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Governo Lula destina mais de R$ 8,7 milhões ao Acre para ajuda humanitária

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O Governo Federal vem dando apoio ao Acre desde o início das fortes chuvas. No último domingo (26), uma comitiva integrada pelos ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e do Meio Ambiente, Marina Silva, esteve no estado para ver de perto a situação dos municípios atingidos e se colocar à disposição para apoiar as ações de resposta e de atendimento à população afetada.

Na última sexta-feira (31), o governo federal anunciou que o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, aprovou o repasse de mais de R$ 8,7 milhões para assistência humanitária em quatro municípios do estado do Acre atingidos por inundações.

Serão destinados R$ 6,23 milhões para a cidade de Brasiléia, R$ 685,9 mil para Epitaciolândia e R$ 306,8 mil para Xapuri. O montante para cada município leva em consideração os valores solicitados pelas prefeituras nos planos de trabalho enviados ao MIDR.

Para a cidade de Rio Branco, já foi autorizado o empenho e o repasse de cerca de R$ 1,5 milhão. Os recursos serão usados na compra de cestas básicas, colchões, refeições quentes, lanches, água mineral, combustível e kits de limpeza para residências, higiene pessoal e dormitório.

A ajuda também vem pela Receita Federal, que entregará três toneladas de roupas ao governo do estado do Acre. O objetivo é ajudar as vítimas da enchente no estado.

A primeira leva de roupas chegou na madrugada de hoje (3/4) a Rio Branco, vinda do aeroporto de Guarulhos. O transporte foi feito gratuitamente pela companhia aérea. Devido ao grande volume da carga, o embarque das mercadorias será realizado de forma fracionada. Hoje chegaram 500 kg de roupas. A expectativa é completar o envio das três toneladas de produtos em até nove dias.

As mercadorias apreendidas estavam no depósito da Receita Federal em Araraquara, interior do estado de São Paulo. A Receita Federal apreende mercadorias no trabalho de combate à entrada irregular de produtos do exterior. Além das mercadorias apreendidas em operações próprias, a Instituição administra as mercadorias apreendidas em parceria com outros órgãos públicos. No processo de destinação dessas mercadorias, a Receita Federal busca ser ágil e adotar alternativas sustentáveis e conectadas às necessidades sociais do país.

Kits de medicamentos e insumos
Na última quinta-feira, 30, o Estado recebeu seis kits de medicamentos e insumos trazidos pelo Ministério da Saúde (MS). Cerca de nove mil acreanos, atingidos pelas enchentes, serão beneficiados.

Os insumos incluem, por exemplo, ataduras, esparadrapos, luvas, máscaras e seringas, além de hipoclorito de sódio (solução 2,5%), que pode ser usado para tratar a água para consumo humano. A relação de medicamento permite o atendimento das pessoas atingidas com agravos agudos e crônicos.

Os kits contam, também, com medicamentos da atenção básica, antibióticos e anti-inflamatórios que podem ser utilizados nas situações secundárias acarretadas pelo alagamento, como doenças respiratórias ou doenças transmitidas por vetores.

Foto: Marcos Vicentti/Secom.

Acre

Acre registra 18 focos de incêndio em 24 horas; agosto marca início do período mais crítico

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O Acre registrou 18 focos de incêndio em um intervalo de 24 horas e chegou a 119 ocorrências entre 1º de janeiro e 7 de agosto de 2026. O avanço acontece no início do período mais crítico da estiagem no estado, quando agosto e setembro costumam concentrar a maior quantidade de queimadas.

Apesar dos novos registros, o número acumulado em 2026 permanece baixo em relação aos anos anteriores. O Acre encerrou 2025 com 2.184 focos de calor, queda de cerca de 75% na comparação com 2024, quando foram contabilizadas 8.658 ocorrências. Em 2023, o estado havia registrado 6.562 focos.

Os números de 2024 e 2023 correspondem aos totais anuais. Em 2022, o Acre terminou o ano com 11.840 focos de calor. O maior volume da série histórica ocorreu em 2005, quando foram contabilizados 15.993 registros no estado.

Somente em agosto de 2005, foram detectados 7.669 focos, maior quantidade registrada para um único mês no período analisado. O histórico mostra uma concentração das ocorrências durante o verão amazônico, quando a redução das chuvas e a vegetação mais seca favorecem a propagação do fogo.

A média histórica para agosto é de 1.761 focos, enquanto setembro registra média de 3.280 ocorrências. Em julho, a média cai para 242. Até 7 de agosto deste ano, foram contabilizados 22 focos no Acre, número ainda distante da média mensal.

O monitoramento de focos de calor é feito por imagens de satélite. Os registros permitem acompanhar a evolução das queimadas em grandes áreas e identificar mudanças na distribuição das ocorrências durante o período de estiagem.

