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Política

Finalmente, governo Federal dá atenção à BR364 e melhora tráfego

DNIT atua na BR364, buscando melhorias e segurança, fortalecendo a principal via de integração do estado

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Após um período de 4 anos de abandono, a BR364 agora conta com a presença ativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em todos os seus trechos. Há cobertura e contratos estabelecidos do trecho de Rio Branco a Cruzeiro do Sul. Ricardo Araújo, superintendente do DNIT/AC, destaca os progressos alcançados e aponta os próximos desafios a serem enfrentados nessa região.

O DNIT/Acre concentrou seus esforços neste ano nos diferentes segmentos da BR. A correção da pista foi concluída em grande parte do trecho, priorizando a manutenção e aprimoramento da estrada. O aumento significativo do tráfego resultou em viagens de aproximadamente 7 a 9 horas entre Rio Branco e Cruzeiro. Isso representa um novo desafio, conforme explicado por Ricardo Araújo: “Devido ao intenso tráfego, o desgaste da estrada é mais acentuado e rápido, o que demanda uma manutenção contínua e constante da via.”

“Estamos cientes do aumento do tráfego devido às obras, porém, nossa prioridade é corrigir os buracos e assegurar a segurança das estradas, mantendo a prevenção e a manutenção. Nosso maior desafio será controlar as erosões para assegurar uma estrada de alta qualidade. Queremos manter esse fluxo entre as 7h e 9h mesmo durante o período chuvoso”, afirmou Ricardo Araújo.

Com a presença das equipes do DNIT/Acre, a estrada atualmente se encontra em ótimas condições, garantindo um fluxo de tráfego grande. Estimativas apontam que carros de porte médio podem levar aproximadamente 8 horas, enquanto veículos menores podem demandar cerca de 9 horas para percorrer o trajeto. Já as caminhonetes maiores, devido ao peso e à necessidade de cuidados adicionais no transporte, podem levar de 10 a 11 horas. Devido ao intenso fluxo, a segurança deve ser uma prioridade redobrada, com atenção especial à velocidade e à manutenção dos veículos, incluindo freios e pneus, essenciais para a segurança na estrada.

Luiz Gonzaga, presidente da Assembleia Legislativa do Acre, inspecionou obras na BR-364 entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul durante sua visita ao Juruá, elogiando o trabalho do DNIT. [Foto: Assessoria]

Ricardo Araújo, superintendente, destaca que a atenção do DNIT/Acre estará voltada para o trecho entre Sena Madureira e Feijó, bem como de Feijó até Liberdade, somando aproximadamente 400 quilômetros. Ele ressalta que “A BR 364, devido aos quatro anos sem manutenção, enfrenta desafios consideráveis, como erosões significativas. Estamos concentrados em resolver esses problemas, abordando as erosões e implementando soluções como a substituição com brita em áreas mais comprometidas, além de realizar melhorias para fortalecer o macadame.”

O DNIT planeja manter as equipes de trabalho ativas mesmo durante o período de inverno, garantindo a continuidade do tráfego na estrada. De acordo com o superintendente, além das atividades de manutenção, o plano para o próximo ano envolve o início dos trabalhos de reconstrução e restauração. Ele afirmou: “Estamos nos deslocando a Brasília para acompanhar a licitação de um trecho específico, aproximadamente 100 quilômetros, que vai de Sena até depois de Manoel Urbano, com o intuito de reconstruir a via utilizando o método do macadame.”

“A determinação de Lula e seu respeito ao Acre foram fundamentais para avanços na BR364.”

Na região do Juruá, o Prefeito de Cruzeiro do Sul Zequinha Lima desempenhou um papel central, unindo lideranças locais e de todo estado, realizou várias viagens a Brasília em busca de ajuda e recursos para a melhoria da BR364. “Estamos empenhados em buscar melhorias para a BR364, e empenhados em colaborar com o DNIT para assegurar a qualidade dessa via tão importante para todos nós.” – Zequinha Lima, Prefeito de Cruzeiro do Sul.

