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Mâncio Lima terá Usina de Beneficiamento de Café; ordem de serviço é assinada

Iniciativa impulsiona produção, industrialização e comercialização, beneficiando produtores de Cruzeiro do Sul e fortalecendo a economia regional

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Nesta sábado, 27, em Mâncio Lima, foi assinada a ordem de serviço para a construção da usina de beneficiamento da CooperCafé, marcando um novo capítulo para a indústria de café na região.

Durante o evento, Perpétua Almeida, diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), discursou sobre a construção do Complexo Industrial do Café. Este projeto é uma colaboração entre a ABDI e a CooperCafé, com um investimento de mais de R$ 5 milhões. A previsão é que a indústria comece a operar em setembro deste ano, contribuindo para a geração de emprego e renda no Acre.

Almeida ressaltou a importância do envolvimento do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin no projeto. “E isso tudo só foi possível por causa do comprometimento do presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin que, ao lançarem a nova política industrial, fizeram questão de incluir os pequenos produtores, a agricultura familiar, que é responsável por botar comida na mesa do povo”, afirmou. Ela também elogiou a equipe da ABDI pela agilidade e eficiência na execução do projeto.

A Indústria de Cafeicultores do Vale do Juruá, estabelecida em 2021, tem sido parte essencial no desenvolvimento da produção de café na região, que conta com mais de 200 mil habitantes. O projeto se beneficia do suporte da administração estadual e de outros parceiros, buscando promover o desenvolvimento econômico e social do Acre.

Cerca de R$ 6 milhões serão investidos para a construção e equipamento da nova unidade, com recursos provenientes da CooperCafé e da ABDI. A usina permitirá um processamento mais eficiente do café, assegurando um produto final de qualidade para o consumidor.

Jonas Lima, presidente da CooperCafé, expressou sua satisfação com o projeto, considerando-o um marco para o setor no Acre. “As conquistas que estamos presenciando hoje foram construídas com muitas mãos”, celebrou Jonas.

Presente no evento, o prefeito Zequinha Lima elogiou a coragem dos pioneiros da cafeicultura, bem como o presidente atual da Coopercafé, Jonas Lima. Ele destacou o crescimento da cultura em Cruzeiro do Sul e revelou planos para investimentos significativos na cafeicultura do município.

“Em 2021, tínhamos 70 mil pés de café. Com investimentos, plantamos 405 mil em 2022 e 450 mil no ano seguinte. Meta para 2024: 928 mil pés. Investimento total de 3,5 milhões, com emendas de 2 milhões da deputada Perpétua, 400 mil do deputado Zezinho Barbary e 1 milhão do Senador Alan Rick. Recursos beneficiarão produtores locais para alcançar autossuficiência na produção. Planejamos um complexo com equipamentos para apoiar agricultores.” Destacou Zequinha, ainda agradeceu ao governo federal, especialmente ao Ministério da Agricultura, e a contribuição da ex-deputada Perpétua Almeida, diretora da ABDI.

Gladson Cameli expressou otimismo sobre a determinação das pessoas em plantar café, destacando os benefícios econômicos, oportunidades e impactos positivos no meio ambiente. Ele enfatizou a importância da agricultura familiar na prevenção de incêndios e queimadas ilegais, promovendo a legalização da plantação. O governador prevê que Mâncio Lima se torne a capital do café e assegurou o apoio do governo para impulsionar um negócio sustentável, fortalecendo a economia e gerando emprego e renda.

Na assinatura da Ordem de Serviço em Mâncio Lima, estiveram presentes o prefeito Isaac Lima, os prefeitos de Rodrigues Alves, Jailson Amorim, e de Feijó, Kiefer, o diretor da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – Anater, Camilo Capeberibe, representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – MDA, os deputados estaduais Edvaldo Magalhães e Nicolau Júnior, o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Acre, Ronald Polanco Ribeiro, o Secretário de Estado de Agricultura, José Luís Tchê, o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre – OCB, Valdemiro Rocha, e o representante do Sindicato das Indústrias do Café do Acre, empresário Beto do Café Contri.

Rio Branco

Ação do Outubro Rosa atende mais de 200 mulheres em Rio Branco

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Mais de 200 mulheres receberam atendimentos de saúde nesta terça-feira (6), durante a abertura da programação do Outubro Rosa em Rio Branco. A ação Conexão Rosa – Cuidado que Transforma foi realizada no Centro de Referência da Saúde da Mulher e da Criança Barral y Barral, com exames, serviços de prevenção e planejamento reprodutivo.

A programação reuniu serviços como ultrassonografia, inserção do contraceptivo Implanon, práticas integrativas, atividades físicas e atendimentos de Telessaúde, incluindo eletrocardiograma e teledermatologia. Também foram oferecidas atividades de beleza e orientação às participantes.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que a campanha busca estimular a procura pelos serviços de prevenção disponíveis na rede municipal.

“É uma campanha de conscientização, buscando cada vez mais a prevenção e o combate ao câncer do colo do útero e ao câncer de mama. É importante que, nesse momento de conscientização, nossas unidades realizem essas ações por meio da Secretaria Municipal de Saúde”, afirmou.