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Rio Branco

Ação de saúde bucal orienta crianças e famílias durante a Expoacre 2026

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A Prefeitura de Rio Branco realizou, na quinta-feira (6), uma ação de educação em saúde bucal durante a sexta noite da Expoacre 2026. A programação, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Saúde por meio do programa Geração Sorriso Saudável, reuniu crianças, pais e responsáveis em atividades sobre higiene, prevenção de doenças e cuidados com os dentes desde a infância.

As orientações foram apresentadas de forma lúdica, com brincadeiras como a Roleta da Saúde Bucal e a Pescaria do Sorriso. Durante as atividades, as crianças responderam perguntas e receberam informações sobre a maneira correta de escovar os dentes, o uso adequado da escova e do creme dental e a importância de manter uma rotina de higiene bucal.

Criadora do programa, a cirurgiã-dentista Evilane Paula explicou que a proposta é aproximar as orientações de saúde do universo infantil e envolver também os responsáveis. “Nosso objetivo é incentivar hábitos saudáveis desde a infância e formar uma geração mais consciente e comprometida com o cuidado do sorriso”, afirmou.

Pais e responsáveis também aproveitaram a programação para esclarecer dúvidas sobre a escovação das crianças e a prevenção de problemas bucais. Igor Oliveira, pai de José Pietro, avaliou que atividades educativas podem ajudar as famílias diante do consumo frequente de doces e alimentos industrializados, que podem prejudicar a saúde dos dentes quando não há higiene adequada.

A dona de casa Cleia Santos, mãe de Emanuel e Abimael, disse que a iniciativa também auxilia os adultos a acompanhar os filhos durante a escovação. “Muitas vezes a gente não sabe qual é a forma correta de ajudar na escovação”, afirmou.

A visitante Débora Mazini também participou da atividade e relacionou os cuidados com a boca à saúde de forma geral. A programação buscou ampliar a prevenção de cáries e outros problemas bucais ao levar orientações diretamente ao público que circulou pela Expoacre.

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Economia e Empreender

Pix cresce e já responde por 20,5% dos pagamentos em bares e restaurantes

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O Pix ampliou a participação nos pagamentos presenciais em bares e restaurantes brasileiros e já responde por 20,5% das vendas no setor. O percentual era de 16,5% em 2024. O avanço ocorre principalmente entre pequenos estabelecimentos, negócios de alimentação rápida e empresas das regiões Norte e Nordeste.

O levantamento reuniu informações de 2.109 estabelecimentos comerciais. Apesar do crescimento do Pix, o cartão de crédito continua como principal forma de pagamento, concentrando 41,5% das vendas. O cartão de débito aparece em seguida, com 25,1%.

O dinheiro em espécie perdeu espaço e passou a representar 8,3% das vendas presenciais. Os vouchers respondem por 4,6%, enquanto os cheques, que durante anos tiveram presença relevante nas transações comerciais, representam menos de 1%.

A participação do Pix é maior nos estabelecimentos de menor porte. Entre empresas com faturamento anual de até R$ 130 mil, a ferramenta responde por 30,4% das vendas realizadas em salão e balcão. Nos negócios com receita entre R$ 130 mil e R$ 360 mil, o índice é de 22,6%.

Nas empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão, o Pix representa 24% das vendas. Entre os estabelecimentos que faturam mais de R$ 1 milhão por ano, a participação varia de 14,9% a 17,5%.

O modelo do negócio também interfere na escolha do meio de pagamento. Nos estabelecimentos de alimentação rápida, 24,6% das vendas são pagas por Pix. O percentual chega a 21% nos restaurantes especializados, 19,9% em bares e casas noturnas e 17% nos restaurantes que oferecem refeições completas.

As diferenças regionais são mais acentuadas no Norte, onde o Pix representa 29,8% das vendas em salão e balcão. O percentual supera os 25,5% registrados na pesquisa anterior e também ultrapassa a participação do cartão de débito na região, de 24,5%.

No Nordeste, o Pix alcança 24,2% das vendas e também fica à frente do cartão de débito, que responde por 23,4%. Nas demais regiões, a ferramenta ocupa a terceira posição entre os meios de pagamento. A participação chega a 18,1% no Sudeste, 17,9% no Centro-Oeste e 16,5% no Sul.

O dinheiro em espécie permanece abaixo de 11% das vendas em todas as regiões do país. A expansão dos pagamentos digitais também acompanha a busca dos estabelecimentos por operações mais rápidas e menores custos nas transações.

Para o setor de bares e restaurantes, o Pix também passou a integrar outras estratégias digitais, como programas de fidelidade, pedidos eletrônicos e ferramentas voltadas à gestão do fluxo de caixa.

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