Connect with us

Notícias

Festival do Coco 2025 em Mâncio Lima integra serviços, economia e cultura

Published

on

O 5º Festival do Coco foi aberto na sexta-feira, 12 de setembro, em Mâncio Lima, no Complexo Esportivo Totão, com programação até domingo, 14, reunindo atrações culturais, campeonatos esportivos, feira de empreendedores e oferta de serviços públicos, em parceria entre a Prefeitura e o Governo do Acre. A organização estima público superior ao das edições anteriores e aponta impacto na economia local pelo foco em agricultura familiar e comércio de derivados do coco.

A estrutura do evento reúne policiamento, Corpo de Bombeiros e ações educativas do Detran, além do apoio logístico do Estado. A Seict participa com fomento a jogos digitais, enquanto a gestão municipal disponibiliza tendas de saúde com testes rápidos para ISTs e malária, aferição de pressão e glicemia. Há ainda atuação da Vigilância Sanitária com orientação a manipuladores de alimentos e entrega de EPIs. “O Festival do Coco movimenta a cidade, gera renda e valoriza a tradição do nosso povo”, afirmou o governador Gladson Cameli. A vice-governadora Mailza Assis disse que a festa “atrai visitantes e fortalece o turismo regional”.

A programação inclui Copa dos Campeões, Festa dos Pescadores, corrida de motocross, exposições e sorteios, além de shows de Viny Cantor no sábado e da dupla Danilo e Davi no domingo, com artistas locais no palco principal. Na abertura, crianças do Coral Vozes da Aurora se apresentaram, seguidas por cantos e danças do povo Puyanawa, conduzidos pelo cacique Joel Puyanawa. O prefeito Zé Luís afirmou que o festival “é oportunidade de potencializar a economia, apoiar empreendedores e mostrar Mâncio Lima”, destacando a parceria com o Estado.

Entre os serviços e demonstrações, a Secretaria Municipal de Produção monta mostra de frutas, mandioca, cana, coco e café, com exposição de maquinário e orientação técnica. A Assistência Social promove atividades para crianças e atendimento de referência da Proteção Social Especial, enquanto o Meio Ambiente oferece jogos educativos e experiências com realidade virtual. Pela primeira vez, a Cocotech leva oficinas de hardware e um estande de interações com inteligência artificial. Participam ainda Detran/AC, Polícia Militar, Conselho Tutelar e Sebrae. “O festival se tornou um espaço de cidadania”, disse o prefeito.

A primeira noite também elegeu a realeza da festa: Alana Matos foi escolhida Rainha e Klaian Fernandes, Rei, com premiações em dinheiro e aparelhos celulares. “Dedico este título a todos que me apoiaram”, disse Alana. “É minha primeira vez no festival e estou sem palavras”, afirmou Klaian. Moradores e empreendedores relatam expectativa de vendas e visibilidade para produtos à base de coco, óleo e artesanato. “Esperamos o ano inteiro pelo Festival do Coco”, disse o morador Roberto Reis; para a empreendedora Maria Jose Saraiva, “o festival amplia as vendas e fortalece o negócio”.

De acordo com a organização, o evento consolidou-se como o maior do município, com estimativa de reunir cerca de 50 mil pessoas em três dias. A Prefeitura e o Governo apontam que a tradição do coco — presente na culinária, no artesanato e na renda de famílias da região — é o eixo que sustenta a proposta de integrar cultura, serviços públicos, turismo e geração de negócios no calendário anual da cidade.

Notícias

Elevado da AABB entra na reta final e será inaugurado nesta sexta em Rio Branco

Published

on

A Prefeitura de Rio Branco conclui os últimos serviços do elevado da AABB, na Estrada Dias Martins, e marcou a inauguração para a noite desta sexta-feira (20), em uma intervenção que liga a Estrada Dias Martins à Avenida Ceará, dois dos principais corredores de tráfego da capital.

O complexo viário tem 278 metros de extensão e recebeu iluminação em LED, paisagismo com espelhos d’água e intervenções artísticas nas laterais, com grafites que retratam elementos da fauna e da flora e referências ao homem do campo.

O secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, disse que o elevado atende um gargalo antigo e deve melhorar o deslocamento em uma área com circulação diária superior a 15 mil veículos. “Não se trata apenas de arquitetura, mas de uma solução essencial para o trânsito, principalmente por conectar duas das principais vias de Rio Branco”, afirmou.

O diretor-presidente da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb), Abdel Derze, informou que a obra incluiu drenagem e contenção para aumentar a durabilidade da estrutura e que a pavimentação do entorno está praticamente concluída. “O fluxo de veículos fluirá com mais tranquilidade, sem retenções. Também estamos implantando toda a estrutura de acessibilidade, assegurando que o espaço seja inclusivo para todos”, disse.

Com a entrega prevista para esta sexta, a expectativa da gestão municipal é reduzir retenções no trecho e reorganizar a circulação no entroncamento da Dias Martins, com impacto direto em deslocamentos diários e no acesso a áreas residenciais e comerciais do entorno.

Continue Reading

Notícias

MPAC investiga suspeita de alta abusiva da gasolina em Rio Branco e sindicato pede fiscalização “do poço ao posto” no Acre

Published

on

O Ministério Público do Acre (MPAC) abriu na quinta-feira (19) uma apuração para investigar suspeitas de aumento abusivo no preço da gasolina em postos de Rio Branco, em meio à escalada de valores registrada ao longo de março de 2026 na capital. A iniciativa ocorre enquanto o sindicato que representa o comércio varejista de combustíveis no estado defende que a fiscalização alcance toda a cadeia, da origem do produto até a bomba, para esclarecer ao consumidor como o preço é formado.