Fotos: Agência de Notícias / Aleac

Política

PL Antifacção “mira a base” e deixa líderes e financiadores do crime fora do alcance, diz Sarrubbo

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O projeto de lei antifacção aprovado pela Câmara dos Deputados entrou no centro de uma disputa sobre o alcance real do combate ao crime organizado, após críticas do ex-secretário nacional de Segurança Pública Mário Luiz Sarrubbo, que afirmou que o texto, na forma atual, “atingirá apenas a base das organizações criminosas” e deixará de fora “o andar de cima” do crime. Em entrevista nesta quinta-feira (26), em Brasília, Sarrubbo disse que a versão aprovada enfraquece a punição às grandes lideranças e reduz a capacidade de asfixiar financeiramente as facções.

Segundo ele, a mudança mais sensível foi a retirada da taxação sobre as apostas esportivas para financiar o Fundo Nacional de Segurança Pública, mecanismo que, na proposta inicial, buscava garantir recursos para estados ampliarem ações contra organizações criminosas. “A Câmara não quis dar recursos para esse fundo por razões políticas. O Derrite retirou isso do texto. Seriam R$ 30 bilhões para o FNSP. Recursos que, na verdade, iriam para os estados, porque esse não é um recurso do governo federal”, afirmou, ao citar o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), relator da matéria na Câmara.

Sarrubbo também criticou o recorte do projeto, que, na avaliação dele, concentrou o foco em crimes violentos e abriu espaço para que agentes com conexões políticas e financiadores do crime organizado fiquem fora do alvo principal da lei. “Era contra eles que a gente queria avançar”, disse. Para o ex-secretário, o combate efetivo passa por cortar o fluxo financeiro das facções antes de operações territoriais mais amplas. “A hora de subir o morro é após conseguirmos estancar o fluxo financeiro das organizações criminosas, quando elas estiverem sem fuzis, desorganizadas e sem conseguir pagar para os seus olheiros”, afirmou.

Ao defender a estratégia de estrangulamento financeiro, ele citou a intenção original de criar instrumentos para atingir quem atua no sistema que movimenta e lava recursos do crime, incluindo agentes no mercado financeiro e em fintechs. “A Faria Lima não pega fuzil”, afirmou, ao mencionar a Operação Carbono Oculto, citada como exemplo de investigação sobre movimentação de recursos vinculados a facções como o PCC.

A crítica ocorre depois de a Câmara rejeitar alterações feitas pelo Senado e aprovar um texto que, para Sarrubbo, limita o alcance contra o núcleo decisório e o “coração financeiro” das facções, além de reduzir o fôlego orçamentário para ações de segurança pública nos estados. Com a tramitação avançada, a disputa agora se desloca para os próximos passos no processo legislativo e para a pressão de governos estaduais e do Executivo por ajustes que ampliem o foco sobre financiadores e lideranças, sob risco de a lei endurecer penas na ponta e manter intacta a estrutura que sustenta o crime organizado.

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Política

Prefeitos do Acre articulam consórcio e apoio do BNDES para resolver destino do lixo após 30 anos

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Os 22 prefeitos do Acre reuniram-se na manhã desta sexta-feira (27), em Rio Branco, para discutir uma solução conjunta para a destinação dos resíduos sólidos no Estado, com a criação e fortalecimento de um consórcio intermunicipal, apoio do Governo do Acre e estruturação de financiamento com participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O encontro ocorreu durante reunião da Associação dos Municípios do Acre (Amac), presidida pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, em que os gestores também analisaram e acompanharam a prestação de contas da entidade referente ao exercício de 2025. No centro do debate, entrou um dos principais gargalos enfrentados pelos municípios, a adequação do descarte de resíduos diante das exigências ambientais e de órgãos de controle.

O diretor executivo do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Acre, Emerson Leão, afirmou que a saída passa pela atuação consorciada, com suporte técnico e coordenação regional. “Estamos avançando de forma significativa. O consórcio cresceu muito nesses quase três anos e hoje já contamos com apoio técnico especializado”, disse. Ele também citou a Lei nº 12.305, ao defender a adoção de mecanismos que garantam sustentabilidade financeira ao sistema. “A Lei nº 12.305 é clara ao estabelecer que todos os geradores devem contribuir com a taxa de resíduos, garantindo a sustentabilidade do sistema e evitando penalidades aos gestores”, afirmou.

Bocalom declarou que o problema atravessa décadas e exige uma solução estruturada, fora da capacidade individual das prefeituras. “Esse é um problema que se arrasta há mais de 30 anos e que nenhum município, sozinho, tem condições de resolver. Agora, com o apoio do governo e a estruturação do projeto pelo BNDES, tenho certeza de que vamos dar uma solução definitiva e livrar nossos prefeitos desse passivo histórico”, afirmou.

