Connect with us

Cultura

Kleber Mendonça celebra indicações de O Agente Secreto ao Oscar e destaca políticas públicas para o cinema

Published

on

O diretor Kleber Mendonça Filho afirmou nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, que as quatro indicações de O Agente Secreto ao Oscar representam um reconhecimento construído ao longo de anos e resultado direto de políticas públicas de incentivo à cultura, em mensagem divulgada em seu perfil no Instagram após o anúncio da Academy of Motion Picture Arts and Sciences. “Muito obrigado por toda essa energia tão incrível que a gente está sentindo do público brasileiro para o Agente Secreto e para essas quatro indicações”, disse o cineasta, que acompanhou ao vivo a divulgação da lista e descreveu o momento como “nervoso”, mas positivo.

Na gravação, Kleber relatou que estava reunido com amigos que participaram do filme quando soube das indicações e agradeceu às empresas responsáveis pela distribuição. “Eu quero também agradecer a Neon pelo trabalho excelente que vem sendo feito e que agora tem continuidade no mês de fevereiro nos Estados Unidos, divulgando o filme nos Estados Unidos e também em outros países”, afirmou. O diretor também mencionou a atuação da Vitrine Filmes no Brasil e disse que a distribuidora ajudou a transformar o longa em um sucesso de público. “Ajudou a gente a transformar o Agente Secreto num arrasa-quarteirão. Passamos ontem de um milhão e meio de espectadores, o que é absolutamente incrível”, declarou.

Kleber Mendonça também citou Wagner Moura, indicado a Melhor Ator, e contou que o ator soube da nomeação durante uma viagem. “Quero também agradecer e mandar um grande abraço para o Wagner Moura, que estava no avião quando ele soube da informação que ele está indicado ao Oscar de melhor ator”, disse. O diretor lembrou ainda que o filme alcançou o mesmo número de indicações de Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, e relacionou o feito à trajetória recente do cinema nacional. “Esse filme está vindo um ano depois do Ainda Estou Aqui, do Walter Salles. Esse é um filme que tem quatro indicações, que é a mesma quantidade de indicações que o Cidade de Deus conseguiu”, afirmou.

Ao comentar o processo de criação de O Agente Secreto, Kleber destacou a influência de produções anteriores e da cena cultural de Recife. “O Agente Secreto não surgiu esse ano. O Agente Secreto é fruto de muitos outros filmes. Não só os filmes que eu já fiz, mas o Agente Secreto também não existiria sem Amarelo Manga, de Cláudio Assis”, disse, ao lembrar da primeira vez em que viu a cidade de Recife retratada em cinemascope no Festival do Rio. Segundo ele, a obra também reflete um ambiente cultural mais amplo. “É uma combinação de vir de uma cidade que é o Recife, que tem um talento muito natural para a cultura, para a literatura, para o teatro, para a música e, claro, para o cinema”, afirmou.

O diretor dedicou parte de sua fala ao papel do investimento público na produção cultural brasileira e associou o desempenho internacional do filme à existência de políticas de fomento. “O Agente Secreto é fruto de políticas públicas. Políticas públicas são uma maneira inteligente, está na nossa Constituição, de você investir na identidade do próprio país”, declarou. Para Kleber, esse tipo de investimento permite que a população se reconheça nas próprias produções. “Com políticas públicas para as artes, para a expressão artística, eu realmente acho que a população do nosso país passa a se ver, e é muito importante quando você se vê”, afirmou.

Na mesma mensagem, ele comparou o apoio ao setor cultural a outras áreas estratégicas da economia. “O Brasil é um dos países que utiliza de maneira inteligente o investimento público em produtos culturais do Brasil, um pouco como se investe também na indústria automobilística e no agronegócio”, disse. Para o cineasta, destinar recursos à cultura é uma forma racional de política pública. “Investir no produto cultural do país é uma maneira muito inteligente de investir esse dinheiro”, completou.

Ao final da fala, Kleber Mendonça citou a presença de novos filmes brasileiros em festivais internacionais e afirmou que outras produções estão em desenvolvimento. “A gente tem agora novos filmes em Berlim, no Festival de Berlim, e eu espero novos filmes incríveis sendo trabalhados hoje, ou escritos, ou montados, ou mixados”, disse. Ele também agradeceu ao público que acompanha o longa desde sua estreia em maio no Festival de Cannes. “Um grande abraço para todo mundo que tem acompanhado a trajetória do Agente Secreto desde maio no Festival de Cannes. Eu estou muito feliz com esse dia de hoje”, concluiu.

Cultura

Luta abolicionista de Luiz Gama avança para virar Patrimônio da Humanidade

Published

on

A atuação abolicionista de Luiz Gama entrou na disputa por um reconhecimento global da Unesco com a candidatura de documentos, manuscritos e textos publicados na imprensa que registram sua defesa jurídica de pessoas escravizadas no Brasil. A inscrição foi oficializada pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Arquivo Nacional em 26 de novembro de 2025, dentro do edital 2026-2027 do Programa Memória do Mundo, e o resultado deve sair no fim de 2027.

Figura central da história brasileira, Luiz Gama libertou mais de 500 pessoas escravizadas e construiu sua trajetória a partir da própria experiência de violência. Nascido livre, ele foi vendido pelo pai aos 10 anos, em Salvador, e levado para São Paulo, onde viveu sob escravidão até conseguir provar, aos 18, que tinha direito à liberdade. Impedido de se formar em Direito por causa do racismo, frequentou aulas como ouvinte, tornou-se rábula e passou a atuar nos tribunais em defesa da população negra.

