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Governo do Acre cria Comissão Estadual de Verdade e Memória para apurar violações durante regime militar

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O Governo do Estado do Acre instituiu, em 15 de maio de 2025, a Comissão Estadual de Verdade e Memória (Ceveme), em resposta à recomendação do Ministério Público Federal (MPF). A comissão está vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e foi criada por meio de resolução do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania (CEDHC), publicada no Diário Oficial.

A recomendação do MPF foi expedida em abril pelo procurador da República Lucas Costa Almeida Dias. O objetivo da Ceveme é reconhecer e esclarecer violações de direitos humanos ocorridas no estado durante o regime civil-militar (1964–1985).

A comissão terá entre suas atribuições a identificação de estruturas e instituições ligadas a graves violações, além de propor medidas de reparação e de não repetição. Também estão previstas a realização de audiências públicas para coleta de depoimentos de vítimas e familiares, a proposição de políticas públicas voltadas à memória e à verdade histórica, ações educativas e preservação de arquivos e documentos.

A composição da Ceveme inclui representantes do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual (MPAC), Universidade Federal do Acre (Ufac), Instituto Federal do Acre (IFAC), arquivos públicos, Comissão de Anistia, Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, além de órgãos do poder executivo estadual, da sociedade civil e de familiares de vítimas.

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O processo de instalação segue com a indicação dos representantes institucionais e publicação de decreto que regulamentará o funcionamento da comissão.

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Justiça Federal suspende cobrança de pedágio na BR-364 entre Porto Velho e Vilhena

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A Justiça Federal determinou nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2026, a suspensão imediata da cobrança de pedágio na BR-364, no trecho entre Porto Velho e Vilhena, em Rondônia, após concluir que a concessionária responsável não comprovou o cumprimento das obras iniciais exigidas em contrato, condição obrigatória para o início da tarifa. A decisão também apontou falhas na fiscalização realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A medida atende a ações civis propostas pelo partido União Brasil e por entidades representativas do setor produtivo, entre elas a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Rondônia (Aprosoja-RO) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). No entendimento do Judiciário, o contrato de concessão previa que a cobrança só poderia ocorrer após a conclusão de obras de recuperação do pavimento, sinalização e implantação de dispositivos de segurança, com prazo estimado entre 12 e 24 meses. A concessionária informou ter executado essas etapas em aproximadamente dois meses, sem apresentar documentação considerada suficiente para comprovação técnica.

A decisão também destacou que a fiscalização da ANTT se baseou em vistorias pontuais, que abrangeram cerca de 2% dos mais de 680 quilômetros concedidos, apesar de o contrato prever medições técnicas ao longo de toda a extensão da rodovia. Outro ponto analisado foi a implantação antecipada do sistema de cobrança eletrônica Free Flow, com pórticos de leitura automática de placas e tags, cuja adoção estava prevista apenas para fases posteriores da concessão, após alguns anos de operação.

Com a suspensão, a cobrança do pedágio permanece interrompida até que a concessionária comprove, de forma adequada, que a rodovia atende aos padrões de segurança e às exigências contratuais estabelecidas. Em nota, a Concessionária Nova 364 informou que ainda não havia sido oficialmente notificada da decisão judicial e afirmou que vem cumprindo as obrigações do contrato desde que assumiu o trecho entre Vilhena e Porto Velho, prestando contas regularmente à ANTT.

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A ANTT declarou que a cobrança de pedágio está prevista em contrato de concessão válido, resultado de processo regulatório formal, com o objetivo de viabilizar investimentos e a manutenção da rodovia. A agência informou ainda que acompanha o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, mantém políticas de transparência e que irá prestar os esclarecimentos técnicos e jurídicos solicitados no processo, respeitando a decisão judicial.

As entidades autoras da ação argumentam que a antecipação da cobrança, ocorrida no fim de 2025, alterou o cronograma original em quase seis meses, impactando o planejamento logístico e financeiro do setor produtivo. Segundo a Aprosoja-RO, contratos de venda, frete e financiamento são firmados com antecedência, e a criação de um novo custo sem aviso prévio compromete esses acordos. A entidade afirma não ser contrária à concessão da rodovia nem aos investimentos em infraestrutura, mas defende que mudanças contratuais desse porte sejam precedidas de planejamento e comunicação adequada.

Estudos apresentados no processo indicam que a cobrança do pedágio poderia reduzir em quase 3 milhões de toneladas o volume de cargas oriundas do Mato Grosso que transitam por Rondônia, o que representaria uma retração de cerca de 44% no fluxo transportado, com reflexos diretos na atividade econômica e na logística regional. Esses impactos foram considerados pelo Judiciário ao analisar os efeitos da medida sobre a economia e os usuários da rodovia.

A decisão também repercute no Acre, estado que depende quase integralmente da BR-364 para o escoamento da produção, o abastecimento de insumos e a ligação com os principais centros consumidores do país. Em artigo publicado em janeiro, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC) e deputado federal José Adriano destacou que um caminhão que sai de Rio Branco com destino a São Paulo pode percorrer cerca de 3.500 quilômetros e desembolsar aproximadamente R$ 1.993 apenas em pedágios nos trechos concedidos da BR-364, em Rondônia, e da BR-163, no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, antes mesmo de entrar no estado paulista.