Durante a reunião, o prefeito de Porto Acre, Máximo Antônio de Souza, formalizou a adesão ao consórcio e relacionou a pauta à saúde pública e ao saneamento. “Quem ganha é o meio ambiente e, principalmente, a população. Estamos tratando de um problema que envolve lixo, saneamento e saúde pública. Com o financiamento para os estudos e a definição do modelo de gestão, vamos conseguir dar uma resposta efetiva à sociedade e atender às exigências dos órgãos de controle”, disse.

A expectativa dos gestores é avançar na modelagem do sistema e na viabilização financeira para que todos os municípios, inclusive os de menor arrecadação, adotem uma destinação adequada e permanente dos resíduos, reduzindo riscos de sanções e impactos ambientais e sanitários, com decisões que podem redefinir a política de lixo no Acre nos próximos meses.

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Política

TSE aprova regras para Eleições 2026 com repasses a candidaturas indígenas e transporte gratuito

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou de forma unânime, na quinta-feira (26), em Brasília, sete resoluções normativas que definem as regras gerais para as eleições de outubro de 2026. As medidas estabelecem cotas financeiras específicas para candidaturas de povos originários, criam um programa de locomoção para eleitores com mobilidade reduzida e autorizam o uso de recursos de campanha em segurança privada para proteger candidatas de atos de violência política, visando organizar a preparação do pleito e garantir a uniformidade das diretrizes eleitorais.

Resumo: O que muda nas Eleições 2026

  • 🗳️ Cotas Indígenas

    Financiamento proporcional no Fundo Eleitoral e Partidário, acompanhando exatamente o percentual de candidaturas lançadas pela legenda.

  • 🚌 Transporte Gratuito

    A Justiça Eleitoral assume o deslocamento de eleitores com deficiência, quilombolas e moradores de aldeias isoladas no dia do pleito.

  • 🛡️ Segurança

    Liberação expressa do uso de recursos de campanha para a contratação de segurança privada por mulheres sob ameaça.

  • 📅 Prazos

    A emissão e regularização do título de eleitor encerram no dia 7 de maio. O sistema reabre apenas a 3 de novembro.

O plenário da Corte eleitoral decidiu incluir expressamente as candidaturas indígenas nas regras de distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário. O repasse ocorrerá de forma proporcional ao número de concorrentes. Um partido que lançar 10% de candidatos indígenas terá a obrigação legal de aplicar no mínimo 10% de suas verbas públicas na viabilização dessas campanhas. A norma equipara o formato de financiamento às cotas em vigor para pessoas negras e mulheres, que mantiveram o piso obrigatório de 30% dos recursos. As resoluções de ontem também definiram o calendário do cadastro eleitoral, cujo prazo final para emissão e regularização do título será encerrado no dia 7 de maio, com a reabertura do sistema programada para 3 de novembro.

As novas diretrizes instituem o programa Seu Voto Importa, estruturado para ampliar a acessibilidade na data da votação. A Justiça Eleitoral assumirá a organização de frotas especiais para realizar o trajeto de ida e volta de eleitores com deficiência, além de fornecer a logística para moradores de comunidades tradicionais, quilombolas e aldeias indígenas instaladas em áreas remotas. A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, pontuou que o projeto expande as garantias constitucionais básicas da população. “Não apenas as pessoas com dificuldade de locomoção, algo que alguns TREs já vinham adotando, mas também permitir que haja gratuidade e disponibilidade de transporte para aqueles que não conseguem acessar o transporte gratuito”, declarou. Em outra frente de atuação e defesa, o uso das verbas partidárias passou a cobrir as despesas com a contratação de profissionais de segurança para candidatas ameaçadas.

As normas entrarão em vigor após a publicação integral no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), prevista para ocorrer até o dia 5 de março. A oficialização das resoluções unifica a fiscalização sobre as legendas e enrijece o combate ao aliciamento de eleitores feito por meio de transporte clandestino na reta final das campanhas. Com a garantia de verbas e de deslocamento chancelada pelo Estado, há o impacto direto de se reduzir o índice de abstenção em zonas isoladas e de democratizar as disputas para a Presidência da República, governos estaduais, Senado Federal, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas em todo o país.

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