A candidatura apresentada à Unesco reúne o acervo preservado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo sob o título Presença Negra no Arquivo: Luiz Gama, articulador da liberdade (1830-1882). Entre os documentos estão cartas de alforria, registros produzidos quando Gama trabalhava em delegacia e um livro manuscrito com a lista de 123 africanos livres. O conjunto já recebeu reconhecimento do Comitê Regional para a América Latina e o Caribe do programa da Unesco e agora busca o selo mundial.

Parte desse acervo revela como Gama usou o próprio trabalho no aparato estatal para enfrentar a escravidão. Ao ter acesso a passaportes de pessoas escravizadas, ele identificava casos de africanos trazidos ilegalmente ao país mesmo depois da proibição do tráfico. Em vez de permitir a continuidade da posse ilegal, barrava documentos, ajudava a garantir a liberdade dessas pessoas e fazia seus registros de identidade. A atuação provocou confronto com setores poderosos da época e terminou com sua expulsão da polícia, em 1869.

Outro eixo decisivo da candidatura é a chamada Questão Netto, apontada por historiadores como uma das maiores ações coletivas de libertação de escravizados das Américas. No processo, Gama enfrentou a disputa em torno da herança do comendador Manoel Joaquim Ferreira Netto para fazer valer a libertação de 217 pessoas escravizadas prevista em testamento. O caso se tornou um marco de sua atuação jurídica e política.

O reconhecimento internacional pode ampliar a projeção da obra de Luiz Gama como símbolo da luta por liberdade, igualdade e reparação histórica. Mais do que preservar papéis do século 19, a candidatura leva à Unesco o registro de uma ação concreta contra a escravidão em um país marcado pelo tráfico humano e pela desigualdade racial.

Continue Reading

Acre

Tarauacá abre editais da PNAB com R$ 329,5 mil para projetos culturais

Published

on

A Prefeitura de Tarauacá abriu nesta segunda-feira, 1º de junho, os editais do ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc para financiar projetos culturais no município. Ao todo, são 40 oportunidades distribuídas entre as áreas de arte e patrimônio, iniciativas voltadas aos povos originários e apoio a artistas iniciantes, com investimento somado de R$ 329,56 mil.

O maior volume de recursos ficou concentrado no edital de arte e patrimônio, que vai selecionar 20 projetos com repasse de R$ 10.228 para cada proposta, totalizando R$ 204.560. O edital para artistas iniciantes prevê 10 projetos de R$ 6 mil cada, com R$ 60 mil reservados. Já a chamada voltada aos povos originários vai premiar 10 propostas com R$ 6,5 mil por iniciativa, num total de R$ 65 mil.

As inscrições seguem abertas até 12 de junho. Nos editais de arte e patrimônio e de iniciantes, o prazo termina às 13h. No edital dos povos originários, o encerramento está marcado para 23h59 do mesmo dia. A seleção faz parte da política federal de fomento à cultura instituída pela Lei Aldir Blanc e executada no município pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Inovação.

Além do recorte por área, os editais também trazem ações afirmativas. Nas chamadas de arte e patrimônio e de iniciantes, há reserva de 25% das vagas para pessoas negras e 5% para pessoas com deficiência. No edital dos povos originários, 60% das vagas foram destinadas à participação feminina.

A prefeitura afirmou que a abertura das seleções representa “um importante avanço para o setor cultural” e defendeu que os editais ampliam as condições para que artistas, grupos e coletivos desenvolvam projetos, movimentem renda e fortaleçam a produção cultural de Tarauacá.

Confira os editais da PNAB ciclo 2 (Prefeitura Tarauacá); Edital 004/2026 – Iniciantes (Prefeitura Tarauacá); Edital 003/2026 – Arte e Patrimônio (Prefeitura Tarauacá); Edital 002/2026 – Povos Originários (Prefeitura Tarauacá)

Continue Reading

Cultura

Alysson Bestene lança 18º Circuito Junino de Rio Branco com investimento de R$ 600 mil

Published

on

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, lançou nesta segunda-feira, 1º de junho, o 18º Circuito Junino da capital com investimento de R$ 600 mil para estrutura, organização e realização da programação de 2026. A abertura marca o início do calendário oficial das festas juninas no município, com expectativa de movimentar grupos culturais, artistas, ambulantes e o comércio local ao longo de junho.

O circuito terá duas etapas principais. A primeira será realizada entre os dias 12 e 14 de junho, na Praça da Revolução. A fase final está marcada para os dias 19, 20 e 21 de junho, no Quadrilhódromo, espaço tradicional das apresentações juninas em Rio Branco.

Durante o lançamento, a prefeitura reforçou que o evento faz parte da política de incentivo à cultura popular e ao fortalecimento das quadrilhas juninas da capital. A proposta é garantir estrutura para os grupos, ampliar a participação do público e manter uma das manifestações culturais mais tradicionais do calendário acreano.

Além das apresentações, o circuito também deve concentrar disputa entre quadrilhas, programação artística e ações voltadas ao público que acompanha os festejos. A expectativa da organização é de que a edição deste ano repita a mobilização registrada em anos anteriores e fortaleça a cadeia econômica ligada aos arraiais.

Com o aporte confirmado, a gestão municipal aposta no circuito como vitrine da cultura popular de Rio Branco e como um dos principais eventos do mês de junho na cidade.

Fotos: Sérgio Vale

Continue Reading

Tendência