A investigação foi instaurada pela 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor e está sob condução do promotor Dayan Moreira Albuquerque. A apuração foi aberta após a repercussão do tema na imprensa local e com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a elevação dos preços praticados em Rio Branco, com registros entre R$ 7,60 e R$ 7,65 por litro em postos da cidade.

Como primeiras diligências, o MPAC determinou a coleta de reportagens sobre o assunto e enviou ofícios à ANP solicitando as pesquisas semanais de preços referentes aos meses de janeiro a março de 2026 na capital acreana. O Procon/AC também foi acionado para informar quais ações de fiscalização e monitoramento foram realizadas no período. Depois do retorno dessas informações, o procedimento volta para análise e pode ter novas medidas adotadas.

No setor, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac) cobrou que o acompanhamento não se concentre apenas nos postos. O presidente da entidade, Delano Silva, afirmou que a apuração precisa atingir todos os elos do mercado. “É preciso fiscalizar do poço ao posto”, disse, ao sustentar que o revendedor não é o único ponto a ser observado quando há pressão de preços no varejo.

Delano também defendeu mais transparência sobre custos e repasses, argumentando que o debate público costuma mirar o posto sem detalhar o que ocorre antes da venda ao consumidor. “Não adianta buscar culpados isolados. É necessário explicar de forma clara como se dá a formação dos preços”, afirmou. Ele citou mudanças na política de comercialização da Petrobras e fatores externos, como instabilidade no Oriente Médio, como elementos que podem pressionar o petróleo e repercutir na cadeia de combustíveis no Brasil.

Com a apuração em andamento, a expectativa é que os dados solicitados à ANP e as informações do Procon/AC ajudem a mapear a evolução dos preços em Rio Branco e a orientar os próximos passos do MPAC. Ao mesmo tempo, o setor aposta que uma fiscalização mais ampla pode apontar com mais precisão onde ocorrem os maiores impactos no valor final pago pelo motorista e reduzir a disputa pública concentrada apenas na ponta do varejo.

Continue Reading

Amazônia

Cientistas do Brasil e Reino Unido se reúnem em Belém para debater restauração na Amazônia

Published

on

Pesquisadores do Brasil e do Reino Unido se reuniram em Belém entre 17 e 19 de março de 2026 para discutir caminhos de conservação e restauração florestal na Amazônia, em um workshop que buscou transformar resultados científicos em soluções práticas, com foco em resiliência climática, justiça social e governança. O encontro ocorreu na Ilha do Mosqueiro, no Hotel Fazenda Paraíso, e reuniu cerca de 60 participantes.

O workshop “Florestas Amazônicas no Século XXI: da compreensão das pressões socioambientais à formulação de soluções” marcou mais uma etapa de projetos colaborativos entre os dois países e teve participação de pesquisadores ligados ao Capoeira – Centro Avançado em Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental, coordenado pela Embrapa e financiado pelo CNPq. A programação combinou debates técnicos e atividades de campo, com visitas a uma floresta madura no Parque Guma, a áreas de floresta secundária e a um sistema agroflorestal no Assentamento Abril Vermelho.

Professor de Ciências da Conservação na Universidade de Lancaster e integrante britânico do comitê gestor do Capoeira, Jos Barlow afirmou que a reunião buscou aproximar informações produzidas por diferentes métodos, do monitoramento por satélite ao trabalho de campo. “Integrando pontos de vista e conhecimentos de vários lugares, conseguimos validar métodos e melhorar os modelos globais para entender melhor o que está acontecendo no chão”, disse. Ele também defendeu que o encontro sirva para aproximar pesquisadores experientes e cientistas em início de carreira, com espaço de mentoria e troca sobre a realidade local e perspectivas globais.

A agenda incluiu discussões sobre limites ecológicos e prioridades para recuperação de áreas degradadas. Stephen Sitch, professor de Geografia Física na Universidade de Exeter e coordenador do projeto SOS, fruto de acordo de cooperação internacional entre o Reino Unido e a Embrapa, afirmou que a meta é identificar um “espaço operacional seguro” para o ecossistema amazônico e mapear onde a restauração pode gerar mais benefícios, diante das áreas mais vulneráveis.

Coordenadora do Centro Capoeira e pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Joice Ferreira defendeu que a agenda de conservação e restauração precisa avançar com participação social e uso direto dos resultados científicos por gestores e formuladores de políticas públicas. “O objetivo chave é contribuir para uma restauração inclusiva, que atenda às prioridades das comunidades locais”, afirmou. Na mesma linha, a pesquisadora e bolsista da Embrapa Yuki Murakami, que estuda governança e legislação de restauração, apontou a inclusão de populações tradicionais na tomada de decisão como um dos principais entraves para ampliar a escala de iniciativas de recuperação florestal. “A legislação precisa ser mais participativa e inclusiva em relação a esses grupos para que a restauração ganhe escala”, disse.

O encontro foi financiado por agências e programas de fomento como CSSP LURE, DEFRA-GCBC, NERC-UKRI e iniciativas de pesquisa do Capoeira e do CNPq, além de reunir especialistas de instituições como IPAM e INPE em temas que vão de monitoramento a laser e riscos climáticos à governança e aos impactos sociais. A expectativa dos organizadores é que a aproximação entre dados, modelos e experiências de campo ajude a orientar decisões públicas e estratégias de restauração com maior alcance, com efeitos diretos sobre políticas ambientais, planejamento territorial e projetos que dependem da participação de comunidades que vivem e produzem na floresta.

Fonte: Embrapa

Continue Reading

Tendência