Segundo ele, esse custo é incorporado ao valor do frete e se reflete diretamente nos preços de alimentos, insumos industriais e mercadorias consumidas no Acre, além de reduzir a competitividade das empresas instaladas em regiões mais distantes dos grandes mercados. José Adriano argumenta que, embora concessões possam melhorar a qualidade das rodovias, a cobrança integral de pedágios em corredores logísticos estratégicos aprofunda desigualdades regionais e defende modelos que combinem investimentos privados com subsídios públicos e tarifas diferenciadas, de modo a preservar o equilíbrio econômico, a previsibilidade logística e o desenvolvimento regional.

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Economia e Empreender

Juros tiveram impacto maior que tarifaço no emprego em 2025, diz ministro do Trabalho

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A alta da taxa básica de juros teve efeito mais amplo sobre a geração de empregos no Brasil em 2025 do que o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, nesta quinta-feira (29), em Brasília, durante a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o ministro, enquanto o chamado tarifaço adotado pelo governo norte-americano concentrou impactos em setores específicos, a elevação da Selic afetou investimentos e contratações em toda a economia, contribuindo para a desaceleração do mercado formal de trabalho .

De acordo com os números apresentados, o Brasil criou 1,279 milhão de vagas com carteira assinada ao longo de 2025, resultado 23,73% inferior ao registrado em 2024, quando o saldo positivo foi de cerca de 1,677 milhão de postos. O desempenho é o pior desde 2020, ano marcado pela pandemia e pelo fechamento líquido de vagas. O saldo do ano passado decorreu de 26,6 milhões de admissões e 25,3 milhões de desligamentos, refletindo um ritmo menor de expansão do emprego formal.

Ao comentar o cenário, Marinho avaliou que a política monetária teve papel central nesse resultado. “O tarifaço impactou, claro, mas acho que o impacto dos juros foi maior que o do tarifaço. Do ponto de vista global da indústria, o efeito dos juros é mais danoso”, afirmou o ministro, ao relacionar a Selic em 15% ao ano com a postergação de decisões de investimento e contratação por parte das empresas. Ele acrescentou que a política do Banco Central buscou reduzir o ritmo do crescimento econômico, mas que isso se refletiu em maior gasto orçamentário com o pagamento de juros.

Segundo o ministro, os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos se concentraram em segmentos específicos da economia e foram parcialmente mitigados por medidas adotadas pelo governo brasileiro, como a abertura de novos mercados e a implementação de planos de apoio a empresas atingidas. Ainda assim, Marinho destacou que o custo do crédito elevado tem alcance mais amplo, afetando diferentes setores produtivos e o consumo.

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Os dados mensais do Caged também mostram que, em dezembro de 2025, houve fechamento líquido de 618 mil vagas formais, movimento atribuído a fatores sazonais, como o encerramento de contratos temporários e ajustes de custos pelas empresas. O ministro afirmou que o resultado está em linha com o padrão histórico do mês. Para janeiro de 2026, Marinho disse que os números preliminares indicam desempenho positivo, mas alertou que a manutenção de juros elevados pode comprometer parte significativa do resultado do ano.

Tags: emprego formal, Caged, taxa Selic, juros, mercado de trabalho, economia brasileira, Ministério do Trabalho, tarifas comerciais

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Obras em ramais e pontes ampliam acesso à produção rural no Baixa Verde, em Rio Branco

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A Prefeitura de Rio Branco executou, em 28 de janeiro de 2026, serviços de abertura e recuperação de ramais e de construção de pontes nas regiões do Baixa Verde e do Ramal Guarani, com foco no escoamento da produção agrícola e no deslocamento das famílias que vivem na zona rural. As ações foram acompanhadas pelo prefeito Tião Bocalom e pelo secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, durante visita às áreas atendidas pelas obras.

As intervenções integram o conjunto de políticas municipais voltadas à infraestrutura rural e têm como objetivo garantir tráfego regular ao longo do ano, reduzir dificuldades logísticas e permitir que produtores consigam transportar seus produtos até os centros de comercialização. De acordo com informações da Prefeitura, a recuperação dos ramais e a implantação de pontes são medidas necessárias para manter a circulação mesmo em períodos de chuva, quando o acesso costuma ser interrompido.

Produtores da região relataram que as melhorias alteraram a rotina produtiva. Jorge Alves afirmou que a comunidade passou a contar com condições de acesso inexistentes anteriormente. “Aqui, antes, não tinha nada. Hoje, a realidade é outra”, disse. Já Raul Gonçalves informou que durante anos manteve apenas a produção para subsistência e que, após as obras, passou a investir no cultivo de banana, alcançando mais de 100 mil pés plantados em sua propriedade. Segundo ele, a possibilidade de transporte regular motivou a ampliação da produção.

Durante a visita, o prefeito Tião Bocalom destacou que atividades como o cultivo de banana, café e a produção de leite dependem diretamente da infraestrutura viária. “Com o ramal, o produtor sabe que conseguirá escoar sua produção”, afirmou, ao mencionar também a oferta de assistência técnica como parte do apoio municipal. Outro produtor, Adair Dutra, reforçou que a existência de estrada é condição básica para ampliar a produção agrícola. “Sem estrada não adianta produzir”, declarou.

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O secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, informou que as equipes atuam de forma permanente na zona rural, com recuperação de ramais, construção de pontes e acompanhamento técnico das propriedades. Segundo a Prefeitura, as ações buscam assegurar condições mínimas de trabalho aos produtores e manter a atividade agrícola como parte da economia local, com impacto direto na renda das famílias do campo .

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