A programação do Outubro Rosa seguirá durante o mês nas unidades de saúde da capital. A diretora de Políticas em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Jocelene Souza, orientou as mulheres a manterem os exames preventivos em dia, incluindo avaliação das mamas e o exame preventivo do colo do útero, conhecido como PCCU.

Um dos relatos durante a ação foi o de Letícia Rufino, que aguardava havia aproximadamente um ano e meio por um dos serviços disponibilizados. “Eu já estava esperando há quase um ano e meio. Se tivesse chegado há mais tempo, seria muito melhor, mas está excelente. Tem muita gente lá fora ainda ansiosa por esse momento, e ainda bem que chegou a minha vez”, contou.

A ação também ofereceu a inserção do Implanon como alternativa de planejamento reprodutivo. Antônia Apurinã, moradora do território Camicuã, em Boca do Acre, relatou que pretende utilizar o método para conciliar maternidade, trabalho e estudos.

O Centro de Referência da Saúde da Mulher e da Criança Barral y Barral funciona das 7h às 17h, sem interrupção no horário de almoço. As atividades relacionadas ao Outubro Rosa continuarão ao longo de outubro na rede municipal.

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Economia e Empreender

Governo bloqueia 13,2 mil sites de bets e R$ 1,3 bilhão ainda aguarda devolução

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O governo federal já solicitou o bloqueio de 13.241 sites de apostas ilegais no Brasil desde 25 de setembro. A medida faz parte da ofensiva contra as plataformas de bets após a proibição da atividade no país. Paralelamente, cerca de R$ 1,325 bilhão ainda precisa ser devolvido a aproximadamente 26,5 milhões de apostadores.

Além dos sites, foram solicitadas retiradas de páginas, perfis, canais e grupos relacionados às apostas em diferentes redes sociais e aplicativos. Entre os alvos estão páginas no Facebook, perfis no Instagram e TikTok, canais e grupos no Telegram, grupos de WhatsApp e um servidor no Discord. O conjunto atingia mais de 17 milhões de usuários.

Dos 188 sites que estavam autorizados a funcionar até segunda-feira (5), apenas uma plataforma permanecia acessível nesta terça-feira (6). O Ministério da Fazenda informou que também pediu o bloqueio desse endereço.

O prazo para que os usuários retirassem voluntariamente o dinheiro mantido nas plataformas terminou às 23h59 de segunda-feira. Agora, as empresas devem informar às instituições financeiras os valores que permaneceram nas contas de cada apostador, vinculados ao CPF e à conta bancária utilizada nos depósitos.

Os números mostram que uma parcela pequena dos usuários concentra a maior parte dos recursos ainda retidos. Cerca de 1% dos apostadores, aproximadamente 200 mil pessoas, reúne 80% do saldo pendente. Já 3,4% concentram aproximadamente 90% dos valores.

O governo também deve investigar contas com quantias consideradas elevadas. Cerca de 40 registros possuem saldos acima de R$ 500 mil ou R$ 1 milhão. A apuração deverá verificar possíveis casos de lavagem de dinheiro e eventual ligação dos recursos com organizações criminosas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que antes da proibição entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões por dia saíam da renda das famílias em direção às plataformas de apostas. Para o governo, o encerramento das operações deve reduzir esse fluxo de recursos.

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Justiça do Acre

Câmara Criminal mantém pena de 17 anos por tortura contra presos em Rio Branco

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre manteve a condenação de um homem que atuava como chefe do departamento de segurança de um presídio de Rio Branco pelo crime de tortura contra reeducandos. A pena foi fixada em 17 anos, um mês e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado.

Os episódios ocorreram em 2023. De acordo com o processo, a violência foi empregada contra presos com o objetivo de obter confissões relacionadas à posse de materiais ilícitos dentro da unidade prisional.

A defesa recorreu da condenação e pediu a absolvição. Como alternativa, solicitou que a conduta fosse enquadrada como abuso de autoridade, lesão corporal leve ou maus-tratos. Os pedidos foram rejeitados pela Câmara Criminal.

Relator do caso, o desembargador Francisco Djalma considerou comprovadas a autoria e a materialidade do crime. “Inadmissível cogitar na solução absolutória ou na desclassificação da conduta para outro delito”, afirmou.

O magistrado enquadrou os fatos na modalidade conhecida como “tortura-prova”, prevista na Lei nº 9.455/1997. Esse tipo de crime ocorre quando alguém provoca sofrimento físico ou mental com a finalidade de obter informação, declaração ou confissão da vítima.

No julgamento, Francisco Djalma também levou em consideração a função exercida pelo condenado dentro do sistema penitenciário. Para o relator, por ocupar a chefia do setor de segurança, caberia ao servidor impedir práticas ilegais e orientar a atuação dos demais policiais penais.

“O réu exercia o cargo de chefe de departamento de segurança, ou seja, deveria dar o exemplo aos demais policiais penais e coibir tais práticas dentro do presídio”, afirmou o desembargador durante o julgamento.

O processo tramita em segredo de Justiça. Por esse motivo, a identidade do condenado e outros detalhes relacionados às vítimas não foram divulgados.

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