
O desabamento deixou feridos e abriu uma nova frente de crise política, técnica e judicial no estado. O governo sustenta que a obra continua dentro do prazo de garantia e afirma que vai cobrar da empresa responsável as medidas necessárias para reparar os danos, reconstruir a travessia ou apresentar uma solução substitutiva. O Ministério Público do Acre também acompanha o caso para apurar as causas do colapso e eventuais responsabilidades.
O Programa de Aquisição de Alimentos tem ampliado a renda de agricultores familiares e reforçado a segurança alimentar em Senador Guiomard, Tarauacá e Porto Walter. A ação garante a compra da produção local para abastecer instituições socioassistenciais, educacionais e de saúde, fortalecendo o escoamento dos alimentos produzidos no campo e o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade.
Ao todo, 35 produtores participam da iniciativa, sendo 10 em Porto Walter, 10 em Senador Guiomard e 15 em Tarauacá. Entre os alimentos entregues estão banana, feijão, açúcar mascavo, rapadura, laranja, arroz, mamão, mandioca, farinha, massa de mandioca, maxixe, pimenta de cheiro, limão, cheiro-verde, alface, abóbora e outras hortaliças. Os produtos seguem para unidades cadastradas, como Cras, Creas, hospitais, creches e escolas.
A secretária de Estado de Agricultura, Temyllis Silva, afirmou que o programa ajuda a transformar a realidade de famílias do estado ao garantir que os alimentos produzidos no campo cheguem à mesa de quem precisa. Em Senador Guiomard, o técnico agroflorestal Jussandro Kochemborger disse que a iniciativa assegura mercado para parte da produção e mantém o fornecimento semanal de alimentos frescos às entidades atendidas.
Em Porto Walter, o chefe do escritório local da Seagri, Erionio Melo, afirmou que a política tem peso social e econômico ao gerar renda para as famílias produtoras e melhorar a alimentação oferecida em escolas e no hospital do município. O programa une escoamento da produção, apoio à agricultura familiar e atendimento a públicos em situação de vulnerabilidade.
Prefeitura nas Ruas avança e consolida planejamento de recuperação viária em Rio Branco
Programa lançado em maio integra estratégia de infraestrutura da Prefeitura, com R$ 50 milhões em investimentos previstos, melhoria da mobilidade e continuidade de projetos já estruturados
A recuperação da Rua da Paz, no bairro Belo Jardim, é uma etapa do programa Prefeitura nas Ruas, iniciativa executada pela Prefeitura de Rio Branco dentro do planejamento estratégico voltado à melhoria da infraestrutura urbana, mobilidade e trafegabilidade nos bairros da capital.
Lançado em maio, o programa nasceu com investimento inicial previsto de R$ 50 milhões, começando pelo bairro Vitória, com atendimento inicial a 22 ruas e proposta de alcançar as dez regionais de Rio Branco. A ação reúne frentes de limpeza urbana, recuperação de pavimento, drenagem, calçamento, tapa-buracos, roçagem, iluminação pública e revitalização de espaços utilizados diretamente pela população.
A execução do Prefeitura nas Ruas também reforça a continuidade administrativa da gestão municipal. Com a transmissão do cargo de Tião Bocalom para Alysson Bestene, a Prefeitura manteve o andamento dos projetos já estruturados, com equipes técnicas mobilizadas, recursos planejados e cronogramas voltados a dar resposta às demandas mais urgentes das comunidades.
Esse eixo de continuidade tem sido uma das marcas da atual gestão. Alysson Bestene assumiu a Prefeitura com estrutura administrativa organizada, obras em andamento e planejamento definido para ampliar os serviços públicos nos bairros. Na área de infraestrutura e mobilidade urbana, o plano da gestão prevê ações como o Projeto Buraco Zero, recapeamento de mais de 100 quilômetros de vias urbanas, asfaltamento de 200 novas ruas e construção de 300 quilômetros de calçadas.
Nesta segunda-feira (8), o prefeito Alysson Bestene acompanhou os serviços executados pela Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) na Rua da Paz, uma das principais vias do Belo Jardim e corredor utilizado pela linha de ônibus que atende a comunidade.
No local, as equipes trabalham na preparação da base e na recomposição asfáltica, etapas essenciais para garantir mais durabilidade ao pavimento e melhorar as condições de tráfego para moradores, motoristas, pedestres e usuários do transporte coletivo.
“A Rua da Paz é um corredor importante para o Belo Jardim e para o transporte coletivo. Estamos avançando por etapas, com planejamento, para garantir que o serviço chegue onde a população mais precisa.”Alysson Bestene – Foto: Assessoria
“O Prefeitura nas Ruas tem esse propósito: estar dentro dos bairros, acompanhar as demandas de perto e transformar esse trabalho em melhoria real para quem mora aqui”, destacou o prefeito.
Desde o lançamento, o Prefeitura nas Ruas vem avançando em diferentes regiões da capital. As primeiras frentes foram mobilizadas no bairro Vitória e também chegaram ao Chico Mendes, com serviços de terraplanagem, remendo profundo, tapa-buracos, drenagem, limpeza, calçamento e iluminação pública. No Vitória, a Emurb chegou a mobilizar três equipes simultâneas para acelerar os trabalhos e ampliar a capacidade de atendimento.
A atuação no Belo Jardim segue a estratégia do programa, que prioriza vias de maior impacto para a mobilidade urbana, como corredores de ônibus, acessos principais e ruas com grande circulação de moradores. No bairro, a primeira etapa contempla a Rua da Paz, utilizada pelo transporte coletivo que atende o Belo Jardim 1, Belo Jardim 2 e áreas próximas. Em seguida, as equipes devem avançar para as vias transversais.
A proposta da Prefeitura é aproveitar o verão amazônico para intensificar a recuperação da malha viária, dar mais agilidade à execução das obras e reduzir os transtornos enfrentados pela população no período de chuvas. Com equipes atuando diretamente nas comunidades, o programa transforma planejamento em entregas concretas e reforça a presença do poder público nos bairros.